Poemas de Paixão
Não acorde do nosso lindo sonho de paixão.
No silencio da noite escura e o frio da solidão.
A distancia nunca vai poder separar os amantes,
Porque sinto seu abraço e o seu beijo acariciante.
Na doçura dos beijos que trocamos.
Nas loucuras abundantes da nossapaixão.
Nas batalhas constantes e renhidas da vida, nos distanciamos.
Somente as doces lembranças ficaram guardadas no coração. Comigo ficou a saudade de um amor de verdade.
Hoje nós sofremos todo dia,
por nos faltar sabedoria no passado, para blindar o nosso amor apaixonado.
Os segredos de jhúlia
Jhúlia vive entre seus medos
Seus amores, paixões, e segredos
Corajosa, atrevida
Intensa, tão cheia de vida
Nos corredores ela caminha
À procura, na surdina
Ardente, envolvente
Quer entregar-se completamente
Seu constante delírio
Sua insaciável libido
Que grita com sede
Segurando-se nas paredes
Em seu mistério conturbado
Jhúlia vive entre seus laços
Em si mesma afugentada
Querendo voar, ser resgatada.
Olhe para o céu, preste atenção às estrelas, elas são flores incandescentes
Que demonstram a paixão de um ser divino...
No espelho o reflexo às vezes me assusta
O que riscou tanto o meu rosto?
POEMA MENDIGO
Estou cheio de ser poeta,
de sonhar com as estrelas,
estou cansado de me apaixonar
dez vezes por dia
e me desiludir quarenta,
estou cheio de ser poeta,
estou cheio de escorregar no arco Iris,
e mergulhar no buraco negro,
estou cheio de jardins
com abelhas venenosas
e acácias carnívoras
estou cheio de velhas palavras,
de doces rimas ,
do poema água com açúcar,
quero a verdade
de acordar as cinco da matina,
do imprensado do coletivo,
do odor de axilas expostas,
do martírio dos aproveitadores no metrô,
quero a verdade de mendigos sob viadutos
da epidemia de drogados,
quero ouvir a miséria vicejando,
as margens de alagados e palafitas,
quero sentir viciados definhando,
escravizados pelo poder da fumaça e do pó...
quero o meu poema chorando e gritando,
um poema bem inconveniente,
que consiga incomodar
essas assembléias dolentes ,
quero um poema que cheire mal,
que se vista mal ,
um poema mendigo
com a podridão das nossas realidades...
meus cabelos pratearam
mas minha paixão se arrasta
feito criança
e o tempo que eu tenho
é o que me resta de esperança...
Linda ilusão
Dolorosa paixão
Por que me abandonou
se era linda a ilusão
a falar dessa coisa infinda?
hoje fico a sonhar
com o que não me restou
e deliro com o prazer do passado
te vejo a caminhar
sobre o meu coração
governando o meu país
comandando a nação
me fazendo feliz...
lindo era o raiar do dia
teu corpo era o horizonte
onde a lua se punha
por onde o sol se erguia
a fonte desta energia
hoje fico a sonhar
sem nenhuma ilusão
não tenho força,
não tenho músculos
o horizonte sou eu mesmo,
sou eu esmo o crepúsculo...
AMORES E PAIXÕES
Tenho visto tanta dor em seus olhos...
Essas divas que semeiam os campos,
Que passeiam nas praias,
Que enfeitam jardins,
Que paqueram vitrines,
Que colorem as tardes...
As Mulheres são divas vindas do espaços,
Dalguma estrela de diamantes...
Donde herdaram tanta luz,
Seres divinos de algum paraíso, enviadas por Deus
Para fazer-nos felizes
Tenho visto tanta dor em seus olhos...
Enteadas da solidão, nas cozinhas da vida,
Nas varandas dos sonhos,
Dos desejos de amantes e de esposas, de filhas e de mães...
Tenho visto tanta dor em seus olhos
E esses olhares perdidos nos horizontes,
Num crepúsculo, no vazio de suas introspecções,
Preocupações e angústias por filhos e filhas,
Por maridos, namorados, pelos seus homens,
tenho visto tanta dor em seus olhos,
por amores e paixões...
O COLHEDOR DE OLHARES
Os seres de orion sabem desta insensatez,
Desta paixão, dessa sensibilidade
De colhedor de risos e olhares
Desta mania de contemplar
O inquietante, o esplêndido, o luminoso...
Andrômeda sabe desta qualidade
De perceber o que me inquieta,
O que me fascina, o que ilumina
Sei perceber a noite caindo como uma aeronave,
Esplendida e luminosa;
O que me inquieta
É o gotejar incessante dalguma torneira...
O soluçar angustiante de alguma criança
Rasgando o véu da noite
Nessa eternidade, entre um pingo e outro,
Entre um soluçar e uma lágrima
Se fez ruir Pompeia e cair Babilonia;
Nesse universo os deuses desfalecem,
Os impérios tombam,
A bela e a fera se apaixonam
E a poesia se edifica
Alicerçada pelas constelações, pelas flores
Fazendo germinar risos e olhares...
faço o meu verso
como se soubesse
que amanhã é sexta feira santa,
a sexta feira da paixão,
como se a santa da feira,
com seus olhos azuis turquesa
e peras por sob a blusa
ornamentndo seu colo
não alimentassem a rima
que completam a minha estrofe
deixando a mente confusa
tornando paixão tão forte
pra santa de qualquer dia
faço esse poema
como se houvesse harmonia
e a santa da novena
santa como santa maria
de filho pregado e morto
e no horto sepultado
deixando alma vazia
e coração angustiado
por mais que se prometesse
um Deus ressuscitado
que aliviaria as mentes
e lavaria os pecados
mas mesmo a mãe de Deus
sofreria por seu filho
porque carne é carne
assim como o meu poema
que sangra queima e arde
e assim faço o meu poema
que também se sacrifica
e crucifica a gramática
mas é um verso sincero
terno suave e austero
dentro da realidade
Você se foi com a chuva de verão levando o sol e a luz
Pra mim paixão não foi e jamais será aquilo que seduz
Assim eu me pergunto o que é isso então que nada apraz
Sinto saudade e a felicidade eu penso nunca mais
Ficaram sim lembranças doces e jamais esquecerei
Nossos momentos e a cumplicidade que tinhamos em comum
O que vivemos juntos, a dimensão não sei
Mas algo igual jamais encontrei em sentimento algum
Sigo mais triste e mais sozinho embaraçado em meu viver
Tentando acreditar no amor ou algo similar
Eu sou teimoso, leigo e insisto nessa insensatez
O que de nós persiste ainda dá prazer
E isso me intriga e me faz acreditar
Que a chuva de verão que um dia te levou te trará outra vez
SOBRE PAIXÕES LACÔNICAS
logo mais, vagalumes, lumes vagos
as estrelas caem sobre as amendoeiras
e as ilusões derramam seus êxtases
sobre paixões lacônicas
a vida torna-se cônica,
a dor torna-se crônica;
ninguém acredita em crepúsculos...
vou beijar minhas ilusões com a mesma ternura
vou contar minha história
de amor com a voz da loucura;
o amor é eterno, o amor é infinito;
vai prosseguir nessa estrada que sou eu mesmo
com o mesmo romantismo nos beijos
e abraços de outros amantes,
mais, ou menos românticos;
mais, ou menos loucos,
para perceberem ou não as estrelas
caírem sobre as amendoeiras...
ASQUEROSOS...
Um homem não é um bicho;
um homem tem que amar,
se apaixonar, sonhar, ter um ideal;
e dentro desse ideal deve estar pautado
uma comunidade digna, uma sociedade capaz.
Um homem não pode vender sua consciência
e se tornar um corrupto
como um tumor maligno que mata uma nação.
Poeta não pode envelhecer
tem que nascer todo dia
e se alimentar de paixão
ressuscitar um leão por dia
viver da utopia de ir e voltar a plutão...
Amo a poesia
e a poesia é apaixonada por mim,
às vezes, de madrugada
ela me acorda
e murmura no meu ouvido:
''escreve-me''
NÓS, VÓS, ELES
A minha solidão é tão sozinha,
não é só minha essa paixão,
a dor de existir é só uma ilusão,
ávida como a vida...
a minha solidão não é só minha,
se avizinha a solidão de todo mundo,
a solidão de toda multidão
TREM DA PAIXÃO
Não foi só paixão, foi muito mais
o que o rio leva e a cachoeira cai...
uma força além do que eu podia suportar
eu me perdi assim...
o meu lugar comum me guarda desse olhar
nem quero acreditar que o mundo é belo...
se uma andorinha só não faz verão,
verão que a dor do amor dói em qualquer estação
não quero nunca mais sonhar...
além desse ocaso o acaso deste além
o que nos conduz a dor, ao amor
é o trem dessa paixão, é o trem do teu olhar, é o trem...
Essa Coisa Ardente e Improvável
Como é ardente. Dominante.
Será paixão?
Tão improvável.
Essas coisas não acontecem comigo.
Mas, se tem algo de que tenho certeza,
é que alguma coisa está acontecendo.
Se é paixão, eu não sei.
Minha única certeza é que não sei lidar.
Está me sufocando.
Deve ser paixão...
Do cérebro.
Paixão Anestesiada
Sempre fui instável,
anestesiada,
um corpo ausente,
um peito vazio.
Nada me tocava,
ninguém me incendiava.
Até que você surgiu,
e meu corpo ardeu em chamas
quando se fez presença.
No começo,
você era tudo o que eu sonhei,
uma versão moldada pelos meus olhos cansados,
pelos desejos que eu escondia até de mim.
Atração fatal,
que crescia em silêncio,
se tornava paixão
sem que eu pedisse.
Eu te desenhei,
mais de uma vez,
como se os traços pudessem conter
o que eu sentia.
Escrevi cartas disfarçadas,
deixando pedaços do meu coração
nas entrelinhas,
esperando que você soubesse ler
o que eu não dizia.
Mas hoje,
me sinto boba.
Porque tudo o que enxerguei em você
eram só ilusões,
ecos de momentos mínimos
que jamais definiram quem você foi.
eu só queria ter enxergado antes.
