Poemas de Luto
Tu foste aí e eu fiquei aqui
Num monte extremo de vivencias e desistências, a pertinência pertencia a tu, na saudade do que não se renasce, minha consciência se comoveu a tua existência.
A vida e um fio de linha muito frágil, hoje estamos aqui,com nossos sonhos, metas e objetivos, amanha podemos ser só lembranças
Eu deveria ter respeitado meu tempo. Eu deveria ter crescido antes de engatinhar na sua direção. Eu deveria ter encarado o meu luto, curado minhas feridas e enfrentado os meus demônios antes de desbravar um novo amor. E também antes de afogá-lo com esse mar de questões que ainda não tinham sido resolvidas, que ainda não foram resolvidas, dentro de mim.
Quando perdemos um ente querido, sua vida se transforma uma uma montanha russa com seus altos e baixos... um dia você está bem, e no outro, nem tanto...
Por mais que você queira se apegar à amarga lembrança de que alguém deixou este mundo, você continua nele.
Perdi alguém que amo e senti perder o chão, era como se o ar faltasse como se levasse um pedaço do meu coração. Sei que todos iremos partir um dia,quando chegar nossa hora não tem como evitar.a morte faz parte de estar vivo é como respirar.só sei que quem morre antes de nos deixa um pedaço deles e leva um pedaço de nós.
Seria mais fácil elaborar nossas perdas se com elas também fossem embora suas representações. Mas não, elas permanecem, e não se despedem.
Sem motivo, sem razão. Seu mundo acaba, sua vida parece não ter mais sentido e você fala que só Deus sabe a dor que se passa dentro de você. Todas as conversas, risadas, brincadeiras e manias passam por sua mente como uma lembrança distante. Daquelas que nos fazem querer ficar sentado na frente da TV como um “Vale a pena ver de novo”. Tudo isso agora faz parte de um passado que você não esperava pra sua vida. Você acha que não consegue viver sem, até viver.
Passamos uma vida inteira construindo nossa fortaleza. Um 'eu' interior que seja capaz de suportar o mundo e tudo o que vem com ele. Com nossa fortaleza desejamos repelir tudo aquilo que venha a fazer o império de quem nós somos, desabar.
Porém, há uma coisa que não há fortaleza que impeça. Lentamente, porém avassaladora, como a água ao bater na pedra sucessivamente: Esta é a morte, e dela, nenhuma fortaleza escapa.
O céu guarda a parte viva da pessoa, aquela coisa que não morre nunca, não a saudade, a saudade é amor e é dos vivos, estou falando da coisa viva que fica nos mortos.
Vocês moram juntos. Têm ótimos filhos. Vocês se casam. Saem de férias, juntos. Mudam de casa. Vocês discutem. Fazem as pazes. E então… Então, o desgraçado vai embora. Tudo acaba. Então, você se pergunta: “Nós éramos felizes? Essa era a melhor vida que poderíamos ter tido?” E a resposta é: eu não sei.
O que isto significa? Despedir-se? Despedir-se significa abrir mão. Hoje, estamos nos separando de uma pessoa amada para seguirmos com a vida. Mas isso não significa esquecê-la. Pelo contrário.
Muitos não conseguem superar a dor daquilo que considero ser um dos momentos mais difíceis da existência humana: a perda de um ente querido. De fato, o luto é de cada um.
Em dias de tristeza profunda por algumas pessoas perdidas, a gente aprende que a vida não passa de uma oportunidade de infinitos encontros e desencontros. Encontrar quem a gente ama, nos doar inteiramente e saber que, mesmo não parecendo, isso foi suficiente.
Mediante à notícia ruim o que devemos fazer é desviar os pensamentos maus, orar e por mais difícil que pareça, devemos esperar que o melhor aconteça.
Uma das piores coisas com relação à morte é lembrar de todas as perguntas que a gente não fez, de todas as vezes em que, idiotamente, a gente presumiu que teria todo o tempo do mundo.
Ninguém se preocupa em saber quanta energia foi gasta em cada sorriso forçado.
Por isso, apenas,não queira saber caso a luz vier a se apagar.
Nada dura para sempre. Nem sorvete, nem filmes, nem as coisas bonitas, nem as feias, nem as folhas nas árvores, nem a mamãe. Mas eu estarei aqui, no seu coração, até você não estar mais aqui, mas também continuar vivendo em outros corações. E, assim, nada morre. Algo sempre continua vivo.
Hoje, sorrateiramente, venho escrever sobre algo que nos inquieta, da dor iminente que nos assola e nos isola em uma bolha. Falar do luto, automaticamente, nos remete a perdas e as suas formas de morrer. Não estamos preparados para quando isso chegar a acontecer, talvez nunca estejamos. Do luto que falo agora, prevejo, renego, não aceito, mas acolho inevitavelmente como aquele que acolhe um sorriso. Neste momento, brindo com a morte que chega de mansinho e, amigavelmente, ecoa da sua boca que ainda não é o tempo. Enquanto o tempo não chega... bailamos! brindamos! proseamos! flertamos! Flertar com a morte é saber o quão insignificante é essa passagem por aqui, principalmente se você não tiver vivido tudo àquilo que você sempre quis ou pensou. A cada brinde, a cada drink: um salve! salve salve! A morte, este momento obscuro que sempre atormentou e assolou a humanidade, também nos traz boas novas. Tim, tim! Dessa vez o brinde foi à morte concreta, de fato. O que dizer dela... aqui se findou uma etapa, a outra que se inicia não ouso falar, pois seria enorme audácia da minha parte, até. Tim, tim! Dessa vez o brinde foi à morte simbólica, perfeito! Todos os dias morremos em algo para que possamos renascer e viver àquilo que desejamos. Talvez a morte simbólica nos permeie durante toda a existência e, brindamos dia após dia sem percebermos. Tim, tim! Este brinde é para a morte que está acontecendo neste exato momento em você. O que tens matado e, por conseguinte, deixou viver logo após? O que está nascendo em você, viverá ou morrerá? Ou será apenas mais uma morte inevitável nesta vasta imensidão do que é viver? Viver é um constante morrer infinito. Cá entre nós... que texto fúnebre que me deu vida! Uma lágrima de esperança escapou dos meus olhos e começo a pensar: e se não morrermos diariamente, que sentido terá a vida? Um brinde àquilo que renasceu!
