Poemas de quem Deu um Fora
Todos vamos morrer
Todos vamos desaparecer
E este é o único e justo motivo
para sermos tão incrivelmente vaidosos
A vaidade e o ego
são âncoras que nos atam a vida
Danados que somos
sem nunca ter visto Deus ou o Diabo
Encerrados neste corpo
que nem é o que queremos ser
e onde queremos estar...
Só temos a vaidade
para nos explicar
E soterrar
o medo da morte,
a raiva da vida
e a danação de ser gente
e não poder voar!
Eu não queria que houvessem construções...
Casas ou ruas pavimentadas
eu não queria!
Eu queria que fosse tudo árvore
E que morássemos na árvore...
Queria que o mundo fosse mato!
Que só ficassem de pé
os museus
os teatros
as bibliotecas públicas
os templos religiosos que pregassem o amor e a caridade...
E as casas de chocolate!
O Viajante Interplanetário
Eu quero que lembrem de mim quando eu partir
Como sou realmente sou
(Uma mariposa enlouquecida na lâmpada!)
A verdade do que eu era...
Um caboclo cantador
Um feiticeiro da cobra coral
Um marinheiro...
navegador de estrelas
Um, que feito poucos
sonhou um mundo integrado,
igualitário, feliz e co-lo-ri-do!
Mal compreendido por isto
Bravo guerreiro errante
Arredio mas assertivo
Delicado e estrondoso
Dual!
Um, que cantou acima de tudo!
Apesar do mundo...
E uniu em seu próprio corpo
Paraísos e Infernos!
Um que tentou mil vezes
E que voltou até No Tempo
para pode fazer melhor!
E fez
Deu cerro
Ele cantou!
POETA as suas entranhas são de fogo puro!
Bandido do tempo
Arredio dançarino
Nigisnki do Metaverso!
Carmen e suas bananas de dinamite subatômicoss!
Eu tenho que trabalhar e pagar os boletos...
Não tenho tempo para ser poeta!...
Ser poeta é para os inúteis
Ser artista é para os vagabundos
Ser o que o mundo mais precisa
é para os crucificados!
Se eu levasse em conta
toda esta poesia
que nasce de mim
eu seria pleno
eu não faria mais nada da vida
eu só cantava!
Mas só de vez 'enquando'
é que eu consigo tocar
este fogo vivo
este vendaval
este manancial
que brota de mim
E nestes dias raros
Eu canto como se a minha vida
nunca tivesse fim
feito a música que Deus fez
brotar de mim...
Sou herdeiro de todos os povos e culturas
Sou humano inteiro!
Minha alma já habitou todos os corpos
De todas as cores...
De todos os gostos...
Posso ser tudo!
Compreendendo isto
Hoje
Sou tudo!
Vou ao quintal
ergo minhas mãos sereno e elétrico
Emano o que sou ao céu azul
e desejo:
Que reverbere a minha história ao universo
e além dele!
A minha história...
O meu canto;
o meu caminhar
e o meu sonho!
E mesmo que não tenha dado nada certo
eu segui em frente e pra cima
eu fiz o melhor de meu caminhar
e de meu cuidado ao mundo!
-Se dependesse de mim
este mundo estaria coberto de jardins!-
Eu levei a bandeira
d´Aquele que veio antes de mim
e que batizava com fogo
eu segui adiante
não envergonhei
a Confraria do Fogo
da qual pertenço!
Luzerna
O verso que vem e ilumina
O momento pode ser tenebroso
- diante de todos os demônios do inferno
Uma lanterna surge
acesa
Luzerna
no meio da escuridão
Um Lampião
-do Cangaço
Vivo-Exú-Boiadeiro
de Couro!
Uma prece, uma Jura!
Ainda que eu teime estar iludido no sofrimento...
Uma parte minha está Em Graça!
Ainda que eu caminhe nas escarpas...
Minha alma está em flores!
Ainda que eu veja somente escuridão...
Minha mente está ensolarada!
Eu estou seguro na Rocha do Sol!
Eu estou nas Mãos do Divino!
Eu sou nutrido pela Grande Dama!
Eu sou movido pelo Grande Espírito!
A velha hiena diz exausta olhando para o céu:
- Não quero mais disputar esse osso pequeno e seco com aqueles que deveriam ser meus amigos e irmãos... - E todo o bando de hienas chove sobre o pedaço amarelado de cálcio e fósforo no exato momento em que ela o solta.
Logo que se afastou cabisbaixa e "farejante" tentando encontrar um ossinho menos disputado, a velha hiena escuta uma voz doce ao seu lado dizer o que lhe soou como uma provocação amistosa:
- Se levantares o focinho acima do que te ensinaram ser o essencial,
vais vislumbrar um mundo infinito de delícias ainda intocado... - E virando-se para ver quem era que falava deparou-se com a pequena borboleta.
Ela ficou pensativa e arriscou um breve olhar em um ângulo mais alto.
O que viu superou todas as suas mais insanas ideias de paraíso.
Hoje eu escolho ter fé em Deus!
Hoje eu escolho acreditar que tudo vai dar certo,
mesmo que os olhos da razão digam o contrário.
Hoje eu escolho a paz...
Hoje eu escolho a beleza
Hoje eu escolho o fácil e o leve...
Hoje eu escolho a alegria e o amor!
Hoje eu escolho aceitar o outro como o outro é.
Hoje eu escolho o perdão...
O deixar pra lá,
o distanciamento,
o silêncio e até a solidão...
Hoje eu escolho ser feliz,
sendo grato pelas pequenas coisas do dia a dia.
Hoje eu escolho você quem me escolheu!
O problema real do brasileiro é a falta de leitura.
E hoje com o WhatsApp é mais fácil ler textos pequenos
inseridos em imagens atraentes.
Assim se propagaram as Fake News e tantos enganos.
A preguiça mata a alma!
O dia que você aprender a dizer estas frases com calma, sorriso e clareza você vai ser muito feliz e saudável:
Assim eu não quero;
Assim eu não gosto;
Não faça isso comigo;
Desse jeito não me faz bem;
Não vou com você desta vez;
Nestes termos ou neste tom eu não converso;
Não vamos fazer o "trabalhinho" juntos desta vez;
Hoje não;
Talvez amanhã;
Não posso;
Domingo a noite não é dia de resolver isto;
Não fale isto pra mim;
Não fale desta forma;
Não fale de mim sem provas;
E por aí vai...
Preso as correntes da culpa...
Dementado pelos meus erros...
Eu devaneio pelo sabor dos teus beijos...
Sigo sentido uma dor distante...
Sigo em silêncio constante!
Natal
Cidade noiva do Sol
Que hoje se deteriora
Pela falta de memória
Que nos deixa esquecer até da história.
Faz com que nossa cidade Ainda continue numa realidade
Que de forma poética
É até bonita de verdade...
Provinciana em tudo
Não se tem futuro
E se desenvolve sem um ordenamento maduro
Que se pense em cidade
E se pense em futuro!
Natal tem vivido um absurdo
Esquecido os jovens, o meio ambiente e a nossa gente Que segue em uma cidade
Gerida de soluço e vaidade.
Anos se passaram e o PPA não efetivaram
De que vale ter juntos pensado
Em um momento participativo
Mas que hoje demonstra que serviu só de circo
E para o povo pagar mico...
Não sei se sigo
Pois a cada palavra ainda mais me inspira
A falar não só de tristeza, Mas também de alegria
Pois Natal mesmo com essa demasia
Ainda continua bonita e viva...
Então conclamo
Em nome de todos os sonhos
Dos que a amam
Que não deixem a cidade ir Para o sentido de manter vaidades ou sigilos
Temos que lutar e nossa cidade retomar
Desse povo que, de nós, nossa cidade querem roubar Deixando a cidade
Como disse na primeira parte
Se deteriorar
Natal precisa é avançar
E para isso
O povo tem que voltar a enxergar!
De pés descalços sigo minha sina que me adoesse e também me anima.
O calor aumenta minha dor ao lutar pelo seu amor... Já começo a delirar, mas não paro de brigar, pois o seu amor quero eu ganhar.
Quintura da bixiga e ainda aumenta todo dia, de dentro pra fora aí é que estoura vendo você no mar a nadar penso até em escrever nossa história parado a ti contemplar.
Tão bela em movimentos de donzela se distância e se aproxima criando até certo clima, mas penso será que é o canto dessa sereia que dentro e fora do mar pisando ou não na areia me desnorteia.
Só quero que deixe de besteira ou me diga se estou marcando bobeira em buscar uma oportunidade de te mostrar que é esse marujo aqui que você deve amar!
Fazia tempo que não chorava...
Fazia tempo que as lágrimas em minha face não derramava...
Fazia um bom tempo que eu não precisava limpar as minhas lágrimas, nem muito menos chorar minhas mágoas.
O desprezo do amor é um pesadelo que causa dor...
As lamúrias da alma se manifestam em soneto torpe de um sonho que virou pesadelo.
O tempo é algo esclarecedor, ele amadurece decisões e diminui a dor.
As ilusões se desfazem em mentiras ou verdades, mas sempre se desfaz.
O tempo que se foi não volta mais nem minutos, ou anos tanto faz.
Passou, morreu, se foi, fudeu...
O tempo me mostrou quem sou eu... ao morto reviceu, pois em qualquer agonia do dia a dia vem logo em mente minha sina, que ao tempo sobreviveu la dentro do meu eu, e vez por outra renasce...
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