Poemas de quem Deu um Fora

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O GARANHÃO CHEGOU

Aluguei um flete no centro da cidade
Tô morando sozinho
Solteiro de verdade
Todo dia vou pra balada pensando em maldade.

Porém tudo que começa
Um dia tem um fim
Encontrei uma namorada
Encontrei uma mulher pra mim

Acabei de encontrar o caminho da felicidade
Fica na rua de baixo
Onde está situada
A casa dela
Se bobear eu vou morar com ela.

garanhão chegou
garanhão chegou
Pode se preparar que a noite tem amor
garanhão chegou
garanhão chegou
Pode se preparar que o garanhão chegou.

Poeta Antonio Luis

Inserida por PoetaAntonioLuis

ESTOU PROCURANDO UM AMOR

Estou procurando um amor
Pra dividir comigo uma tonelada de prazer Estou procurando um amor
Porque preciso esquecer
O que a minha ex me fez
Não se faz nem com cachoro
Quando me lembro
Caio no choro
Ela não teve dor
Me jogou na lama
Ela parece a filó
Coitado de mim que não tenho grana

Estou procurando um amor
Sincera e com coração
pra dar e receber atenção
Carinho toda hora amor com certeza
E a pureza de um beijo demorado.

Estou querendo mais
Estou querendo mais
Estou querendo mais
Ficar mil anos do teu lado.

Inserida por PoetaAntonioLuis

PUXADINHO

Tô fazendo um puxadinho no meu coração
Você vai morar sem pedir permissão
Eu não vou cobrar aluguel
O preço combinado no papal
Três vezes por semana
Seu amor na minha cama.

Depois que vi seu bumbum
Minha mente foi as alturas
Você leva qualquer homem a comete loucuras
Faz o que quer de mim
Me usa e abusa
Não precisa avisar
É só chegar e me beijar.

Tô fazendo um puxadinho no meu coração
Você vai morar sem pedir permissão
Eu não vou cobrar aluguel
O preço combinado no papal
Três vezes por semana
Seu amor na minha cama

Poeta Antonio Luis

Inserida por PoetaAntonioLuis

MIL GOTAS DE SUOR

Suspiro ao te ver ver
Suplico não me deixe sem você
Sou um barco desgovernado
Ela é o vento
Que tem me acalmando

É nas minhas orações
Em meio às tribulações
O mínimo de paz
É você que trás

Olhe tudo ao redor
Mil gotas de suor
Vão cair no mete mete
Quando te encontrar
Lá naquele flet

Poeta Antonio Luis

Inserida por PoetaAntonioLuis

Eu vi um rosa

- Uma rosa branca -
Sozinha no galho.
No galho? Sozinha
No jardim, na rua.

Sozinha no mundo.

Em torno, no entanto,
Ao sol de meio-dia,
Toda a natureza
Em formas e cores
E sons esplendia.

Tudo isso era excesso.A graça essencial,
Mistério inefável
- Sobrenatural -
Da vida e do mundo,
Estava ali na rosa
Sozinha no galho.

Sozinha no tempo.

Tão pura e modesta,
Tão perto do chão,
Tão longe na glória,
Da mística altura,
Dir-se-ia que ouvisse
Do arcanjo invisível
As palavras santas
De outra Anunciação.

Inserida por TaciaO

Dica Valiosa:

Quer saber mais sobre os outros?

"Escolha um dia aleatório e tome atenção á reação dos outros,⁠ quando você não dá a utilidade do costume"

Inserida por FernandoLachado

"⁠Nao tente culpar os outros de um erro que foi você mesmo que cometeu"

#Reciprocidade é crucial
#Empatia é fundamental

Inserida por FernandoLachado

✍🏻A Vida É um Campo Energético de possibilidades.


♾️👁️👁️🕉️☯️💫🌞🙏🏻

Inserida por luiza_andrade

DECEPCIONANTE REALIDADE

"A vida é uma improvável perfeição cósmica, em meio à um universo lúcido de amor e ódio.

Não sou o queriam que eu fosse, nem o que precisavam, talvez eu seja um monstro ---- acho que não saberia se fosse um.

Você acredita que está certo? Sente que está feliz? Que tem todas as respostas? Calma... Isso vai passar. Você acredita que está mal? Sente que ninguém te entende, que não é feliz? Calma... Isso também vai passar.

A vida não é justa, desde a fundação do mundo, a realidade tende a ser decepcionante, não espere justiça dela, mas aguarde ansiosamente por ela... Vivendo, até que nos seja apresentado uma nova realidade, boa e justa.

Por hora resido e a construo em meu coração, lá a realidade pode ser o que eu quiser"

Inserida por Pablo_Flores

⁠Todas as noites são um tormento
Sinceramente, não sei como ainda aguento!
Talvez seja fácil pensar nos outros
Viver aos poucos...
Como se tudo fosse acabar logo.
Permaneço sentado
Ensopado e amargurado
Contando as ranhuras na parede
Mordendo os lábios com sede
Sinto que estou pronto
É tudo isso e ponto
Acabou o tempo
Minha dor é alimento
No poço se fundo
Enfermo mundo.

Inserida por RafaelZafalon

Saibamos: o homem é um erro!
Porque não há limites para o desejo e apreciamos o que nos foi proibido.
⁠

Inserida por RafaelZafalon

⁠Com você:
Descobri um amor
Te amei de verdade
Em cada ponto da cidade
Lembrei de você
Conheci no meu corpo
O que te guardei
Senti por você
Tudo que tanto esperei
Te amo de verdade !

Inserida por RafaelZafalon

⁠CARTA DE AMOR
Acredito em um amanhã melhor ao seu lado!
Vejo os castelos imaginários que construiremos juntos!
Coleciono nossos beijos, que desafiam o tempo e confio no calor dos teus braços para aquecer minha alma.

Inserida por RafaelZafalon

Versos tecidos no silêncio

Quantas horas leva alguém para se tornar expert em um assunto?
Foram milhares as horas que dediquei ao meu silêncio.
Hoje, é a língua na qual possuo maior fluência.

Aprendi a escutar o tempo,
a respirar o compasso de cada segundo.
Ao respeitar sua dança, percebi:
o silêncio não é ausência,
mas uma fonte infinita de compreensão.

No silêncio, as palavras ganham novos contornos,
como se cada sílaba fosse esculpida pela quietude.
A ausência de som cria melodias invisíveis,
e os sentimentos nascem, livres,
sem a limitação da fala.
Uma sinfonia espacial.

Descobri que, quando a boca cala,
outros sentidos florescem.
Os olhos traduzem o que os lábios calam,
o olfato beija o tato,
e os ouvidos, ah, eles leem o murmúrio do mundo.

Na quietude, encontrei a língua do sentir.
Foi assim que fiz poesias com meus sentidos.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Professores, alunos e ostras

Professores são provocadores.
Suas ideias, pequenos grãos.
Um grão faz a ostra sofrer,
e a pérola é a resposta a esse sofrimento.

Os professores lançam grãos no silêncio da gente.
Grãos pequenos, insignificâncias...
Mas as ostras se inquietam com as miudezas,
o saber também incomoda.

Do desconforto do conhecimento,
ostras e mentes fabricam claridades.
Não é só o mar que faz pérolas,
a paciência do ensinar também.

As ideias dos mestres,
esses grãos de perguntas,
é o que fazem brotar no miúdo do nosso pensar
um clarão de entendimento.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Da Ideia à Criação

Antes da lâmpada brilhar,
houve a sombra da ideia,
um pensamento que se insinuava
como quem espreita o destino
sem revelar suas intenções.

O homem, em suas limitações,
só cria porque contempla
o que ainda não existe.
Do verbo ao cosmos,
do planar ao conceito de vôo,
tudo vibra na necessidade
de criar o novo, de moldar o nada.

Pensar é plantar mundos,
colher inovações
que o futuro não supõe.
É fazer do impossível o alicerce
e do impensável
o corpo da criação.

A primeira ideia foi o verbo,
e, desde então,
cada invenção é como uma prece
que nasce nos cantos da alma,
esperando o instante
em que essa ideia se faça matéria.

Inserida por Epifaniasurbanas

Tamoatá

Tamoatá não é só um peixe,
é uma palavra que aprendeu a andar.
Inventou pés onde só havia barbatanas,
carrega no casco histórias que desafiam o seco
e planta memórias no fundo das lagoas vazias.

Quando a água foge, ele permanece.
Não se assusta com a ausência,
seu sonho o umedece.
Respirar fora d’água é a poesia do Tamoatá:
ele mastiga o ar como quem se alimenta de esperanças.

É peixe do mato, de água pouca e chão úmido,
veste o barro como quem carrega sua pele.
Faz-se rio onde só há poeira,
e, no silêncio das várzeas secas,
aprendeu a ouvir a fala das poças.

Tamoatá é peixe caipira,
conhece o mato como quem conhece o caminho de casa.
Ele não tem pressa,
faz do brejo um campo de repouso.
Com seus pés de peixe, planta passos na terra molhada,
ensinando ao tempo a ser lento, a ser raiz.

Ele prova que, fora da água, a vida também tem suas correntes,
mesmo que sejam mais lentas.
⁠

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Pareidolia

Nas nuvens, um coelho,
feito de vento e migalha de céu.
A natureza inventa vida onde há silêncio,
e a mente, danada, faz enxergar.

Eu vejo contornos que nem existem,
ou talvez existam, porque os inventei.
Minha sina é dar nome às coisas que ainda não sei o que são
e bordar sentidos no que vi.

Um galho seco me acenou — ou talvez fosse um braço.
Ao lado, a bananeira, com dentes amarelos, sorriu.
As coisas criam sentidos quando alguém as olha sem pressa.

Dia desses, vi teu rosto numa poça d’água,
um rosto de luz, desses que não têm peso.
A poça ria de mim com suas bordas de lama,
igualzinho tu faria se me visse fantasiar.
E eu, feito criança, ri de volta.

Seria loucura, ou só o mundo brincando de ser?
Tudo acaba virando o que o olhar quer.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Asa de um lado só

Só tenho uma asa.
Um lado mudo de pássaro.
O céu me namora,
mas eu sou do chão.

Se tivesse duas,
voava em linhas tortas,
fazia rasantes no azul
e inventava nuvens novas.

Com uma só,
fico brincando com o vento,
sonhando ser passinho,
pés no chão e cabeça nos ares.

Quem sabe um dia,
no finalzinho da lida,
a asa murcha cresça
e eu, enfim, conheça o céu.

Minha asa pulsa,
como se já soubesse do infinito.
Uma asa é quase nada,
ou tudo — depende do corpo que sonha.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Deságua

Sou rio, mas não mando em mim.
Nasço tímido entre pedras,
um fio d’água sem dono.
Aprendo cedo a correr,
a buscar o mar sem perguntar.

As pedras me ensinam desvios.
As margens me lembram limites.
Aceito ser água que passa,
que abraça, que perde e que segue.

Se um dia seco, o barro me guarda.
Se transbordo, o mundo me teme.
Mas a vida não me espera—
ela deságua mesmo quando eu já não estou.

Inserida por Epifaniasurbanas