Poemas de quem Deu um Fora
"Não é sobre quem segura a sua mão,
é sobre quem não quer soltar.
Não é sobre quem está com você,
é sobre quem acredita em você.
Não é sobre quem te conhece,
é sobre quem te reconhece,
valoriza e não quer te perder.
Não é sobre quem escolhe ficar,
mas quem nunca mais deseja partir."
🌹
Nem só de pão.
Viverá o homem,
Mas acredite
Quem quiser
A caridade foi
E ainda é
A verdade sobre Noé.
Atrás do riso que a todos convence, mora o cansaço que ninguém vê.
O mundo aplaude quem não se rende, mas ignora o peso de se manter de pé.
Ergo muros de ferro e porcelana,
com tijolos de orgulho e de solidão.
Se a alma grita, a voz se engana, e o rosto mascara o que vai no coração.
Digo "estou bem" como quem reza, um mantra sagrado pra não desabar.
Pois ser fortaleza é a maior incerteza, um navio que afunda sem poder transbordar.
Mas por trás da armadura, o peito é ralo,
há um resto de medo pedindo um abraço.
Porque fingir ser forte é o maior gargalo, é morrer um pouco em cada passo.
"Vencedor no Reino dos Céus não é quem ostenta troféus, mas quem acumula renúncias."
- Leonardo Campos -
Uma borboleta entrou na minha casa
como quem não pede licença,
mas traz recado.
Veio leve…
pousou no silêncio da sala
e, sem dizer palavra,
falou direto com a minha alma.
Talvez não fosse só asa e cor.
Talvez fosse transformação
batendo à minha porta,
me lembrando que o casulo
não é prisão —
é preparo.
No espiritual, ela sussurra:
“Ciclos se encerram.”
No emocional, ela abraça:
“Você sobreviveu.”
Veio dizer que o peso não é eterno,
que a dor não é morada,
que o inverno não impede
a primavera de acontecer.
Entrou como sinal,
como visita invisível de esperança,
como quem diz:
— Você já não é quem era.
E isso é milagre.
A borboleta foi embora.
Mas deixou em mim
asas que eu ainda estou aprendendo a abrir. 🦋
Gosto Amargo
Sabendo que eras veneno,
ainda assim bebi.
Gole por gole,
como quem tem sede de infinito.
Era amargo —
mas eu disse a mim mesmo
que era amor.
Afundei-me nesse sabor fugaz,
ardendo na língua,
queimando por dentro,
e mesmo assim
não larguei o copo.
Tinha tanta sede
que me afoguei em ti.
Inocente fui,
ao acreditar que era eterno
o brilho do teu sorriso —
sorriso que, pouco a pouco,
devastou o que havia em mim.
Hoje restam
solidão e dor,
filhas de uma tragédia veloz,
sem aviso,
sem direção.
Caminho agora
entre ruínas,
recolhendo pedaços
de um eu que já não existe.
E o que sobrou de mim
não sonha,
não espera,
não ama —
apenas respira
no silêncio pesado
de quem aprendeu
que o veneno
às vezes
tem gosto de eternidade.
"Amei com a fúria de quem entrega as chaves e esquece de ficar com uma cópia.
No zelo de ser cais para o outro,
naufraguei em mim, deixando minha própria margem ao relento.
Odeio o rastro que os fins deixam:
esse eco de portas batendo em casas que ajudei a construir,
mas onde nunca fui o dono.
O medo, esse velho cúmplice, sorri no canto da sala,
lembrando-me de que, entre tantos 'adeus' que dei aos outros,
o mais doído foi o que sussurrei para o espelho."
COMPAIXÃO MARISTA
Quantas histórias à vista
Na vasta Santa Maria
E sempre há quem insista
Ser um guru que previa
A chama vindo da chispa
E com tamanha ousadia
Ao despreparo se arrisca
Outra tragédia luzia
Nenhuma chance na pista
Que nova Luz na porfia
Acalme a dor dos Maristas.
Eu sei quem trama e quem tá comigo.
A alma guarda o que a mente tenta esquecer
Eu vim da selva, sou leão, sou demais pro seu quintal
Preciso de um bar e de uma conversa boa
Dona da minha vida, eu que escolho a direção
Eu sou a volta por cima
A criança não guarda rancor...
Devemos fazer o mesmo, pois quem guarda coisas que não presta é lixeira...
E o nosso coração não é lugar de lixo...
É lugar para sentimentos bons...
Guardar mágoa é manter a sua alma em cárcere...
È trazer infelicidade e doenças para o corpo...
Para resgatar o coração de criança que um dia habitou em nós precisamos nos livrar da raiva, da mágoa, dos sentimento de vingança, e do pior deles o ódio! Precisamos principalmente exercitar o perdão acima de tudo...
Que o silêncio grite…
Pois quem ama não cala…
Que o cheiro da saudade…
Nao se demore a passar…
Que o amanhã seja sempre…
Motivo de festejar a presença…
Que a solidão não faça morada…
Escolher e ser escolhido é o propósito do amar…
Que o tempo não se gaste…
Sem a presença do outro em nosso abraço…
Patricia Feijo
Às vezes sinto que me afogo em minhas próprias escolhas, se pá nem fui eu quem escolhi; esse é o pior sentimento que já senti.
18 anos de pura ilusão, quando descubro a diversão, aparece minha mãe pra me jogar no chão.
Poucos vão me crer, nem todos têm a mãe ao lado para entender...
memória apagada
me apagou da sua memória feito arquivo,
como quem fecha uma janela sem olhar o céu.
fui palavra que não coube na tua página,
fui verso que não rimou com teu tempo.
e no teu gesto simples, quase sem peso,
desinstalou-se o que em mim era inteiro.
não houve drama, nem despedida
só o silêncio de quem não quer lembrar.
mas eu, que ainda guardo tua voz em pastas invisíveis,
sigo abrindo arquivos que você renomeou como nada.
sigo lendo entre linhas o que você quis esquecer,
como quem revisita cartas que nunca foram enviadas.
porque há amores que não se apagam,
mesmo quando deletados.
eles ficam —
em cache, em sombra, em sonho.
em mim.
24/10/25
Venha comigo.
Poderíamos nos perder no caminho de nós mesmos e, nessa loucura, encontrar quem realmente somos.
“Não poderei ir.
A validação não anda por lá”, ela disse.
Quem divide o pão soma alegrias.
Partilhar multiplica. O alimento que se reparte deixa de ser só sustento e vira comunhão.
Ao dividir o pão, não só o corpo se alimenta: a alma também se fortalece.
Quem desacelera descobre o caminho.
A pressa cega. Só quem anda devagar percebe as flores, os cheiros, os sons que a vida oferece.
Desacelerar é recuperar o sentido da jornada. O caminho deixa de ser peso e volta a ser paisagem.
Quem guarda rancor perde espaço pra flor.
O coração não consegue florescer quando está cheio de mágoa. O rancor sufoca o que poderia nascer.
Ao perdoar, abrimos espaço para que a vida plante novas alegrias em nós.
Há quem goste de posar, de sua beleza mostrar.
Há quem goste de falar, com suas palavras se exaltar.
Há quem prefira sonhar, de seus sonhos se embriagar.
Há também os que prefiram silenciar, e de seus silêncios gritar.
Há quem ame filosofar, e de seus questionamentos se embalar.
Há pessoas que querem dançar, e aquelas que só querem cantar.
Há um rito no olhar daquelas que conseguem amar.
Há no mundo e no universo o haver de todo ser.
O ser de todo o existir, o tudo de cada um, o um que o Todo é.
Hoje tenho a plena consciência
de que, em todos os meus tropeços
fui eu quem colocou cada pedra
no caminho.
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