Poemas de Luto
A travessia
A vida vai te levando,
Experiente na sua jornada,
Com os olhos vibrantes,
Das corujas da noite,
e das águias do dia,
Por cima flutuam num longo tapete de sonhos,
E eu no meu carro pelas lombadas,
A sinalizar o chão de concreto,
Seja como for, será o condutor,
Por onde passar, terá sempre alguma coisa a vivenciar,
Na vida de estrada, no carro de sua alma,
Nas travessas de obstáculos,
De caminhos de escolhas,
Buracos imprevistos,
Atalhos cruzados,
Trilhas inesperadas,
Alguns passarão a fazer um drama,
Outros passaram a fazer a viagem eloquente,
Todos percorrerão,
Seja como for,
Será seu condutor,
Da travessia.
Efígie
Foi-se como um sonho,
Devaneio de prazeres proibidos,
Deusa foragida do paraíso,
Flecha que acertou o mais destemido,
Desbravador de Quimera e Basilisco,
Um lobo temido,
Que sucumbiu nas graças,
De uma predileção,
Agora resta os encantos,
Na caligem das guerras,
Na esbórnia dos lambareiros,
O cavalheiro tornou-se assisado,
De coração ameno e ponderado,
Aflorado de talentos adormecidos,
Um fabro mudado,
Sua obra aos poucos foi-se talhada,
Dotada de formas delicadas,
Fruto de paixão e inspiração,
Efígie que sobreviverá aos tempos,
Viverá aos atentos,
Encantados por seus condões,
Que embeleza, gera e transforma.
*Copo de veneno*
La em cima do piano
Havia um copo de veneno
Quem bebeu, não morreu
Sentiu o doce na boca...
... se corrompeu
E o culpado?!!
O culpado...
Claro!!!
Fui eu!
Pois ninguém ... ninguem
rouba pão na casa do João ..
A não ser que o Zé
Tenha aberto o portão
Por isso
Não confie em palavras bonitas
Pois
Muitos tem açúcar na boca
E veneno no coração
Abre as portas da casa
Mas te tranca no porão
Não, não, não
Não!! é não !!
Na terra do "quem pode manda"
Quem não pode "abaixa a orelha"
O "não" se tornou ilusão .
Nessa de faça o bem, sem olhar a quem
O mal me quer... bem mal, meu bem.
Vigiando seus passos
Todas as câmeras estão em você.
Se não te valorizam
Vai encher bolsa de valores, pra quem?
Para os que se contaminam
Com cartelas de intrigas
Ou os que se afogam
nas garrafas da fofoca
A diferença entre remédio e veneno
é apenas a dosagem
Uma gota de amor
Duas de ódio
E três só de ruindade ...
Thibor
Segure minha mão...
e voaremos tão rápido que luz nenhuma,
inventada pelo homem, poderá nos alcançar.
Coro das Sombras
Meu suspiro ergue-se como bruma sobre o berço daquele que parte.
Filho da dor, fruto do meu sangue,
ainda lutarás contra o fio que já foi cortado.
Volta, olhos que um dia foram estrelas nos meus,
Volta ao ventre que não dorme —
pois não há sono para quem viu o abismo abrir-se em flor.
Depois de várias curvas e cruzamentos
Depois de noites e drinques
Hoje, tu és a dose diária
Hoje, tu és meu controle de sanidade
Tu és meu oásis.
ACORDAR!
Hoje acordei querendo alguém, alguém que me faça tanto bem, que traga à tona o que há de melhor em mim, e me faz querer ser melhor a cada dia.
Tem meu olhar mais sonhador e apaixonado, meu sorriso mais doce e sincero, as expressões mais fofas e engraçadas, as piadas mais espontâneas e divertida, a imaginação mais louca...
Que me faz desabrochar na poesia, que me faz perder a noção do tempo, que me faz viver na saudade, que altera meus hormônios, que me cura de traumas, que me faz encontrar na confusão em que estou, que faz as nuvens desaparecerem dos meus pés, sem me tirar do chão, que me leva a momentos do passado e me faz ver o futuro sem precisar sair do presente, porque simplesmente se tornou meu presente.
Então... Só posso dizer que você é a poesia do meu desejo ardente.
T.L
Trago na mente a essência de poeta...
Nas rimas a purificação da alma...
Que tudo no meu interior se acalma...
Até o coração se aquieta.
Chora comigo saudade,
chora comigo sem pena,
machuca sem piedade,
a falta dessa morena,
levando minha felicidade,
em uma noite serena.
Morena de olhar profundo
Com este jeito elegante
Penso em ti a todo instante
Criatura mais bela do mundo
Não fico nem um segundo
Mesmo estando distante
Meu pensamento é constante.
AINDA HÁ TEMPO.....
Comecei minha vida sonhando baixo, sonhos pequenos insignificantes.
Minha preocupação era agradar aos outros ao invés de mim.
Bom e eficaz empregado para patrões de empresas erradas. Péssimo marido e companheiro de mulheres boas, pessoas corretas. Ao longo dos anos esqueci de mim para servir aos outros. Aí me dei conta que o tempo estava passando, e o meu caminho encurtando, e cada vez mais eu me aproximava do fim, e solito no más; Aí eu parei e prensei! Pera aí, ainda falta um pouco para o fim da estrada, ainda tenho chances, pois acabei de perceber que tudo que ficou para trás, foi um aprendizado, simbora...
O PASSADO DE NÓS DOIS
Morena linda fui cruel comigo mesmo
Joguei a esmo o amor que tu me deu
O tempo me mostra a razão que perdi
Tudo de ti que hoje seria meu.
E foi domingo numa penca de cancha reta
Que fiquei quase pateta com tanta beleza
Uma linda flor vermelha nos longos cabelos negros
Eu me vi nos olhos verdes dádiva da natureza
Hoje se passa um filme na minha mente
O dia em que a gente foi um para cada lado
Aquele dia ficou gravado na minha memória
E em toda essa história somente eu fui o culpado.
"LAMENTO"
O que eu fiz com os meus amores
Eram lindos, eram puros, eram verdades
No começo foram um jardim de flores
Mas cresceram e vieram os espinhos,
Desacertos, tristezas, dissabores
Causando ferimentos profundos
Que o tempo ainda não curou as dores.
"REFLEXÃO e DECISÃO"
Depois de tanto pensar e fazer pelos outros, e esquecer de mim,
eu resolvi agir da seguinte maneira: Amo pra também ser amado, respeito pra ser respeitado, valorizo pra também ser valorizado, liberdade pra ambos, direitos e deveres divididos, o que pode um pode o outro:
Só assim me sinto feliz e realizado, e talvez eu possa fazer o mesmo com alguém que eu esteja me relacionando.
"SILÊNCIO"
O silêncio é como uma brisa mansa
Que suavemente alcança
A profundeza da minha alma
Que lembrança, saudade e nostalgia
Dentro de mim fique calma.
"INSÔNIA E MATE"
Quando de madrugada a insônia me pega
E o minuano nas paredes do rancho se esfrega
Levanto da cama e cevo o meu mate
Enquanto o vento forte e frio no oitão bate
Eu sorvo o meu mate bem tranquilo sentadito
Faceiro aqui no meu cantinho solito.
"Quem é Diogo Oliveira?
Ele é apenas um nômade escritor que brinca com as palavras, e veleja nos rascunhos de um espectro poeta, a procura de conduzir a imortalidade dos seus meros pensamentos através dos borrões de seus textos."
"Estava aqui pensando com os meus botões... Para ser mais exato, estava refletindo como expressaria sobre o que aconteceu comigo
no coliseu da vida... Sob o efeito colateral do
espaço-tempo, que
subjetivamente, finalizou ao nocautear-me com um choque paralelo de realidade, ao êxtase da minha imaginação."
"A anáfora de minha alucinação periférica, adormecida pela tese de um neurótico insight, desencadeia um zênite embate dialético... Filtrado como causa de uma antítese ortodoxa dos meus primitivos pensamentos, gerando uma síntese
retórica de ciclos decrépitos, num sentido antagônico ao niilismo existencial
de moléculas, aleatoriamente traçadas numa deriva calopsia do universo.
Sobretudo, resiliente ao paradoxo de uma dispneia psicogênica de uma prospecção assertiva. Catalisando, no que lhe concerne, o protagonismo complexo de uma alexitimia ipseidade."
