Poemas de quem Deu um Fora

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A ansiedade noturna é um tormento silencioso...
Quando tudo fica quieto lá fora, a mente faz barulho dentro da gente.
Os pensamentos se misturam, o coração acelera, e o sono parece um inimigo distante.
Você tenta se acalmar, mas a cabeça insiste em revirar tudo — o passado, o futuro, o que dói e o que falta.
E assim, a madrugada vira um campo de batalha que ninguém vê.




Feh Alvarenga

Na real?


A vida é um quebra-cabeça sem imagem na caixa.


Às vezes, tudo parece fora do lugar, sem sentido, sem lógica.
A gente se pergunta: “Pra quê tudo isso?”


Mas aí, do nada, uma peça se encaixa.
E por um segundo, tudo faz sentido.
A dor, o amor, os encontros, as perdas.
Principalmente as perdas.


Porque é no silêncio que a ausência deixa que a gente escuta mais alto o que nunca foi dito.


E percebe que cada momento, mesmo os mais confusos, tinham um propósito.
Mesmo que só a gente entenda.
Ou nem isso.
Na real, viver é isso,
Um eterno vai e vem entre o caos e a clareza.


E talvez o sentido da vida não seja entender…
Mas sentir.


O que não vale é se perder e ser tolerável virou uma alternativa.


By Evans Araújo

Mãe é abrigo no escuro
Mãe é abrigo no escuro,
Quando a tempestade lá fora é um susto.
Mãe é refúgio da alma,
Onde a calma reina e o coração se acalma.


É o porto seguro, o abraço apertado,
Que afasta qualquer medo ou cansaço.
Mãe é o lar, o aconchego do lar,
Onde a alegria e o amor vão reinar.


É a mão que acaricia, o beijo que cura,
A voz que acalenta e traz ternura.
Mãe é o amor que não tem fim,
Um presente de Deus, um ser tão divino.


No escuro, a mãe é a luz que brilha,
No refúgio da alma, ela é a paz que fascina.
Mãe é o abrigo que protege de todo mal,
No refúgio da alma, ela é o lar de paz eternal.


--------------- Eliana Angel Wolf

"Atrás do sorriso, há um coração quebrado.
Não se engane com o meu sorriso por fora,
Quando me ver sorrindo,
Lembre-se que por dentro eu choro
Sobre os pedaços que restaram
De tudo de mim que foi quebrado."


Por Marcio Melo

Avesso ( Narcélio Brito )




Por fora sou calmo, quieto
Por dentro, tempestuoso
Um solo vulcânico de sentimentos
Que explode em um jeito caloroso




E a erupção vem em forma de versos
Essas lavas expõem o meu lado avesso
Um furacão que tu não enxergas
E que explode nesse meu universo




Navego em águas tranquilas
Um mar sereno aos olhos teus
Mas no fundo, correm torrentes
Desafios e sonhos que são só meus




E a erupção vem em forma de versos
Essas lavas expõem o meu lado avesso
Um furacão que tu não enxergas
E que explode nesse meu universo




Ninguém vê a força que queima
A pressão que cresce no peito
Até que a tinta encontra o papel
Mostrando o meu mundo imperfeito

A chuva lá fora
não pede licença,
desmancha a pressa
em pura presença.
O dia é um hiato,
um café, um abrigo;
o céu cinza hoje
veio morar comigo.
No ritmo do teto,
o tempo se atrasa:
domingo é a chuva
batendo na casa.

O mundo lá fora se lava aos poucos,
enquanto admiro a alma que você tem.
Um coração que não se perde em jogos,
e que, de tanto afeto, me faz tanto bem.
É raro encontrar tamanha integridade,
alguém que faz da entrega o seu destino.
Tua bondade é a minha claridade,
teu abraço é meu porto e o meu hino.
A chuva cai, mas o peito está aquecido,
pois te amar é onde enfim encontrei paz.
Teu brilho é o meu presente mais bonito,
que o tempo guarda e o amor só satisfaz.

O mundo lá fora é um palco aceso,
Enquanto aqui dentro o tempo descansa.
Os grilos, em coro, num ritmo preso,
Regem a noite com sua constância.
Ouço o motor que na estrada se apressa,
Levando destinos pra longe de mim,
E a fala das crianças, que nunca tem pressa,
Brincando no eco de um tempo sem fim.
Um cão ao longe reclama da lua,
Um som solitário que corta o sereno,
Enquanto a paz se faz toda nua,
Neste meu canto, tão meu e pequeno.
Sou apenas silêncio, sou só audição,
Ouvindo o pulsar que a noite revela:
O grilo cantando pro meu coração,
E a vida passando além da janela.

A casa é um templo de paredes mudas,
Onde o silêncio senta e faz morada.
Lá fora, os grilos — vozes agudas —
Regem o vácuo da noite calada.
Ouço o carro cortando a distância,
Um rastro de luz que na estrada se vai,
Perdendo o som, perdendo a instância,
Como a folha seca que do galho cai.
Um cachorro late, num aviso ao vento,
Cobra do mundo sua parte de atenção,
Enquanto eu sigo aqui, no recolhimento,
Medindo os compassos do meu coração.
Não há mais vozes, nem passos, nem pressa,
Apenas o grilo e o asfalto a rolar;
A noite é um livro que enfim começa,
No instante em que o mundo decide parar.

O silêncio da casa é um manto pesado,
Que me deixa a sós com o meu próprio ser.
Lá fora, o grilo está sempre acordado,
Fazendo a noite inteira tremer.
Um carro na estrada é um brilho fugaz,
Um cachorro que late pro escuro sem fim,
Fragmentos de um mundo que segue em paz,
Enquanto o vazio se instala em mim.

​
​ O Peso do Julgamento


​"Cada um carrega uma cruz que os olhos de fora não alcançam. Antes de apontar o dedo para a ferida do outro, certifique-se de que as suas mãos estão limpas para ajudar."


Lúcia Reflexões &Vida




​

Fora sempre um exagero.
Não bastava ser uma frase de amor.
Você foi a vida inteira.
Não bastava ser dia nublado.
Tinha de ser chuva de dormir.

Não bastava distancia.
Você morava em mim.
Sempre soube,
Que você fora sempre um exagero.

Quando ao despertar da AURORA,
Olho pela janela e chove la FORA,
Um desejo imenso invade meu SER,
E esta vontade louca de te TER,
Todinha pra mim, envolvente em meus BRAÇOS,
E com minhas carícias ocupar teus ESPAÇOS,
Intensamente passional de te fazer FELIZ,
Pois na vida foi o que eu sempre QUIZ,
Foi pertencer a uma linda MULHER,
Se Deus permitir e assim o QUISER,
Certamente você ainda vai ser a MINHA,
Estrela, minha luz e minha RAINHA...

[Mensagem Fora da Garrafa]


O que é meu é para mim
e do teu quero um pouco,
vida estreita num segundo.


Ela se apresenta assim,
feita para alguém
e dedicada à todo mundo.


O que é seu é para ti
e do meu defeito louco,
a rudeza em tom imundo.


Invejo profundamente
pessoas que conseguem escrever
sobre a paz, em tempos de guerra,
Eu só consigo escrever
sobre a guerra,
mesmo em tempos de paz.


Tudo que se ganha é de grátis ?!
Não se engane,
o MUNDO está acabando,
Desde o princípio.


da pétala ao cabo,
só quero ser efêmero
como a flor,
porque ela pode acabar
e eu não ?!


Mas seja como for,
sei que um dia ainda me acabo,
Por aí.


O que é seu é para mim
e do teu não quero pouco,
há pureza num tom profundo.


O que é meu é para ti,
eis nosso defeito louco,
VIDA estreita num segundo.


Feita para alguém,
Ela se apresenta assim,
Dedicada à todo mundo.


(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

Fecho as portas das janelas mentais, então deixo o mundo suspenso lá fora; por um breve momento tenho a liberdade, sinto a leveza do ar!

#bysissym

… e lá fora a
vida me espera,
um manto azul e
nuvens brancas,
uma alameda florida
e perfumada
Então, eu fui viver!
#bysissym

INCERTA


Queria tanto um dia sentar numa mesa com você, jogar conversa fora, tomar uma cerveja ou o que você gostar, sem hora, nem compromissos, sorrir, falar... de amor, de tudo ou do quê for... Olhar profundamente em seus olhos, enxegar a tua alma, a tua beleza, ver o teu sorriso e a tua calma... Será isso uma coisa incerta? Sim! Eu bem sei! Isso não passa das vontades de um Poeta, que só queria, isso, não passa de poesia...

Viver no Brasil, às vezes,
é sorrir por fora
enquanto algo grita por dentro.
É um país hospedeiro,
bonito na vitrine,
mas desigual nos bastidores.
De um lado,
os que limpam o chão,
que acordam cedo,
que carregam o peso do dia nas costas.
Do outro,
os que decidem,
que discursam,
que pouco sentem o peso da própria decisão.
A diferença não é só de dinheiro —
é de tratamento,
de respeito,
de humanidade.
Quando a lei alcança uns,
vem pesada, fria, sem escolha.
Quando toca outros,
vem leve, quase gentil.
E assim,
entre celas lotadas e salas refrigeradas,
o povo aprende a sobreviver —
não a viver.
Mas ainda assim,
no meio dessa revolta toda,
existe algo que não conseguem tirar:
a voz.
E é ela que, um dia,
pode mudar tudo.
Helaine Machado

Seu medo da vida sempre fora gritante, soava um eco desconfortante despedaçando todo indício de coragem;
Mas nunca imaginava que tamanha covardia pudesse fazer com que você desistisse com tanta facilidade;
Seus princípios não foram suficientes para te acordar e abrir seus olhos;

“La Vereda” soa como um convite a andar fora da estrada principal.
A vereda é o caminho íntimo, o desvio onde o vento cochicha e as árvores sabem teu nome.
É o espaço entre o destino e o acaso, entre o sol que queima e a sombra que alivia.