Poemas de Luto
- Mil Razões Para Amar -
Sim, realmente eu te amo,
Mas por favor não pergunte porque,
Pois acho que demoraria muito,
Para tudo eu poder lhe dizer,
Seu jeito, Seu olhar, Seu ser,
Sua vontade infinita de viver,
Sua forma passiva de ver,
Seu olhar que parece não perceber.
Seu coração, sua alma, sua dádiva,
Sua história envolvida em cada página,
Seu notar, Seu chorar, Seu sorriso,
Seu amor que é tudo que eu preciso.
Então não pergunte algo tão bobo
Que é tão fácil de se dizer
Porque para essa pergunta há somente
Mil maneiras de te responder.
Tenho mais de mil razões para amar
E todas elas ainda são você.
DEIXA CRISTO NASCER
Desce a noite lenta sobre a terra,
Bela e triste, quase irreal!
Bela demais em seu sublime encanto,
triste demais para nascer um santo:
Nasce Deus no primeiro Natal.
À ordem de César, Belém regurgita,
anima a cidade o decreto real:
cheia demais está a hospedaria,
à virgem cansada resta a estrebaria:
Nela nasce Deus no primeiro Natal.
Pastores que velam na escura montanha,
ouvindo a nova do coro angelical,
deixam o rebanho, em busca da luz,
primeiros crentes, vão ver a Jesus:
Adoram a Deus no primeiro Natal.
Sábios, a espera do doce milagre,
reconhecendo a estrela divinal,
deixam o Oriente, trazendo um tesouro,
simbólica oferta: mirra, incenso, ouro:
presentes para Deus no primeiro Natal.
Homem, não maldigas tua sorte incerta,
Não tornes vã a noite sem igual.
Que importa Jesus tenha nascido?
Que importa Ele tenha sofrido?
Se ele não nascer em ti neste Natal?
Deixa o orgulho, a indiferença, o ódio,
sê humilde e crente, abandona o mal.
Não faças do teu coração hospedaria,
onde lugar para Cristo não havia:
dá lugar a Deus neste Natal.
Aceita a história simples da estrebaria,
a estrela linda, o coro angelical.
Entrega teu coração em mística oferta.
Em tua alma haverá paz, no céu haverá festa,
se Cristo nascer em ti neste Natal!
Deixa-me que te confidencie
Todas as minhas fantasias
Desejos e sonhos guardados
Amores profundos velados
Que percorra tuas curvas
Que preencha tuas lacunas
Que eu seja teu, que sejas minha
Que docemente te possua
Por entre gestos e afetos
E que enfim, me
esqueça de mim
em ti.
Oh morena linda
de sorriso radiante
Encantador e marcante.
Sedutora e deslumbrante
Que ilumina minha inspiração
E desafia minha doce imaginação
Menina, mulher, que intimida atitude
De quem sabe o que quer, mesmo que o tempo mude
Ela é sol, é verão
É poema, é canção que alegra o meu coração
O Amor
Quem na vida tiver um amor,
Nem tão cedo irá morrer;
Pode até morrer de amor,
Pois de amor é honroso morrer.
Quem morre sem nunca amar,
Não sabe o porquê de viver.
Quem vive sem se entregar,
Não ama ou ama sofrer.
Amor é o que se sente,
E não é possível medir.
Se for verdadeiramente,
Deu-se o amor sem pedir.
Há quem diga que amar,
É se perder da razão.
E se a razão for pensar,
Amar é o pensar do coração.
Amor não é teoria,
Nem tampouco invenção,
Se se sente amor um dia,
Antes já sentiu paixão.
E se um dia o amor for embora,
Seja em qual for a idade,
Deixe, o amor não implora,
Ele vive da liberdade.
Mas, se o amor não partir
E, portanto, decidir ficar,
Ele, ao invés de fugir,
Decidiu se eternizar.
Registrando-me em papel
Sinto uma necessidade urgente de me descrever, de me tornar transparente, cristalina,
como se, ao colocar minhas palavras no papel, pudesse finalmente me entender.
Há um desejo intenso dentro de mim: que as pessoas se permitam ser assim também —
sem medo de revelar seus sentimentos, suas dúvidas e pensamentos mais íntimos.
A busca pelo autoconhecimento me guia,
uma jornada silenciosa em direção a todo o meu sentir.
Com a caneta na mão e o papel à minha frente,
não tenho receio de me deixar ali, nua em cada palavra.
Cada rabisco se torna uma entrega,
um reflexo da minha consciência,
onde cabem meus medos, dores, amores, desejos e até orações.
Escrever é meu refúgio, minha forma de existir.
No silêncio das palavras, me encontro,
descobrindo, sem pressa, quem sou.
E quando eu partir, que essas palavras sejam mais do que tinta sobre papel.
Que quem as ler possa me sentir,
mergulhar na profundidade de quem fui,
mas com leveza e compreensão.
Porque é aqui, no papel, que me registro —
inteira, consciente e eterna.
QUER NAMORAR COMIGO
Você foi um presente que Deus me deu
Valeu a pena te conhecer
Quando te vi pela primeira vez eu sentir
Algo diferente maravilhoso
Estando com você o tempo parece voar
Deus te escolheu pra me amar
Quero passar o resto da minha vida contigo
Quer namorar comigo
Quer namorar comigo
Todos os dias com você são especiais
Você me faz feliz
Como ninguém nunca fez
Quero passar o resto da minha vida contigo
Quer namorar comigo
Quer namorar comigo.
O Silêncio Que Fala
Existe algo divino nas palavras silenciosas que habitam a fala do olhar.
Um idioma que não se aprende nos livros, mas no sentir.
É preciso que haja um acordo sutil entre quem vê e quem transmite,
um pacto invisível onde a verdade não pode se esconder.
Assim como moldamos nossa fala e afiamos nossa escrita,
deveríamos ter em mãos a cartilha da linguagem das almas: o olhar.
Olhar que acolhe, que desnuda, que grita em silêncio.
Há olhares que embalam, há os que ferem,
há os que são porto seguro, e os que são tempestade.
Alguns são abismos, outros, pontes.
Mas poucos sabem realmente escutar o que os olhos dizem.
Poucos compreendem que, antes da palavra,
foi o olhar que desenhou o primeiro poema do mundo.
Eu cansei de ser trouxa por você.
Cansei de dizer que está tudo bem, mesmo não estando.
Cansei de colocar um sorriso no rosto, mesmo chorando por dentro.
Cansei de dizer que minha vida vai bem, mesmo estando afundada.
Cansei de fingir uma felicidade inexistente.
Cansei de mudar minhas atitudes para te agradar.
Cansei de te dar amor e receber apenas ódio em troca.
Me desculpe, eu te amo.
Mas eu cansei.
Atenção atenção isso é rap de intervenção,
vamos nos unir e ajudar a proxima geração.
Mais que uma missão,uma difícil decissão
ajudar o meu povo e salvar a minha nação.
Estamos aqui para vencer a dor
E teu rosto diário faz lembrar
a vitória do tempo sobre o tempo
Porque afinal de contas tu
te pareces muito com a promessa
de uma fé vagarosa & livre
Pareces a coragem, pareces a paz
Antídotos matinais,
o primeiro cigarro
e xícara de café,
as pernas bambeiam,
a cabeça fica leve,
é como experimentar
o seu amor de novo
por três segundos
toda manhã.
Entre as rosas
Tu és, a mais linda
Cheiro de jasmim
Olhar de menina
Caminho sem fim
Entre as rosas
Tu és, a mais bela
Doce mulher
Sonho e magia
Um conto, um sonho, uma Cinderela
Entre as rosas
Tu és, a mais charmosa
Tenho o jardim mais belo
Pois tenho você minha flor
A mais linda do meu castelo.
O primeiro verde da natureza é dourado,
Para ela, o tom mais difícil de fixar.
Sua primeira folha é uma flor,
Mas só durante uma hora.
Depois folha se rende a folha.
Assim o Paraíso afundou na dor,
Assim a aurora se transforma em dia.
Nada que é dourado fica.
identidade
foi uma mulher negra e escritora
de pele e alma como a minha
que me ensinou
sobre os vulcões e as rédeas e os freios
sobre os tumultos dentro do peito
e sobre a importância de ser protagonista
nunca segundo plano
se você encostar a mão entre os seios
vai sentir os rastros de nossas ancestrais
somos continuidade
das que vieram antes de nós
Tornar Amor em Verbo-
Para minha querida e amada mãe
Eu poderia falar
cada som de meu coração
Poderia cantar cantar
cada palavra de meu peito
Poderia abrir meu coração
com todas as chaves de minha alegria
Mas jamais conseguiria
Tornar amor em verbo
Imagina se pudesse
Assim me aliviaria da carga
de meu sentimento
Que sufoca meu corpo
e acorrenta meus pensamentos
Este amor que me domina
e me liberta de ser livre
Como gostaria de tornar o amor em verbo
Soltá-lo em palavras
que dançariam com o vento
E bateria nas portas
de seu coração
Poderia assim compartilhar
meu fardo contigo
Tornaria sua mente
pesada de emoção
e carregada de sentimento
Assim não sofreria feliz sozinho
Mas nada seria suficiente
Nada tornaria tão eloquente
Jamais serei livre
do que me liberta
De ser escravo
de uma vida sem você
NUNCA MAIS QUERER
Não quero nunca mais escrever
Dos meus sonhos esquecer
E as minhas fantasias
Nunca mais voltar a ter...
Eu quero agora viver
Nem que eu viva a sofrer
Viver...viver...para num dia
Em que eu menos esperar...morrer...
Não adianta ter ilusão
Quero falir meu coração
E decretar à todos
Minha tremenda decepção...
Não adianta fantasiar
Pois o que eu vivi asonhar
O que eu vivi a procurar
Jamais vai se realizar
Quero perder a esperança
Pois em toda minha herança
Fiz de meus dias
A vida de uma criança...
Não convivi com a real
Fugi do mundo animal
De minha vida fiz uma peça teatral
E atuei...como atriz principal
Hoje decretei falência
Pois nessa minha existência
Só vi minha carência aumentar
Preciso parar de sonhar...
Tentei...muito lutei...
Sonhei...esperei...
Eu quiz e não tive...então resolvi
Viver como a maioria vive...
Pra resumir eu "fali"
Pois pela vida eu vi
Que é preciso ser anormal
Para viver nesse mundo animal...
