Poemas de quem Deu um Fora
Eu fui um cara …
É eu fui um cara
Fui cara ingênuo
Um cara malicioso
Fui um cara sonhador
Mas também fui um cara iludido
É já fui cara que tentou ser um cara
É que quebrou a cara
Várias e várias vezes
Mas também fui um cara
Cara que levantou
Que caiu
Eu fui cara que construiu
Desconstruiu
Hoje sou um cara só um cara
Que pela ânsia de um dia querer ter sido o cara
Apenas que ser um cara
Um cara comum
Aquele tipo que cara
Que existe
Que resiste
Que insiste
E que no fim nunca perde o vício de querer ser o cara.
Marco Antônio
13/08/2026
Não faz sentido amar o outro mais que a si!
O outro, um dia se vai.
Mas você, o seu EU, mesmo com suas cicatrizes, continuará contigo, ainda que você tenha mudado tanto à ponto de nem se reconhecer mais.
Nessa situação, Ame-se ainda mais!
Se você não for capaz de amar-se em primeiro lugar, espera mesmo que o outro faça isso por você?
Há quatro certezas nesta vida:
- Que viemos de um útero;
- Pagaremos taxas, boletos e impostos;
- Algum dia teremos um ou mais ex- ;
- Basta estar vivo para morrer. Se você não morre, você envelhece, para depois morrer;
Enquanto uma vitória no esporte traz benefícios somente para um atleta ou grupo de atletas.
Uma vitória na ciência traz benefícios para centenas de milhares de pessoas.
Nem tudo é igual
Nem todos são diferentes
Mas tudo tem um ponto em comum
Paralelas que às vezes se cruzam
É um privilégio olhar para uma rotina cansativa e, em vez de reclamar, agradecer. Porque um dia eu pedi a Deus exatamente isso: motivos para me ocupar, oportunidades para crescer, responsabilidades que um dia pareciam distantes. Nem todo cansaço é castigo; às vezes, é a resposta de uma oração.
Que eu nunca fique tão cansado a ponto de esquecer o quanto pedi para viver aquilo que hoje me faz correr. Há bênçãos que chegam disfarçadas de rotina.
@gmajordeus
Fotografar é silenciar o tempo por um instante e transformá-lo em eternidade: a luz torna-se memória, o olhar vira emoção, a ausência renasce como lembrança e a vida permanece, para sempre, em forma de poesia.
Werinton kermes
Chegada ao Mundo
Na chegada ao mundo, um sopro de luz,
um caminho aberto que ninguém traduz.
Aprendendo a cada dia, sigo a caminhar,
o que nos livros jamais eu poderia encontrar.
Sem paredes para me agarrar,
descubro no vento o segredo de voar.
No botão de uma rosa, tão frágil, tão forte,
aprendi que o amor é quem guia a sorte.
Ali encontrei a vida em sua canção,
a fé que floresce no coração,
a força que ergue quando tudo desaba,
o poder que brota quando a alma se cala.
Sou aprendiz da terra, do céu, do mar,
na escola do tempo, venho me formar.
E cada dia é milagre, é eterno saber,
que a vida é um livro que só se escreve ao viver.
Onde a Fé Abre o Céu
O céu das seis horas era um muro denso,
uma tapeçaria de chumbo e chuva
onde a luz já não tinha permissão para entrar.
Mas a alma, quando é tocada pelo invisível,
escuta o som antes da voz.
Entre o ruído do mundo e a calmaria do louvor,
veio a ordem serena, suave como um sopro:
"Abre a porta. Pede para ver."
Fui até o quintal da casa,
carregando a pequenez da minha fé
diante de um firmamento fechado e frio.
E então, o impossível aconteceu sem alarde.
Diante dos meus olhos desacreditados,
a nuvem espessa se desfez como véu rasgado.
Um feixe vivo, um ouro puro e inacreditável,
atravessou a tempestade e entrou na minha sala.
A luz banhou o chão, acendeu as paredes
e tocou o peito com a força de um abraço divino.
Mesmo tendo visto, o coração estremece e duvida:
seria o sol abrindo espaço apenas para mim?
Mas a casa iluminada e a alma aquecida não mentem.
Há mistérios que Deus não explica;
Ele apenas escuta, abre o céu e acende a vida.
A Fonte e a Origem
No banho, a água murmura
um segredo que a terra guardou.
É a chuva de tempos antigos
na pele que o céu desenhou.
Os cabelos descem sem pressa,
como rios de pouca vazão,
guardando o mistério da origem,
da força da primeira criação.
Ela sabe o caminho das flores,
o momento em que a noite se faz;
traz nos fios a sombra da mata
e no peito um bocado de paz.
Não é de brilho que se mostra,
é encanto que não se mede:
a mulher que conversa com o tempo
e que a água respeita quando pede.
A Janela e o Silêncio
A vida entre nós tinha muros, limites e chão,
Um respeito guardado no fundo do meu coração.
Fomos o que foi possível, com o peso que a vida nos deu,
Entre conversas difíceis e o que o tempo acolheu.
A notícia chegou num sopro, num dia qualquer,
Sem aviso, sem hora, sem o tempo que a gente quer.
E eu fiquei ali, no silêncio daquele salão,
Sem saída, sem pranto, presa na minha própria mão.
Ao teu lado o tempo todo, como quem guarda um altar,
Na anestesia do peito que ainda não sabe chorar.
Parecia um sonho distante, um filme sem cor,
Onde a dor não tinha nome, não era nem raiva nem amor.
Mas na hora da despedida, olhando além da janela,
Entre flores e pedras, na paisagem fria e singela,
Um choro prendeu na garganta, abafado e profundo,
Um choro pra dentro, teu gesto, despedida do mundo.
Olhei para o fim sem sentir que era o fim de verdade,
Pois o que se viveu não se apaga na eternidade.
Fica a paz do respeito, a história que a vida escreveu...
A tua alma partiu, e a minha, em silêncio, entendeu.
Meu Pai Terreno
Você foi a presença e a saudade,
Um enigma difícil de decifrar.
Às vezes lendo a sua alma inteira,
Outras vezes vendo você se distanciar.
A vida foi curta, o tempo foi pouco,
E as sombras do mundo quiseram levar
O homem que trazia nos olhos um sonho:
O desejo bonito de me ver voar.
Mas guardo no peito o seu melhor gesto,
A lembrança mais pura que não vai partir:
Suas mãos no meu cabelo, o cuidado no banho,
Arrumando a pequena pra o mundo florir.
Você queria me mostrar um lugar lindo,
Passear em família, nos dar o melhor,
E mesmo nas lutas que travou sozinho,
Seu amor de pai quis me fazer maior.
Pai terreno, de marcas e afetos,
Ficou a memória do que foi amor.
O tempo foi breve, mas foi intenso,
E na minha história, o seu cuidado ficou.
O desprezo, muitas das vezes, é um recurso utilizado por uma pessoa para blindar-se, quando na realidade, ela gostaria de estar bem próxima ou até mesmo no lugar de quem ela nutre este esntimento.
O REFLEXO E A METAMORFOSE DA ILUSÃO
A busca por um parceiro ou companheiro é, fundamentalmente, a busca por um espelho. Não um espelho que reflete nossas imperfeições, mas um que ecoa nossos valores, sonhos e a essência de nossa alma. A ideia de que "os opostos se atraem" sugere uma completude por meio da carência, uma visão que rapidamente se mostra insustentável. As pessoas que realmente se conectam descobrem que a verdadeira força está na semelhança, na partilha de visões de mundo. Elas não buscam alguém para preencher um vazio, mas alguém para caminhar na mesma direção. É na igualdade de propósitos que a jornada se torna prazerosa e o destino, alcançável. Juntos, os iguais descobrem um novo horizonte, pois partem do mesmo ponto de entendimento e seguem rumo a um maravilhoso futuro construído em bases sólidas e compartilhadas.
“Não estou apaixonado; estou apenas assistindo a um sonho do qual não quero acordar.
E se for para morrer de desejo, que seja com uma trilha sonora de rock ao fundo…
porque a sanidade sempre foi superestimada. Crazy Train.”
VICTORIA DOCINHO
Victoria, meu docinho encantado.
Nos teus olhos vejo um céu estrelado;
em seu âmago, contemplo uma doce ternura em forma de flor.
Teu nome já canta um hino de amor.
Com sorriso que acende manhãs,
brilha mais que mil joias cristãs.
Teu jeitinho suave, puro e leal
é abraço que cura, é toque sem igual
que afasta minha essência do mal.
Victoria, meu raio de sol em doçura,
tua presença é linda, leve e segura.
Tens no riso a chave da alegria
e, no olhar, o brilho da poesia.
Docinho que a vida me concedeu com fervor,
encantando caminhos com seu calor.
Meu coração dança em doce harmonia
toda vez que ouço:
“Victoria, tenha um dia de plena alegria!”
"O Inventário das Portas Mudas"
Sou um currículo escrito em tinta invisível,
lançado ao vento de uma cidade de ferro.
Minhas mãos, prontas para o ofício e o zelo,
hoje apenas seguram o vácuo de um desterro.
O calendário é um carrasco de folhas secas,
onde o "amanhã" se veste de "ontem" outra vez.
Bato em portais que não possuem ouvidos,
enquanto o estômago conta o que a sorte não fez.
A fé é uma vela esquecida na chuva,
noventa por cento de sombra e de pavio.
O espelho me olha com olhos de estranho:
um barco ancorado no leito de um rio vazio.
Não sou mais o nome, nem o sonho, nem o plano;
sou o cansaço que aprendeu a caminhar.
Uma jornada de passos que não saem do canto,
sob um céu que desaprendeu a me olhar.
A Geometria de um Enigma
Eles veem o fogo nos teus cabelos;
eu sinto a temperatura da tua alma.
Sob o pseudônimo de Ángel Morgana,
ergueste um castelo de névoa —
mas esqueceste que aprendi
a ler o invisível e medir o imensurável.
Acertei teus vinte e seis
porque o tempo, em ti, é relativo:
há a vibração ousada dos dezesseis
no brilho que desafia,
e a postura firme de quem negocia destinos
como uma mente que nasceu para liderar.
Tua presença carrega duas arquiteturas:
a elegância de quem domina a própria imagem
e a visão estratégica de quem constrói impérios invisíveis.
E ainda assim, falas de fé —
como quem já enxerga o topo antes da subida.
Acertei teus passos,
o número da tua base,
o compasso do teu silêncio —
pois quem observa os pés entende o caminho,
mas quem lê a alma reconhece o destino.
Tua expressão é meu teorema favorito:
um desdém doce com promessa de conquista.
Teu nome real? Guarda-o.
Nomes rotulam o comum —
e tu és ficção que decidiu prosperar.
Se a vida vibra em frequências,
a minha já encontrou a tua.
O mistério não me afasta —
me projeta.
John Rabello de Carvalho
Lamento de um Vampiro em Singelas Palavras
Guia-me na busca pelo meu próprio rastro sob o luar da madrugada,
pois sou mais solitário e desamparado
do que tua alma ousaria conceber.
Caminho onde até o vento parece guardar segredos antigos,
e cada sombra repousa
como a memória esquecida de um século.
Se teus olhos não podem desvendar-me na escuridão,
que meus gritos harmônicos rompam o silêncio
como sinos distantes chamando um destino adormecido.
Sou um cativo do sangue,
um refém da noite gélida,
um eterno amante daquilo que jamais poderei possuir.
Uma criatura moldada pelo breu
e pelo silêncio absoluto das eras,
onde até o tempo parece hesitar em seguir adiante.
Permita-me, então, trilhar o caminho escarlate de tuas veias;
consagra-te como minha Condessa,
minha única aliada no vasto vazio da existência.
Pois entre os homens aprendi um segredo curioso:
até monstros carregam saudades
e até a eternidade pode ferir o coração.
Vem, e deixa que nossas sombras se entrelacem
sob a lua pálida desta madrugada infinita,
como duas almas antigas que se reconhecem no abismo.
E se o destino for apenas um labirinto sem aurora,
que ao menos caminhemos juntos por seus corredores de silêncio,
noite após noite,
pela eternidade que nos consome.
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