Poemas de quem Deu um Fora
Não é errar sentir o toque do céu,
Mas sem raiz, a alma vira um anel.
Gira, gira… sem direção.
Mas quem pensa a fé, tem firmeza e visão.
Há um livro que o céu sustenta,
Com páginas feitas de luz e temor,
Ali se inscrevem, com graça intensa,
Os nomes selados pelo Salvador.
Não é por fama, nem por obras vãs,
Que nele um nome vem a brilhar.
Mas sim por fé, por mãos rendidas,
Por um coração disposto a amar.
Ouve-se um som como muitas águas,
o céu inteiro canta e se embriaga
de um júbilo eterno e santo clamor:
“Aleluia! Reina o Senhor!”
Seguiram o Cordeiro, mesmo com dor.”
Agora, a vitória se torna canção,
um hino eterno de exaltação.
E o Cordeiro os recebe com braços abertos,
“Bem-vindos, filhos, ao Reino dos justos e eternos!”
Não há mais lembrança da cruz ou do espinho,
apenas a glória de um novo caminho.
E as portas do céu, que jamais se fecharão,
celebram os santos, com honra e unção.
A Noiva se apronta com linho brilhante,
pureza vestida, formosa, vibrante.
Ouviu-se no céu um clamor ressoar:
“Aleluia ao Cordeiro, que veio reinar!”
Mudar de lugar pode ser um passo de fé.
Pode doer, mas também pode curar.
Pode assustar, mas também pode libertar.
Pode parecer perda, mas ser o começo de um novo ciclo de colheita.
Deus nos dá a dádiva do tempo como um presente sagrado. Cada dia é uma chance de plantar, de amar, de servir, de perdoar e de cumprir o chamado. O tempo da ação é o presente, porque depois que partirmos, a nossa missão neste mundo se encerra.
Aplica a prática:
• Perdoe hoje.
• Ame hoje.
• Evangelize hoje.
• Ore hoje.
• Obedeça hoje.
Crescimento não vem só por ouvir,
vem por permanecer.
Mais do que um minuto apressado,
é hora com o Pai,
é entrega, é sede, é verdade.
Não foi sorte, nem esforço meu,
Foi graça pura, derramada.
O mundo via um derrotado,
Mas Deus já via uma alma amada.
Não porque eu era o melhor,
Mas talvez o mais quebrado.
E foi ali, no fundo do poço,
Que fui por Ele chamado.
Eu era o pior entre tantos caídos,
Coração duro, olhos perdidos.
Mas o Céu desceu na forma de um Homem,
E me chamou pelo nome.
Cristo Jesus — veio não para acusar,
Mas para amar, perdoar, levantar.
E fez da minha culpa uma ponte,
Da minha queda, um monte.
Reflexão :
Você não é um caso perdido.
Se Deus teve paciência com Paulo, também tem com você. O mesmo Cristo que transforma corações rebeldes em servos fiéis está te alcançando agora. Ele não apenas te perdoa, Ele te escolhe, te molda e te usa para mostrar ao mundo o quanto Ele é bom.
Subiram dois ao templo santo,
Um com orgulho, outro com pranto.
Um olhava ao céu com soberba no olhar,
O outro ao chão, com temor no falar.
O fariseu erguia voz segura:
“Jejuo, dizimo, guardo a escritura!
Não sou como os outros, injustos, perdidos,
Muito menos como este, aqui, caído.”
Ele não espera que venhas perfeito,
Mas que venhas com um coração aberto.
Não exige beleza, nem aparência de santo,
Só quer a verdade que vem com o pranto.
Jesus veio com os pés no pó,
Com o coração cheio de céu,
Com palavras que curam,
E um toque mais doce que o mel.
Ele amou os que o desprezavam,
Perdoou os que o feriram,
Lavou os pés dos que o negariam,
E abraçou os que o traíram.
Tua santidade é um espelho,
Que mostra o que eles não querem ver.
Preferem que fiques igual a eles,
Pra não sentirem que precisam ceder.
Eles te chamam de exagerada,
Mas é porque tua fé é viva e ousada.
Não se dobra aos costumes da maioria,
Nem troca unção por companhia fria.
Fragmento I - Ankou
Um vulto indistinto, entre outros vultos distantes.
Não houve um tempo em que ele era, não houve sequer um instante.
Os outros deixam para trás seus sonhos, desejos e deveres, seus inconstantes.
Ele, porém, em seu sadismo divino, ínsito na própria penumbra,
flutua, do nascimento ao desaparecimento, protegido no seio da imortalidade.
Saulo Nascimentto
A meia lua
Um lugar tão longe.
Ao ser, um vazio.
Uma lua ao distante.
Um distante tão sombrio.
Foi da lua tal o brilho
Que do ser, um lugar
Um vazio tão distante
Foi-se longe ao luar.
Máscaras do apresentável
Há sempre uma oportunidade, um convite à observância do nosso homem interior, pois se o deixarmos ao tempo, o tempo o tornará estranho até mesmo para nós.
Quem não molda seu interior acaba se acostumando às máscaras do apresentável, passando a viver em uma constante emulação do subjetivo, ou seja, uma intimidade oportunista e concomitantemente contraditória.
Novo amanhecer
O arrependimento não nos permite voltar a um momento desejado para realizar-mos uma mudança almejada, contudo, o ato de arrepender-se nos liberta do loop punitivo da consciência diante daquilo que é absurdo até mesmo para nós. Acredito que essa é a força de um novo amanhecer; o prazer de vivermos um novo dia em nosso mundo interior e, assim, sermos transformados pela renovação da nossa própria consciência. Um novo dia não é garantia de mudança, tampouco o arrependimento, porém ambos são ferramentas para tal, diferentemente do remorso, que nada pode fazer, exceto reviver a dor em um ciclo de culpa.
Fragmento IV - Conação
Entre corpo e alma, eu.
Um entre-espaço, dito maneira, que tange a esfera transcendental da mística à relação lógica e contemplativa do abstrato.
Assim, o corpo existe apenas como relação meramente espacial da afirmação, ao passo que, a mente flutua, introspectivamente, em busca de sua intuição.
Nesse radiante e permeável oaristo, de um ao outro, eu.
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