Poemas de quem Deu um Fora
Eu te amo no tempo que não cobra, no passo calmo de quem cuida.
Um amor que não invade, aprende a permanecer.
Não te quero por medo do vazio, mas pela alegria de te ver livre. É afeto que não aperta,
é presença que respira contigo.
Se um dia teu sentir encontrar o meu, que seja por vontade, não por urgência. Se não for, sigo inteiro, porque amar também é saber soltar.
E quando o mundo cansar teu peito, que em mim exista silêncio e abrigo. Eu fico — não por posse ou promessa, mas porque te amar é onde sou verdadeiro.
Amor de História
Nos apaixonamos como quem descobre um manuscrito antigo,
com cuidado para não rasgar o tempo, folheando silêncios,
lendo sentimentos escritos à margem.
Teu olhar era linha do tempo,
me levando do agora ao sempre,
cada palavra tua uma data marcada
no calendário secreto do meu coração.
Havia batalhas internas, tratados não assinados, um amor vivendo entre capítulos proibidos, como se o destino pedisse notas de rodapé para explicar o que não podia ser vivido.
E mesmo sem final oficial,
nos tornamos fato histórico
um no outro:
um amor que não se apaga,
apenas muda de século dentro da memória.
Você
Hoje acordei com teu nome pousado na boca,
como quem sussurra um segredo ao amanhecer.
Abri a janela e o vento perguntou por ti,
e eu respondi com silêncio… mas pensando em você.
Pensei em dançar na chuva sem medo do frio,
em rir alto só porque o dia nasceu bonito,
em procurar no mundo um cheiro que me lembrasse
o abraço que só encontro quando te imagino comigo.
Por um instante doeu lembrar tua ausência,
esse espaço vazio na cadeira ao lado.
Mas até a saudade tem teu jeito manso —
ela me visita e diz que você nunca foi passado.
Porque mesmo distante dos meus braços,
você mora onde ninguém pode arrancar:
na parte mais viva do meu peito,
onde cada batida aprende a te amar.
Caso Encerrado
Fecho a porta do peito como quem arquiva um processo antigo:
teu nome vira poeira nos autos do silêncio, as provas — beijos, promessas, noites acesas —
descansam em caixas de papelão, carimbadas de saudade.
Te amei como se ama um incêndio mal contido, jurando que o fogo aprenderia limites; mas o amor é juiz sem rosto, e sempre absolve a chama que fere.
Agora assino o fim com
a tinta do aprendizado:
não é derrota, é sentença ao
coração cansado; o amor segue livre,sem algemas nem culpa,
enquanto eu sigo quebrado.
Ainda guardo teu nome nas dobras do tempo,
como quem esconde uma carta nunca enviada.
Era um amor simples, quase tímido,
mas grande o bastante para caber em mim inteiro.
Lembrança de um amor antigo
Guardo teu nome como
quem guarda uma carta
dobrada no bolso do tempo,
amarelada, mas intacta,
com cheiro de ontem e
promessas não ditas.
Teu riso ainda atravessa minhas noites, feito luz que insiste em janelas fechadas; foi pouco tempo, eu sei, mas alguns instantes
nascem eternos.
Aprendi teu corpo como quem aprende um caminho
sem mapa, só intuição e medo;
erramos muito, amamos torto,
e mesmo assim foi amor
— do mais verdadeiro.
Hoje sigo em frente, mas levo contigo uma saudade que não pede volta nem perdão; é só memória serena, lembrança viva de um amor antigo.
Carrego um vazio
Aprendi a ficar só como quem aprende a respirar devagar,
não por falta de ar,
mas por medo de se afogar no excesso.
Já houve alguém, é verdade,
alguém que cabia no meu silêncio
e o chamava de casa.
Hoje, carrego um vazio que não grita,
ele apenas existe.
É um espaço onde as palavras moram sem som,
onde sentir demais virou um cansaço bonito,
dói, mas às vezes descanso nele
como quem aceita a própria sombra.
Talvez eu tenha feito
da solidão um abrigo,
não por desprezo ao amor,
mas por respeito ao estrago
que ele sabe fazer.
Porque perder alguém
não é sobre despedidas,
é sobre as partes de nós
que nunca voltam.
Então fico assim:
Intenso demais para passar ileso,
profundo demais para tocar sem cair.
Amar, para mim, sempre foi transbordar
— e nem todo transbordo salva,
alguns apenas ensinam
a nadar sozinho.
Ela chega como quem
não faz barulho, mas muda o clima inteiro do lugar.
No olhar, um universo tranquilo e profundo, onde até o caos
aprende a descansar.
Seus cachos dançam como versos soltos, e cada detalhe nela parece poesia querendo se revelar.
Há um mistério suave no jeito que sorri, como se guardasse segredos bonitos demais pra contar.
O mundo pode ser duro lá fora, eu sei, mas nela existe um refúgio raro de se encontrar.
E até o tempo, quando cruza seu caminho, parece diminuir o passo só pra poder admirar.
Se eu fosse escrever tudo que ela desperta, faltaria papel, sobraria sentir.
Porque tem gente que não se explica, se vive
— e ela é dessas que a alma escolhe sem pedir.
E no silêncio entre um olhar e outro,
é onde o amor começa, sem precisar existir.
Eu posso te amar,
mas quem me assegura
que esse amor encontraria em ti
um lugar para repousar?
Se o teu coração não quiser abrigo,
que destino teria o meu?
Eu posso te oferecer minhas marés,
minhas mariposas de ternura,
meus silêncios cheios de cuidado.
Mas o que me garante
que tu não deixarás tudo escapar
pelas frestas da tua distância?
Há amores que nascem pássaros
e outros que vivem como sombra.
O meu — este que te busca —
é feito de voo e entrega,
mas precisa de mãos abertas
para não se perder no ar.
Se não fores tu,
se teu peito não desejar,
que eu não me transforme em vento triste
rondando a tua porta.
Que eu aprenda a voltar para mim,
mesmo querendo tanto ficar.
A poesia
Me dá azia
Deixa um travo
Na boca
De gosto amargo
Quem me dera
Ser poeta
Em outra era
Em que a verdade
Era sincera
Teatro de Vampiros
Na voz de um corrupto, a mentira mais vil vira verdade.
Quem rouba dita a regra,
pois a cela do rico só fecha por falta de pensão.
Deus, pátria, família:
o refúgio onde o tolo se ajoelha
e o alienado entrega seu voto.
Dancemos todos para celebrar a loucura:
ele se proclama o rei do mundo.
Mas reis morrem.
Reis são depostos.
Sua linhagem é varrida,
e seus dogmas viram piada de mau gosto.
Os corpos empilhados por sua gestão
permanecem como a grande vergonha da história.
Ainda assim, à beira da cova, ele insiste no trono —
sem saber que até o inferno festejará o seu fim.
Por Celso Roberto Nadilo
Em um mundo tao desunido..
quem encontra seu par perfeito..
pode se considerar ganhador da mega sena...
O amor é um pecado gostoso..
pra quem vive a ferro e fogo..
É o combustível do prazer..
me ame ou me odeie..
tanto faz... mas faz..
eu nos teus braços morrer de prazer..
Elevação espiritual!!
Quem se encontra em um grau de elevação espiritual
Entende as coisas com mais facilidade, e sempre encontra formas diferentes de lhe dar com as coisas, porque há crescimento diário.
Trabalham árduamente para a disciplina diária.
Tem mais aceitação
Tem responsabilidade, compromisso
Abre as mãos com leveza
Trilha o caminho do bem, da luz
Se alegra com a alegria dos outros
É porta voz da paz, da solidariedade, da satisfação, e da gratitude.
Estes, estão voltados para a essência, e não se perdem no ter.
Estes, estão em busca da prosperidade espiritual, tendo a total consciência do motivo......" porque estão aqui" . Evoluir. !! Paz e luz
O que que é o tempo?
O tempo é um presente de Deus para quem tem um olhar amplo e resignante, compreensivo ao momento, e é exatamente ali que Deus faz tudo se modificar, se transformar, abrindo todas as janelas da alma para que você possa ver e sentir, escolher e decidir.
O que que é o tempo?
É o que ele faz e traz e muitas vezes somente nós entendemos.
Amém 🙌
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