Poemas de Luto

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Te amo menina

Onde quer que eu vá
Seja em qualquer lugar
Se você estiver lá
Faz com que tudo ao redor deixe de importar

Esse seu jeito de me olhar
Esse seu jeito de me abraçar
esse seu jeito de sorrir
é o que me faz querer sentir

Mas ninguém sabe como é
Sentir esses sentimentos
Como os que sinto por você
Os que te culpo em todos momentos

Eu tenho horas, sabe
De pura solidão
E são nessas horas que mais te quero
Então não se afaste, não

Você me tem fácil demais
Não pense o contrário
Gosto de você mais que tudo
Isso não parece ser temporário

Seja debaixo do sol intenso ou da garoa fria
Deixa eu te amar
Noite após noite
Dia após dia

Metades

Corações e almas em fragmentos, corpos divididos, emoções que se repelem e se encontram. Uma parte da minha alma quer desesperadamente tua boca colada na minha, e a outra, quer distância dos teus carinhos que só vem pela metade. Parte do meu ser quer tirar tua roupa, lamber teu corpo inteiro e venerar tua nudez, a outra, quer esquecer toda a dor que esse mesmo corpo me causa.

Parte de mim sente infinita tristeza por não saberes amar e por não quereres viver a vida como ela deveria ser vivida, com força e intensidade, a outra, é feliz e completa apenas por saber que tu existe, e que teu rosto é um farol nas névoas mais densas da minha alma. Parte de mim quer dormir contigo todas as noites, a outra, quer fugir da tua presença. Metade de mim quer te fazer gemer de prazer, a outra, te fazer gritar por socorro. Como o dia e a noite, como o amanhecer e o entardecer, a sombra e a luz. Metades que se buscam e se repelem, metades que se completam e se desintegram. Lados de um mesmo problema, faces de uma mesma solução. Cara e coroa, homem e mulher. Amor e paixão. O tudo e o nada.

Porque eu te amo, mas também te odeio. Porque nunca quero pensar, mas nunca deixo de me lembrar. Porque és tudo, ainda que não sejas nada e porque mesmo estando aqui pela metade, tens o meu tudo.

⁠🌚Uma pedra preciosa que cabe na palma da mão.
Transformando versos em uma única versão.
Antologia poética.
Turmalina. 📕

Ela é daquelas
Que tem o cabelo ondulado
Estilo aurora boreal
Dos cabelos que escorrem
Pelos teu rosto.
Ela é daquelas
Que tem teus dias de flor
Que tem teus dias de caos.
Ela é daquelas, que o mundo desaba
Mas ela não.

⁠Talvez um dia eu consiga
escrever o teu manual,
saber de cor cada detalhe
do que te faz feliz.

Sob o comando do céu azul,

No azul do mar repousado,

A riqueza em letras de Libra,

Pode ser completamente perdida.



Nas mãos feminina está o destino,

Do nosso povo sofrido,

A aurora pode se esgotar...,

Por causa deste outubro talvez perdido.



Não sabemos como será,

Talvez já era o amanhã;

A balança será findada

Pelo toque da martelada.



Temos uma força rendida,

As vozes estão silenciadas,

Trilhas desviadas...,

As almas roucas, e outras sem vida.



Neste outubro talvez perdido,

Cor de chumbo,

Gigante distraído,

O país está comprometido.



Descansa a lira das veredas,

Repousa a harpa das Geraes,

Ergue, enfrenta e reage,

Por um Brasil de paz.

⁠AMOR CONJUGAL
(Numa época em que o machismo proíbe a fidelidade)

Eu queria fazer morada em seu pensamento,
Ser parte do seu dia a dia,
Viver a espera da consciência no seu sono,
E saber a hora do seu despertar.

Eu queria morar nas meninas-dos-seus-olhos,
E ver as coisas que você vê,
Sentir o mundo mais bonito
Existindo dentro de você.

Eu queria nascer na sua tristeza,
E morrer na sua alegria,
Dar de mim o pouco que sou,
Perpetuar seu sorriso,
E fitar, sem relógio,
A gôndola de carne que são seus lábios.

Eu queria navegar em suas veias,
Sentir a maré das suas pulsações,
E, de repente, entrar num vácuo
E conhecer a maravilha da sua alma.

Eu queria colocar-me como oferenda,
E arrancar de mim meu momento mais feliz.
Em seguida, sequestrar de você
Seu instante mais triste.

Eu queria, na minha morte,
Você sem luto,
Cantando uma canção sem despedida.

Neimar de Barros
Sorrindo. São Paulo: L. Oren, 1974.

Eu tenho a natureza, a arte e a poesia, e se isso não for o suficiente, o que é?

Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas.

Medicina, lei, negócios e engenharia são ocupações nobres para manter a vida. Mas poesia, beleza, romance e amor são razões para ficar vivo. (Robin Williams)

Não lemos e escrevemos poesia porque é bonitinho. Lemos e escrevemos poesia porque somos membros da raça humana e a raça humana está repleta de paixão. E medicina, advocacia, administração e engenharia, são objetivos nobres e necessários para manter-se vivo. Mas a poesia, beleza, romance, amor... é para isso que vivemos.

A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.

Não consigo escrever poesia: não sou poeta. Não consigo dispor as palavras com tal arte que elas reflitam as sombras e a luz, não sou pintor... Mas consigo fazer tudo isso com a música...

É preciso muito desespero, descontentamento e desilusão para escrever alguns bons poemas. Não é para todos nem escrevê-los ou mesmo lê-los.

A flor pra quem eu dedico minhas poesias...
As vezes voce é a poesia pra quem eu dedico minhas flores

Nem todas as poesias que eu li nos últimos dias fizeram referência ao meu amor por você, mas garanto que esse amor se tornou uma linda poesia.

Dedico estas frases e poesias a todos aqueles que não desistem de si mesmos, e que descobriram que a vida é o maior de todos os espetáculos- um espetáculo dado pelo autor da existência.

A poesia não está nos versos, por vezes ela está no coração. E é tamanha. A ponto de não caber nas palavras.

Jorge Amado
O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

Gosto de comparar a poesia a um abraço, que consegue fazer um carinho na alma sem nem saber qual é a dor que você está sentindo. A poesia se adapta à sua dor. É um abraço cego e despretensioso, como quem diz: "Venha! Tá doendo? Pois deixe eu dar um arrocho, que vai lhe fazer bem."

Bráulio Bessa
Poesia que transforma. Rio de Janeiro: Sextante, 2018.

Quando explicamos a poesia ela torna-se banal. Melhor do que qualquer explicação é a experiência directa das emoções, que a poesia revela a uma alma predisposta a compreendê-la.