Poemas de quem Deu um Fora

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O amargo é pouco atraente, mas impossível de ignorar. Nada dura uma vida inteira.

Há magia em todos os lugares, se você estiver disposto a arriscar o bastante para torná-la inesquecível.

Saber ouvir nos torna resistentes à ignorância; acalma a alma sem apagar a têmpera das emoções.

Amadurecer nos permite sonhar com menos ilusões e compreender o que pode ou não ser mudado... Em nosso deserto, amadurecemos silenciosamente.

Uma metade de mim dá vida ao seu sorriso; a outra metade simplesmente se encanta ao te ver sorrir.

Meio século de vida me parece estranho. Faço da vida apenas o que dá sentido a ela. Envelhecer nunca esteve nos meus planos, ter a idade do meu coração me faz cegar o externo e enxergar o que é invisível aos olhos, do tempo que ainda tenho: que não seja curto e nem longo demais, mas que seja intenso.

A grandiosidade da música está em transitar pelas fronteiras entre a irrealidade e o mundo das possibilidades.

Ensurdecedor é o silêncio da alma, capaz de encantar em seus detalhes a ouvir a voz da natureza, mesmo quando ela parece não dizer nada.

Bem maior que a areia que escorre entre meus dedos, são as águas do oceano que inundam a minha alma.

Sobreviver neste mundo louco e abraçar loucas ideias é o que dá sentido à jornada.

Junho chega manso, quase em silêncio. É poesia vestida de festa, tempo de raízes e de reencontro, para lembrar não apenas quem somos, mas de onde viemos e tudo aquilo que, silenciosamente, nos trouxe até aqui.

Antes que o novo floresça, desapegue dos velhos galhos — secos, pesados e sem vida em você.

Éramos tão ingênuos que acreditávamos que algumas pessoas seriam para sempre.

A solitude nasce da escolha e do equilíbrio. Estar só é diferente de sentir-se sozinho.

Caminhando pelos corredores da madrugada, ouvindo pensamentos que ninguém escuta.

Eu, tão imerso na corrente da vida, mal percebi que o passado é fugaz: escapa pelos dedos, atravessa os dias, costura memórias ao presente e, silenciosamente, escreve aquilo que chamamos de destino.

Essa inquietude rompe o silêncio e percorre os espaços vazios que habitam dentro de mim.

Ecos da alma, capazes de nos levar para tão longe, mas também de nos trazer para mais perto quando nos permitimos compreendê-los.

É verão de dezembro. O sol foi tão gentil enquanto eu buscava as palavras de alguns versos. Versos estes que mexiam com a minha inquietude, aquela que não doma o mundo selvagem lá fora, mas que é suficiente para me fazer vagante.

Em nosso coração existem duas sementes: o joio e o trigo. Cabe a você decidir qual delas irá regar.