Poemas de quem Deu um Fora
Não desperdice sua dor em ouvidos que não sabem curar — compartilhe com quem tem o dom de aliviar.
Alessandro Turci - SHD
“Nunca fui segunda opção e nunca serei submissa a quem não me valoriza. Não nasci para ser opção de ninguém, nem para me curvar aos caprichos de quem se acha superior. Meu respeito se conquista, minha presença se merece, e minha força não admite submissão. Quem tenta me diminuir ou me colocar no lugar de segundo plano logo descobre que está lidando com alguém que não se dobra, que não implora e que não aceita migalhas. Eu sou inteira, intensa e imparável — quem não me enxerga assim, não merece nem meu tempo, nem meu olhar. Aqui, ou você reconhece meu valor, ou desaparece da minha vida.”
Gláucia Araújo
"O que é teu, luta para estar contigo.
Quem nunca esteve por perto, é porque nunca foi teu.
E o melhor de tudo: eu aprendi que as respostas mais sinceras estão no silêncio."
As perguntas pouco dizem sobre quem somos; são as respostas que denunciam o bem ou o mal em nós.
Renê Fernandes Dantas
CARTA DE SOCORRO
A quem ainda pode me ouvir,
Aos que ainda sentem a terra sob os pés,
Aos que ainda se lembram que sem natureza não há futuro:
Socorro!
Eu sou a Caatinga.
Sou o único bioma exclusivamente brasileiro.
Nasci do calor, cresci na escassez, floresci na resistência.
Durante séculos, abriguei povos inteiros, curei feridas com minhas raízes, alimentei famílias com meus frutos, e dancei com o vento seco sob o sol ardente.
Hoje, estou morrendo.
Tenho sido queimada, arrancada, esquecida.
Espécies que guardava como tesouros — como o pau-ferro, a baraúna, o umbuzeiro, o mororó, o juazeiro e o mandacaru — estão sendo levadas embora, uma a uma.
Meus filhos verdes, meus espinhos de proteção, meus galhos retorcidos de luta, estão sendo transformados em cinzas, carvão e silêncio.
Me chamaram de pobre, de seca, de lugar sem vida.
Mas nunca perguntaram o quanto dei de mim para que a vida sobrevivesse aqui.
Nunca olharam com carinho para o que fui capaz de sustentar, mesmo com tão pouco.
Eu sangro em silêncio, mas agora grito: me recatinguem!
Me curem.
Me deixem respirar de novo.
Não quero virar lembrança em livros didáticos.
Não quero ser só nome em relatório de extinção.
Quero ver de novo as folhas do umbu se abrindo depois da chuva.
Quero ouvir o barulho das ararinhas-azuis que quase não existem mais.
Quero acolher de novo o vaqueiro, o sertanejo, o viajante.
Peço socorro aos cientistas, aos agricultores conscientes, às escolas, aos jovens, aos povos originários e tradicionais. Peço socorro a quem ainda me reconhece como vida.
Plantem o que sou.
Ensinem quem fui.
Preservem o que restou.
E devolvam-me o que me tiraram: o direito de continuar existindo.
Eu sou a Caatinga.
E eu ainda resisto — se vocês resistirem comigo.
Com dor e esperança,
Caatinga a voz esquecida do sertão.
Emmanuel.limap
QUERER
Fico olhando seu sono chegando.
A luta constante de quem quer o despertar constante.
Um toque, um cheiro, um beijo.
Nem te conto, mas sensações me tomam.
Tem afeto, desejo, respeito.
Não sei explicar o querer estar.
Estar viva, estar perto, estar quente;
Perto, bem perto.
A semente só vai pra mão de quem semeia. E não finge.
O que sai da minha boca acontece na minha vida.
Choro, choro e choro, e não resolve nada. Quem
disse que chorar faz bem estava mentindo, ou
estava chorando com os problemas já resolvidos.
Já fui tempestade em corpo humano.
Corria, entregava, me doava tudo em excesso, tudo por quem não merecia.
O descanso era luxo, o sono um privilégio raro.
E mesmo assim, eu seguia, quebrado por dentro, inteiro por fora.
Fui chão para muitos que nunca se abaixaram para me levantar.
Hoje, minha vida mudou.
Não porque ficou mais fácil, mas porque aprendi a escolher.
O que antes era urgência virou direção.
O que era excesso virou equilíbrio.
O que era entrega virou cautela.
E agora, quando me permito parar, respirar, dormir… incomoda.
Incomoda quem nunca viu o quanto já fui além dos meus limites.
Mas não me julgue por descansar.
Não me chame de preguiçoso.
Veja em mim alguém que aprendeu a se respeitar.
Porque meu descanso não é fuga.
É cura.
É reencontro.
É o silêncio que me devolve a paz que o mundo tentou roubar.
Prisioneiro
Não consigo entender porque há quem deseje ser mais velho,
qual o sentido disso?
Sinto vergonha —
uma vergonha que me mostra que já estou preso
neste tormento chamado vida há tempo demais.
Gostaria de compreender o sentido de tudo,
mas sinto-me apenas um fardo.
E, mesmo sabendo que o amor é uma arma
que tenta destruir-me,
como prisioneiro sigo o meu coração traiçoeiro.
Foi o pior que fiz: deixá-la ir embora
num dia de sol que parecia querer iluminar apenas a minha dor.
E eu, condenado, ainda sou obrigado a lembrar-me
daquele momento sempre que fecho os olhos.
Recordo-me da última vez que os meus olhos brilharam
por causa do teu nome.
Sinto vergonha da figura que fiz na rua,
mas não posso culpar ninguém senão a mim mesmo,
pois sou prisioneiro do amor,
e como uma palavra tão pequena pode gerar uma ilusão tão vasta?
Ainda assim, continuo a caminhar nesta jornada da vida,
guiado por ti, mesmo que nunca segure a tua mão.
Mesmo que nunca vejas,
o que resta do meu coração continua nas tuas mãos.
Não deixes cair o que sobrou de um prisioneiro
que foi escravo do amor,
um prisioneiro que aprendeu a sofrer e a amar ao mesmo tempo.
Desculpa-me
por não ter sido suficiente,
por não ter sido melhor.
O homem lindo que encontrei
Tinha em seu olhar a esperança
de viver o amor,
como quem espera a chuva
numa tarde seca.
O homem lindo que encontrei
tinha em sua casa plantas
e muita cor,
como se cada folha verde
fosse um pedaço do seu coração
tentando brotar de novo.
O homem lindo que encontrei
tinha um sorriso meigo
pra esconder sua dor,
e eu vi, no canto da boca,
o peso de histórias
que ele nunca contou.
O homem lindo que encontrei
usava óculos iguais aos do Harry Potter,
e talvez, como o bruxo,
carregasse cicatrizes invisíveis
que o tornavam ainda mais mágico.
O homem lindo que encontrei
me ensinou que beleza de verdade
não mora na pele,
mas no jeito tímido
de oferecer ao mundo
um amor que ainda acredita
em recomeços.
Jesus era uma pessoa serena, firme e afetuosa. Deixava se tocar por aqueles a quem os judeus repudiavam. Era sensível, atento e, sobretudo, feliz.
Não colocava peso, sobrecarga, culpa e medo sobre seus interlocutores.
A má compreensão de sua pessoa e a falta de intimidade com Ele tornam o religioso rude, ranzinza e soberbo; infelizmente, em alguns casos, extremista ou moralista.
Não se deve falar do Cristo sem conhecê-lo ou contactá-lo numa espiritualidade autêntica.
O simples conhecimento da Sua palavra não basta.
Porque há quem vista a capa da justiça,
mas esconda intenções tortas por trás de palavras doces.
Há quem fale de lealdade,
mas negocie valores quando ninguém está olhando.
Na real.
É tarde.
O mundo dorme.
E eu estou aqui,
olhando pro teto,
como quem espera
uma resposta que nunca vem.
Tem dias que parecem semanas.
Tem noites que duram uma vida.
E mesmo quando tudo está quieto,
aqui dentro
continua gritando.
Me disseram, por tanto tempo,
que ser eu era errado,
que eu comecei a acreditar.
Fui apagando pedaços de mim
pra caber em lugares pequenos
demais pra quem só queria existir.
Olhar no espelho
e não reconhecer nada:
nem os olhos,
nem o nome,
nem a história.
Não saber quem sou.
Não ser o que esperam.
Não ser nada que baste.
Só esse lugar nenhum em mim.
Viver tentando lembrar
de quando foi que começou a doer tanto,
e não achar o começo.
Não saber se ainda sente,
ou se está só copiando emoções
que aprendeu a demonstrar
pra não parecer
vazia demais.
É dizer “tá tudo bem”
porque é mais fácil
do que explicar
o que nem se entende direito.
Pensar em desaparecer,
e depois se sentir culpada
por pensar nisso
como se até a dor
fosse um erro.
Queria ter coragem.
De gritar.
De não me calar.
De admitir que está difícil.
Mas, ao invés disso,
eu só fico aqui,
escrevendo pra ninguém,
deixando que o papel segure
o que eu não consigo mais
carregar sozinha.
Porque no fim, é só você com você. É na solidão que a verdade aparece, e só quem encara o vazio sem fugir é que descobre de onde vem a luz.
Por: Drykka Oficial
Declaração de quem sente
Carrego luz e sombra:
sorrio doce,
olho com fogo,
me afogo em lágrimas.
E quando minhas dores
escorrem nos olhos,
eles não suportam.
Eu não gritei,
não feri,
não menti.
Então por quê?
Que mal fiz eu
por sentir tanto?
A dor me mostrou quem sou,
o amor me mostrou quem posso ser.
Entre lágrimas e sorrisos,
descobri que viver
é aceitar que ambos caminham juntos.
K.B
Quem me dera tivesse escolhido não saber; contudo, é por saber que hoje entendo o quanto essa escolha seria impossível.
Quanto mais sei, mais percebo a infinidade de coisas que há para se saber.
Nunca fui submetido a uma escolha; se soubesse o que sei e oportunidade tivesse, certamente escolheria azul e permaneceria na sombra fresca da ignorância, acreditando no que fosse de meu agrado. Viver uma vida fácil e sem grandes preocupações, seguir o fluxo, me bastaria.
A nós, nascidos em outro milênio, se despidos de nossos argumentos plausíveis, o que nos resta além de montanhas de calcário e recados nostálgicos em nossas contracapas?
Quem se vai deixa corpo, mas deixa amor que nunca se apaga.
A dor é prova de que houve encontro, riso e afeto.
A ausência dói, mas o coração guarda o que a vida deu de mais precioso.
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