Poemas de Realidade

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Assim...

Assim foi nosso amor... um sonho que viveu
de um sonho, e despertou na realidade um dia...
Um pouco de quimera ao léu da fantasia...
Um flor que brotou e num botão morreu...

Embora sendo nosso, este amor foi só meu,
porque o teu, não foi mais que pura hipocrisia,
- no fundo, há muito tempo, a minha alma sentia
este fim que o destino afinal já lhe deu...

Não podes, bem o sei - sendo mulher como és,
saber quanto sofri, vendo esta flor desfeita
e as pétalas no chão, pisadas por teus pés...

Que importa ? Hás de sofrer mais tarde - a vida é assim...
Esse mesmo sorrir que agora te deleita
é o mesmo que depois há de amargar teu fim !...

(Coletânea - "Meus Sonetos de Amor " 1ª Edição, 1961)

No caminho dos meus sonhos encontrei a realidade
Em minha realidade deparei-me com a ansiedade
Na minha ansiedade perdi-me no caminho

Hoje eu ultrapassei
o tênue fio da realidade
e escondi minhas dores na gaveta
E na ponta da caneta
derramei amores
só porque hoje o dia acordou
com cara de felicidade

Esta tendo um apocalipse dentro de mim
Parece besteira
Mais é realidade
É só a minha loucura

No ínicio não parecia nada
Mais o furacões aumentaram sua fúria
E o índice de destruição cresceu
Até o chão tremeu

Isso é até divertido de contar
Mais a dor é tão forte
a ponto de me fazer chorar

Socorro! Socorro!
É o fim
Um fim de tudo que ha dentro de mim

E o que vem...
Depois do carnaval?
Onde ficou a alegria.
A folia.
A realidade da fantasia?
O que temos para comer Brasil?

"A alegria é o que sentimos quando percebemos o aumento de nossa realidade, isto é, de nossa força interna e capacidade para agir.

Aumento de pensamento e de ação, a alegria é caminho da autonomia individual e política.

A tristeza é o que sentimos ao perceber a diminuição de nossa realidade, de nossa capacidade para agir, o aumento de nossa impotência e a perda da autonomia. A tristeza é o caminho da servidão individual e política, sendo suas formas mais costumeiras o ódio e o medo recíprocos. "

Realidade

Cada segundo é um instante,
cada minuto é um segundo,
cada hora é um minuto,
eis uma aula interessante.

Cada segundo é uma hora,
cada minuto são dias,
cada hora são semanas,
eis uma aula entediante.

É a realidade
que não ser negada
É a realidade universalizada.

⁠Ai da saudade

Quanta saudade
Há nesta despedida
Dura realidade
A vida!

Ausentar é triste
O suspirar insiste
E também o amor
Que consola a dor

O vazio agiganta
A agrura tanta
Tanta saudade
Sua majestade
A saudade tanta

Agora na sua ausência
Seu carinho na carência
Sua poesia, otimismo, alegria
Nos meus versos, seus!
O adeus. Foi-se a Deus!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
São Paulo, Guaianase, 07/08/2019
Dona Verconda Espadarote Bulus
poetisa entre montanhas e flores,
São José do Calçado perde sua poetisa.
Minha gratidão, minha saudade, meus sentimento

“Um sonho sonhado sozinho é um sonho. Um sonho sonhado com Deus é uma realidade." -- Yoko Ono

Quando Deus tem um desejo no céu para realizar aqui na terra, ELE coloca em nós um sonho.

Não desista do SONHO de Deus.

Como não amar à poesia da vida
Se é ela quem me faz sonhar na realidade que me
Veste à alma e o coração.

Hoje o dia pode até amanhecer Complicado,
Mais de volta voltaremos a realidade que nos faz viver
esse amanhecer...
A tarde já será tarde e o presente que nos move...

Mais um dia esta se passando
E eu aqui estou
Tentado fazer de meus sonhos a minha realidade
Tentado fazer de minha tristeza a minha alegria,
Olho para o céu e vejo que tudo aos poucos
esta escurecendo, e lembro de tudo
Que fiz, e tudo o que deixei de fazer nesse dia,


E me pergunto será se magoei alguém?
Ou será que deixei de fazer alguém feliz?
Às vezes choro ao final do dia,
Pois em varias situações deixei de ser forte
E me tornei fraco, deixei de ser um sonho.
e me tornei um pesadelo.

Ao final do dia sempre olho para o relógio
E vejo que deixei muitas horas vagas
Que deixei um novo tempo passar,
Será se terei uma outra oportunidade
Para fazer o que não fiz?
Ou será que não?

Você vive na ilusão e na aparência das coisas.
Há uma realidade, mas você não a conhece.
Quando compreendê-la, vai ver que você não é nada.
E, sendo nada, você é tudo.
Isso é tudo.

Sócrates dizia que as crenças é que determina a realidade.
Platão deixou escrito que grandes caminhadas começam com um primeiro passo.
Aristóteles dizia que o ser humano é resultado dos seus hábitos, e que somente alcançamos a excelência se formos disciplinados na gestão do nosso comportamento.
Sêneca dizia que se a pessoa não sabe para onde vai, em qualquer lugar que chegar, não será bom.
Eu pergunto: Aonde você quer chegar? O destino e o sucesso estão emas mãos. Portanto, estude e seja dono (a) do seu próprio cabresto!

Eu sei que sonhar demais coloca nossa realidade em risco.
Mas nasci com essa sina de querer escalar precipícios só pra ver o que encontro do outro lado.
Eu me arrisco nesta busca pelas coisas que amo e quero pra mim...
Me atiro de cabeça, me entrego e me rendo as tentações da vida.
Meu sonho?
Ser tudo o que sempre quis ser...
Se vou conseguir?
Não importa...O que importa é que eu vou continuar tentando, e enquanto eu tiver sonhos, vou sonhando!

A xícara de café

Vagando entre o sonho e a realidade,
mergulho os pensamentos
na xícara de café,
quebro uma casquinha de pão nos dentes
no lirismo das 4 da tarde.

A cafeteria num ponto mágico
me traz a luz da rua
e a energia vital
desprendida das coisas paradas,
é como se eu pudesse ver
as verdades alheias.

Movimento da rua
feito de passos largos
e um homem inerte
que capturo com o olhar
em silêncio num banco,
momento que pressinto
paz e calmaria.

Mergulho os olhos na
xícara de café
imóvel
a colher move
meus olhos parados...

A xícara e o café
de um se faz o outro
eternos...
Encanto que me tira
a pressa
e me faz desperta e atenta,
apaziguada e viva.

Ao redor da xícara de café,
há uma folha mágica,
de onde os versos emergem
e oculta a realidade,
provocando minha alma
para contar minha história:
a fala do silêncio,
de quem caminha sozinha.

Eu sei que é foda, mas é a realidade
Devassas hoje em dia não tem corpo nem idade
Basta ser bonitinha, basta ser inteligente
Se a mídia abraçar, ai fudeu, acha que é gente.

O desejo...
Foi além
da imaginação!
Virou realidade.
Sedução!
Os sonhos se
fazem reais.
E muitas vezes...
Nos surpreendem!

Jogo da vida

Às vezes construimos verdades que na realidade são ilusões criadas pelo pensamento para alimentar algum sentimentos.
E quando a lógica encontra esse "erro" descobri-se a burrice e a idiotice do pensamento, e a mente fica paralisada em meio a tantas realidades ilusórias que foi encontrada na memória.
De repente todo raciocínio busca uma forma de cobrir o buraco formado, e nessa busca encontra mais erros, a uma explosão no celebro, pois o sentimento de arrependimento toma de conta do que sobrou da consciência, em meio essa confusão após algumas horas de paralisação total, tudo começa a funcionar novamente de forma lenta mais com o tempo funciona. Depois disso tudo, nasce ali na memória uma experiência de vida.


Boa noite.

Infância, amor, tempo

Impossível fugir a esta dura realidade,
A de te querer.
Lapido-me
De forma contundente
Para que não percebas
O que por detrás dos meus olhos Há:
O amor que vem do tempo,
Há tanto tempo
Esculpido na delicadeza
Da inocência
Ainda indecisa,
Que não sabia,
Ao certo,
Como se proteger.
Pequeno grão de areia,
Pés descalços era eu.
Mochila da moda,
No meio da criançada!
Guardava, entre livros -
Sonhos e aprendizados.
Na castidade da serenidade,
Desenhava-te em sobriedade,
Enquanto o quadro negro,
De giz
Rabiscavas.
E contavas, ensinavas...
Ainda que em tom ríspido,
A alma branda
Acenava.
Já não sei se acordada,
Com a sua imagem, estupefata,
Desdobrava-me
Ascendendo ao céu;
Sinal de menina ludibriada.
Sim,
Todos os rebentos sonham,
Romantizam o primeiro amor,
Mas não fazem ideia de que crescem,
Transmutam-se em pássaros
E aconchegam-se em ninhos
Maduros,
Muitas vezes vazios.
À espera do novo sol
Esvaem-se. Espera dolorida
No peito que guarda o passado
Puro,
De seda clara,
Envolvido em lágrima
Partida,
Prateada,
Cristalizada
À lua da mulher amada.
Branca a sua pele
Em textura de Van Gogh,
Que eterniza o ser.
Estúpida sutileza esta,
A de não se saber!
Apego-me à lembrança
De um rosto que não é seu,
E na melodia da mais bela
Canção,
''We've only just begun''
(Estamos apenas começando)
Perco-me
Em devaneio,
No vestígio de uma ilusão.
Falo mais do que recebo,
Enlaço-me na esfera
De quem venera.
A sua boca pertence
A lábios que não são meus.
O seu corpo,
Que almejo
Como guri sedento
Por subir
Às fruteiras do quintal vizinho,
É selado.
O seu ventre
Deu luz,
Fruto bendito!
E por entre espaços
Fez-se paz.
Cerro os meus olhos
À tentativa de
Castrar os meus medos.
Amo-te, ainda,
No silêncio pungido.
Da infância à maturidade...
Amor, tempo
E a triste certeza
De ser predestinado
A querer o que não se pode
Ter.