Poemas de quem Deu um Fora

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Um mar de cores.


"Era uma vez" é algo típico.
Então lá vamos nós, mais uma vez...
Era uma vez um grupo,
Eram 7 pessoas,
Cada uma, única de seu jeito:
Uns pareciam loucos, mas felizes
Uns eram reservados, só observavam
Uns apenas seguiam a correnteza, deixando que ela os levasse,
Mas juntos eles eram incríveis, eram como as cores do arco-iris,
Separadas são únicas e lindas com tons,
Mas juntas formavam uma coisa surreal de se ver.

Hoje, Eu Ouvi Dizer.


Hoje meu professor nos falou sobre uma palestra em que um cego disse que as pessoas pensam que empatia é se colocar no lugar do outro, mas ninguém consegue se colocar no meu lugar, pois a pessoa pode fechar o olho ou tampá-lo com uma venda, e quando ela fizer isso vai se sentir insegura sobre para que lado ir ou onde andar, mas quando quiser ela pode destampá-lo, pode abri-lo, mas eu não posso ter essa segurança de que posso abri-los e enxergar tudo novamente. Aí, o professor nos disse que muitas vezes imaginamos o lugar do outro, mas nunca saberemos exatamente pelo que ele passa, pois nos colocar no lugar do outro dura minutos, mas não sabemos por tudo que essa pessoa passou. Nos disse para não desprezar aquele amigo que não para de falar um minuto, pois você não sabe o que ele passa em casa, talvez essa pessoa tenha dificuldade em se abrir realmente para os outros. Sim, empatia é se colocar no lugar do outro, mas muitas vezes não há como se colocar no lugar do outro, porque imaginar não é sentir.

Delirium


Para os corações
que nunca envelhecem.


Apenas esqueça,
por um instante,
que ainda sabe florescer.


A vida tem um estranho costume:
quando pensar ter aprendido
todos os caminhos,
Abra uma porta
Naquele lugar onde existe apenas parede.


Não se preocupe
De repente,
o mundo inteiro irá caber
na delicadeza do seu sorriso,
na gentileza de sua palavra,
na certeza de que ainda existe
beleza esperando por te.


Não é fraqueza
recomeçar.


O rio não pede desculpas
por continuar correndo,
nem a manhã
por nascer outra vez.


Tudo o que viveu
carrega dentro de si
o dom secreto
de renascer.


Talvez a esperança
não seja uma promessa.


Talvez seja apenas
a voz silenciosa da sua alma
lembrando que a luz
nunca deixou de existir—


ela apenas esperava
o teu coração
abrir aquela porta, se Lembra ?

O Brasil é um país multipartidário. Para que uma lei seja aprovada, muitas vezes é necessário formar coligações com outros partidos, o que frequentemente envolve negociações e acordos políticos. Na minha visão, isso acaba favorecendo trocas de interesses, nas quais cada grupo busca obter vantagens.


Ao meu ver, o sistema multipartidário amplia as oportunidades para práticas de corrupção e para a manipulação do processo legislativo.

A maior marca de um pai é como ele prepara os seus filhos para a vida!
Como um mestre que ensina o seu aluno.


_KANGAL

O Preço do Erro


Eu cometo erros e sou julgado,
A minha reputação está na lama;
Vivo um dia de cada vez, calado,
Sem esperar de ninguém o que me ama.


Os meus dias me pertencem, mas e agora? Será que pertencem só a mim? Respiro devagar vendo ir embora o vento deste espaço até o fim.


Não há perdão para o que foi ferido,
Menti pra sustentar um ar marrento.
Tolero a dor de ser um mal-entendido, E chamo de solitude este tormento.


Já não me importa andar pelo caminho sem amor, sem esperança e sem abrigo;


Só me restou aprender a ser sozinho,
Levando a minha sombra comigo.


— KANGAL


Aviso de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual
Todos os direitos reservados.


Esta obra literária é de autoria e propriedade exclusiva de James Richard Ferreira Pantoja, protegido pelo uso do pseudônimo Kangal, nos termos da Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998) e das normativas internacionais de proteção à propriedade intelectual.


Nenhuma parte desta criação pode ser reproduzida, distribuída, comercializada ou utilizada de qualquer forma, por qualquer meio eletrônico ou mecânico, sem a prévia e expressa autorização por escrito do autor, ressalvados os casos de citação permitidos por lei.

Tanjuro Kamado: O Guardião da Hinokami Kagura


Na neve fria onde o vento canta,
Um homem frágil de alma forte e pura, mantém a dança do sol que o perigo espanta, buscando a paz na noite escura, enquanto o tempo silencioso sempre avança.




Não há pressa em seus passos, nem temor,pois o fôlego da vida ele tem domínio e compreende;A dança do fogo, sagrada e do amor,na ponta da espada e no peito acende, obrilho eterno de um protetor.


Do pai para o filho a chama vai passar,com brincos de Hanafuda balançando ao vento,um fardo pesado que aprendeu a carregar
Com um sorriso calmo em cada momento,pronto para o destino enfrentar.


Mesmo fraco e cansado pela dor,
Sua mente alcança o mundo transparente, Um exemplo vivo de força interior, seu espírito firme reluzente,Guia os passos daquela gente Com a luz serena do verdadeiro amor.




Autor: James Richard Ferreira Pantoja (KANGAL)
© Todos os direitos reservados

A justiça jamais caminhou ao meu lado; observou-me de longe,
como um velho escriba que registra cada afronta
sem desperdiçar tinta antes da hora exata.


Chamaram-me de pequeno
porque confundiram silêncio com escassez,
e serenidade com rendição.
Mediram meu destino
pela estreiteza dos próprios horizontes.


O tempo, porém, não discute.
Lapida.


Quando seus ponteiros encerraram o julgamento,
não encontrei ruínas diante de mim,
mas espelhos.
E neles, cada sentença precipitada
retornava ao seu verdadeiro autor.


Não saboreio derrotas.
Saboreio a precisão.
Há um deleite quase sagrado
em assistir a arrogância descobrir,
tarde demais,
que a altura de um homem
jamais se mede pelo lugar
onde os outros insistiram em colocá-lo.


A justiça não me coroou.
Apenas removeu as sombras
que escondiam aquilo que eu sempre fui.


E esse veredito,
gravado pelo próprio tempo,
não admite recurso,
nem revisão.

Falsos profetas, tirando as esmolas de um povo que não tem o que comer. O que dirão a Deus quando Ele lançar vocês e sua casa nas fornalhas do inferno? Talvez respondam: "Bom, pelo menos tive uma vida terrena próspera."


Tolos. O fogo do inferno apagará a felicidade de cem anos em poucos segundos.

O Ídolo de Argila


Ergui um altar onde havia apenas barro.
Julguei encontrar um farol,
mas era uma chama alimentada pelo próprio ego.


Emprestei meses ao aço,
à disciplina,
ao silêncio que antecede o combate.
Cada golpe moldava meu corpo,
enquanto a admiração moldava minha cegueira.


Venci o ringue,
mas fui derrotado pela verdade.


Descobri que a força dos punhos
não redime a fraqueza da alma;
que cinturões não acorrentam demônios,
nem medalhas curam o vazio de quem vive escravo de si.


Há homens que tombam diante de um adversário;
outros desmoronam diante do espelho.


Aquele que eu chamava de mestre
era apenas um peregrino perdido,
vestido com a armadura da vaidade,
incapaz de sustentar o próprio espírito.


Então compreendi:


Minha vitória nunca pertenceu ao altar que construí.
Pertenceu ao sangue que derramei em cada treino,
à dor que suportei em silêncio,
à vontade que permaneceu de pé
quando a ilusão caiu de joelhos.


Os ídolos apodrecem.
A disciplina permanece.


E, quando a máscara finalmente se rompe,
não morre o discípulo —
morre apenas a mentira.

Amor Latente


Houve um amor tão imenso
que fez do meu peito um santuário
e dos meus olhos, devotos cegos da tua luz.
Amei-te com a força que antecede a criação,
com a fé insensata de quem acredita
que um único abraço pode ressuscitar a alma.


Entreguei-te tudo.
Até aquilo que eu jamais soube nomear.


Mas a verdade não anuncia sua chegada.
Ela rompe o silêncio como uma lâmina,
e o primeiro golpe sempre é nos olhos.


Quando enfim despertei,
o paraíso que eu jurava habitar
não passava de um templo erguido sobre ilusões.
Toquei tuas lembranças
e elas se desfizeram como cinzas entre meus dedos.


Então compreendi:


o amor e o ódio jamais foram inimigos.
São a mesma chama
condenada a mudar de cor.


O amor que um dia me deu fôlego,
que devolveu vida ao que havia morrido em mim,
foi o mesmo que, ao revelar seu verdadeiro rosto,
ensinou meu coração a sangrar sem morrer.


Hoje carrego apenas o silêncio.
Porque não existe escuridão mais cruel
do que a luz que revela
que todo o infinito vivido por dois
existiu apenas dentro de um.

Onde o Silêncio Reza


Havia um templo feito de pedra,
mas era o silêncio que sustentava suas paredes.
As velas queimavam lentamente,
como se soubessem que nem toda escuridão nasce da noite.


Os bancos antigos carregavam cicatrizes,
marcas de joelhos cansados e mãos unidas em oração.
Pediam apenas cuidado,
enquanto outros olhos enxergavam apenas cifras.


O ouro nunca brilhou mais que a fé.
Ainda assim, há quem troque a luz do altar
pelo reflexo frio das moedas,
esquecendo que toda riqueza roubada da esperança
cobra um preço que o tempo jamais perdoa.


Os sinos continuam a tocar,
mas seu som já não desperta apenas os fiéis.
Também desperta as consciências,
porque nenhuma sombra permanece escondida para sempre.


E quando a última vela se apagar,
não será a madeira, nem a pedra, que serão julgadas.
Serão os corações que confundiram o sagrado com interesse,
e fizeram do silêncio um cúmplice.


No fim, resta apenas a verdade:
ela caminha devagar, veste luto,
e sempre encontra o caminho de volta ao altar.

Onde a Sombra Faz Morada




Há vidas que parecem atravessar o mundo sob um céu que nunca amanheceu.


O destino lhes rouba nomes, abraços e futuros, e lhes da remédios para ser um Porto seguro ,
até que a memória se torne um cemitério onde o vento aprende a sussurrar.


Quem contempla tantas despedidas deveria entender
que toda existência é apenas um sopro, passa tão rapido,
uma chama vacilante que com o menor descuido o tempo se apaga.


Mas nem toda dor gera luz.


Há sofrimentos que, quando alimentados pelo vaidade,
deixam de ser cicatrizes e se tornam correntes;
aprisionam a alma, endurecem a voz
e transformam o julgamento em um altar de esquizofrenia.


É um paradoxo cruel.


Quanto mais a morte revela o valor da vida,
mais alguns insistem em desperdiçá-la medindo as falhas alheias dos outros, para Camuflarem às suas.


Esquecem que nenhum tribunal humano resiste ao relógio,
que toda sentença pronunciada hoje
amanhã será apenas poeira, palavras ao vento repousando sobre o cemitério de silêncio.


A maior tragédia nunca foi aquilo que o destino levou.


Foi permitir que cada perda apagasse, pouco a pouco,
a última centelha de lembranças de amor e, misericórdia vividas


Porque há um abismo mais profundo que o luto:


é sobreviver a tantas apocalipses
e, ainda assim, não aprender a ser guarda-chuva para quem também caminha sob a chuva.

Há um irmão cuja força rivaliza com a minha, mas que fez das sombras seu único refúgio. Não atravessa o caminho que leva até mim, não pronuncia meu nome, nem ousa romper o silêncio que ergueu entre nós. Ainda assim, sua voz encontra outra estrada: alcança os ouvidos de meu pai.


Ignoro quais palavras derrama. Talvez sejam preces, talvez veneno; talvez verdades mutiladas vestidas de luz. Apenas sei que, enquanto evita meus olhos, conversa com os fantasmas da minha ausência.


E nas noites em que o vento parece carregar segredos, pergunto-me se é a culpa que o oculta nas trevas... ou se as próprias trevas já aprenderam a chamá-lo de filho.

Dentro de mim moram dois sussurros:
um busca a luz, outro abraça a sombra.
Entre a razão e a loucura,
caminho sendo o próprio conflito que me habita.

A morte perguntou: _Quantas almas irei ceifar para poder trocar de Cargo ?


Cronos disse: _Um ano apenas depois aumentamos seu salário!

Um filho pode erguer impérios e ser aclamado por multidões, mas, se faz o coração do próprio pai sangrar, toda a sua glória pesa menos que uma lágrima silenciosa. Não há vitória capaz de preencher o vazio deixado pela ingratidão.


A dor de um pai não nasce porque deixou de amar, mas porque continua amando alguém que já não reconhece esse amor. E talvez a maior tragédia da vida não seja perder um filho para a morte, mas vê-lo vivo, distante e transformado pela soberba.


Honrar quem primeiro nos amou é a mais nobre das conquistas. Todo o resto é apenas poeira levada pelo vento.

QUANDO VOCÊ SORRI


Você sorri
e alguma coisa em mim desacelera,
como se o mundo, por um instante,
esquecesse de correr.


Há qualquer coisa no teu olhar
que eu não sei explicar,
um segredo que não pede palavras,
mas insiste em ficar.


E esse sorriso...
ah, esse sorriso.
Parece pequeno para quem vê,
mas dentro de mim
faz um universo inteiro nascer.


Talvez você nem perceba,
talvez nem saiba o que faz,
mas há beleza demais
na maneira como você simplesmente existe.


E eu, que sempre procurei
palavras bonitas para dizer o que sinto,
descobri que algumas pessoas
não precisam de poesia.


Elas são a própria poesia.


E você...
é daquelas que a gente olha
por alguns segundos
e passa o resto do dia
tentando entender
por que sorriu também.

Círculo de amor


Eu vivo um amor no plural, na singularidade e na covarde eternidade,


A proximidade que arrepia, o olhar de águia que atravessa pensamentos e aquele despertador que invade a alma gritando,


Curvas na estrada com neblina, vinho derramado após a quarta taça, sopro de um tal existir sem respirar,


O céu e o mar ficam sem vida no escuro até a lua aparecer mais uma vez,


A persistência trouxe a vitória, a coerência tem regado as rosas e a reciprocidade acontece todos os dias depois do meu achado de uma entre muitas milhões.

Pode um vaso de desonra se tornar um vaso de honra? A Bíblia responde:


"Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra." 2 Timóteo 2:20-21