Poemas de Pessoas Fortes

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Vamos repensar?

Nicolás Gómez Dávila:

“A maioria das pessoas não tem opiniões; tem opiniões emprestadas.”

Carlos Eduardo Balcarse:

“Vivemos a era do pensamento terceirizado. Muitos não possuem ideias; possuem ecos. Não pensam com a própria consciência, apenas repetem aquilo que ouviram com maior frequência. A multidão deixou de buscar respostas e passou a reproduzir ruídos.”

O peso de saber

Conhecimento não é acúmulo. Há pessoas abarrotadas de informações e vazias de discernimento.

Saber mais não nos torna necessariamente melhores. Torna-nos mais responsáveis pelo que fazemos com aquilo que sabemos.

O conhecimento pode construir ou destruir, libertar ou aprisionar, esclarecer ou apenas sofisticar nossas próprias ilusões. A diferença não está necessariamente no que sabemos, mas na consciência de quem utiliza o saber.

Talvez por isso algumas verdades sejam tão desconfortáveis. Conhecer é também perder determinadas inocências. Depois que enxergamos, já não podemos simplesmente “desenxergar”. Depois que compreendemos, algumas desculpas deixam de existir.

Eis um dos paradoxos do conhecimento: quanto mais consciência adquirimos, menos podemos terceirizar a responsabilidade por nossas escolhas.

Não basta saber.

É preciso discernir.

Saber o quê é conhecimento.
Saber como, quando e por quê é discernimento.
E assumir as consequências daquilo que escolhemos fazer com isso é consciência.

O verdadeiro poder, portanto, não está em saber aquilo que os outros desconhecem.

Está em não ser dominado por aquilo que sabemos.

Porque conhecimento amplia possibilidades.

Consciência reduz desculpas.



Carlos EDUARDO Balcarse

31/09/2026

O discernimento e o crescimento

Crescer não é simplesmente saber mais. Há pessoas repletas de informações e vazias de compreensão.

Informação não é conhecimento. Conhecimento não é consciência. E consciência, sem discernimento, pode continuar sendo apenas a percepção de uma realidade que ainda não aprendemos a compreender.

A mente mente. E o discernimento desmente.

Discernir é desenvolver a capacidade de questionar não apenas aquilo que ouvimos, mas também aquilo que pensamos. É separar fato de interpretação, convicção de condicionamento, prudência de medo, desejo de necessidade e verdade de conveniência.

Talvez amadurecer seja justamente começar a desconfiar das certezas que nunca tivemos coragem de questionar.

Porque o crescimento verdadeiro exige desconstrução. Algumas vezes, para aprender é preciso primeiro desaprender. Para enxergar diferente, precisamos abandonar a obrigação de continuar olhando da mesma maneira.

O senso comum comumente mente.

E quando apenas repetimos aquilo que todos pensam, corremos o risco de passar a vida reproduzindo pensamentos que nunca foram verdadeiramente nossos.

Por isso, não pense como eu penso. Pense no seu próprio pensamento.

O discernimento não nos ensina o que pensar. Ensina-nos a perceber por que pensamos aquilo que pensamos.

E talvez seja justamente aí que começa o verdadeiro crescimento: quando deixamos de ser conduzidos automaticamente pela própria mente e passamos a assumir conscientemente a autoria das nossas escolhas.

Porque consciência amplia.

Mas é o discernimento que direciona.


Carlos Eduardo Balcarse
02/10/2026

POR QUE PESSOAS INTELIGENTES TAMBÉM TOMAM DECISÕES RUINS?

Inteligência ajuda a resolver problemas.

Mas existe um problema que a inteligência, sozinha, não resolve: o que fazemos com a própria inteligência.

Uma pessoa cognitivamente sofisticada pode analisar cenários complexos, compreender argumentos difíceis e construir justificativas extremamente elaboradas.

Essa capacidade pode ajudá-la a encontrar a verdade. Também pode ajudá-la a defender aquilo em que deseja acreditar.

Quanto maior a capacidade argumentativa, maior pode ser a capacidade de racionalização.

Não usamos nossa inteligência apenas para revisar crenças. Também podemos usá-la para protegê-las.

Por isso, inteligência e discernimento não são sinônimos.

Uma pessoa pode possuir enorme capacidade de processamento e atribuir pesos inadequados às informações que processa. Pode compreender perfeitamente um argumento e recusá-lo por razões identitárias. Pode reconhecer probabilidades e agir impulsivamente.

A pergunta, portanto, não é apenas quanto conseguimos pensar.

É como regulamos aquilo que participa do pensamento.

Discernimento não compete com inteligência. Opera sobre outra dimensão.

Ele pergunta quais elementos devem participar de uma decisão, quanto devem pesar e quando uma interpretação precisa perder autoridade.

Talvez por isso pessoas extremamente inteligentes também consigam cometer erros extremamente sofisticados.

A inteligência pode construir caminhos. Mas não determina, sozinha, qual caminho merece ser seguido.

Pensar muito não garante pensar bem. E pensar bem não garante discernir o que deve governar a decisão.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

Uma escola que ensina conteúdos sem ensinar critérios pode formar pessoas informadas e intelectualmente desARMADAS.

Carlos Eduardo Balcarse

Há pessoas que defendem ideias; há ideias que se defendem usando pessoas.

Carlos Eduardo Balcarse

POR QUE PESSOAS INTELIGENTES TAMBÉM ACREDITAM EM COISAS ERRADAS?

Inteligência não imuniza ninguém contra o erro.

Às vezes, inclusive, nossa capacidade de argumentar pode ser utilizada para defender com enorme sofisticação aquilo que nunca examinamos com a mesma sofisticação.

Saber argumentar não garante saber revisar.

Conhecimento não elimina vieses.

Formação não elimina interesses.

Memória não elimina distorções.

E inteligência não elimina a necessidade de discernimento.

Talvez uma das formas mais perigosas de ignorância seja aquela capaz de construir excelentes argumentos para não reconhecer a própria ignorância.

Quanto melhor pensamos, maior deveria ser nossa responsabilidade de pensar sobre como estamos pensando.

Porque a inteligência pode construir argumentos.

Mas somente a revisão permite descobrir quando os argumentos começaram a construir a inteligência que os defende.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

No vale das sombras, o vazio é rei, as pessoas são só pessoas e a solidão é uma arte,
No vale das sombras, os sonhos não existem, as palavras são desconexas e a ponte só pode ser vista até sua metade descoberta pela neblina interminável,

No vale das sombras, o céu é cinza, os labirintos existem e o encontro de si próprio é inevitável.

⁠Tem certas pessoas que as ouço falar suas hipocrisias e mentiras exorbitantes e geralmente meu comportamento (quando não posso me retirar do local) é ficar calada ou fazer pequenas intervenções e esboçar aquele velho "sorriso social", não por pura falsidade ou estar concordando com o que é dito e sim porque não gosto de entrar em picuinhas e brigas desnecessárias.
Sei que todos nós temos falhas e não podemos falar tudo que pensamos, porém em relação a falsidade e dissimulação sempre reflito até que ponto as pessoas chegam, seja para obter vantagens ou simplesmente porque o meio social medíocre fomenta esse tipo de comportamento.
Concluo, que para com essas pessoas só posso oferecer: O sorriso social, A conversa superficial e por dentro...O puro desprezo.

Muitas pessoas não tem personalidade nem opinião própria.
Elas se adaptam de acordo com o que lhes convém: se algo traz vantagem, aceitam; se querem agradar alguém, mudam totalmente para se encaixar. Mas, quando já não precisam ou não fazem mais parte daquele grupo, voltam atrás e mudam de opinião ou até de comportamento.


O problema de ser assim é que essas pessoas nunca transmitem confiança. Sua personalidade depende apenas de quem querem agradar no momento. Não falo de pessoas simpáticas nos ambientes e sim daquelas que mudam seus valores, opiniões, gostos e até hábitos só para serem aceitas. No fim, nunca mostram quem realmente são.

⁠⁠“Os meios de comunicação e as redes sociais estão cheios de falsos moralistas.
Pessoas que defendem muitas bandeiras para inflar seu ego e tomam ações opostas nos bastidores.
Para nossa paz de espírito e crescimento pessoal, é fundamental saber filtrar e ignorar muita coisa.”

As pessoas mudam e se adaptam ao meio quando encontram aquilo que realmente vale a pena.Caso contrário os dias continuam sendo os mesmo.


Lembre-se :
Viver é diferente de existir 🍃

Controversos


Nas ruas, nos bares, nos elevadores e nas calçadas, vejo todas as pessoas indo e vindo fantasiadas usando suas máscaras,


Entre lebres e cordeiros, lobos e chacais, porcos e gados nelores, estão os zumbis, as mulas sem cabeça e misturados com todos estes vejo também mascarados com fantasias de anjos e demônios,


No coração das trevas, esta o homem com a sua súbita insanidade e seus pensamentos controversos travestidos de evolução e tecnologia.

As pessoas confundem ego com afago. Veja bem:

Ego, em latim, significa "eu" - ou seja, é quem eu sou.

Afago é o sentimento de afeição por mim mesmo ou por algo, aquilo que me proporciona orgulho em ter ou ser.

O que chamam de "ego inflado" (eu inflado) é, na verdade, excesso de afago (afeição, admiração) por si mesmo.

Nem o ego (eu) nem o afago (afeição) são problemas em si. Só se tornam problemáticos quando essa afeição por si mesmo é tão exagerada que chega a ser desafetuosa (indiferente) com os outros. Esse exagero se converte em egoísmo e vaidade, ou seja, egocentrismo, fazendo com que a pessoa pense somente em si e use os outros (mandando, ordenando, controlando) para benefício próprio.

O problema desse sistema é que ele foi feito para levar as pessoas a ficarem gananciosas e egoístas. Ele usa a maioria como máquina de trabalho para concentrar riqueza em poucas mãos.

Dentro desse sistema, você só é considerado “bem-sucedido” quando consegue ganhar mais do que os outros, muitas vezes usando o trabalho deles para isso.

O sistema premia quem consegue levar vantagem, não necessariamente quem trabalha mais ou melhor.
Para alguém ganhar mais, normalmente outros recebem menos.
Desde cedo, ensinam que ter dinheiro é sinônimo de felicidade, mas na prática isso não se confirma para a maioria das pessoas.

Exemplo:

Um patrão pode acumular milhões enquanto o trabalhador passa anos trabalhando muito por um salário mínimo, com pouco descanso e pouca segurança. Isso acontece em muitos lugares e setores, não é exceção.

A verdade é que:

Ninguém enriquece completamente sozinho, sempre existe trabalho de outras pessoas envolvido.
Muitas vezes, o “sucesso” de um depende do esforço de vários que ganham pouco.
Enquanto alguém sonha em chegar ao topo, na maior parte do tempo continua sendo parte da base que sustenta esse topo.

O jeito mais consciente de ver isso:

Entender que as pessoas estão na mesma realidade, mesmo com condições diferentes.
Buscar um trabalho que tenha sentido, não apenas dinheiro.
Perceber que sucesso de verdade está mais ligado a ter autonomia, tempo e dignidade do que apenas saldo bancário.

No fim:

Esse sistema não está quebrado. Ele foi estruturado para funcionar assim, de forma desigual, onde poucos acumulam muito e muitos ficam com pouco.

A vida é feita de encontros e desencontros… Mas de quem é a escolha?
Há pessoas que poderiam ter sido uma das partes mais bonitas da nossa história…
Aparecem sem querer chegar, desaparecem sem querer partir…
Esquecem que o amor se constrói na presença, nos pequenos gestos, no abraço que aconchega, no beijo estátua, no cheiro do cangote…
Nos instantes em que o tempo perde a medida exata…
Poderiam ter sido amor, cumplicidade, casa…
Que o amor pouco não seja o bastante…
Porque presença é escolha… E ausência também…

Uns não evoluíram e culparam o meio em que vivem. Culparam as pessoas com quem andam e aquelas com quem um dia caminharam.


Outros não evoluíram e culparam os próprios familiares, esquecendo-se de que nem sempre podemos escolher de onde viemos, mas podemos decidir para onde queremos ir.


Uns perderam-se pelo caminho e culparam a falta de oportunidades, como se o amanhã não fosse também construído pelas decisões de hoje.


Outros caíram e culparam a ausência dos «nãos» que nunca tiveram coragem de dizer, habituados a dizer «sim» até mesmo àquilo que os destruía.


Uns ficaram perdidos no tempo, culpando as distrações que, outrora, eram o auge dos seus prazeres e a fonte da sua felicidade.


Há ainda aqueles que continuam à procura de si mesmos, enquanto vivem uma vida repleta de milagres que não conseguem reconhecer.


E existem outros que permanecem de braços cruzados, confiantes nas oportunidades que o amanhã poderá oferecer, esquecendo-se de que o futuro não se constrói apenas com esperança, mas também com atitude, coragem e acção.

Eu sou várias pessoas,
e cada um desperta uma dessas versões em mim.
Em todas elas, tento entregar o meu melhor,
mas não esqueça: eu também sou espelho.
O que eu reflito depende da frequência
que você decide emitir.

Caminhei por entre a multidão e percebi o grande equívoco da existência moderna. As pessoas correm desesperadas, amedrontadas pela ideia da morte, sem perceberem que o verdadeiro desastre já as consumiu. Elas lutam para não morrer, mas já perderam a vida.
​Perderam a vida no momento em que aceitaram a fantasia alheia como verdade absoluta; perderam a vida quando pararam de ouvir o que emana do próprio coração para seguir escritos e homens que prometem chaves para portas que eles mesmos nunca abriram. É uma ironia trágica: é melhor morrer do que perder a vida. Pois a morte é apenas o silêncio do corpo, enquanto perder a vida é o silêncio da alma que se tornou escrava.
​Eu me desentreguei dessa ilusão. Desconstruí cada tijolo de aprendizado imposto para que, do nada fértil, eu pudesse finalmente dizer 'eu sou isso' com destreza. Só quem não teme o fim do fôlego é capaz de encontrar a verdade que liberta.
​Eu morri sem perder a vida. Reconstruí-me pois a minha alma não estava morta. Agora, venho me reconstruindo; o homem velho em mim já não existe mais. Tornei-me amortal porque o que renasceu do zero em mim sou eu. Eu existo em mim, não na fantasia ilusória que me habitava como se fosse uma realidade.

Há pessoas que passam pela nossa vida e nunca mais vão embora por inteiro.


Cada pessoa que encontramos é um universo único, uma história irrepetível, uma maneira singular de tocar o mundo. Ninguém substitui ninguém, porque cada alma deixa marcas que pertencem somente a ela.


Algumas pessoas chegam como brisa, outras como tempestade. Há aquelas que nos trazem paz, as que nos ensinam pela dor e as que, sem perceber, transformam para sempre a maneira como enxergamos a vida. Algumas ficam por anos; outras permanecem apenas por um instante. Mas o tempo de permanência nem sempre determina a profundidade da marca que deixam.


Porque todo encontro verdadeiro é uma troca silenciosa: alguém leva um pouco de nós e deixa um pouco de si. E, assim, mesmo sem perceber, vamos carregando pedaços de tantas vidas dentro da nossa, feitos de palavras, gestos, afetos, aprendizados e lembranças que o tempo não consegue apagar.


Talvez essa seja uma das mais belas responsabilidades de existir: compreender que nunca tocamos outra vida sem, de alguma forma, fazer parte dela.


No fim, somos feitos de encontros. Somos pedaços de quem amamos, marcas de quem passou, lições de quem partiu e lembranças de quem permanece. E, quando a vida finalmente nos ensinar a olhar para trás, talvez descubramos que algumas pessoas não cruzaram o nosso caminho apenas para fazer parte da nossa história, mas para mudar, para sempre, quem nos tornamos.


Talvez seja esse o verdadeiro milagre dos encontros: descobrir que alguém pode deixar de caminhar ao nosso lado sem jamais deixar de fazer parte de quem somos.
Porque existem pessoas que passam pela nossa vida… e existem aquelas que, depois de passar, passam a viver em nós para sempre.