Poemas de Mario Quintana Felicidade Realista

Cerca de 124460 frases e pensamentos: Poemas de Mario Quintana Felicidade Realista

O Templo do Silêncio


​O mundo lá fora exige o horizonte:
a praia aberta, o vento na montanha,
o verde antigo que a fazenda guarda,
a luz que em campos distantes se espanha.
​Mas há um mistério que a chuva ensina
quando cai fria sobre a telha e o chão:
a poesia não pede paisagem,
pede apenas a pausa e o coração.
​Deitada no escuro, o corpo descansa
da lida pesada de mais um dia;
as mãos que cuidam, que erguem e sustentam,
encontram na noite a sua alforria.
​Não é preciso o mar para ser imenso,
nem a altura do monte para ver direito:
o verso mais nobre e mais profundo
nasce do silêncio guardado no peito.

O Mar Interior


​Há quem busque a vastidão das praias
ou o topo das serras para poetizar,
mas a alma que cuida e carrega o mundo
aprende na sombra a se recolher e amar.
​A chuva bate suave na janela,
o frio lá fora convida ao abrigo;
no leito aquecido, a mente se solta
e o tempo da noite se torna amigo.
​Não há pressa, não há cobrança de estrada,
nem a busca por um cenário perfeito:
a beleza mais pura e descansada
é esta que brota deitada no peito.
​As mãos repousam do dever cumprido,
o pensamento voa para onde quer;
no silêncio do quarto renasce a graça,
o verso sereno da própria mulher.
​Essa ideia de acolher o momento presente, exatamente onde você está deitada agora sob o som da chuva, traz uma paz muito bonita para o verso, não traz?

A Viagem Sem Passo


​Não é preciso arrumar as malas
nem cruzar a fronteira do mar;
a alma que sabe ler e compor
tem o mundo inteiro sem sair do lugar.
​Entre as quatro paredes do quarto,
sob o som da chuva a cair,
a mente abre asas suaves
para onde o corpo não pode ir.
​Caminha por campos distantes,
visita a montanha, a praia, o luar,
desenha no escuro a paisagem
que o coração escolheu habitar.
​Pois o livro e o verso bem feito
são caminhos que não têm fim:
a maior e mais bela viagem
é essa que a gente faz dentro de si.
​A escrita e a leitura são exatamente essa alforria bonita: uma travessia sem cansaço, onde o pensamento voa livre enquanto o corpo descansa.

O Chão Que Eu Deixei Limpo


​Não escrevo pela vaidade do aplauso,
nem pelo adorno de uma frase bela;
escrevo pelo caminho que pisei,
pela luz que acendi na minha janela.
​Quem quiser saber da minha história,
da força que trago no passo e na voz,
não me procure nos ruídos do mundo:
procure nos versos que deixo para nós.
​Cada linha traz a marca da vida,
o peso do chão que eu já superei;
é o tempero da alma que não se rende,
a colheita da dor que eu enfrentei.
​Se a minha escrita servir de abrigo,
se clarear a noite de quem vai passar,
então o verso cumpriu seu destino:
virou vela acesa para o outro guiar.
​Eu me dou por inteira nas palavras,
sem filtro, sem pressa e sem ilusão;
quem me lê com a alma me conhece,
pois escrevo por mim, com a força do chão.
​Escrever para sinalizar o caminho e deixar a caminhada mais leve para os outros é a forma mais pura de generosidade. Suas palavras viram farol.

A Vontade e a Raiz


​O mundo pede a praia aberta e o topo da serra,
pede a mala pronta e o horizonte distante,
mas a poesia verdadeira finca a sua garra
é na terra da casa, no minuto presente.


​Há um olhar curioso que não passa batido:
repara na planta que finca a raiz no chão,
busca saber como a vida se tece por baixo,
vê a força invisível que sustenta a criação.


​E no fim da lida, quando o dia se entrega,
o banho quente acolhe a mulher que lutou;
a água desce, o cabelo se esparrama em cascata,
lavando o cansaço do mundo que ela carregou.


​Deitada no escuro, ouvindo a chuva na telha,
o corpo finalmente encontra o seu descanso,
mas a mente acesa não aceita o silêncio:
transforma a vivência em conselho e remanso.


​Não escrevo por vaidade, por status ou aplauso,
nem para enfeitar a frase com falso valor;
escrevo pelo chão que eu pisei e venci,
para deixar uma luz no caminho do outro.
​E se a voz se cala por medo, cultura ou guerra,
se o corpo não pode ir onde o mundo sufoca,
a palavra escrita atravessa qualquer portão,
entra na casa remota e a alma toca.


​Sem sair do leito, a leitura faz a travessia,
o texto vira farol, mapa e libertação:
a maior viagem é essa que a gente faz
com a força da vida guardada no peito.

Manipulação


​Eu só queria entender por que me entreguei a você sem antes me dar o devido valor. Rasguei a minha alma e me sujei no teu peito, enquanto o teu egoísmo me calava por dentro. Relembrar tudo isso ainda dói.
​Eu era tão imatura, tão apaixonada... Fiz-me cega para não enxergar os golpes repetidos de um jogo em que eu me perdia a cada rodada. Lembra-se do dia em que você manchou o meu nome? Acumulei desgostos e chorei por dias seguidos, afundada em uma escuridão que quase me levou a desistir da minha própria existência.
​Te conhecer foi e sempre será o meu maior erro. O que você fez comigo? Por que fez? Pareceu um plano cruel, em que eu representava a boa-fé e você, a maldade pura. Quanto desprezo guardo hoje do que vivemos. Houve um tempo em que desejei que a vida lhe retribuísse na mesma moeda, pela irresponsabilidade com que tratou os meus sentimentos. Como se pode cometer tamanha perversidade contra alguém que só buscava um gesto simples de afeto?
​Teria sido mais simples ter me tirado da sua vida, ter apagado o meu nome e a minha rota. Mas fui tratada como mero entretenimento, enquanto eu acolhia você como um verdadeiro presente.
​Que este desabafo definitivo varra de vez a sua sombra. Eu já te enterrei no passado. Não permito mais que a sua lembrança vagueie pelos meus dias como um pesadelo sem fim. A própria dor que você me causou virou a minha armadura. Nunca mais me aproximarei de você — nem nesta vida, nem além dela.

​Muralhas de Ferro


​Erguem-se altos os muros da estrada,
Pedra usinada pelo tempo e pela dor.
A vida, às vezes, é fortaleza fechada,
Onde a esperança hesita em compor.
​Os portões são de bronze e chumbo pesado,
Com ferrolhos gigantes que ranger nos fazem temor.
E encaramos o fosso, de um lado isolado,
Perguntando se existe passagem ao amor.
​Mas até o castelo de pedra mais dura
Guarda uma fresta por onde entra a luz.
Não há ponte levadiça que dure a amargura,
Nem ferro que vença a coragem que conduz.
​Pois a mão que moldou a pesada tranca
É a mesma que aprende a encontrar a saída.
E a muralha mais alta, por mais que imponha a banca,
Cede ao passo constante de quem vive a vida.

BFé Que Liberta, Rito Que Prende


​Queriam vender o espaço no céu,
Em troca de moedas, de medo e de dor.
Transformaram o sagrado em um pesado véu,
Dizendo que a culpa era prova de amor.
​Apagaram a alma, moldaram o pensar,
Fizeram do dogma uma escura prisão.
Diziam que para o divino alcançar,
Era preciso anular o próprio coração.


​Mas Deus não habita em barganha de templo,
Nem cobra pedágio na porta da luz.
A fé de verdade se mostra no exemplo,
É o amor sem algemas que o homem conduz.


​A fé que constrói traz asas nos pés,
Não força o espírito a se ajoelhar no chão.


Se a religião só traz correntes e viés,
Não vem do divino... é só invenção.


​Pois o Pai da existência não quer servidão,
Quer mentes despertas, o peito altivo.


A fé que é real não vende salvação:
Ela liberta a alma e nos mantém vivos.


V Religião Não É Algema


​A religiosidade enrijecida adoece.
Mata o riso, julga a dor,
Cria um Deus que só cobra e cobra,
E esquece que a essência é o amor.
​Se o seu dogma te faz olhar com desprezo,
Se o seu templo exige o seu próprio fim,
Isso não é fé, é cativeiro de pedra.
Deus nunca quis ninguém assim.
​A verdadeira luz não pesa.
Ela não humilha, não sufoca, não fere.
A fé que vem do alto liberta a alma,
Cura a vida e o bem prefere.
​Rasgue a culpa, abra a mão,
Deixe o peito voltar a respirar.
Quem aprendeu a amar de verdade
Não precisa de medo para se salvar.

​. A Religiosidade Que Mata


​A religiosidade virou uma prisão.
Em vez de salvar, ela tem tirado a vida,
Pesa nos ombros, sufoca o coração,
E deixa a alma ferida.


​Deus não habita no julgamento,
Nem no olhar duro de quem se acha puro.
Se a sua religião só produz tormento,
Ela não é luz, é muro.


​A verdadeira fé não mata, ela cura.
Não exige fardo, traz leveza e paz.
Quem ama de verdade não condena a estrutura:


Abraça, acolhe e o bem refaz.
​Mude o passo, abandone a rigidez.
Se a religião não te faz mais humano,
Ela perdeu a razão de ser.

A Casa do Pai


​O amor não veste terno de julgamento,
Nem pede que você esconda a sua dor.
O abraço do Sagrado é acolhimento,
É descanso, é remédio, é puro afeto e calor.
​Se a religião te fez sentir pequeno,
Se te deram pedras em vez de pão,
Saiba que o céu não guarda esse veneno:
Deus é o alívio para o seu coração.
​Ele não quer a sua perfeição fingida,
Nem a culpa que te faz curvar o olhar.
Ele quer a sua alma livre, erguida,
Com espaço para sorrir e respirar.
​Desarme o peito, esqueça a aspereza.
A luz divina é leveza, é mão estendida.
Quem ama de verdade não apaga a sua luz,
Mas te acende de novo para a vida.

A Fé Não Mata


​A religiosidade virou arma,
Virou tribunal, virou prisão.
Matam a alegria em nome do céu
E fecham a porta do coração.
​Mas Jesus não veio trazer algemas,
Não veio impor peso, nem olhar de fel.
Ele veio ensinar a abraçar a vida,
Pois o amor é a única ponte pro céu.
​Se o seu rito te faz mais duro,
Se a sua igreja te faz julgar,
Sua religião virou um veneno
Que você insiste em beber e pregar.
​Volte à essência. Seja humano.
Deus é o alívio de quem se cansa.
Luz de verdade não apaga o outro:
Ela acende o mundo de esperança.

O Veneno do Dogma


​Usam o nome do Sagrado
Para erguer muros, ditar a dor,
Transformaram a graça em tribunal
E esqueceram o som do amor.
​Gente de rosto fechado e bíblia na mão,
Pronta para condenar quem passa,
Adoecendo a si e ao irmão,
Confundindo veneno com graça.
​Mas o Divino não mora na opressão.
Não habita no medo, na culpa, na dor.
Se a sua religião sufoca o seu peito,
Ela é só regra de homem, não é amor.
​Desarme a mente, acolha o mundo,
Seja a leveza que o céu pediu.
A fé real não destrói ninguém:
Ela resgata o que a rigidez feriu.

A Janela e o Silêncio


​A vida entre nós tinha muros, limites e chão,
Um respeito guardado no fundo do meu coração.
Fomos o que foi possível, com o peso que a vida nos deu,
Entre conversas difíceis e o que o tempo acolheu.
​A notícia chegou num sopro, num dia qualquer,
Sem aviso, sem hora, sem o tempo que a gente quer.
E eu fiquei ali, no silêncio daquele salão,
Sem saída, sem pranto, presa na minha própria mão.
​Ao teu lado o tempo todo, como quem guarda um altar,
Na anestesia do peito que ainda não sabe chorar.
Parecia um sonho distante, um filme sem cor,
Onde a dor não tinha nome, não era nem raiva nem amor.
​Mas na hora da despedida, olhando além da janela,
Entre flores e pedras, na paisagem fria e singela,
Um choro prendeu na garganta, abafado e profundo,
Um choro pra dentro, teu gesto, despedida do mundo.
​Olhei para o fim sem sentir que era o fim de verdade,
Pois o que se viveu não se apaga na eternidade.
Fica a paz do respeito, a história que a vida escreveu...
A tua alma partiu, e a minha, em silêncio, entendeu.

Beleza Versus Instante


"Não confunda estar bonita com ser bonita. Estar bonita é momento. Ser bonita é uma visão de dentro para fora - é como a sua essência se projeta no mundo. Afinal, quem elogia com clichê não quer saber de quem você é de verdade."

A FORÇA DA VIDA
*"Os nossos dia mês e ano, sempre dependerão do que projetamos em nossa mente; nossas vidas são exatamente isso: o que vimos e projetamos. Extrair dos pensamentos e emular na concretude, portanto, se trata de ver, crer, e empreender a força dos pensamentos.*
*Há um poder imenso nessa assertiva; o poder que Deus nos deu!"*
(Victor Antunes)

Canteiro de flores

Canteiro de flores
Com muito amor eu criei
Essa canteiro de flores
Onde cultivo amores
Onde cultivo paixões
No canteiro dos corações
Lá plantei o amor de Amélia
A doçura de Lisa
As loucuras de Elisa
E a bondade de Monalisa
Com amor
Eu cuidei do canteiro de flores
Desse canteiro onde crio amores
Na primavera

Inserida por poetaapaixonado

Eu vou aprender, pode ter certeza
EU desconheço ainda o mundo
Não sei o que vuz capaz pode causar
Nem muito menos onde ele poderá me levar...

Não tenho experiência na vida
Vivo para aprender e me espelhar
Não me deixar pelo mal influênciar
Apesar das coisas que ruins que no mundo há...

Meu espírito se revela no que antes era
É difícil chegar numa tarde fria sem pensamentos voarem com vento sem brisa
Não há com ou como que se explica
Essa, apesar de difícil e quase impossível de entender, é a vida.

Inserida por brunosomniator

Não sabemos de onde vimos, nem para onde vamos e mesmo que soubéssemos, no final, não iríamos querer saber se isso é mesmo verdade. A vida, além das demais, nos acompanha desde o primeiro ar respiramos, dentro até mesmo do feto.
O que não entendemos, às vezes, está bem explicado de uma forma naturalmente imperceptível. E o que não pode ser explicado, é procurado através da vida: na sobrevivência
do dia-a-dia, aos poucos, procurando identificar cada passo andando e o porquê da nossa existência: nossa missão.
Há um significado em tudo na vida. Nada é apenas um mero vendaval de lembranças perdidas: mesmo que as vezes não lembramos dos antepassados, incriminados somos espelhados a procura de quem fomos e porque diferente estamos.

Inserida por brunosomniator

Mundo Cruel
Se converso estou afim...
Digo OI estou lhe dando moral, sou doida e falo com todo mundo...
Se tenho amizade, Já é namorado...
Não converso, sou metida...
Não digo oi, sou antipática..
E assim segue...
E duro né ? Qual é a solução?

Inserida por RitaAlaide1996