Poemas de Luto
Versos por escrever...
Meu caminhar perde-se
No amontoar dos destroços de um passado distante
E meus passos vagam por estas paisagens
Assistindo o desabrochar de uma flor...
Porque o querer deve sempre ser o mais profundo
Da essência...
E sigo admirando o voejar de uma gaivota...
Pouso a visão sobre à tarde do mundo enquanto meus olhos se perdem
Num belíssimo horizonte azul num sem fim
E respiro... E me inspiro... E atiro ao mar todas as minhas magoas...
E em meus passos incertos rumo ao infindo...
No meu coração exorcizo a dor que marca cada gota salgada das lágrimas
Que escorrem em meu rosto qual um sonho destroçado
Silenciando o brado induzido e rouco que na garganta se figura flébil
Busco forças para caminhar só mais um pouco
Por todos os versos que ficaram por escrever...!
De um tempo fugaz...
No meu olhar a alma que habita em mim
Reflete a canção adoçando
O meu rosto num sorriso cintilado poético
Que vem de meu coração vibrante...
Gotas de orvalho brotam docemente
De um firmamento gris
Fulguradas pelas luzes sofisticadas
De um tempo fugaz...
Na visão marejada e carente de ti
O tempo não se detém nem retorna
Prossegue inexorável
Os sentimentos confundem-se...
No distante horizonte... Onde um pássaro
... Voa... Disperso... Maltratado...!
Ao assistir o entardecer prodigioso...
Escuto os passos do vento em minha varanda...
A saudade trás a lembrança de ternuras antigas...
E penso que morro todos os dias
Enxugo as lágrimas na solidão do crepúsculo
E encanto-me com a canção dos passarinhos...
Sussurrando nos lábios o encanto infindo...
E num longo devaneio misterioso viajo
No voo de poesias não escritas...
E continuo a escutar as canções dos ventos e seus passos
Que me fazem adormecer e sonhar contigo!
Vem dividir comigo este mar...
Admirar os céus azuis unindo nossos olhares
E de mãos dadas sorrindo junto corrermos na praia...
Vamos voar como pássaros num júbilo entorpecido...
Se vieres... Será a lágrima doce
Que me escorre na face... E que molha meus lábios...
Existem muitos anseios em minha alma...
Quero muito mais que te ver!
Eu te quero sentir... Todos os dias...
Seguir teus passos
Como se eu fora a tua majestosa sombra...!
Vem... Abraça-me como se fosses o vento...
Liberta-me desta longa espera...
Para depois amarmo-nos loucamente neste divino momento!
Nada sou...sem ti!
Sou lágrima que escorre dos teus olhos....
Sou aquela que te espera... Sempre esperou
Sou quem continua crendo
No voo misterioso dos sonhos que não mais existem...
Sou poesias esvoaçantes e meditativas...
Sou o teu esquecimento... Nas noites de solidão...
O teu mar íntimo do seguir... Invasora do teu coração fechado...
Sou tua saudade!
Sou passarinho insano que grita sussurrante no silencio
Dilacerando o vácuo...
Cintilei meu caminho com o teu olhar...
Será sempre escuridão sem o teu chegar
És vida ...e nada sou sem ti...sem mim...sem nós!
Saiba que te amei...!
Confiei a ti
Os segredos do meu coração
E todos os meus sonhos
E o que havia de melhor em mim...
Até o meu primeiro arrepio...
O primeiro beijo de amor... e de mãos dadas
Caminhava contigo naquelas tardes
De primavera... Onde flores perfumavam todos os nossos caminhos
Sentia a brisa a voejar beijando nossos rostos e
Esvoaçando meus cabelos...!
Vivemos esse encantamento... Pra ti entreguei minha alma...
E o mais terno dos meus sorrisos...
Foram tão doces tempos...
- E éramos tão jovens...! -
Faz tempo te perdi dentro de mim... Vaguei por
Muitos dias buscando esse amor na canção dos passarinhos
Ou no silêncio das noites...
Encontrei apenas o caminho da Solidão...!
O sorriso do vento...
O vento sorri por entre as rochas...
E na sua impulsividade pisa na alma de quem
O sente... E de quem também lhe sorri...
E na vastidão das florestas rasgando o silêncio
Daquele lugar...
Sopra-me a boca como se quisesse beijá-la
E eu em delírios... Sufoco um lamento
E deixo fluir aquela gota de lágrima...
E sinto uma coragem enorme...para entregar-me...
Não há rocha que resista a violência do vento...
Não há ventos que destruam um grande amor!
Sou poeta que fenece existindo
Na tua voz calada que um dia disse que me amava
Um fantasma solto do exilo
Um piano que toca enquanto escrevo
Uma emoção... A palavra que abre o coração
O estonteamento de anseio que nunca se detém
Em mim... Há aguas brandas... Vindas de um dilúvio
Chamado Saudade...!
Não quero perder-me na solidão das noites
Vem... No sussurro da noite ao encontro do amanhecer!
celina vasques
Eterna espera...
Cavalguei no tempo sentindo o vento no rosto...
Levei anos e dores para a ti chegar
Ouvi pedras no estalar melodioso das carências
Quais lamentos que vem de um lugar distante... .
Entre mim e as palavras há um tinir de punhais
Nas lembranças dos olhos... Sutis tremores
O mar sempre ao fundo cauteloso ao sopro da terra
E este amor em eterna espera
Acho-te na imagem das lembranças do mar
E planto o vento... E o amar...
E ainda assim sonho com teu amor por um momento
Imagino-te... Amando-me com os olhos fechados no amanhecer infindo!
DERRAMANDO PÉROLAS...
Sois bravios colore o horizonte... Lançam
Feitiços e enxugam lágrimas
Segredam as paginas alvas da poesia
Escuto-te na ternura do verso
Em sonhos trançados de alucinações
E no silencio da noite e nas palavras por escrever nascem ecos...
Onde o devaneio pressiona meus caminhos
Com assombrado desânimo!
Subi ao celeste azul para te admirar
Mas derramei pérolas de um lento penar
Neste silêncio que faz parte de mim
Cuja possível palavra
Morre no próprio silêncio.
Lamentos doces...
...horas a fio sentada neste banco de praça...
O pensamento beija minha alma num anseio que a custo reprmo...
Vejo folhas dançarem ao vento...
Qual tivessem asas...suavemente...
Eu ainda consigo sentir o perfume das flores
nesta minha solidão tão presente...
Escuto canções que são trazidas pela brisa
parecem lamentos doces... E a emoção vai tomando conta
De mim... Meus olhos fitam ao longe o infinito
Que me parece matizado de cores ultravioletas... Neste fim de tarde...
E eu sinto arrepios delirantes de saudades tuas...
A noite vai esplêndida...
...ao longe a vista céu de estrelas...
Praia... Mar. nada se vê...
Apenas o cheiro de chuva brisa de jasmim...
Há dessa imagem... o silêncio de mim...somente o
marulhar das ondas..
Qual voz que faz estremecer e que apaixona...,
Absorta e saudosa na minha varanda...
Pergunto-me: "Por que sofres? O que é essa dor desconhecida?"
E eu melancolicamente suspiro!
Queria que pensasses em mim...No júbilo selvagem
De uma noite assim...ardente...
Gostaria de ter naquele momento teu sorriso
Embriagado de amor e desvairado....a falar-me palavras de amor...
Na madrugada...
Para esquecer-me de ti...
Apago as Estrelas...
E clamo por tempestades...
Não quero ver a lua... Nem escutar canções...
Disfarço-me de poeta e escrevo no
espelho poemas sem usar muitas palavras
Somente a saudade consegue rabiscar
Nem penso
em ver o mar
Nem quero navegar
Não suportaria a solidão do cais...
Nem poderia ver a onda que quebra nas pedras...
Não poderia ver a lua sumir atrás
dos montes na madrugada...
Para esquecer-me de ti
Terei de esquecer o encanto... A beleza... A magia...
Mas ficarão os sonhos
a poesia...os sonetos...
e a emoção de te ter amado!!!
Perdida em meus sonhos procuro desvendar
A minha alma...
escuto as notas de um piano... Procuro ouvir o som
Do vento... Quem sabe num harmonioso encantamento...
Nada escuto... Uma sombra de dor diz-me quem sou...
O que fui... Quem serei....
numa distância infinita deixei habitar o mal
Gargalhadas que vem com a brisa... rasgam minha sensível essência...
São tão estranhos os tempos...
Muitas vidas, anel alucinante, caminho prolixo...
Nebulosos meus olhos... Não mais vislumbram horizontes...
Vejo água,
rio, lago
ondas do mar
Tudo me trás,
me leva,
me tem.
Sentimentos bons,
familiares,
de casa ou lar
Sinto Oxum,
braço d'água,
colo ribeirinho
Pedindo calma
Amor,
Está tudo bem
Sua força está
no seu jeito de amar
e se deixar levar
Ossanha lhe acompanha
quando sente o chamado
de cuidar da Terra
Ame a ti mesmo
como ama o Sol,
a chuva e o vento
Que um dia retornarás
ao seu lar de direito
em meio a árvores, águas e o ar
Segue o baile
Sem perder o anim-al
que te dá poder e guiança
O planeta Terra pede sua cura
pede tua cura,
pede você inteiro, guerreiro
Nunca se esqueça
Que na plenitude
o impossível jaz manifestado
E que toda a existência
Mesmo que lenta
te trás sempre o necessário.
Fotografia
Atento ao olhar de luminosidade
Esquadrinha a geometria de um flagrante
Magnífica captura de um insight
Doce acalanto da imortalidade evidente.
Uma imagem em clara objetiva
Reflete cores, luz, harmonia e sensibilidade.
Dá o tom de alegria em simetria
Misturando lembranças à doce saudade.
Testemunha de muitos olhares
Observa a intimidade ilusória
Sentimento original, real e evidente.
Consagração da ficção das memórias.
Retrata escritos, sons e imagens
Esplendor e a dádiva da natureza.
Compõe a cena em um clique pleno
Essências de emoções e de muita beleza.
Num instante torna-se a preferida
No seu feitio, a mais doce poesia
De tornar real uma evidência
Fotografia, o seu nome é Magia.
Aqui em Itapuã...
Nasci poeta e compositor,
Aqui em Itapuã
Na cidade de Salvador.
Vim ao mundo com esse legado
E com um futuro promissor
Para encantar as pessoas
Com os meus versos de amor.
Se alguém ler ou dar valor
È como se o mundo estivesse
Regando essa flor
Chamada: poesia
Que quando lemos um verso
Enche os nossos olhos de alegria.
Independente da sua idade...
Independente da sua idade
O importante é não perder
A mocidade.
O corpo está velho,
Mas a alma está
Com toda vitalidade
O Q da questão...
Se eu penso, eu procuro o Q da questão,
Pois nesta vida não há pergunta sem resposta
Nem problema sem solução...
Todo homem ou o animal
Neste planeta tem a sua missão,
Todo aquele que tem fé é cristão
Independente de frequentar
Uma igreja ou não.
Nada que acontece neste mundo é em vão
Por isso Deus nos deu a fala, audição e a visão.
Para entender as coisas que acontece
E as coisas que ainda aconteceram.
Guarde isso no seu pensamento:
O questionamento e necessário
Para o seu crescimento!
Menina de longe...
Menina de longe,
Que me faz sonhar.
Menina de longe,
Um dia vou te encontrar.
Menina de longe,
Eu te quero todinha.
Menina de longe,
Me ligue quando você estiver sozinha.
