Poemas de Paixão
A dor de um Amor
Meu amor à física, minha paixão à matemática, meu amor a você, minha razão problemática...
No jardim nasce a poesia,
numa encantada flor;
as cores trazem magia,
paixão de um grande amor.
Uma flor vermelha
no campo a brilhar,
divina centelha,
beleza sem par.
hoje me apaixonei por alguém
que vi uma única vez.
claro, não era amor,
era só aquele desejo sujo
que te acerta no meio do peito
como um tiro que nem sangra.
ela tinha o rosto coberto de tatuagens,
olhos fundos de quem briga com o travesseiro
todas as noites
e sempre perde.
fumava cigarro
como quem queria morrer
Afogada em cada trago.
dava pra ver no rosto:
álcool misturado com
Remédio sem receita,
provavelmente um corpo cansado
de lutar contra a própria cabeça.
mas linda,
meu deus,
como ela era linda.
com aquela beleza profana,
deturpada,
quase um quadro renascentista
pichado no muro de um bairro fodido.
a mente dela—
um campo de guerra.
o corpo—
um templo em ruínas.
e mesmo assim,
me deu um tesão
tão maldito, tão absurdo,
que meu coração quis bater palmas
com as próprias veias.
é disso que eu gosto.
da beleza visceral!
da verdade estampada na cara.
da destruição com batom borrado
e cheiro de cigarro barato.
e ela nem sabe
que virou poema.
Amor
Amor é um sabor,
Amor é igual a paixão
Se você nunca amou
Nunca vai saber a sensação.
Amor é um sonho,
Um sonho bem bonito
Quem nunca amou,
Nunca irá longe, pro infinito.
Amar, amarei,
Gostar, gostarei
Quem sabe amar,
Saberá a emoção que sentirei.
Amor é bom,
Amor é emoção
Se quiseres amar,
Ame do fundo do seu coração!
Pra que o amor
te encontre
outra vez
é preciso
Morrer de novo
Nascer de novo
Se apaixonar de novo
— Não por outros, por você mesmo.
(Sem Você Não Dá)
Um toque, um beijo teu, uma paixão
Me envolve, me envolve
O amor fala mais alto que a razão
Domina o coração
Se o vento sopra em minha direção
Eu corro de volta
Te amo e te falo na canção
O nosso amor é o que importa
Eu não consigo viver sem você
Volta depressa
Tenho muito amor pra te dar
Volta, meu amor, vem comigo
Sem você, não dá, não dá
Fica comigo
Sem você, não dá...
By-Marcélio
Paixões são fogo. Amor é construção.
Paixões chegam de repente, viram a cabeça, aceleram o coração.
É olhar, rir, arrepiar. É tudo intenso, rápido, quase irreal.
Mas paixão, muitas vezes, é faísca: brilha forte, mas não dura.
Amor é diferente.
Amor é escolha.
É ficar quando o encanto passa, é abraçar nos dias difíceis, é crescer junto.
Amar é entender que ninguém é perfeito nem o outro, nem você.
É brigar e ainda assim querer ficar.
É saber que o amor não grita... ele permanece.
Paixão te tira do chão.
Amor te ensina a aterrissar.
O amor é incompreendido desde a criação, atravessando séculos e séculos.
Não é apenas razão, paixão, desejo ou a presença forte.
O amor é afeição, consanguinidade, é querer o bem do próximo.
É bondade, cuidado ardente, respeito e confiança.
Faz-me um favor, por gentileza:
não chame de amor o que nunca foi,
nem de paixão essa dúvida disfarçada
nesse dilema antigo.
O drama que encenamos foi mera ficção turbulenta,
um feitiço que jamais surtiu efeito.
No teatro da vida, não há redenção
quando a plateia não se comove com o personagem.
O que houve já se foi —
envolto nas sombras do passado,
rindo de nós,
como quem já conhece o fim da história.
A paixão é vento sem destino
Mas pode encontrar seu caminho
Quando ela encontra o amor
Se completam e fazem da vida um ninho
Você que me fez amar como nunca…
Nunca idealizei um amor assim
Assim me deixou apaixonada
Apaixonada por tua alma e teu corpo
Corpo ardendo de paixão
Paixão que não acabou com teu abandono
Abandono que me destruiu
Destruiu a cor da minha vida.
AMOR NÃO É FOGO. É OXIGÊNIO
Quase todo mundo fala de amor como fogo.
Paixão. Chama. Intensidade. Ardor.
Mas fogo impressiona.
E oxigênio… ninguém vê.
O problema é que o fogo vive sem amor.
Mas o amor não vive sem oxigênio.
O fogo queima rápido.
Ilumina.
Aquece.
Depois consome tudo — inclusive quem tentou se aquecer nele.
Oxigênio não aparece.
Não faz barulho.
Não disputa atenção.
Mas quando falta…
o mundo entra em pânico.
Amor de verdade não te queima.
Te permite respirar.
É aquele espaço onde você não precisa se explicar o tempo todo.
Onde você pode falhar sem ser humilhado.
Onde o silêncio não vira ameaça.
Onde a dor não é usada como argumento.
Oxigênio não exige performance.
Não cobra intensidade.
Não pede espetáculo.
Ele só sustenta.
Quem ama não sufoca para provar presença.
Quem ama afasta o joelho do seu peito.
Por isso tanta gente confunde amor com desespero.
Porque nunca aprendeu a respirar junto.
Relacionamentos morrem não por falta de paixão,
mas por excesso de asfixia emocional.
Amor não é: — “fica”
— “prova”
— “mostra”
— “seja tudo”
Amor é: — “respira”
— “eu seguro”
— “eu fico”
— “você não vai morrer aqui”
E talvez a prova mais dolorosa do amor seja essa:
Você só percebe o quanto precisava quando quase não consegue mais respirar.
Quem ama não incendeia.
Quem ama oxigena.
E quando alguém vira oxigênio na sua vida, você entende uma coisa que dói e cura ao mesmo tempo:
O amor não faz barulho.
Mas é o que mantém você vivo.
—Purificação
"Teu nome, amor, solfeja nos meus lábios como morfemas apaixonados, enquanto teus olhos voejam pelos céus da minha esperança." ©JoaoCarreiraPoeta.
Campinas, 13/12/2025.
"'Eres' a pior maldição da minha existência, pois não existe mais paixão, não existe mais amor, mas, ainda sinto saudade.
É maldição, pois, mesmo rogando para nunca mais vê-la, eu ainda a busco em toda face.
Corro daquela existência, mas, em meu âmago, torço para esbarrar com ela ao dobrar toda esquina da cidade.
Decerto que é maldição, pois, ao pensar nela, minha mente subverte a razão e abraça todo tipo de leviandade.
Uma vida plena, amor recíproco, nós, o beijo, fervorosa paixão, felicidade.
Não houve, não há, não haverá divindade.
Fiz a prece aos orixás, tentei os druidas, ofertei um olho a Odin, roguei ao Cristo, nem mesmo o pastor, Javé ou a confissão ao padre.
És maldita, até mesmo Lúcifer se absteve dessa culpa, não ousou participar deste entrave.
Morreu nosso amor, reuni meus pecados, nossas juras, nossos beijos, para formar o Conclave.
'Habemus Odium', subira a fumaça branca, temos um novo sentimento, mais sofrimento, mas não um novo amor, uma nova metade.
É, realmente, da minha existência, tu és a pior maldição, pois não existe mais paixão, não existe mais amor, mas, ainda sinto saudade..." - EDSON, Wikney
Não falemos aqui do amor Eros, a paixão
Vamos mais a fundo, buscar mais riqueza
O amor Eros é incêndio que cessa
O amor verdadeiro é firme convicção.
Vejo ser certeiro descrever o amor
Apontando quem mais amou
O Cristo, que deixou sua glória e esplendor
E humilhou-se, sofrendo escárnios e dor
