Poemas de Luto
Nos meus lábios
o teu nome é hino,
Em Grand Cayman
és meu destino.
Sonho contigo
e tu sonhas comigo,
Seremos um
para o outro ninho.
Amada Ilha Cayman
tocando por todo o lugar,
e assim estou a te esperar.
O teu amor nasceu perfeito
para o meu sempre existir,
e de veneração inteiro cobrir.
14/10
Faça as pazes
com a sua ancestralidade,
com a sua cultura
e com as suas tradições,
Simplesmente faça as pazes
com as suas emoções,
com os seus sentimentos
e as suas sensações,
Para ninguém dominar
você com tentações.
14/11
Grandes pensadores
são humanos,
Nós também somos
como eles,
Às vezes acertamos,
e também erramos.
14/12
Colocar tudo na lei
do absoluto,
Conduz ao absurdo.
Na tranquila Cayman Brac
sob uma Silver Thatch Palm
folhas separar para trançar
algo e uma arte inventar.
Dos brincos e do colar
de caymanitas se orgulhar,
ter uma boa relação com
o tempo e deixar ele passar.
Deixar na sua companhia
os nossos pés o mar
carinhosamente beijar.
Deixar o espírito da infância
da alegria se encarregar
e com vida não se preocupar.
Buscar o fogo dos sóis
e nas auroras os desejos
para que não falte nada
entre os nossos beijos.
Nas estações do tempo
em Little Cayman tenho
tudo das Grandes Antilhas
e a graça divina dos dias.
Da Wild Banana Orchid
ter as flores nas tranças
e as nossas secretas danças.
Por saber por onde ir
não peço menos na vida
para sagrar só o quê fascina.
O vento das Pequenas Antilhas
solta as Pétalas de Bougainvillea
para fazer um tapete de boas-vindas
na magnífica Granada.
A ânsia pela alegria buscada
encontra o seu caminho
genuíno num mundo que só
se satisfaz com banquetes de egos.
A minha visão só enxerga
o universo onírico dos teus olhos
e o paradisíaco desta terra.
Não desejo nada mais do que
a tranquilidade e a certeza caribenha
do que este romance e a sua paz imensa.
O acolhimento das Pequenas Antilhas
convida apreciar as bougainvilleas
por toda a Carriacou e destes dias
de hoje não querer saber mais de nada.
Não preciso calar o quê você fala
para que eu seja ouvida,
Apenas preciso lidar com o silêncio
e o tempo para que seja escutada.
Tampouco preciso impôr nada
porque se eu não te convencer
pelo coração que assim seja pela oração.
Aquilo que eu não fizer a vida
ou até mesmo a poesia farão por mim;
logo, não me interessa, se não for assim.
No Sul de Granada
em Petit Martinique
ler no tempo que passa
a inspiração intrincada.
Nos braços da paixão
pôr a alma à disposição
para virar embarcação
pelo Caribe profundo.
Pelo azul das duas
Antilhas deixar-me ir
com a leveza fruir.
Sem pedir ou esperar
de outrem por saber
bem o quê levo em mim.
Noite estrelada e de Lua
nas Pequenas Antilhas,
paira a memória garifuna
e no seu coração sou tua.
Na embarcação do peito
Ronde é o endereço
que fica em Granada onde
eu me acho e me perco.
Por sutil enredo te coloquei
nos sonetários das Américas
para ser habitante do seu peito.
E assim em silêncio tu abres
as portas da tua fortaleza interior
para me receber com todo o amor.
Balança a cortina de renda
toda feita da memória
e do Algodão de uma história
nas Pequenas Antilhas.
Na bela Petit Tobago
onde a Maior ave-do-paraíso
foi levada para encontrar
abrigo é sem dúvida santuário.
Minha imaginação para lá
voa e navega contigo
porque no final somos o destino.
Do jeito que você me quer
é exatamente que preciso,
por dentro o caminho foi escolhido.
Corações selvagens
com aromas
e sabores de pitangas
de todos o tipos,
Somos indomáveis
e sem finitos.
23/10
Existe uma hora
que não se pode falar,
Existe uma hora
que não se pode calar,
Não calar ou não falar,
faça do jeito que dá sem
deixar ninguém te pressionar.
...
23/11
Se for falar,
só se for para salvar
ou pacificar.
...
23/12
A sua liberdade
interior importa
porque só ela te salvará
a qualquer hora.
Lábios de Pitanga Vermelha
para te deixar marcar de amor,
Versos Intimista para inteiro
cobrir e conseguir o quê quero,
Ser o teu melhor destino eleito,
o paraíso e todo o teu Universo.
Pintei os meus lábios
com uma Pitanga Vermelha
para colar nos teus lábios,
Assim se fez um poema
sem nenhuma palavra
e com toda a entrega,
Ali no meio do mato,
com alegria poética
do peito que te venera.
Teu beijo de sabor
suave de Pitanga Amarela
me leva desta terra,
faz com que eu viaje
e com que esqueça de guerra.
O florescer do Embiruçu
para dar-nos tanto
além do mês de julho,
É o quê desejo com
muito amor profundo
com o sentimento
ancestral e de mundo,
Tomar com domínio
e calma cada novo giro
do tempo no destino.
Doces pitangas brancas
balançam sob Curupira,
que nasceu de calcanhares
para trás e andando
sempre em frente,
tudo é o jeito de falar
quando se trata de gente.
É preferível não julgar,
e outras coisas deixar
seletivamente passar,
em nome daquilo que
é para nos importar
ou deixar o vento levar.
Decidir que por pouca
coisa jamais buscar
com quem quer que
seja nos incompatibizar,
o importante é respirar
e a alegria cultivar.
Não precisamos com
razão ou mesmo sem,
rimar ou remar no rio
onde tudo nos dança,
e a palavra se faz lança
para quem sabe pescar,
buscar a rota e superar.
Se por acaso faltar espaço,
poesia ou entusiasmo,
silenciar é convite apropriado
porque não precisamos
falar sobre tudo e nem tudo
merece ou precisa que seja falado.
Aquela Iara com
um beijo de sabor
de Pitanga do Mato
capaz de te levar
e deixar-te enredado,
Num piscar de olhos
ficará apaixonado.
(Considere-se avisado).
Minha ancestralidade
sempre honrada,
Mani renascida,
eterna raiz sagrada.
Jamais esquecida,
louvada e adorada
com sabores e aromas
por mim recordada.
O coração sabe bem
quem é o seu dono,
e o seu espírito tem
o seu suave descanso.
Nunca precisei fazer
o caminho de volta,
aqui é minha terra
bela e sem adorno.
Nenhuma tempestade
estremece o amor
que é chama e refresca,
e não há quem me afaste dela.
Nascida festa encontrada
e por sinal bem feita
sob medida para o teu
charme absoluto
de Boto-cor-de-rosa,
para resoluto não desgarrar
desta dama amorosa
nem por um segundo.
Gamado por mim há de ficar
como quem é viciado
sempre em saborear
quando encontra na mata
um Biribazeiro carregado
próximo do curso do rio
que o amor não ficará
por conta do destino
nem mais por um fio.
(A vida reescreverá
a lenda e surpreenderá).
Meus olhos se parecem
algumas vezes com
olhos de Mbaê-Tata diante
do ocultamento de alguns,
Só que não importa
a escuridão da noite,
é ali que eles são íntimos
e enxergam até as raízes,
Se esconder por
muito tempo é cavar
o próprio sepultamento,
O seu malfeito sem
esforço há de fazer por
mim a Lei do Retorno.
(O camarote da vida me pertence)
