Poemas de Mãe para Filhos
Filhos atrapalham, custam caro, duram muito tempo e são sólidos demais, diria o sociólogo Bauman no século XX.
Contra os ímpios, Deus tem os filhos do bem; seja para um pequeno gesto ou uma ação muito maior.
#bysissym
O que quer que faças de bem ou de mal a um animal recairá sobre ti mesmo ou sobre teus filhos, na mesma proporção. É a Lei do Retorno, é a Lei da Causa e do Efeito, que às vezes tarda, mas não falha nunca. Pode crer, é assim que funciona!
Uma sociedade que não aprende com a própria história deixa como herança para seus filhos os mesmos sofrimentos outrora vivenciados.
Filhos.
Ser honesto e transparente, com afeto, é mais construtivo do que aparentar dureza e ocultar sentimentos.
Meus filhos, ninguém jamais conseguiu atender ao amor sem corresponder primeiramente a simplicidade em si mesmo.
"Quando os pais ensinam com amor, empenho e dedicação, seus filhos te seguem naturalmente e confiantes"
Não podemos conter as lágrimas e sofrimentos dos filhos, não podemos evitar que eles se machuquem nessa estrada da vida. Podemos, sim, falar de experiências, de nossos erros, fracassos, assim como acertos e vitórias. Muitos filhos só reconhecem aos conselhos dos pais depois de feridos e machucados, lembram que, mesmo com divergências, discussões, conflitos, os pais estarão disponíveis para abraçar, acolher em qualquer situação. E pais de verdade são capazes de doar seu coração pelos filhos, que muitas vezes não entendem a razão, misturada com tamanha emoção, que geram o verdadeiro amor de seus pais, amor capaz de doar a própria vida para que seus filhos entendam que o desejo maior é que sejam responsáveis para serem felizes.
Quem poupa dinheiro acumula patrimônio; quem poupa os filhos da vida acumula um credor dentro de casa. Cada dificuldade evitada hoje cobra, amanhã, juros em forma de imaturidade, dependência, manipulação e ingratidão. Pais que confundem amor com proteção excessiva não criam herdeiros de valores, mas órfãos de caráter. Porque quem cresce sem o peso da responsabilidade jamais desenvolve a força para sustentar a própria existência.
Pais que fazem dos filhos o centro da própria vida acabam fazendo da própria vida o centro dos filhos. E quem nunca aprendeu que o mundo lhe deve nada cresce acreditando que todos lhe devem tudo. A superproteção não cria herdeiros; cria credores da existência.
O maior fracasso de um pai não é deixar pouco aos filhos, mas deixar filhos que precisam sempre de alguém. Porque a pior herança não é a pobreza financeira; é a incapacidade moral de sustentar a própria existência quando o último ombro finalmente desaparece.
Pais que resolvem todos os problemas dos filhos acabam se tornando o maior problema dos filhos. Quem impede uma criança de conhecer as consequências prepara um adulto que viverá convencido de que o mundo inteiro existe para poupá-lo da realidade.
Há pais que não criam filhos; criam dependentes e chamam isso de amor. Alimentam cada capricho, negociam cada limite, compram cada silêncio, removem cada consequência e, no fim, aplaudem uma obediência que nunca foi virtude, mas conveniência. O que chamam de proteção é, muitas vezes, medo de frustrar; o que chamam de cuidado é incapacidade de educar; o que chamam de amor é apenas a recusa em suportar o desconforto de dizer “não”. Cada responsabilidade assumida no lugar do filho é um pedaço de caráter que deixa de ser construído. Cada dificuldade evitada é uma força que deixa de nascer. Pais que fazem da própria vida um escudo permanente não estão preparando os filhos para o mundo; estão preparando o mundo para carregar filhos que eles mesmos decidiram não formar. A tragédia não começa quando os pais morrem. Ela começa no exato instante em que deixam de educar e passam a servir. Porque o pior abandono não é deixar um filho sozinho; é entregá-lo à vida sem consciência, sem disciplina e sem a capacidade de existir sem depender de alguém.
Os pais costumam perguntar por que os filhos fracassaram. Poucos têm a coragem de perguntar onde fracassaram como pais. Toda infância poupada da disciplina, da responsabilidade e das consequências cobra seu preço na vida adulta. O filho apenas revela, com o tempo, a educação que recebeu. Quando um adulto não suporta um “não”, vive de desculpas, foge do esforço, transforma direitos em exigências e dependência em estilo de vida, dificilmente isso nasceu do acaso. Durante anos alguém confundiu amor com permissividade, proteção com omissão e cuidado com servidão. Educar nunca foi impedir o sofrimento; sempre foi preparar para enfrentá-lo. Pais que entregam conforto quando deveriam ensinar caráter podem deixar dinheiro, imóveis e heranças, mas, se não deixarem consciência, terão legado apenas uma vida sustentada por recursos e vazia de estrutura. A maior tragédia não é um filho que cai. É um filho que nunca aprendeu a ficar de pé porque alguém passou a vida inteira carregando-o.
Pais que transformam o amor em superproteção deixam de criar filhos e passam a fabricar dependência. O conforto que oferecem hoje pode ser a incapacidade que condenará o amanhã.
