Poemas de Olhar
Poesia: Medo de Crescer 01
Olhar de Criança
Quando pequeno pensava
Nas coisas que vó dizia.
Nos bichos que existia
E que no terreiro rodava
No vicente finim ela falava
Neu até medo botava
Com aquelas prosas boas.
Eu como o minino que era
Com tanto medo que o coro pela
Num duvidava de coisa atoa
Daí o tempo foi passando
E eu o acompanhava de perto,
Ligeiro, garoto esperto
Crescendo e já fui notando.
Dá conversa desconfiando,
O medo já me deixando,
E eu já difícil de crer.
Histórias que outras horas,
Como do saci ou da caipora,
Agora não tinha mais paricê.
Cresci e também percebi
Que o tempo foi o meu pecado.
O que me deixava assombrado
Não é nada do que vivi.
O mundo me calou aqui
E mesmo tentando insistir
Nada me assusta tanto
Que me faça esmurecer
Mais do que pude perder
Com o tempo que me tirou em prantos.
Hoje a bassora caída
No assusta mais ninguém
E até o grito de alguém
Passando nalguma avenida
Num soa mais forte que a vida
Quando bate despercebida
Vindo deixar algum recado.
Os bichos foram tudo embora,
Acabou-se os medos das histórias.
Ficaram os contos no passado.
Tsharllez Foucallt.
terreiro: quintal.
Vicente finim: busca no google.
Caipora: Mãe da mata.
Paricê: parecer.
Esmurecer: enfraquecer.
Bassora: vassoura.
Nalguma: Em alguma.
Colcha de retalhos
Agora só quero olhar adiante
Chega de chorar o que passou
Preciso viver o presente
Já que mudar o passado não vou
É verdade que ficaram as cicatrizes
Mas elas me serviram de lição
Para não cometer os mesmos deslizes
Que fui levada por meu coração
Levantarei a cabeça decidida
A recomeçar, a reconquistar.
Amadureci bastante na vida
Para eu mesma me remendar
Serei como uma colcha de retalhos
Com um colorido especialmente detalhado
Cada pedacinho bem costurado, entrelinhados
Assim vou remendar o que for de meu agrado.
Eu trabalhei minha autoestima.
Isso significa que passei a confiar em mim e a olhar minhas decisões com mais cuidado e carinho.
Aprendi a separar o que os outros esperam de mim do que eu mesma espero de mim.
Quando a “conta” das escolhas chegar, serei a única responsável pelo pagamento.
Ninguém tem direito de me apressar ou dar palpite.
Olhar nos teus olhos,
Beijar teus lábios,
Teu suspiro em meu ouvido,
Aquele sorriso bobo se abrindo...
Nossos corações no mesmo compasso
Me perco apaixonadamente em teu abraço
Qualquer som - ou silêncio -
vira melodia ao som do nosso amor...
A música perfeita,
a mais linda canção de amor
A maciez da tua pele,
o calor que me aquece...
E mesmo se eu fosse o maior filósofo,
ou o melhor poeta,
Ainda faltaria palavras
pra explicar o amor
que você me desperta!!
ÁG
A Beleza que atrai o olhar de DEUS,
é um espírito quebrantado,
um coração humilde
e um caráter no dia a dia.
Esse DEUS não divide
e o mal não toca!
Manifesto da Compreensão
"Antes de julgar, aprende a ver.
Nenhum olhar é inteiro sem enxergar todas as faces do que observa.
Julgar é fechar os olhos antes do tempo e todo fechamento gera dor.
Quando julgas, sofres.
Porque o julgamento te separa do que é.
Mas quando compreendes, o véu cai.
E dessa clareza nasce a coragem
a força de olhar para a verdade sem desviar o rosto.
A coragem traz catarse,
a alma se purifica, o ego se dissolve,
e a verdade se torna chama viva dentro de ti.
Da verdade brota a justiça,
não a dos tribunais, mas a que equilibra o invisível.
A justiça te revela o limite da liberdade
o contorno do infinito dentro deste plano terreno.
E ao reconhecer esse limite,
te rendes à harmonia.
E dessa rendição nasce a paz.
Nada mais se exige do ser humano comum,
senão viver desperto.
Compreender o que se vive,
agir com consciência.
Pois quem vive assim
chega ao essencial sem demora,
porque o caminho se abre quando há verdade no passo."
"Há Flores em tudo que eu Vejo"
Até na pedra fria mora um ensejo.
O olhar que planta é o que colhe cor,
quem semeia dentro, floresce ao redor.
Cada Olhar
Cada olhar é um livro aberto,
um segredo guardado, um caminho incerto.
É ponte invisível, recado no ar,
que fala sem voz, só sabe quem sabe escutar. Há olhares que queimam, faísca de fogo, outros acalmam, repouso, um afago no logo. Uns atravessam como flecha certeira, outros são brisa que dança à beira.
O olhar que desvia carrega mistério,
talvez seja medo, talvez seja sério.
E aquele que insiste, sem nunca fugir,
fala mais do que bocas ousam admitir.
Eu existo, mesmo quando não me veem.
O olhar que não atravessa mais não apaga minha presença.
Minha vida não depende de quem decide partir.
Sou lembrança de alguém, mas inteira para mim.
O que não me quer não me define;
o que me mantém vivo sou eu.
E na ausência do outro, encontro meu próprio espaço, meu próprio ar, meu próprio brilho.
O olhar
Carrego no peito
o olhar da mulher
que nunca quis me conhecer.
Não foi amor.
Foi ausência.
E mesmo assim, ficou.
Tatuei não o rosto,
mas o olhar.
Porque era ele que me atravessava
sem nunca me tocar.
Ela não ficou.
Não chamou.
Não voltou o gesto.
O que ficou fui eu,
com a pergunta aberta
batendo no osso.
Esse olhar no meu peito
não é dela mais.
É a prova
de que sobrevivi
ao não-ser-vista.
Hoje entendo:
não marquei submissão,
marquei memória.
E memória não manda.
Só lembra
de onde eu vim
e por que não volto.
O olhar dela anda comigo dia e noite,
sem eu vê-la,
sem eu conhecê-la.
Não tem rosto completo,
não tem história contada,
mas pesa como quem ficou.
É presença sem encontro,
companhia muda,
sombra que não larga.
Ela caminha nos meus passos,
vigia meus silêncios,
habita o que não aconteceu.
E mesmo sem ter existido de fato,
ela existe em mim.
Eu me cuido aos poucos,
sem pressa e sem plateia.
Aprendo a me olhar
com os olhos que sempre ofereci aos outros.
Começo a me dar
o que nunca veio de fora.
Presença.
Cuidado sem cobrança.
Palavras que não ferem.
Estou me escolhendo
onde antes eu insistia.
Me valorizo
não porque virei invencível,
mas porque cansei de me abandonar.
Diminuo o amor pelos outros
para não desaparecer de mim.
Não é frieza.
É sobrevivência lúcida, limite aprendido tarde.
Agora fico.
Em mim.
Sem pedir licença,
sem me explicar.
Um olhar pode dizer tudo
sem levantar a voz.
Pode ser abrigo
ou aviso.
Pode ficar
quando o corpo vai embora.
Carrega promessas que nunca foram ditas
e verdades que a boca não sustenta.
Um olhar confessa medo, desejo, despedida.
Entrega amor sem pedir resposta.
Às vezes, é só isso que sobra.
E às vezes, é tudo.
Amor oculto
Eu te amo no silêncio, onde ninguém vê
-escondo no olhar o que o coração
grita, porque nem todo amor nasceu
pra ser dito, mas o meu nunca deixou
de ser seu.
A Felicidade.
Algo que vemos sentimos.
Ao olhar alguém, que admiramos ou Amamos.
Ao ver o por do sol, as estrelas no céu.
Ao ouvir o canto dos pássaros.
Ao realizarmos nossos objetivos e sonhos.
Ser Feliz é ser livre pra Amar cada detalhe, que á em nossa vida !
Então blindemos a Felicidade.
E que seja Eterna !
Acabou!
O que estava ruim naquela situação toda?
Você consegue olhar com coragem?
Mergulha.
Na sombra.
Na raiva.
Naquilo que você tentou não sentir.
A ira também ensina…
mas quando ignorada, ela ceifa.
A rotina faz falta…
mas a vida sempre cria uma nova —
e você pode escolher como ela vai ser.
Faz o que você acha que deve.
Porque, no fim…
é tudo sobre você.
Lista seus inegociáveis.
Se nutre — de várias formas.
Põe o corpo em movimento.
Mas não higieniza sentimento.
Sente. Olha. Integra.
E não esquece nunca mais:
você é potência divina.
Não aceita nada menos que inteiro.
Nada menos que 100%.
Porque tudo é processo.
Construção.
Passo a passo.
Ciclo.
E mesmo quando parece que não…
tudo passa.
Sempre fica o aprendizado.
Então cuida da sua energia.
Reza. Pede clareza.
Respira.
E segue.
Sigo com alma, com verdade, com você.
O Alento da Ausência
Outrora, eu era vigília e fresta,
ansiando o teu olhar como quem acende a luz
no cais de uma espera deserta,
suplicando ao horizonte que te trouxesse de volta.
Hoje, as sombras me bastam.
Prefiro o abismo desse silêncio inteiro
à tua presença fragmentada, que não habita apenas visita.
Pois o que oscila entre o vir e o partir
não oferece abrigo; apenas turva o cristal da memória.
Ver-te agora, ainda que sob o véu da distância,
não é bálsamo, mas interrogação.
Cansou-me o fardo dos intervalos,
os sinais que desbotam antes de se tornarem rastro,
esses quase-encontros que são, em verdade, desertos.
Se o teu destino é o não-estar,
que a tua ausência seja, enfim, absoluta e limpa.
Sem o eco de passos breves,
sem o toque fantasma que tateia mas não sustenta.
Há uma quietude austera em renunciar à espera.
Descubro, no vagar dos dias, a lição mais difícil:
que o esquecimento, por vezes,
é a forma mais profunda de zelar por si.
Um olhar, sobre o mesmo
Ponto.
Havia ali um interesse em se conhecer.
Uma conversa agradável, poesias, as vidas sendo contadas. A cada dia, a proximidade era maior, como se caminhassem na mesma direção.
Mesmo ao longe, caminhavam de mãos dadas, tinham gostos parecidos. Em determinados momentos a mesma sensibilidade emocional .
Mas, por algum motivo algo aconteceu, na primeira curva que surgiu, ela virou o volante do coração, mudou a direção, o curso da história, .
Os dias se foram, os ventos mudaram, então ela ressurgi, mais disposta, determinada, finalmente decidida.
Porém, dentro dele mudou, apesar de ter continuado na mesma estrada, seguiu, abasteceu se de vida nova.
Lá foi ele buscar o que se encontra atrás da linha do Horizonte.
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