Poemas de Mario Quintana Felicidade Realista
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Há tantos vícios com origem naquilo que não estimamos o suficiente em nós, como no que estimamos mais.
Há muita gente boa e feliz, porque não tem suficiente liberdade para se fazer má e desgraçada.
Frequentemente tive a ocasião de observar que quando a beneficência não prejudica o benfeitor, mata o beneficiado.
É mais fácil cumprir certos deveres, que buscar razões para justificar-nos de o não ter feito.
O apetite do privilégio e o gosto da igualdade, eis as paixões dominantes e contraditórias dos franceses em todas as épocas.
As obras de caridade que se praticam com tibieza e como que a medo, nenhum mérito, nem valor têm.
Para não corar diante da sua vítima, o homem, que começou por feri-la, mata-a.
Só se pode conversar duas horas com uma mulher quando se lhe diz sempre a mesma coisa.
Os conselhos dos moços derivam das suas ilusões, os dos velhos, dos seus desenganos.
Os homens geralmente preferem ser enganados com prazer a ser desenganados com dor e desgosto.
Se não estás disposto a matar aquele a quem pretendes odiar, não digas que o odeias; estás a prostituir tal palavra.
As pessoas importantes fazem sempre mal em se divertir à custa dos inferiores. A troça é um jogo, e o jogo pressupõe a igualdade.
A estirpe herda-se e a virtude conquista-se; e a virtude vale por si só o que a estirpe não vale.
Ninguém é tão prudente em despender o seu dinheiro, como aquele que melhor conhece as dificuldades de o ganhar honradamente.
Todos se queixam, uns dos males que padecem, outros da insuficiência, incerteza, ou limitação dos bens de que gozam.
Os moços de juízo honram-se em parecer velhos, mas os velhos sem juízo procuram figurar como moços.
Na admissão de uma opinião ou doutrina, os homens consultam primeiramente o seu interesse, e depois a razão ou a justiça, se lhes sobeja tempo.
A dialética do interesse é quase sempre mais poderosa que a da razão e consciência.
Existem a beleza que excita, a que comove e a que satisfaz: a melhor é a última.
Os grandes, os ricos e os sábios sorriem-se: os pequenos, os pobres e os néscios dão gargalhadas.