Poemas de Luto

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Louco

Na alegria escarno a tristeza
Incógnito fico a rir e a chorar
Esta é minha louca realeza
Doido, verso e reverso o poetar

Cada desatino de ser violador
Chora a minha total lucidez
De um insano no seu fingidor
Onde mascara a loucura de vez

Se existir é que é muito louco
Então existo mais que o viver
Ser louco ainda é muito pouco
Nos acertos do normal saber

Sem rumo, louco, afortunado
Desatinado e cheio de muafo
Da vida, vivo para ser amado
De amor, louco, sem parágrafo
(Quero da loucura ser inventado!)

Que se foda a vossa falsidade,
enganam-se uns aos outros
nunca dizem a verdade.

Araguari

(Parodiando "Cante lá que eu canto cá" de Patativa do Assaré)

Ô Araguari, arguem já te poetô
Eu sempre tenho poetado
E ainda poetando eu tô
Cadquê, chão amado
Ocê é trem bão dimais
E óio aqui os sêus mistério
Tão difícil, decifrá jamais
Tal arrilia é tão sério
Que o poeta proseia, proseia
E ainda fica o quê proseá...

Se tens medo de bruxa
porque vive a me procurar
ousa criticar minhas vestes
mas esta sempre em meu calcanhar.
Não gosta de unhas compridas
o preto deprime você
então porque insiste tanto
em querer que eu ame você.

Amo esta ideia,
a ideia de sonhar.
Pois muito já vivi,
em muitas já sofri
e a realidade de nada acrescentou
Só tive decepções,
frações de ilusão
e no final acabei
sem a chance de mudar
pois muito acreditei
e no fim desacreditei.
e fugi para não assumir
a falha de não sonhar.

li uma vez que: quando se está feliz demais, é sinal de que a vida está prestes a te tirar algo de especial.

você sempre me disse que era como uma brisa boa de fim de tarde.

e eu?
bom, eu nunca fui bom com metáforas.

ESQUIVAMENTE

Pensar é uma virtude pensativa
de quem pensar resolve em pensamento,
discernindo, pois tem discernimento,
e agindo, ativamente, na passiva.

Parece que pensar é coisa viva
que atinge por si só o seu intento,
porém, se de pensar morre o jumento,
pensarei em pensar de forma esquiva.

Eu penso, logo existo, diz contente
quem não existe mais pois já não pensa,
e, mesmo estando morto, está presente.

Pensar não é tão mau, mas é doença
se alguém põe-se a pensar constantemente,
e penso que pensar não me compensa.

Marcos Satoru Kawanami

.

Amar sempre

Amar sim.
Amar sem ter medo,
Mesmo que seja com exagero.
Amar o próximo ,
Sem ficar só pensando em dinheiro.

Amar sim.
Amar com desespero,
Mesmo que seja um dia, uma noite, ou o ano inteiro.
Amar no outono, no inverno, na primavera e no verão.
Amar sempre ,
Para que sempre sejamos amados.

Sou do tempo...

Que se beijava as mãos dos pais,
Avós, madrinha e padrinho pedindo a benção.
Sou do tempo...
Que tarefa dada era tarefa cumprida.
Sou do tempo...
Que acordava cedo para ir a igreja rezar.
Sou do tempo...
Que o lar era o local respeitoso e harmonioso.
Sou do tempo...
Que se rezava na ceia.
Sou do tempo...
Que se respeitava uma mesa farta,
Onde não existiam sobras, porque a comida era sagrada,
(a dedicação da mãe em prepará-la; não se podia jogar o amor fora e nem chamar de restos o alimento).
Sou do tempo...
Que se respeitava o ser humano, os idosos acima de tudo, que chamávamos de pessoas mais experientes.
Sou do tempo...
Das travessuras, das surras; isso não deixa ninguém revoltado, simplesmente era punido e pedia perdão.
Hoje o tempo meu ultrapassou e nem sei mais quem sou!

Libertação

À José Martí

Dar a vida pelo país,
Jorra o sangue em defesa do povo,
Lutar de corpo e alma, eis a vida
De quem batalha.
Querer a liberdade, e ser livre
Para escolher entre a liberdade
E a prisão libertar e libertar-se.
Eis, poesia a libertação,
Eis o amor a libertação,
Eis a vida em busca de liberdade,
Eis o viver a libertação,
Eis, viver e correr o risco.
Querer ser livre e ser livre
Sem roubar o direito do outro.
Revolucionar coletivamente,
Junto com o povo.
Saber que numa nação tem vida,
E preservar a vida é muito importante,
É lutar pelo porvir, e buscar o sorriso
Das crianças brincando na rua
Livremente.

Beijos de jovens

Um canto
Que o vento leva.
Melodias,
Assovio de um pássaro,
Beijos de jovens
Apaixonados,
Amores, sentimentos,
Coração batendo,
Vida, e
Vivencias,
Sonhar ser eterno, gostar
Amar, que no coração
Jamais fique
Esse deserto!

Lembrança

Sensível esta a sua visão
Ao seu amanhecer,
O sol penetra por sobre
Os seus olhos, tentando
Mostrar a luz do dia...
Sentia um pesadelo...
Sentia um pesadelo,
Na escuridão da noite,
Mas amanheceu...
O sol tênue com a luz
Entra em seu coração!
A luz do sol tênue
Entro por entre
Os escombros da janela,
Mas em você
Ainda resta um vazio...

Olhos

Se as coisas morrem,
E de tudo as coisas
Entristece, e nada
Encontra sentido,
Mas sempre há algo
Que magoe,
Que mate a esperança,
Que mate o ser por dentro,
E de tudo, de tudo
Não abaixe a esperança,
Erga a cabeça, grite!
Grite e acredite, dite
Para o mundo que
A sua vida
Nasceu novamente.

E hoje

Sinto o aroma do café,
Vi o mar ferver,
Vi o sol brincar,
Vi o dia sorrir,
Vi um domingo sem fim,
Para quem quer vivê-lo.
E vi o seu amor passar
E vi o meu amor passar,
E vi o nosso amor se
Encontrar.
Vi o bem e o mal.
Vi a face e sua personalidade
Vi o viver, vi o impossível.
Hoje eu lhe beijei, e senti
O gosto de beijo, beijo
Gostoso, beijo bom.

Ilha

E se um dia eu encontrá-la?
Não ficarei sozinho, aproveitarei
Cada dia, junto a você.
Eu agora, sou apenas eu
E o nada que circula
Por minha volta.
Escrevo poesia, como se escrevesse
Um monologo de meu próprio ser
Como um soliloquio qualquer
Meio que nostálgico.
Lírios, uma luz tênue
Que entra pela janela quebrada
Faz com que sinta por dentro...
Montanhas são gigantescas,
O céu é imenso.
E eu sou o que fica
No meio do mar.

Juntos

Fu-gi-dio
Es-ta-va o tem-po
A se esmaecer
Por entre o vento...
O beijo
Looooongo - veneno,
Fisgou em meus lábio -
Prazer! Corrompe por completo,
Meu ser.
So-le-tra meu peito a bater...
...
Fascinações noturnas.

Queremos paz

Matar friamente sem mais nem menos...
Ser brutal, doente, desleal
A sua própria espécie humana.
Tanta crueldade e falta de amor,
Como se o céu estivessem sem
As nuvens, e sem a
Sua cor original,
E assim se encontra o mundo,
Sem amor, mas com
Cor de sangue,
Tanto morticínio e dor,
Nesse mundo de desigualdade
O mundo subdividido,
Pelo ego humano,
E toda banalidade.

Por que tanta violência?

Por que tudo vai assim?
Parece que não tem coração.
É uma violência a dominar
O mundo, numa forma tão voraz.
Tantas pessoas sofrendo,
Tantas famílias chorando.
Tão triste pensar que não é um sonho
Que todo este pesadelo é realidade.
Escuto o desespero,
E o grito de quem faz a ,
Atirando para todos os lados,
Desumanamente.
Em que mundo
Estamos vivendo?

Vagarosa

Em todos os cantos encontro um soneto,
Palavras lapidadas, de amor,
Adjetivos que esquentam o corpo,
Numa forma ardente, como uma porção
De sensações, indo ao mesmo encontro.
Mulheres, que apaixonam a vida de um homem,
É capaz de torná-lo um cavalheiro,
Um grande buquê para a querida amada,
Uma pitada de vinho para adoçar o dia.
Escuta o cantar dos jograis,
Que cantam as composições dos trovadores,
Poemas a se espalharem por todos os cantos,
Sensibilizando no ar, todo o relento
Que vaga para o coração dos humanos.
Bate no peito, o calor profundo,
Um corpo em forma de escrita,
Curvos traço, corto palavras
Para mostrar a vida,
Os jovens podem viverem mais,
Eles sabem buscarem o amor,
E transformar tudo em poesia.

Somente ela

Quando ela penetra o olhar
Para meu ser errôneo, e pede desculpa
Perco as palavras, e ela abraça-me
E eu muitas das vezes estático
Sinto todo o conforto
Que tanto necessitava.
Com ela pude todos os dias
Acordar e sentir em cada manhã
O aroma de café,
Que fazia-me enlouquecer
Em cada momento, em cada êxtase,
Loucura de amor, para um
Ser apaixonado, elevando-se
Em cada aurora,
Que a vida oferece,
Entrego-me a ela, assim
Como a natureza,
E somente ela cura-me
Em cada momento doloroso,
Massacrante, sufocante...
E sempre quando parto
Para a batalha, não vejo a hora
De regressar e receber o seu beijo
De despedida novamente.