Poemas de quem Deu um Fora

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Lembrete


Jamais deixe de ser quem você é só pra poder agradar ou ser aceito pelas pessoas.

Uma flecha só cumpre o seu propósito
quando deixa o arco para trás.
A vida também. Quem insiste em olhar
para o ponto de onde partiu perde de
vista o alvo para o qual foi lançado.
O passado explica quem você foi;
o alvo revela quem você
ainda pode se tornar.

Quer viver bem:
Se tens problemas, ande com quem tem soluções,
se tens soluções ande com quem tem problemas.

Torna-te quem tu és e viverás o extraordinário.


— Friedrich Nietzsche, completada com meu otimismo.

Não dá sono pros olhos enquanto não vencer
Quem nasceu no sofrimento aprendeu sobreviver
Se o mundo te esmagou, então levanta pra lutar
Porque ninguém vai te salvar se tu não se revoltar

Não aceita fracasso, não aceita migalha
A vitória vem pra quem permanece na batalha
Cada queda é combustível pra tua evolução
Quem suporta tempestade vira furacão

Eu odeio a morte com a mesma intensidade que amei quem ela levou.
Eu odeio a morte porque ela me deixou dizendo 'eu sinto sua falta' para alguém que não pode mais ouvir.
Eu odeio a morte porque ela transformou lembranças felizes em motivos para chorar.
Eu odeio a morte porque ela me obriga a viver com uma saudade que eu nunca pedi para sentir.
Eu odeio a morte porque ela cria vazios que nenhuma pessoa, nenhum lugar e nenhum tempo conseguem preencher.
Eu odeio a morte porque ela não pede permissão, não dá avisos e não se importa com as vidas que destrói.

Temos consciência de quem realmente somos?


Ou apenas vestimos máscaras, repetimos hábitos e chamamos isso de identidade?


O maior cárcere não é o mundo exterior, mas a inconsciência. Enquanto o ego busca reconhecimento, poder e certezas, a essência permanece adormecida, esperando ser despertada.


A Grande Obra não consiste em conquistar o mundo, mas em vencer a si mesmo. Cada ilusão dissolvida é um passo em direção à Luz interior. Cada verdade descoberta é uma morte simbólica do falso "eu".


A pergunta permanece: você conduz a própria consciência... ou é conduzido pelos automatismos do inconsciente?


Desperte. Questione. Conheça a si mesmo.

Talvez não sejam as pessoas que te enganam.
Talvez, seja você quem confunde tudo.
Alguém que te faz de bengala emocional, nunca terá amor para suprir essa sua carência, menina!
Alguém que te procura quando precisa se sentir vivo, a cada encontro e desencontro, te mata um pouquinho. Mata a vida que há em ti.
E, se for para escolher o quê ou quem morre nessa história, não escolha você! Escolha amar. Escolha, viver. Escolha renascer.

"O viciado em drogas sabe que o vício destrói o cérebro.
Mas quem te disse que não é exatamente isso que ele quer? Nem todo vício nasce da ignorância, às vezes, nasce de uma dor tão grande que a pessoa prefere se apagar aos poucos. Quando você apenas aponta o dedo, não cura. Só acelera o processo de destruição.
Seja cristão, não apenas mais um crente que usa a religião para atacar. Cristianismo é compaixão, não acusação. A dor que leva alguém à autodestruição sempre grita mais alto do que o pecado que todos enxergam, daí nasce o desejo de se anestesiar."

"Quem já usufruiu dos benefícios da leitura, conhece a importância dos livros."




Cátedra, 2026

-Lírio Branco-






Há em ti uma leveza
que o mundo desconhece.


Caminhas como quem já encontrou repouso,
como quem fez da paz a própria morada.


Perguntei-me muitas vezes
de onde vinha tamanha serenidade.


Então compreendi.


Deleitas-te nas graças do Criador,
tocada pela luz da Verdade,
tecida no tear do universo.


Em Deus fizeste tua morada
e, em águas tranquilas, repousaste,
ancorada para sempre no cais do Divino,
onde o mal já não alcança.


Devota fiel,
que se entrega de corpo e alma
e, despindo-se de si,
reveste-se da graça.


Doce Lírio Branco,


encontras a luz nova do que nunca foi velho:
a eterna claridade
daquele que tudo sustém
e de quem toda vida transborda.


Assim te revelas,
não pelas palavras,
mas pelo reflexo do Senhor
que transborda em teus gestos.


Na tua bondade,
na tua humildade,
na delicadeza com que atravessas os dias,
há algo que o mundo não consegue explicar.


És, sem o saber,
o maná dos que caminham sem fé,


pois tua própria vida
lhes recorda
que Deus ainda habita entre os homens.

Vamos repensar?

Nietzsche — “Torna-te quem tu és.”

“Torna-te quem tu és? Antes, descubra quem você deixou de ser para agradar ao mundo. O maior desafio humano não é construir uma identidade, mas desconstruir todas as máscaras que impediram sua essência de existir.”

Carlos Eduardo Balcarse

O AMOR NAS VEIAS

Quem disse que o amor acaba nunca amou;
Barafundou-se na paixão;
Pois, o amor é uma essência,
e impregna na alma dos amantes;
Viaja como o sangue nas veias até o coração.

Pelas feridas de sua alma,
o amante obstinado evita externar
seus verdadeiros sentimentos;
Quando não é correspondido no amor,
se sufoca conveniente a voz no coração
que o nome do amado parece gritar.

São algemas do amor as frustrações sofridas;
São grades as decepções nas tentativas da conquista;
São águas que afogam os desejos não realizados;
E se transformam em muralhas
os desencantos, nos encontros negados.

O amor fica ali no coração, em algum lugar,
pronto para renascer, e disponível a despertar;
Um amor que renasce ao ouvir a voz do amado no pedido de perdão;
No abrir dos braços, projetando o afago.
Renasce no sussurrar de novas promessas
E na renovação de alianças;
No silêncio, onde se ver no olhar a esperança.
Esse amor renasce como lágrima que é traiçoeira;
Que do nada, e às vezes, por nada mareja;
Um amor verdadeiro não morre e nunca acaba.

⁠Só Jesus Cristo pode dar a salvação.
Somente o amor pode segurar uma união.
Só quem você ama, vai machucar o seu coração.
Porque todo ser humano é falho, não espere perfeição.
É preciso dar perdão e eliminar sempre a dureza do coração.

Opostos se atraem?
Uns vivem a vida a brincar, enquanto outros sobrevivem a trabalhar! Quem tem menos quer mais! Quem tem mais…

Rasgo o verbo
Sobre a mesa,
O verso,
Cada palavra.
E, com tudo isso,
Ainda não sei quem sou.
Serei eu um poeta?
Ou apenas um rabisco perdido
Entre os grãos de areia
Da vida?

É com o coração exposto, como quem oferece a última folha ao vento, que lhe venho
pedir perdão. Se, na cegueira da minha imaturidade, lhe causei uma só dor,
uma única lágrima... Sinto-o. Sinto-o profundamente.
Mas, apesar do naufrágio e de todos os erros, jamais me arrependerei
do instante sagrado em que os nossos caminhos se cruzaram. Foi a minha maior, e talvez única, fortuna.
​A lembrança daquela Sexta-feira no Parque Treze de Maio... Ah, ela não brilha;
ela arde, como uma chama solitária num quadro de escuridão.
Foi uma tarde em que fomos eternos. Rimos e caminhamos lado a lado,
jovens, tolos e invencíveis, bem no centro de Recife.
A magia daquelas poucas horas foi a verdade absoluta.
Sua voz, seu olhar, seu sorriso... cada detalhe, cada sombra,
está gravado em mim como a caligrafia indelével da alma. Tivemos, sim, uma conexão que transcende a carne e o tempo. E isso faz de você, para sempre, a minha dor inesquecível.
​Receba a minha admiração, o meu eterno respeito e este derradeiro pedido de desculpas.
Ele não é feito de palavras; é feito da sinceridade da minha perda.
É a prova de que eu amei o que você poderia ter sido.
E agora, sou forçado a aceitar a dolorosa realidade que nos separa: A pureza do nosso encontro não foi capaz de vencer o ranço da sua crença

Dois corações partidos, no silêncio de quem não sabe o que dizer.
Somos dois loucos de amor, presos a um passado que insistimos em reviver.
Olhe para nós agora: nos perguntando se ainda há lugar para nós,
depois de tudo o que eu disse, depois de tanto adeus.
A verdade é que não posso mais viver sem você,
e sem o teu abraço, tudo o que me resta é o eco de um sonho.

pensando em como nossas trajetórias se cruzaram. Você, com esse seu jeito de quem veio do interior, trazendo um mundo inteiro de sonhos dentro de si; e eu, criado no asfalto, acostumado com o barulho e a pressa da cidade. Parecia que estávamos apenas ocupando nossos lugares naquele trem da meia-noite, sem saber exatamente para onde ele nos levaria, mas sabendo que precisávamos ir.
O mundo aqui fora pode ser solitário e, muitas vezes, esfumaçado como aquela sala onde a gente se viu pela primeira vez. Entre o cheiro de vinho e as luzes baixas, bastou um sorriso seu para que a noite fizesse sentido. Foi ali que percebi que a vida é feita desses encontros: estranhos que se procuram na penumbra, tentando achar alguma emoção real escondida na rotina.
Eu sei que não tem sido fácil. A gente trabalha duro, joga os dados e torce para que a sorte esteja do nosso lado só mais uma vez. Vi muita gente vencer e outros perderem pelo caminho, mas o nosso filme ainda não acabou. Ele continua rodando, cena após cena, sempre e sempre. Segure-se com força nessa sensação que nos uniu. Mesmo quando as luzes da rua forem as únicas companhias e a noite parecer vasta demais, lembre-se de que estamos juntos nesse trilho. O destino final pode ser um mistério, mas enquanto houver essa música entre nós, eu não vou soltar a sua mão.