Poemas de Luto

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As minhas poesias
Sei que balançam ondas
E ondas derrubarão
Os tubarões da hipocrisia.

Não é só poesia que faço
Tenho outras qualidades
A poesia é só uma ponte
Pro caminho da felicidade.

⁠UM POEMA SOBRE UM LUGAR

Como eu odeio você
desde quando eu cheguei
como eu odeio você
todo dia quando acordo
lembro que odeio você
e vou dormir todos os dias
ciente de que odeio você

você nunca me deu valor
desde quando eu cheguei
você não me quer aqui
todo dia quando acordo
eu não pareço com você
e vou dormir todos os dias
ciente de que odeio você

Me expulse de imediato
você nunca me deu valor
eu não sirvo pra sua mitificação
você não me quer aqui
na verdade é recíproco
eu não pareço com você
como você lidará com isso
ciente de que odeio você

se a geografiaé um acaso
me expulse de imediato
eu não penso como você
eu não sirvo pra sua mitificação
Seu pensamento é oblíquo
na verdade é recíproco
Como você lidará com isso
ciente de que odeio você

Um poema na madrugada.
Hoje, eu só queria dizer que aprendi a te amar (philos) de uma forma que nem eu mesmo me permito explicar.
Não sei por que, mas aconteceu. E, aos poucos, esse sentimento foi tomando forma.

Eu e você temos nossos universos, é verdade.
Mas, quando converso com você, eu me perco. Eu me lanço nessa loucura que é este sentimento impossível, de não ser julgado, posso ser apenas livre sem amarras.

Se existe realmente amizade, seja lá da forma que for, eu estou perdido no meio dela.
Cada palavra sua, cada frase que vejo alimenta mais e mais isso dentro de mim, a liberdade.
São palavras que alimentam a alma e são verdadeiras.

Até que ponto o egoísmo supera o sentimento?Estou sendo egoísta, my lady, em te falar estas coisas, pois te coloco em risco ao expor o que sinto.

Em um raro momento de sensatez, eu te peço: é melhor me pararmos.
Iremos ficar com estas lembranças e sentimentos de algo que nunca aconteceu.

Pois eu estou cada vez expondo mais o que sinto e isso te coloca em risco.Quem ama não machuca, não fere. Quem ama cuida, quem ama se torna um só.A vida já não lhe pertence, pois foi entregue a um outro coração⁠.
Apenas um poema

Hoje, mergulhei em mim,
li poesia,
li sobre mim ,
algumas vezes chorei, e outras sorri.
Só sei que pensei, só depende de mim!
E no calor profundo, vi que preciso do amor de quem cuida de mim!
Fiz uma lista, em meu coração, e me entrelacei com um laço sem fim, com quem gosta de mim.

⁠POESIA- PARADOXO DO MUDO QUE NÃO QUER CALAR
Quando eu me aceito como eu sou, então eu mudo e vou!
Mudo, de atitude e não me calo!
Mudo, eu saio pra ação e transformação!
Não é contradição, é um paradoxo e afirmação!
Carl Roger, o psicólogo humanicista tinha razão!
Mergulhar no meu próprio eu é a solução!
Mudo, não me calo! Mudo o eu, pra depois mudar o teu!
Entendeu? Mudar o eu, é admitir que sou o eu falho!
Sem embaralho, mudo não fico! Mudo o eu pra depois mudar o teu!
Se eu mudo, tu mudas, ele muda, nos mudamos!
Somos humanos, mundanos, falhamos!
Mudo, calado, não mudamos o mundo!
Se mudo, ação! Temos transformação!
Então use a imaginação tenha empatia que terás solução!
“Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro”!
Olha que louco, se colocar no lugar do outro é para pouco!
“E não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele”
Aquele que assim o faz, é egoísta e narcisista!
Por isso não insista, muda o eu pra depois mudar o teu!
Marcos Müzel 07/02/2024

Poema triste.

Quando escrevo um poema triste,
às vezes sinto, outras eu minto.
Mas, a ferida sempre existe.
quase que uma sombra no instinto.

A tristeza, não sei explicar.
Quando sinto, às vezes requinto.
Assim consigo simular,
a alegria, que às vezes minto.

Quando o espelho me mostra triste,
raramente eu olho e desminto.
Minha alma sabe, mas resiste,
o que sinto, e ao mundo minto.

Nosso coração é como um ninho onde os pássaros descansam suas lindas poesias, seus lindos cantos, seus lindos sonhos e dali se forma o amor, na simplicidade de um olhar, no toque das mãos, no cheiro da pele e no pulsar do coração . Quando amamos nos tornamos enamorados, nos entregamos aos encantos e nos envolvemos . Namorar é ser de alguém e jamais permitir que este alguém se sinta só, é confiar no sol de cada dia, é sentir o calor através de um abraço, e a doçura através de um beijo . Namorar é dar asas a quem amamos e deixar que ela voe o mais alto que puder , e quando estiver bem no alto céus , bem longe com tamanha liberdade perceber que é de você que ela precisa, e que a liberdade dela jamais teria sentido sem você por perto..Namorar é ter duas asas e apenas um corpo "o coração"....

Cecília Sfalsin

Irreal

Palavras cruzadas!
Imagens confusas!
Poesia? Talvez!
Pessoas estranhas!
Linguagem esquisita!
Visão obscura!
Fantasia? Talvez!
Não sei onde estou!
É tudo tão vago!
Bagunça inebriante!
O que faço?
Como sai daqui?
Talvez seja sonho?
Não, não é!
É tão real!
Corro pelas ruas,
mas... Ninguém me vê!
Serei um fantasma?
Me sinto só!
Não sei o que faço!
Fujo? Fico? Morro?
Não, não. Definitivamente morrer não!
Sinto meu corpo!
Espere!
Ali! Tô vendo!
Tem alguém ali!
Peraí! Ele me viu!
Tá me puxando!
Puxa! Que sorte!
Voltei!
Ué! Aquilo era a morte!
Voltei à vida?
Por que voltei?
Ah! Entendi foi você!
Você me salvou!
Você acabou de ler minha poesia!
E cada vez que você, que você ouve,
me torno mais forte, distanciando o
meu Eu poético da morte.
Uma morte súbita.

ADÁGIO
Sidney Santos

Aos poetas jovens e poetas moças
Nos escritos à debruçar
Aos poemas lúcidos e poesias loucas
Salve o livre pensar
A dúvida, o mundo move
O tempo passará
Mas o dito permanece, pois à alma comove

Poema inacabado...

Amar é...

Buscar o amor a cada momento, durante toda a vida, enfrentando as lágrimas, fazendo cessar a dor, enxugando a cada gota da face.
É transformar, dar brilho ao nosso horizonte, deixar para trás o irreal, buscar o nosso sol como se procura uma joia exclusiva...
(fev/89)

Eu e o mar

Calmo mar
Poesia deserta
Saudade do mar
Ilusão incerta
Olhos que vagam...

O mar a noite
Espera vazia
Esperança tardia
Das dores do mar

Me olha mar
Me sente mar
Me ouve mar
Me chama o mar...

Coração estremece
Rudeza da vida
Noite esquecida
Brisa que passa...

Vejo o espelho
Sem imagem
Lembro do mar
Que me sorri e me afaga

Olho novamente
Derrepente a imagem
Eu sou o mar
Profundo
Sozinho
Chorando em silêncio...

Poesia em forma de mulher
Você é uma poesia em forma de mulher.
Cada gesto seu é uma estrofe que se desenha com delicadeza.
Seu olhar reflete a paixão de suas palavras.
Seu sorriso é o verso mais sublime da arte.
E mesmo rasgada por dentro,
você transforma a dor em encantamento.
Você é arte, é luz, é puro sentimento
uma poesia em forma de mulher, que não precisa
de folhas para expressar quem verdadeiramente é

Poema para Lindinalva (mãe)

(Eliza Yaman)

Mãe, tua voz é canto que me guia,
mesmo quando o mundo me desfaz.
És raiz que sustenta a poesia,
és presença que nunca se desfaz.

Teu amor é tempo que não passa,
é oração que me veste e me acalma.
És a luz que me acende e me abraça,
és a origem do que tenho em alma.


Olhei, Virou Poesia

Olhei para o mundo e vi mais do que olhos comuns enxergam.
No silêncio da rua, nas sombras da noite, no sorriso tímido de alguém… tudo virou poesia.
Cada detalhe que parecia pequeno, carregava um universo escondido.
Um gesto simples se transformava em versos, uma palavra dita ao acaso se tornava canção.

Olhei para dentro de mim e percebi que também sou feito de poesia.
Nos meus medos, encontrei metáforas.
Nas minhas cicatrizes, nasceram estrofes.
E no meu peito, um coração que insiste em rimar esperança com vida.

Porque quando o olhar aprende a sentir, nada mais é só comum:
o vento é poema, a chuva é canto, e até a dor tem sua beleza.
Olhei… e tudo o que vi, virou poesia.

Poema Auto Relevo - Michelle Ribeiro
Na minha alma busco constantemente sua presença oculta
Disfarço e me refaço em um espaço
Tentando conter meus ensaios
Se me pinto de louco, sou profano
Minha face se desnudou, em que parte me perdi do espelho
De um passado bem aventurado
Quando me calo, sou ausente
Reviram-me de um lado para o outro,
a fim de poder me colocar em um leito,
Minhas feridas e magoas colocam as longe do peito
Me tornei idoso, me tornei esquecida
Minha pele que já nao mais brilha,
mas ainda se renova e floresce
ainda que um pouco a cada dia,
Por mais que não me vejam,
ainda possuo uma alma e um coração alegre e quente.

*
"Queria
que o meu coração
tivesse um lugar secreto, uma gaveta pra guardar a poesia
que um poeta
deixa escapar nos seus devaneios."


***

Poema Tiatino


Os versos que rabisco
Nessa milonga campeira,
Amadrinhada de acordes
Numa guitarra parceira.


Num mate recém cevado,
Nessa manhã de saudade,
Nesse meu resto de mundo,
Muito pra cá da cidade.


Não tenho nada de luxo:
Pelego, catre e galpão,
Algumas cordas que trançam
Ao pé do fogo de chão.


Tenho cavalo de monta,
Domado bem a capricho,
Que me ajuda na lida
E me leva pro bolicho.


Sabe o caminho das casas
Se acaso eu não me acho,
Nesses dias de carreira
Que às vezes me emborracho.


Vivo solito na mais,
Não me prestei pra casório,
Nunca firmei compromisso
E nunca pisei em cartório.


Por vezes vou na cidade,
E algum diabedo de China,
Tapado no amor gaúcho,
Pra disfarçar criolina.


Renato Jaguarão.

Poema do solito.


Sou assim, tenho muy pouco,
por sinal, quase nada;
me basta uma payada
num galpão ao anoitecer,
vendo uma estrela se perder,
quase se apagar na coxilha.
Eu, deitado na encilha,
com cheiro do colorado,
o candeeiro enfumaçado,
pendurado no travessão,
que sustenta a velha quincha,
apertada como sincha
na coberta do galpão.


Minha cama é um catre,
pelego é o meu colchão;
e nas noites de invernada
tenho a alma abrigada
e amadrinhada no xergão.
Por vezes, no imaginário,
nessa coisa de solidão,
penso em outros tempos
enquanto sopra o vento,
assoviando no oitão.


Nesse silêncio velado
de campo e alambrado,
quase no fim da pampa,
donde o gaúcho é estampa
que mantém a tradição.
Quis assim o destino:
que eu, paisano e fronteiriço,
índio, guasca mestiço,
fosse guardião destas terras.
A tropilha, o gado que berra,
o tarrã no banhado,
o quero-quero entonado
no ofício de posteiro,
desconfiado do orneiro
que segue barreando o ninho,
pra não terminar sozinho
igual este rude peão.


Não quis china nem cria,
mas me contento solito:
companheiro, o mate, o pito
e o colorado que fiz pra mim.
Enfrenei, domei e, por fim,
vivo nele enfurquilhado.
Às vezes vou ao povoado
ou no bolicho da ramada,
onde se junta a indiada
pra carpeta, algum bichinho…
E o meu pingo, ao relincho,
me espera na madrugada.


Renato Jaguarão

Poesia Juvencio



Nesses fins de léguas,
Donde o mundo se esconde
E até o ontente se esquece do hoje,
Por tanto silêncio,
O velho Juvêncio
Revira o mate,
Sentado no catre,
Buscando lonjuras
Que a vida apartou,
Bem infurquilhado
Do rito sagrado
Que vem do passado,
Por essas estâncias onde se criou.


Não teve herança,
Tão pouco tropilha,
Lhe toca um tostado,
Já bem sugeitado
Que ele domou,
E sonha, por vezes,
Se fosse patrão,
Umas léguas de campo,
Luz de perilampo
Alumiando o chão.


Encilha a preceito
Recruta de gado
De papel passado;
Campo alambrado,
Rancho e galpão
São cosas de vida
Escrito por Deus.


Juvêncio campeia,
Cuidando dos campos
Que nunca foram seus,
E às vezes pensando,
Segura o chapéu:
Se depois da morte
Terá melhor sorte
Um campo no céu,
Porque a igualdade
Não lhe amadrinhou,
Deixando pros outros
Teopilhas e potros
Que tanto sonhou.


São tantos Juvênios
Por essas estâncias,
São tantos Juvênios
Por essas estâncias,
São tantos Juvênios…


Renato Jaguarão.