Poemas de Perdão
... a fé,
a humildade, o perdão,
o autoconhecimento,
ora alcançados e plenamente
vividos, são ingredientes seguros a nossa melhoriacomo legítimos cocriadores do bem
que buscamos!
Páscoa é renascimento,
Mudança, ressurreição
É viver no crescimento,
É humildade é perdão.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
31/03/2024
O ódio é o Amor
Quando está adoentado
E que só se recupera
Quando o Perdão lhe é dado.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
10/04/2024
Sobre o Perdão
Então o tão esperado amanhã, hoje chegou?
E trouxe consigo a maturidade
De quem nunca antes perdoou
Coisas que só vem com a idade...
As respostas nunca antes respondidas,
A busca incansável de um culpado
As questões mal resolvidas
De quem não fora perdoado...
Com o passar do tempo
Aceitamos as razões
Mesmo sem o consentimento,
O que nos resta, são apenas reflexões...
Uma vida inteira de devoção,
Uma idolatria gigante
Destruida por uma decepção
Desabando meu mundo num instante...
Dificil mesmo, não é pedir perdão
Mas sim ter que perdoar
Aquele que partiu seu coração
Pelo hábito e sem nem se quer notar...
Dizem que é sobre amor,
Mas impõem cadeias invisíveis.
Falam de graça e perdão,
Mas julgam com mãos inflexíveis.
Ensina-nos a amar como Tu amas:
com entrega, com perdão, com firmeza e verdade.
Que nunca deixemos que as distrações do mundo apaguem o que o Céu começou.
E como uma oferta viva diante do Teu trono.
Faz de nós testemunho de fidelidade e graça.
Seja nossa aliança ardente… e eterna.
Revestida com misericórdia,
Me cubro de graça e perdão,
E deixo que a paz de Cristo
Governe o meu coração.
Seja em casa, seja na igreja,
Ou no secreto do coração,
Quero viver como Ele ensina:
Com verdade, fé e compaixão.
🛐
"Perdoar não é divino.
Divino é viver sem ter que pedir perdão.
Mais divino ainda é passar pela
vida sem precisar ser perdoado.
Perdoar é opção.
🛐
💜
Perdoa o que puder ser perdoado.
Esquece o que não tiver perdão.
O perdão não faz a outra pessoa
estar correta.
Ela te faz livre.
💜
Quem guarda mágoas só perde espaço.
É por isso que o peito fica tão
apertado.
💜
Cada vez que eu te dou uma chance,
dou uma parte de mim.
Dou minha esperança.
Dou meu perdão.
Me dou.
"No amor eu sempre me dôo demais"
-Do verbo ‘doer’ ou ‘doar’?
"Pois é ...
dá no mesmo."
Onde o Perdão Não Significa Ficar
Porque há gente tão presa em si mesma
que não enxerga além do próprio mundo;
vive girando no próprio egoísmo
e passa pelos outros como um vento seco.
Machuca e nem percebe
que o coração do outro sangrou.
E às vezes a vida sussurra, em silêncio:
“Tem gente que é tão egoísta que nem percebe que te machucou.”
Mesmo assim, escolho respirar fundo
e não deixar que a dor governe quem sou.
Nem sempre perdoar significa permanecer;
às vezes, é preciso tornar-se inacessível não por orgulho,
mas para impedir que a ferida se repita.
Não somos terreno baldio
para o lixo afetivo de ninguém.
Quando o perdão liberta antes do amor.
Há momentos em que o coração, ferido pela incompreensão, pelo abandono ou pela injustiça, precisa antes se despir do peso da mágoa para então reaprender o verbo amar.
O amor, em sua pureza, é um ato de entrega; mas o perdão é um ato de libertação, e às vezes é ele quem chega primeiro, abrindo as grades invisíveis que nos aprisionam ao passado.
Perdoar não é aceitar o erro, é compreender que a dor não deve governar o destino. O perdão não absolve o outro apenas; ele resgata a si mesmo. Porque enquanto o ressentimento persiste, o amor não respira, ele sufoca entre as lembranças, tentando florescer em solo infértil.
É no instante em que o perdão se faz ponte, e não muro, que a alma se reencontra consigo. E somente então o amor, que sempre esperou em silêncio, pode voltar a ser caminho, não mais ferida, mas aprendizado.
Alguns amores só sobrevivem quando são libertos pelo perdão. Outros só nascem depois dele. Mas, em todos os casos, o perdão é o primeiro gesto de amor, ainda que disfarçado de despedida.
Entre o Perdão e a Aurora do Amor.
Capítulo XV - Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro. Ano: 2025.
Camille Marie Monfort caminhava por entre os corredores silenciosos de sua própria alma, onde ecos de antigas feridas insistiam em sussurrar lembranças. Cada passo era um diálogo com a ausência, cada suspiro, uma tentativa de reconciliar o ontem com o amanhã. Ao seu lado, Joseph Bevouir não era apenas presença; era horizonte, promessa e sombra. Ele carregava nos olhos a memória do que fora e a inquietação do que ainda poderia ser.
O perdão, nessa trama delicada, surgiu como vento inesperado: não pediu licença, não exigiu razão. Libertou antes que o amor pudesse ousar manifestar-se. Camille sentiu nas mãos um vazio que já não queimava; Joseph percebeu que o coração, antes contido, agora respirava em espaço desobstruído.
Entre eles, palavras não eram necessárias. Cada gesto era tradução de uma reconciliação íntima, um pacto silencioso com o tempo. O perdão abriu portais, revelou luz onde a sombra insistia e ofereceu o terreno fértil para que o amor, tímido e hesitante, florescesse com intensidade renovada.
E assim, num instante suspenso entre o que foi e o que virá, compreenderam que a libertação interior precede toda forma de entrega. O amor, sem pesos nem correntes, é a aurora que nasce depois da noite profunda do rancor. Camille e Joseph descobriram que o perdão não é fim, mas a promessa de novos começos e que aqueles que se atrevem a liberar a alma encontram, inevitavelmente, a plenitude do sentir.
O perdão é a primeira semente da liberdade emocional. Quem se permite perdoar antes de amar, descobre que o coração não carrega apenas cicatrizes, mas a capacidade de florescer novamente, mais intenso, mais vasto, mais verdadeiro.
Perdoa-me por aquilo que não tem perdão,
Eu fui embora, e levei comigo o seu coração.
Perdoa-me pelas noites que não te iluminei,
E sobretudo não te aconcheguei...
Perdoa-me por tudo que abandonei,
Sim, eu fui embora, eu te deixei...
Perdoa-me ao girar da tranca,
Dei as costas para a tua esperança.
Perdoa-me porque a pena eu paguei,
Por tudo que construí, e larguei...
Perdoa-me por ter te deixado
Solitário,
Não quis ter te abandonado
No poemário,
E muito menos te humilhado
Por ter desconfiado de ti;
Perdoa-me por te amar mais
Do que a mim mesma.
Perdoa-me porque não fiz a tempo,
De ter entregue o meu sentimento.
Orgulho-me ter o meu ego pisoteado,
Para transformá-lo em estrela no éter
Deste amor infinito - e implacável;
Entrego ao mundo o que eu já devia
Ter tornado teu, e te revelado...
Perdoa-me pelo desespero,
Porque você não sai da minh'alma,
E não sai da minha retina;
Continuo por ti seduzida.
Perdoa-me eu sei que errei,
Como o fogo consome a brasa,
O amor quando é amor nunca acaba.
O coração bate descompassado,
É a fera que há em mim querendo
O teu laço que se chama [abraço];
Permanece o intenso sabor pelo fato
De nós termos nos [beijado]...
Perdoa-me porque é indescritível,
O amor que sinto é infalível,
O tempo não o apagou amor incrível.
Se o amor é o limite do amor,
Amar jamais terá limite,
O tempo me mostrou
Que enquanto houver céu,
Entre nós não haverá limite.
Ele pediu a viola
como último desejo,
Os minuanos deram
o perdão maravilhados
com a música triste,
O amor surgiu
e provou que existe,
Concedeu o ritmo
e pacificou a terra.
O primeiro gaúcho
surgiu com a união
de Chalouá e Manuel,
Da minha memória afetiva
a lenda não foi apagada:
Quem nega esta lenda
desta terra não conhece nada.
I
Nesta ou em nenhuma outra vida
não vai obter oração e o meu perdão,
não vou sossegar enquanto não
comerem o pó da própria destruição.
II
Amaldiçoo muito além da eternidade
todos aqueles que jogaram a crueldade causando destruição na minha Nação,
para que nunca mais obtenham a redenção.
O verdadeiro terror
para o futuro é viver sem
reconciliação e sem perdão.
Não preciso descobrir
ou ler que o livro
da vida não deseja o pior
para cada um de nós
nestes tempos quase perfeitos
para o ego morrer onde esgotamos
a coragem de manifestar
a vontade e a nossa bondade.
É preciso reagir
e dar espaço generoso
para a liberdade
e reconciliação
com o General, a tropa
e toda a sua Nação.
Abertas estão as
Asas do condor
Sobre o continente,
Carta de pedido
De perdão da Mãe
Pela libertação
Do rebelde filho.
De pé pelo povo
Mesmo após
O susto ocorrido,
Ele não deixa
Quem quer que
Seja fazê-lo rendido,
Da Pachamama
Ele é o protegido.
Abya Yala, terra
Que não se abala,
O Império não nos
Curva e não cala;
Eis a poesia que
Não é a cura
Que você busca,
Cheia de si ela
É amor em via
De retribuição,
E total integração.
