Poemas de Luto
Garoando
As vezes é garoa, as vezes são chuviscos. Vezes são chuvas torrenciais. E elas te transbordam. Dentro de você, atualmente é como clima de inverno. Daqui a cinco minutos pode chover, ou pode fazer muito sol. Mas ainda assim, segues em frente, com a gentileza amostra, e com o amor palpável em tua voz. Não se perca do teu estado de calma, mulher. Logo o inverno passa, e tuas flores da primavera nascem outra vez.
Se a religião e a filosofia, e todas as outras certezas do mundo nada fazem senão me distanciar de minha própria natureza, fico com a poesia,
Que faz de mim o próprio barro confuso que sou.
“Compreenda bem que, devemos respeitar nossa ignorância humana, mas nunca deixá-la tomar posse de nossas decisões.”
Estava aqui a pensar, se a semântica já consegue descrevê-la....
Será que cabe na nomenclatura o castanho dos teus olhos , e a alegria que sinto em vê-la ?
Há uma distância tão pequena entre a vida e a morte , elas se contradizem, colidem! Mas algumas vezes a morte já está no olhar presente a vida ,morto por dentro apenas um cadáver em um inferno eminent, sigo andando desnorteado.
Já reparou como uma biblioteca é atraente? Todos aqueles livros esperando para serem lidos, sem falar do silêncio, da paz. É pra mim um lugar encantador para relaxar.
"Se der vontade suma, se recolha, fique um tempo sozinha colocando os pensamentos no lugar, deixe o mundo lá fora e se conecte consigo mesma."
Acho que todos queremos saber para onde iremos, mas no fim, acabamos terminando onde deveríamos estar.
Não apenas escute uma boa música, feche os olhos, sinta, dance, e só assim você vai entendê la melhor.
Tu que acreditas que o tempo é o herói das mágoas vede bem que ele talvez seja o vilão de todas as coisas. Esperas que tudo se resolva e perdes o pouco que deverias tu agarrar. Lembra: Mesmo o relógio, que dele conta as histórias, se desgasta - Ele nada guarda já que tem o infinito para matar.
"Na vida eu aprendi, a não perder tempo, com aquilo que não é meu, que nunca foi meu, e que nunca vai ser meu."
Do lado de lá, a França, o continente. Deste lado, a grande ilha, o Reino Unido. No meio, neste oceano, tantos medos, tantas esperanças, tantos sonhos. Que nenhum naufrague. Que cheguem todos à terra tranquila e nela façam morada, criando raízes profundas como uma árvore que só quer deixar bons frutos em jardins que contém nossas histórias futuras.
Longe de toda vaidade de buscar só beleza, ela é do tipo que prefere o simples, o que tem pureza...
