Poemas de Luto
Vê como a ventania
é levando um ramo
de oliveira pelas rotas
ordinárias capazes
de anunciar a vitória,
Embora a inquietação
aparentemente
não termine nunca;
Fui colocar para tocar
a nossa música,
o meu segundo Hino.
No dobrar das horas
não cessa a agitação
que chega a contar
as gotas da chuva,
é você no coração
fazendo a História.
Porque sei mais
do que ninguém
que é quebrando
com as duas mãos
todos os rifles sutis,
Papoulas brancas
deles hão de surgir
e virarão pombas
para anunciar
a paz permanente
em qualquer lugar.
Nas mãos do Universo
estão a Lua, Mercúrio,
Vênus e a estrela Spica,
e toda a secreta poesia
que são capazes
de me levar até você.
Uma ânsia romântica
de início de Lua Cheia
atravessando além
da Quarto Minguante,
e tem levado adiante
uma grande utopia doida
que não tem deixado
pensar em outra coisa
a não ser na urgência
de te amar a salvo de tudo.
Quando o Sol se por
no horizonte Oeste,
ainda assim estarei
remexendo com cada
um dos teus sentidos,
com iguais trejeitos
que bailam os oceanos.
Com meu pensamento
diário pouco a pouco,
preparei o teu território
com a minha rebeldia,
e todo o sentimento
de puro enamoramento.
Muito mais próxima
estarei com vitória
expressada em mãos,
para mais brilhante
coroar o meu Júpiter
com a mais extasiante
das minhas confissões.
Invocando assim toda
a delícia e teu espírito
amoroso em festa,
Como as perseidas dão
voltas ao redor da Terra
e as flores na primavera.
Seta na paz pregada
no teu balcão romântico,
a Lua sempre ao redor
destravando as guardas
da timidez e a espera
do beijo que tanto quero
sem nenhuma desfaçatez.
O kajal da noite
escureceu o céu
do teu Afeganistão,
E com cada um
que sofre está
entregue o meu
coração de poeta.
Creia com firmeza
que as estrelas
só habitarão nesta
profunda escuridão,
se a tua dedicação
for a mesma que
Mecnun daria com
todo amor à Leyla.
Somente através
dos sorrisos
das tuas mulheres,
das crianças
e do esplendor
da Natureza se têm
todo o real poder
de restaurar
o teu temperamento
endurecido pelo tempo
e a tua Pátria ferida.
Sob o porvir de todas
as luas no teu Oriente
tens o dever de ser
forte dando proteção
aos mais frágeis,
e de ser gentil com
os teus heróicos anciãos.
Permita-se ser céu aberto
ao Sol da bondade,
inspiração de paz,
oração em elevação
com gratidão repartida
como pão a multidão
pelo dom da vida
para fazer o melhor,
e ver a tua terra reflorescida.
As folhas da romãzeira acenam
ao céu do teu coração de Saturno
amoroso concentrado na busca
junto ao seu tão sofrido povo
pela imprescindível reconciliação.
A romã perfeita do encontro,
do perdão e da reconciliação
para que venha brotar,
precisa da tua amável dedicação,
porque tudo tem o tempo certo.
A vida sempre pede romper
com a zona do conforto
onde o orgulho faz habitação,
no mundo que um busca
insistir passar por cima do outro.
Tal como tímida Lua Azul
ainda coberta por nuvens
e que irá sobre Kabul,
tenho buscado o perfeito
bálsamo da pacificação do milênio.
Nenhum de nós nasceu para ter
que estabelecer e conviver
em aliança com o medo,
nem eu, você e nem ninguém,...
a paz possível precisa
da tranquilidade das damas,
e sobretudo, da bondade
e da fortaleza dos cavalheiros.
Foram espalhadas
as sementes etéreas
das papoulas brancas
pela Rota da Seda,
e para a Lua os sinais
nunca foram segredo.
A Attan da Via Láctea
tirou diante dos olhos
os véus dos impérios,
e os vestígios dos infernos
estão diante de todos.
A correção dos rumos
da História leva tempo
e pede ter o olhar atento
ao Universo como teto,
a Terra como alicerce
e a gentileza como alma.
Ninguém merece viver
com medo e apartado
do respeito, do diálogo
e do entendimento
que ir e vir é sagrado.
Na vida não te esqueça
que a sutileza do pássaro,
o colorido da borboleta,
e a liberdade do espírito
dizem muito sobre ficar
ou para trás tudo deixar.
Ninguém nasceu máquina
de guerra para conviver
fingindo convivência
onde a ira e a brutalidade
insistem em fazer ninho.
Sem me revelar
a sua identidade,
tu me enviaste
as rosas favoritas
para invadir de vez
estes dias cinzas
com a tua presença
sedução e magia.
O meu amor vai
ao seu encontro
onde a Lua Azul,
Júpiter e Saturno
se encontraram
fiéis em conjunção,
e o nascer laranja
dela se ergueu
tal como sentinela.
Da minha cesta
espalho pétalas
de papoulas brancas
para dizer não
a todas as guerras,
abraçando a missão
de ser a centelha
da pacificação,
de alma e coração
em poesia e oração.
O meu amor vai
pelas estradas
do mundo sem
ao teu encontro
com igual coragem
do destino de quem
provou que da onde
menos se espera
a História foi tecida,
pelas estrelas
e para as Nações.
Araranguá Poética
Ventos do Extremo Sul erguem
as areias, as conchas e as ondas,
poesia aberta pelas patas
das heróicas mulas dos tropeiros
ergueu-se e fez Balneário
Morro dos Conventos
por beleza, por agraciada natureza
por um povo cheio de grandeza
e foi escrita a Araranguá poética.
É no rio desaguando no oceano,
nas trilhas românticas
nas dunas bailarinas,
no penhasco poético,
nas falésias contemplativas,
no mágico Balneário Ilhas,
no farol do teu olhar me encontro
e na imensidão do mar
do teu amor eu me entrego.
Inscrição perpétua e sambaqui
trago em mim a vibração guarani,
xokleng me faço intrépida
e cerâmica poética do amor
eterno que passou e se perpetua
com a fé da tua gente originária
e com fé de quem veio de longe
e fez a primeira capelinha,
assim és a Araranguá infinita.
Pelas mãos indígenas, africanas,
europeias continentais e açorianas,
encantadoras prósperas e artesãs,
que enfrentaram o mar e por ti
se fizeram herança na lavoura,
na cultura na pesca
e na memória afetiva,
e por tudo isso e muito mais:
és a minha Araranguá poética.
Araranguá
Cada verso feito de areia
preta segue o curso do Rio
e a tranquilidade das lagoas,
Para que não se esqueça
da beleza do Vale das Araras.
Pássaro bonito eu vôo contigo
porque em ti é o meu lugar;
Este poema de cerâmica
que nem o tempo irá quebrar,
Araranguá você é meu lugar.
Na Lagoa dos Bichos a gente
marcou para se encontrar,
na Lagoa do Cortado a gente
de uma vez vai se declarar.
Na Lagoa Dourada a gente
com ternura irá se abraçar,
Na Lagoa da Mãe Luzia
de mãos dadas vamos namorar.
Na Lagoa do Caverá a gente
vai marcar para se casar,
Quando Rio Araranguá cantar
sem medo vamos atravessar.
Porque o amor da gente
é urgente e não pode
mais esperar pela Lua de Mel
que virá para nós na beira do mar.
Armazém
Uma vez filha do Rio
sempre será filha,
O teu nome filial é Capivari,
e não é por acaso que eu te escolhi.
Por acolhida foi prêmio ao herói
que lutou contra os rebeldes
e viraste Armazém:
- Te quero como tu me queres.
Capítulo de ouro
das efemérides do Padre,
És tesouro, amo teus ares
e todos os teus lugares.
Dos tropeiros foste o destino
e mãos gentis alemãs e portuguesas
ergueram uma cidade de gente
calma, gentil e ordeira;
Nasceste de tudo o quê
há de mais lindo em liberdade.
Arroio Trinta
Pedra fundamental
por mãos caboclas,
É Riacho pequeno
beijo de amor infinito
no Vale do Rio do Peixe.
A imigração italiana
plantou lavouras
de ternura e fez
do destino uma cidade.
Arroio Trinta, adorada,
tu bem sabes que te amo
muito mais do que trinta vezes,
além das das horas, dias, horas
meses e por todas as auroras.
A minha oração nas grutas
e no mirante é por ti
e por toda a sua gente,
que ama, luta e segue em frente.
Atalanta
No Alto Vale do Itajaí
esplendoroso o meu
coração coloca o teu
povo amoroso aqui
bem dentro do meu.
O teu nome de hoje
foi pela vitória
na Copa da Itália,
A tua hospitalidade
é indelével marca.
Atalanta, jóia preciosa,
desta vida a tua
vitória será sempre,
A tua originalidade
é traço lindo e perene.
As tuas origens italiana,
alemã e polonesa,
construíram com fé
essa história brasileira
de tradições e beleza.
Com a Mata Atlântica
que fizeram e fazem
esta cidade romântica
que não se esquece
das araucárias
e dos teus indígenas.
Atalanta, jóia amorosa,
as preces nas igrejas
sempre te erguerão,
porque Deus sempre
ouve as preces da tua
gente boa de coração.
Atalanta Poética
Minha Atalanta poética,
na tua Serra do Pitoco
dou graças ao teu amor
bonito o tempo todo,
e no Rio Dona Luzia
nado lado a lado
com toda a poesia.
Minha Atalanta poética,
ali na Cascata Córrego
do Rio Caçador
dou graças por todo
o teu infinito amor,
e deslizo nas águas
do perfeito verso.
Minha Atalanta Poética,
ali na tua Cachoeira
Perau do Gropp
em plena correnteza
mergulho na sutileza,
e nela me encontro
escrevendo este poema.
Aurora
Onde o Rio Itajaí do Sul
como gaita pranteia,
o solo próspero ondeia
entre as montanhas
do Alto Vale do Itajaí
e lavouras de amor total
pelas mãos dos teus
imigrantes europeus
capazes de erguer
uma cidade inteira,
és um grande presente.
Linda Aurora divina,
não importa a distância
sempre vou cruzar
esta rodovia para
com você estar
e morar nesta alegria.
És sublime brasileira
que não abandona
jamais as origens
o gosto pelo artesanal
e és poema de amor
escrito pela Natureza.
O meu amor por
tua gente guerreira
todos os dias aumenta
e sempre dá todas
as razões da vida
para nunca desistir.
Linda Aurora divina,
tu és preciosa filha
de Santa Catarina
onde o meu coração
encontra gentil acolhida
e motivos para ficar aqui.
Balneário Camboriú
Estamos mais ligados
do que você imagina
pelo fio do teleférico
das nossas vidas
neste mundo que gira
muito mais rápido
do que roda gigante,
e do oceano tu és
o mais fino brilhante.
Balneário Camboriú,
as camboas do rio
e Cristo de braços
abertos falam muito
de tudo aquilo
que nos mantém aqui,
e foi por isso que
eu sempre te escolhi.
Os sambaquis são
sobrenaturais poemas
de cerâmica que
seguem sendo escritos
em Tupi-Guarani,
Carijó, Kaigang,
Xokleng e nas horas
de soledade e silêncio
além do nosso tempo.
Com toda a sua magia
pelas nossas ilhas,
capelas e tantas viagens
do tempo até os Açores
com desembarque
em Portugal e uma
volta na Alemanha,
és atlântica esperança.
Não tenho mistério
para ti e me levas
bem fácil pela mão
convidando a dançar
com as nossas origens
e provoca miragens
com encantadoras
cenas que existem
sedutoramente em ti.
És mistério e Folguedo
do Boi-de-Mamão,
no fundo acredito
que você quer
é se casar comigo,
e este é nosso destino;
cidade de amores
de sereias e pescadores.
És todas as Cantorias
de Terno-de-Reis,
uma das jóia mais lindas
que mantém o meu
coração capturado,
soberana da costa
sem titubear somos
súditos do teu reinado.
Balneário Gaivota
Por obra do destino
entre praias e lagoas,
nasceste irmanada
com a linda Sombrio,
e por ti sou encantada.
És onde meu coração
e a razão encontram
todos os motivos para
viver em celebração
neste poético torrão.
Balneário Gaivota,
és aquarela divina
pintada pelas mãos
do nosso Criador,
a tua Natureza
é puro esplendor.
Balneário Gaivota,
te amo dia após dia,
te amo mês após mês,
sigo trotando firme
com o meu alazão
e rezando por toda a Nação
na Cavalgada de Santos Reis.
Balneário Piçarras
Na Ponta do Itapocorói
está a tua pedra
fundamental carijó
e o teu ponto de partida,
és toda a minha vida.
O primeiro fado
sobre as ondas cantado
jamais esqueço;
as tuas praias guardam
o mais sutil segredo.
Da mão do pescador
no lance de amor
enredado se fez
a minha Armação
e dona deste coração.
És o lindo Balneário
com nome de Rio
que como um feitiço
nasceu para ser a razão
do meu melhor sorriso.
Meu namoro sublime
na árvore torta
em noite estrelada
e na alvorada iluminada:
És a minha Piçarras adorada.
Reescrever a História
dos teus erros com calúnias
que foram espalhadas
como plumas para justificar
o teu mal não vai adiantar.
Estar do lado certo não
é estar do lado forte,
É estar do lado da verdade
que a tua crueldade
não tem parado de atirar.
Dançando nos escombros
de Borodyanka ao som
da guitarra elétrica,
Levanto e baixo os meus
ombros aos homens da Terra
que insistem nesta guerra.
Muito antes do que você
mandou fazer em Bucha,
Entre os lábios eis o punhal
como resposta do destino
que nem o teu Exército
irá ter o êxito de capturar,
O meu nome é levante
poético que nem míssil
igual ao da destruição
em Kramatorsk irá me parar.
A rebelião vem erguendo
fortalezas e trincheiras
no coração das tropas,
e sobretudo no amável
coração do teu povo,
E as nove montanhas
têm me feito inabalável
em nome da revolta
que haverá de te tombar.
Balneário Rincão
Meu Balneário Rincão,
façam dias de frio ou calor,
tu és a razão deste amor
com todas idas e vindas.
A tua História forte,
indígena e desbravadora
está escrita nesta cidade
gentil, alegre e sedutora.
Meu Balneário Rincão,
encanto do litoral sul
que captura o coração
e dele é a plataforma.
Mesmo que a sua gente
amável não me veja,
Sou eu a poetisa do mar
que nas ondas verseja.
Meu Balneário Rincão,
encanto do litoral sul
que beija os olhos
com as lagoas e o céu azul.
Bandeirante
Doçura do Meio Oeste
que tem como símbolo
o Ipê que une o país inteiro,
És um rincão precioso
do meu Brasil Brasileiro.
O teu povo alemão e italiano
fez deste solo a Pátria infinita
lutando na lavoura e fixando
bandeiras onde buscou viver
unidos com os irmãos gaúchos.
Semeando Tradições
vai mostrando nas danças
que o teu sangue e o peito
seguem nos ritmos do tempo.
Bem próxima da Argentina,
filha dos tempos doces
e de conversa macia,
Eu amo a tua gente guerreira
e me orgulho de ser brasileira.
Barra Bonita
Pluma poética levada
pela gentil ventania
do Extremo Oeste
como asa delta decola
no Morro dos Ventos
sobrevoando nostálgica
a História das origens
que ergueram unidas
este destino catarinense.
Da tua herança italiana
e germânica que veio
do Rio Grande do Sul,
se ergueu orgulho
cidade e memória,
e este povo acolhedor
que não nega amor
a lida e gratidão ao Criador.
Da tua piscicultura
eu sou o teu peixe,
da tua agricultura
eu sou a colheita,
da tua pecuária
o poema do rebanho,
e de tudo isso sou
eu a força da tua gente.
No teu Rio das Antas
prevejo nas tuas águas
o futuro dos sonhos
feitos dos lindos olhos
predestinados a ser
a cada dia mais meus
em tons de todas
as sedutoras alvoradas.
Das tuas matas
eu sou o perfume
envolvente dos dias,
da tua passarada
eu sou o cantoria
dos desafiadores dias,
e sou o teu céu aberto
que traz noites alegres.
O teu Rio Barra Bonita
manhoso como viola
que encanta as moças,
carrega nas correntezas
a canção perene e gentil
que me faz querer
bem aos que te amam
estância bonita deste Brasil.
