Poemas de quem Deu um Fora
Meu bem,
a vida ensina
quem se permite
o discipulado,
e não se omite
de vivê-lo;
porém, existem
sempre aqueles
que não querem
o aprendizado,
e vivem julgando
sem consequência
e sem prova a tropa.
Não é suficiente
a complexa
exigência de
clareza necessária
na comunicação
direta porque
ela pede que
a mensagem
seja exata
como a tabuada.
Para que essa
insana rotina
não nos castigue:
deixo nas sagradas
mãos da poesia
que da linguagem
figurada se encarregue,
mas não esqueço
de se objetiva
ao dizer o sofrimento
que o General vem
passando na pele.
Ir ao quê interessa
levo como sempre
como regra absoluta
e excelência para
não deixar dissipar
o quê deve ser dito
em nome do que
sempre há o quê
comunicar quando
o bom senso falta,
e o quê é de verdade
se cala na multidão.
Sou o verbo
que denuncia
abertamente
na boca do
jovem tenente.
Nesta Pátria
há quem
nela durma
e que se
desencontra
na esquina
do destino
indiferente
ou conivente.
Não me importo
nadar contra
a corrente,
vou escrevendo
nas páginas
da vida
que estou
descontente
porque estão
arruinando
o General,
e acho que
nem sei mais
o quê é poesia.
Anseio libertar
a tropa mesmo
sem ter a ideia
de como fazer,
só sei que não
há mais tempo
a perder,
o maltrato
rompeu todo
o limite humano.
Vitor Meireles
Vitor Meireles é o teu nome,
mas quem te pintou com
atlânticas cores foi Deus,
Terra da minha gente linda
da Reserva Duque de Caxias,
e da minha gente imigrante
que veio fazer do Brasil
um país ainda mais gigante.
Vitor Meireles, preciosa,
teu nome era Forçação
onde os Rios Faxinal
e Palmitos se encontram
ali nasceu a nossa
História de amor e paixão,
tens em ti a reserva poética
que mais me fascina
as araucárias que sempre
fazem parte da minha vida.
Vitor Meireles é o meu amor,
com tudo o quê abriga
e a força desta gente que ergueu
uma cidade com alma bonita,
a cada verso e o baile
da Mata Atlântica poética
só aumenta a cada dia
a minha fascinação por esta terra.
Bom Jesus do Oeste
Bom Jesus do Oeste,
nasceste Linha Gaúcha
e o teu nome consagra
a quem se deve
toda a mais grata prece.
Bom Jesus do Oeste
tu és filha gentil dos caboclos,
e desta História todos
admiram, a gente reconhece
e virou o destino de povos.
Bom Jesus do Oeste,
tu és reconhecida pelas tuas
matas, cachoeiras e belezas,
e deste caminho de ternuras
o meu coração está entregue.
Bom Jesus do Oeste
amo a tua gente amável,
vou onde o vento do Oeste
a araucária ainda venera,
és fortuna brasileira e poética.
Nos terrenos baldios
da vida há muralhas
constantemente caindo.
Há quem não sossegue,
e vai lá no muro para
peticionar e escreve.
No chão caindo ou não,
sempre haverá gente
que vive sem coração.
As liberdades estão
ameaçadas e confirmadas
por prisões políticas
que seguem ignoradas.
Se você não consegue
entender a gravidade,
acha que tudo não passa
de poética bobagem:
não precisa discutir.
Cruze os teus braços,
aguarde pela tua vez,
quando ela chegar não
vai adiantar reclamar,
porque aqui não vou estar.
Eu sei bem
quem eu sou,
e que em dias
normais quem
veste calças
escreve poesias
para inquietar
e em outros dias
quem veste saias
escreve poesias
para perturbar.
Quem possui
pensamentos
de libertação,
quem é poeta
não é liderado,
me leve a sério:
o autoritarismo
mora ao lado.
Quem nasceu
herdeiro de um
vero legado,
sabendo que há
prisões politicas,
jamais seguirá
em frente e calado.
Não se
deve creditar
em quem
não presta,
o quanto
se empresta,
sempre
se torna 'munição política'
contra todo um povo.
Eu canto para não
morrer de desgosto,
pois já não é
segredo que há
flores no calabouço.
Nos enganam
o tempo todo,
não há notícias
dos generais
e da tropa,
é quase derrota
do processo de paz.
Há mais de uma
ironia helicoidal
com o desabrochar:
um escândalo brutal.
Quem sabe
o caminho
das pedras,
não cede
ao peso
das intrigas.
Não se cala,
sai em busca
Não entrega
a alma muda.
Quem sabe
a hora e o
quê falar,
é que deve
bem nessa
roda entrar.
Não dá jamais
motivo algum
ao diver(gente)
manter-se fervente.
Ainda mais se
ele tiver nas mãos
as vidas de pessoas
como a gente.
Porque precisamos
palavras de maciez
e de esperança,
para no futuro
não perdermosa confiança.
O silêncio é
uma pena
capital
aos poetas,
Pergunte
aos xamãs
A quem
pertence
A magia
das letras.
Calar a quem
quer que seja,
Nos incomoda,
e muito!
Das correntezas
nós somos
O barulho,
Não vamos
parar de falar,
Até a liberdade
voltar a seu
Devido lugar.
O silêncio além
de tudo é
Uma provocação
que nos endoida
Tal qual
se tira o diabo
Para dançar:
Você não vai
mais comer,
E nem dormir
Até nos escutar!
Quem deseja
o livramento,
Não discute,
não guerreia,
Canta doce
a melodia
pela libertação,
Sigo em poesia
e na oração,
Para livrar-te
da injusta prisão.
Os meus versos
são livres
Nas estrofes
atormentadas,
De ti e dos outros
as notícias estão
silenciadas.
E mesmo se eu
quisesse calar:
Não posso
me silenciar!
São 41 dias
e mil agonias
Ninguém
sabe o quê
de ti fizeram
E aonde
você foi parar.
Durante
a espera
convicta
destes
trinta dias,
Não há
quem
não pare,
De querer
de você
notícias,
Não há
quem não
se perca
no tempo,
Porque muito
é o silêncio,
Um preso
de consciência
pertence a todos,
Por Humanidade
até a Família dele
já nos pertence,
O humanitarismo
que nos reune
em lealdade,
Nos faz uma
grande Família
pela liberdade.
O amor é como água,
terra e ar,
O amor está por
todo o lugar,
Se você ama,
quem sou eu
na vida para te criticar.
Quem sabe conseguir
contatos imediatos,
Ver o Sol nascer com você
na Pedra do Segredo,
Sob a proteção do teu
divino amor não tenho medo.
O Sanguanel da lenda
só existe nela e no poema,
Cuide das suas crianças
porque o mel quem
nos dá são as abelhas,
O mundo não oferece
para a vida doces esquemas.
Quem usa a língua
em prol da destruição alheia
Vive como Bruxa pensando
que nasceu Sereia,
É um tipo de pessoa muito
pior do que o Minhocão,
Com pessoa assim não tenho
paciência para fazer média não.
O seu amor tem sabor
de Grumixama Amarela,
Foi ele quem me fez poeta
e nunca mais consegui
colocar os meus pés na terra.
A altura e o sabor
dos cocos dos Jerivás
contam a histórias
de quem experimentou
a infância com os pés
na terra e andou
de braços dados com
a verdadeira poesia,
Ficar contente só de rever
os Jerivás dançando no raiar
do dia remete que ainda
mantenho a original alegria.
Quem na vida
te difama ou te calunia
não tem sequer uma
noite de sono tranquila,
Porque a consciência
fica berrando mais
do que os fantasmas
de Anhatomirim.
Buscar Cajás frescos
para te seduzir,
Te beijar com
poesia para o teu
amor encontrar,
E quem sabe um
dia a gente se casar.
Evocar fantasmas
para quem procura,
Porque quem
procura sempre acha;
Ser como a lenda
da Lagoa Encantada
Dançar com o tempo
e celebrar o quê é de poema.
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