Poemas de quem Deu um Fora
Me queira como
O oxigênio e o sorriso de um cachorro
Você os tem por inteiro
Mas eles também são de qualquer um
Sou aquele foco de luz que você tenta aprisionar entre as mãos
Felicidade é um clarão que nos ajuda a suportar o escuro
É um olhar
É um gesto
Um carinho
É você chegando e dizendo
Tô com saudades de você , amor
Não perdi meus Medos!
Apenas ele já nao me és um estranho e
Agora que temos certa intimidade
Descobrimos que temos os mesmos medos!
Picasso um dia disse
Que foi muito difícil desenhar como uma criança rabisca
Por que o mais simples é sempre o mais difícil de enxergar
Tem vezes que
que Deus te envia pra
fazer estagio no inferno
prá voce saber reconher um diabo
que vai atravessar sua vida!
Confia nos planos de Deus!
Ouça sua intuição divina, sempre!
Sei que não posso ser
a luz da sua vida!
Mas serei um pisca pisca
que te trará a direção
quando vc estiver na
mais completa escuridão
Fórmula da felicidade segundo Freud
1- a felicidade é um problema individual. Nenhum conselho é válido, cada um por si deve procurar, por si, tornar-se feliz.
2-nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons. Ter o melhor emprego, a melhor casa, a melhor vida? Quem nos ensinou que isso nos tornaria felizes?
3-só a experiência própria é capaz de tornar sábio o ser humano.
Um sorriso, um dia encantou meu coração
Tornou-se a fonte de minha inspiração
Noutro dia o abandonou
Levando o alento do meu coração
Deixando a dor de uma ida paixão
Outro sorriso apareceu
O coração em oração agradeceu
Noutro dia desapareceu
A alegre alegria esvaneceu
O Jubiloso coração entristeceu
Mas com o sopro da esperança sobreviveu
O passar dos tempos, um dia,
Deixará de trazer envelhecimento
Deixará de ser tempo de sofrimento
Em vez de tormentos, divertimentos
Do envelhecimento, um dia,
A alegria fará zombaria
"Amizade é Laço que não Aperta"
Amizade é um sopro divino que nos encontra no meio da travessia. Não exige promessas nem contratos. Ela apenas é — como o nascer do sol, que não pergunta se queremos a luz. Surge serena e, quando é verdadeira, instala-se na alma como morada sagrada.
Está no olhar que compreende antes mesmo da palavra, no gesto simples que alcança sem invadir. É quando a ausência não fere, porque o coração sabe que há presença mesmo no silêncio. É quando o tempo pode passar com sua pressa e urgência, mas o afeto permanece intacto — como um jardim que floresce, mesmo sem testemunhas.
Amizade é laço que não se desfaz com a distância, não se rompe com as mudanças. Ela se molda, se refaz, se reinventa — mas nunca deixa de ser. É o ombro que acolhe, a palavra que acalma, o riso que divide o peso do mundo. É o espaço onde podemos ser inteiros — ou mesmo em pedaços — sem medo da rejeição.
Amigo é quem vê o invisível em nós. Quem conhece nossos bastidores e, ainda assim, escolhe ficar. É quem atravessa as noites da nossa dor com uma lanterna acesa de esperança. E, quando todos se vão, é quem permanece: silencioso, presente, eterno.
Porque amizade é isso: um amor sem pressa, sem cobranças, sem explicações. É afeto que se traduz em liberdade. É raiz que firma, asa que impulsiona, porto que acolhe e mar que leva adiante.
Amizade é amor que não precisa de rótulo. É vínculo que não se mede. É alma que reconhece alma, num pacto invisível de eternidade. E isso... ah, isso é raro. É sagrado. É infinito.
"Arraiá da Minha Infância"
Lá no sertão da lembrança, num cantinho do meu chão,
há um arraiá danado que mora no coração.
Era fita, era bandeira, era milho na fogueira,
e o céu, todo enfeitado, de estrela e brincadeira!
Tinha cheiro de canjica, de pamonha e de baião,
e o som da sanfona velha mexia com o coração.
Menino de roupa xadrez, chapéu de palha e alegria,
corria feito passarinho, até a noite virar dia.
A quadrilha era um encanto, com noiva toda enfeitada,
e o noivo, suando bicas, com a cara atrapalhada.
"Anarriê!" — gritava o moço — "Alavantú, minha gente!",
e o povo dançava junto, todo mundo tão contente!
Tinha pau de sebo e sorteio, tinha forró no terreiro,
e um velho contando história de um santo milagreiro.
Tinha reza e tinha riso, tinha fé e brincadeira,
e o céu era um véu bordado por Deus a noite inteira!
Hoje, quando fecho os olhos, volto logo àquele lugar:
vejo meu pai com a risada, mamãe a me abraçar...
É o tempo que vai passando, mas dentro da alma alcança
o arraiá tão bonito da minha doce infância.
"Ternura no Amar."
Ela tem ternura na alma,
um brilho suave que envolve,
um sussurro de brisa calma
que, em cada gesto, se dissolve.
Delicadeza ao amar,
como pétalas ao vento;
suas mãos sabem tocar
o mais puro sentimento.
Um bom coração ela guarda,
como um tesouro escondido;
em cada ato, uma palavra,
fazendo o amor renascido.
Ela veio vestir o mundo de amor,
com seus olhos de doçura,
pintando com cores e fervor
uma vida de ternura.
"A vida não é uma estrada a ser conquistada,
mas um jardim a ser tocado com os pés descalços da alma.
Quem apressa o passo perde o aroma das flores,
que só se abrem lentamente para quem sabe esperar."
"Quando a Tarde Confessa Silenciosamente"
Há um instante, quando o sol se inclina e os contornos do mundo se acendem em brasa, em que a alma decide falar. Não alto. Mas em sussurros. É nesse tempo suspenso entre a luz e a escuridão que me confesso ao céu — e o céu, generoso, não me interrompe.
Ali, no exato momento em que o dia se despede sem prometer retorno, despeço-me também das culpas que nunca ousei nomear. Revelo as saudades que ainda ardem, os afetos que não soube cultivar, as palavras que morreram na garganta, as esperas que jamais se cumpriram.
Falo baixinho com a luz que se deita. E ela me entende. Há uma linguagem no pôr do sol que só se aprende com o tempo: a linguagem do não dito, do que pulsa nas entrelinhas, do que escorre por dentro, sem ruído. O céu se tinge de confissões veladas — e eu, feito parte dele, também me pinto de verdade.
No crepúsculo, tudo parece mais leve — até mesmo o que mais pesa. É como se o coração encontrasse abrigo na paleta avermelhada do entardecer. Como se o mundo, por um breve segundo, aceitasse a imperfeição como forma de beleza.
E quando o sol, por fim, desaparece, não é o fim — é o início de um entendimento. O escuro não assusta quando o coração foi ouvido. Porque ali, naquela cena de despedida que se repete todos os dias, minha alma reencontra a paz... de simplesmente ser.
"Presente Silencioso"
O hoje é um presente calado,
embrulhado em sonhos sutis,
que só o coração acordado
desembrulha com mãos gentis.
Não corras pelos teus dias,
flores não nascem na pressa —
cada botão guarda poesias
que o tempo lento confessa.
Olha com olhos de chegada,
como quem volta e se encanta,
ouve a vida acordada,
com a alma que não se espanta.
Que tua semana floresça,
em fé, ternura e cor,
campo fértil de promessa,
onde germina o amor.
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