Poemas sobre Medo

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⁠Desabafo: O medo silencioso de ser vista

Eu sei o que é se sentir refém de uma construção que fizeram de mim. Uma construção que, por muito tempo, me prendeu a um medo constante de ser quem eu sou, de ocupar os espaços ao meu redor. O medo de ser vista, de ser notada, e de como, ao estar em ambientes cheios, os olhares parecem pesados demais para carregar.

Sinto que, em muitos momentos, a insegurança me paralisa. É como se toda minha essência fosse transformada em algo que precisa se esconder. Tento desviar os olhares, encontrar os cantos mais discretos, aqueles onde posso me perder sem ser observada. Onde a pressão de ser vista não me sufoca.

E quem, entre nós, nunca se sentiu assim? Quem, entre nós, nunca se desconfortou com o peso de ser mulher, de ser vista e julgada? O desconforto de estar em um espaço cheio e, mesmo assim, se sentir sozinha, impotente.

Eu sei que esse medo não é só meu. Sei que há outras mulheres que também preferem a invisibilidade, que também buscam lugares silenciosos e discretos, longe dos olhares que nos desconstroem, que nos fazem sentir pequenas. Mas o que me dá esperança é saber que, ao escrever isso, estou falando em voz alta o que tantas de nós guardam. E, ao fazer isso, me permito ser verdadeira, e quem sabe, dar espaço para que outras também possam se permitir.

O que quero agora não é mais me esconder. O que busco é entender esse medo, aceitar que ele existe e, aos poucos, me fortalecer para que ele não me defina mais. E, talvez, juntas, possamos construir um espaço onde todas nós possamos ser vistas sem medo, sem julgamentos, sem a pressão de sermos algo que não somos. O mundo precisa entender que ser mulher, com todas as nossas complexidades e inseguranças, é, sim, uma força.

Não adianta entreabrir a porta se o medo ainda impede os olhos de encarar a luz que insiste em entrar. A claridade não pede licença, ela apenas espera que você permita que ela invada e transforme.


Também não adianta convidar quem nunca teve a intenção de permanecer. Há pessoas que batem à porta apenas de passagem, como visitas que deixam rastros leves, mas não constroem morada. São presenças breves — e é preciso aprender a deixá-las partir, sem pesar, sem cobrança, apenas com a gratidão do instante que trouxeram.


Cada um tem seus próprios caminhos a trilhar. E, talvez um dia, alguém chegue não apenas para visitar, mas para ficar. Esse alguém trará consigo o tom da saudade, como se sempre tivesse pertencido àquele espaço, mesmo antes de chegar. Será presença que não pesa, que não se anuncia como novidade, mas como reencontro.


Porque há chegadas que são como retorno, e almas que parecem nunca ter estado ausentes.

– Eu tenho medo de ferir o coração de alguém.
– Por quê?
Suspirei.
– Porque eu sei como dói.

A procura da perfeição é o medo da rejeição
É o medo de não poder amar
É o medo de não ser amado

tenho medo de mim mesma !
A insanidade às vezes me domina,
nem sempre consigo separar
o certo do errado,
a bondade da maldade.

Tenho pensamentos obscuros,
inconfessáveis.

Tenho medo de mim,
e das consequências
que minhas atitudes
possam trazer.

Dizem que é o medo da morte, e do que vem depois
da morte, que leva os homens a voltar-se para a religião à medida que os anos se acumulam. Todavia, a experiência pessoal me trouxe a convicção de que, completamente à parte de tais temores e imaginações, o sentimento religioso tende a desenvolver-se quando envelhecemos; tende a desenvolver-se porque, à medida que as paixões se
acalmam, que a fantasia e a sensibilidade vão sendo menos excitadas e menos excitáveis, a razão é menos perturbada em seu exercício, menos obscurecida pelas imagens, desejos
e distrações que a absorviam; então, Deus emerge como se tivesse saído detrás de uma nuvem; nossa alma vê, sente a fonte de toda luz, volta-se natural e inevitavelmente para
ela; porque, tendo começado a esvair-se dentro de nós tudo aquilo que dava ao mundo das sensações sua vida e seu encanto, não sendo mais a existência material sustentada
por impressões externas e internas, sentimos a necessidade de nos apoiarmos em algo que permaneça, que nunca nos traia - uma realidade, uma verdade, absoluta e eterna.
Sim, voltamo-nos inevitavelmente para Deus; pois esse sentimento religioso é por natureza tão puro, tão delicioso para a alma que o experimenta, que compensa todas as nossas outras perdas".

Eu sou aquela

Que ama, com medo de se arrepender.
Que enves de rir, quer chorar.
Que vai embora, quando quer ficar.
Que acredita em o que diz, mas nao tem certeza.
Que confia hoje, mas nao sabe o ontem.
Que se sente sozinha, mesmo quando tah perto
Que decide, e depois volta tras.
Aquela que quer dizer nao, mais acaba dizendo sim.

“TE DESAFIO A ME AMAR”

Te desafio a me amar... Sem medo, sem vergonha, sem ter que esconder isso de ninguém!
Te desafio a me amar... Todos os dias, olho no olho, boca na boca, de manhã de tarde e de noite, tão intensamente assim como o nosso amor o é!
Te desafio a me amar... Como mulher, como companheira, e como algo que te traga esperança!
Te desafio a me amar...E ser só minha, o tempo todo, e sem ter que provar nada à ninguém!
Eu te desafio a me amar... De modo à por em prática todos nossos sonhos e desejos, de uma vez por todas!


E caso isso tudo demore, talvez 2 ou 3 anos para acontecer...

Eu te desafio a me amar... o suficiente pra estar do meu lado, lutando e tentando, sendo sincera e junto comigo vencendo esse tempo que corre contra nós!
Nunca te pedi absurdos, ou radicalidades, coisas que pudessem te prejudicar ou deixar infeliz!

Eu te espero!!

Só te desafio, a não desistir tão fácil assim de mim, e fazer com que tudo isso seja o maior desafio que vencemos:

FICARMOS JUNTAS, PRA SEMPRE!

Escondo o meu olhar
Com medo que me vejas chorar.
Transformo-me aos poucos num mundo
Sombrio e distante.
Navego por sonhos e ilusões,
Por caminhos incertos e destinos desconhecidos.
Mas, tu não vês meu sofrimento,
Já não olhas mais para a minha alma.
Já não sentes meus sentimentos.
Deixaste-te levar apenas por ti própria
E esqueceste-te de mim,
Apelo à minha poesia então,
Mas, meus versos não falam à tua alma,
Escondes-te nesse mundo,
De onde a luz não consegue emergir
E eu....
Acabo por deixar-me ficar.. assim...
Sem alma...
Até que a escuridão me domine completamente.

O medo de acertar supera o de errar...
Talvez isto seja atitude...
O desejo de amar supera o medo de se machucar...
Talvez isto seja virtude...

Nas grandes cidades, no pequeno dia-a-dia
O medo nos leva tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia

Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido

Em.pat.ia

Estampa-se o medo, mas não o sente.
-Deixe estar, ele que é o diferente!
-Mas amigo meu não pode ser machucado!
-Já quem eu não conheço, pode ser torturado...
-Não me importo, não me atinge!
-O que os olhos não veem o coração não sente...
Mas de vermelho você se tinge!

Tomar a dor do outro,
Sintonize-se um pouco.
Na dor, na mudança,
Mas principalmente no amor, há esperança.

Tua pele negra não incumbe delinquência;
O Congresso está cheio de robustos ratos inimputáveis.
Teu amor extenso e divergente afronta os costumes dos hipócritas arcaicos
E insistem em sondar um erro imaginário
Teu útero de onde sai a vida, só te fortifica!
Enquanto deles, o abandono e a brutalidade é a oferta única.
Te vestimos e te tiramos as terras, mas a terra é Mãe vermelha.
Ergueram nosso país com suor árduo de trabalhadores,
E no ócio, o cabeça repousa.

As ideias e os ideais não somem,
São blindados.
Somos blindados por nossas ideologias.
Que com seu manto de empatia
Colheremos a paz.
Um dia.

Nas grandes cidades, no pequeno dia-a-dia
O medo nos leva tudo, sobretudo a fantasia
Então erguemos muros que nos dão a garantia
De que morreremos cheios de uma vida tão vazia

Nas grandes cidades de um país tão violento
Os muros e as grades nos protegem de quase tudo
Mas o quase tudo quase sempre é quase nada
E nada nos protege de uma vida sem sentido

Um dia super, uma noite super, uma vida superficial
Entre as sombras, entre as sobras da nossa escassez
Um dia super, uma noite super, uma vida superficial
Entre cobras, entre escombros da nossa solidez

Nas grandes cidades de um país tão irreal
Os muros e as grades nos protegem de nosso próprio mal
Levamos uma vida que não nos leva a nada
Levamos muito tempo pra descobrir
Que não é por aí... não é por nada não
Não, não pode ser... é claro que não é, será?

Meninos de rua, delírios de ruínas
Violência nua e crua, verdade clandestina
Delírios de ruína, delitos e delícias
A violência travestida faz seu trottoir
Em armas de brinquedo, medo de brincar
Em anúncios luminosos, lâminas de barbear

(solidez)

Viver assim é um absurdo como outro qualquer
Como tentar o suicídio ou amar uma mulher
Viver assim é um absurdo como outro qualquer
Como lutar pelo poder
Lutar como puder

Diante do medo um sorriso aeróbico
Nas bochechas a câimbra de uma alegria incompleta
Nada como um sorriso burro e paranóico
Para não perceber a velocidade terrível da queda

"Quando tem que ser, simplesmente acontece.
Caminhe com coragem e sem medo de ser feliz,
acredite em você, no que é capaz,e siga em frente,
com sorriso no olhar, e firmeza nos pés. Só você pode
derrubar os obstáculos que surgirem no seu caminho".

Medos contemporâneos,

Eu sinto medo. quem não sente? Medo do obscuro, do desconhecido. Medo de tudo não sair como eu quero - e nada sai - , medo de amar demais, amar de menos. Medo de me surpreender com as pessoas das quais apostaria todas minhas fichas, e medo surpreender pessoas que apostariam em mim. Medo de ser apenas mais ou nesse mundo que é de poucos. Sinto medo apenas de sentir mais medo...

TENHO MEDO

Tenho
Medo de amanhã não florescer...
Não perfumar...
Não encantar...
Mais tenho mais medo
É de nunca ter feito nada nessa vida.
Por isso faço o necessário
E o essencial para cada pessoa que me olha
Me abraça
E sobretudo me encanta
De alguma forma!

RECOMEÇOS
Já que a semana está em branco e um novo dia sorri, vamos escrever a vida. Sem medo. Sem aquela expectativa surreal de ter-que-fazer-perfeito. Sem aquela cobrança de fazer tudo o que queremos (e não o que precisamos).
Que tal pararmos de pular a primeira página pra treinar a letra ideal? Vamos escrever do jeito que for, afinando e desafinando, errando e acertando e - sempre - amando e aceitando o melhor e o pior que existe em nós. Afinal, cada dia é um novo ano. E a gente merece ser feliz e recomeçar sempre.

(Quantas vezes for preciso).

Medo

O medo é um guardião do desconhecido. Ele segura sua mão no limiar daquilo que você ainda não viveu, como se quisesse te proteger. Mas às vezes, ele protege tanto que te impede de sentir o gosto da vida.

⁠O Peso da Presença: Quando o Medo de Ser Incômoda Nos Faz Ausência

Ao meu medo de ser incômoda, atribuo meus afastamentos e ausências.
Já fui aquela pessoa extremamente presente, que ao menor sinal estava lá, de prontidão.
Ainda sou, mas hoje me blindo de informações — uma pausa do mundo para não exceder meus limites,
os quais já foram exaustivamente ultrapassados.

Se for realmente urgente, coloco minhas dores no bolso, me faço forte e estarei lá, presente.
Mas o receio de ser incômoda, de parecer forçar algo, inclusive a presença,
me faz recuar de imediato.
Ainda que meu desejo seja permanecer, escolho me afastar, recolher-me, curar-me.

De alguma maneira, encontro força na solidão escolhida,
para não me tornar um peso na vida de quem amo.

E assim, me torno ausência antes que me tornem excesso.