Poemas de quem Deu um Fora
Capaz já tá pronto o teu
Chimarrão Primavera,
Ama o teu, idioma,
a tua cultura, a tua
gente e a tua terra,
Faça da tua querência
o teu legado
para que ninguém
te vença pelo cansaço.
Com o mapa aberto
sobre a mesa vejo
a América do Sul
e encontro o meu
Brasil Brasileiro,
E entre um gole
e outro do meu
Chimarrão Ventania
relembro a memória
poética e nativista.
A noite surgiu com o seu
vestido de veludo negro
no Médio Vale do Itajaí
e exibiu aqui em Rodeio
o seu pingente de ouro
em forma de Lua Crescente
anunciando que se aproxima
brevemente o Dia dos Namorados.
Os bastões batem no chão,
o Maculelê vem entrando
nos poros e no coração,
Não existe nada mais lindo
do que estar no meio
deste maravilhoso festão,
e quem sabe se Deus quiser
vou encontrar a minha paixão.
Eu te venero Pau-de-Pernambuco
florescido absoluto
nesta manhã que contra todo
o sentimento ruim eu luto,
Porque carrego pela vida
o amor mais sublime e profundo.
Nesta noite dos Namorados
bebi a Lua Crescente
no meu Chimarrão Escavado,
Tenho certeza que depois
disso você será meu namorado.
Ipê-ovo-de-macuco florescido
em Rodeio fazendo cortejo
sublime às estrelas em pleno
Médio Vale do Itajaí,
Não preciso de nada mais
para me fazer companhia
e para me trazer inspiração,
Moro cercada de belezas como
esta que enlevam o meu coração.
Bombocado feito
para ser o poema
para te trazer
todo apaixonado,
Você não vai resistir
e será meu namorado.
Flores de Ipê-tabaco
poético cobriram
os meus cabelos
nesta tarde azul,
Tenho orgulho de ter
nas veias o sangue do Sul.
Ipê-tabaco florescido
tão sublime e magnífico
em noite estrelada,
Ter nascido latino-americana
é o meu inegável destino
que segue convicto e invicto,
e não há ninguém na vida
que me prove o contrário.
Piúva-amarela única
nesta tarde absoluta
onde vejo a roda
do destino dar o seu giro,
O meu amor sei
que está a caminho.
Caipira que é caipira
no Arraial come pão
com a salsicha ou a linguiça
feita da maneira tradicional,
Porque sabe o valor
do esforço da cultura local.
Ipê-pardo esplendente
nesta tarde azul
no meu amado Sul,
Não há nada na vida que
me faça desta minha vida
poética desistente,
Porque de ti tudo tem sido
o tempo todo poesia em mim.
Com o ouro flóreo
do Ipê-pardo,
sou eu a poetisa
silenciosa das tuas
noites que põe
sempre estrelas
no céu quando
faltam para te mimar
e amar como você
merece para se confortar.
Flores de Ipê-pardo
espalhadas pelo vento
no Médio Vale do Itajaí,
Não de tiro do pensamento
aqui em Rodeio desde
a primeira vez na vida que te vi,
Você é o meu melhor feito
de tudo o quê eu escolhi.
As inspirações convidam
no meio da noite profunda
a vestir-me plena com
o ouro da minha Pátria
absoluta e romântica
que possui tudo e muito mais
da poética Mata Atlântica
para saudar o Ipê-Amarelo
que é a árvore sublime
da flor nacional brasileira.
Pudim de Mandioca
com uma amorosa
Calda de Melaço de Cana
é uma das formas
de fascinar com poesia
na mesa junina
e amorosa o seu par
para ir muito além do Arraiá.
As araucárias do meu Sul
dançam com o Sol e a Lua
neste Solstício de Inverno
que coincide com o Lunistício
que está sendo vivido
pelos Hemisférios Norte e Sul,
Os dias serão mais longos
para sonhar com os meus olhos
abertos e traçar mistérios
para que todos os teus desidérios
no absoluto só encontrem os meus.
Corrida do ovo
de Festa Junina
se parece com a vida
que alguns tentam
controlar o quê
querem que a gente seja.
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