Poemas de Luto
Eu e A Tristeza:
Duas irmãs inseparáveis
Companheiras de mesa
E de insônias incomensuráveis
Com ela nunca estou sozinha
Sempre pronta para uma crise
Embarcando em profunda depressão
que as dores trazem em reprises
Dói mais ter sido bem quista
feliz e amada, em leito acalentado
depois largada ao relento
A nunca no paraíso ter pisado
Ah! Se tu soubesse como sofro,
como choro por tua causa...
Se sentisse metade da minha dor...
Ah, experimenta encarnar minh'alma!
Saberia o martírio de por ti esperar
numa vã esperança sem fim.
Tal como cordas acorrentam os meus pulsos,
aos espinhos de um belo jasmim.
Presa aos jasmins e seus encantos,
meus pulsos sangram, sangram e sangram...
Naquela distinta casa
de amareladas caducifólias
mora uma jovem menina
e um punhado de histórias.
Não sabe ser sozinha
No entanto, ela o é.
Naquela distante casa,
uma jovem, enamorada,
não sabe fazer rima
pro seu rapaz. No entanto,
sem saber como se faz,
ela o faz.
Mas naquela casa, a menina
distante do seu rapaz
em quimeras outonais enamorada
permanece escondida
em suas rimas, amarelada.
Envergonha-te de tuas vergonhas
Esconda todas suas entranhas
Façanhas mundanas imundas
De tua lascívia profunda
Fruto proibido da carne
Carne proibida do fruto -
o pão e o vinho na ceia,
prazeres postos à mesa.
Envergonha-te de lamber
Os beiços lambuzados de mel
Mas se tu estiveres ao fel
Vergonha nenhuma far-nos-á.
Se te fartas com o proibido
Mereces o mais terrível castigo:
a execrável perda da dignidade.
Saibas tu: és um nada,
além de prisioneiro
de julgamentos alheios.
SONETO EM BRANCO E PRETO
Quisera ter no alforje d'alma um poeta
vibrante e canoro, de algures secretos
do amor, ornados em versos discretos
e parido num singelo berço de asceta
Quisera atar-me em sonhos irrequietos
trazendo quimeras na pena da caneta
num dueto com a fulgor d'um cometa
que versifica a lírica d'outros quartetos
Quisera rimas, na simetria em linha reta
dos caminhos honrosos, versos epítetos
num alarido de fidalguia, terno e violeta
Quisera da poesia a alforria dos ginetos
d'amargura, d'um soneto branco e preto
pros variegados belos e sonoros sonetos
Luciano spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
Dezembro, 2016
Não serei muita coisa
Talvez, não serei nada!
Mas, nessa travessia
Que chamamos de vida
Os rótulos me apavoram.
Seus vértices
Caminhos de seu paraíso
Seu beijo
Intenções do amar
O gosto do corpo
Nudez de pura beleza
Sentir o olhar de sua pele
Seda
Frescor
Maravilhosa és tão brilhante como o nascer do amor
Feliz ano-novo,
meus queridos amigos
Que seja um novo ano abençoado por Deus
E pelos anjos de luz
Em nossas vidas.
Que não nos falte
amor, alegria, saúde, harmonia e prosperidade
Durante os 365 dias
Que virão a nós todos!
Querido DEUS
Conceda-nos sorrisos nos lábios
Para alegrar os nossos dias tristonhos!
Paz n'alma
Para suportarmos as tempestades
Da vida
Amor no coração
Para libertarmo-nos das amarguras
Do mundo
E Fé para nossos dias
De pessimismos nos quais o otimismo se perde
Em desesperos momentâneos
Nos quais vivemos diariamente!
Vista-se
De amor, perfume-se de carinhos
E saia abraçando
Em palavras e ações todos os corações
Que se sentem tristes e desolados
De afetos sinceros em seus
Dias.
Nem todo mundo conhece o certo!
Falam
Agem
E sustentam
Uma verdade sendo mentira!
E ainda sentem-se
Verídicos quando necessitam de uma reforma completa
Dentro e fora
De si mesmos.
Esse ano de 2017
EU
Desejo: que a paz reine no mundo
O amor transborde em todos os corações
E a Fé em Deus
Permaneça acessa na vida de todos.
Inclusive:
Entre Familiares e amigos
Próximos ou distantes!
2016
Não foi um ano bom para mim!
Nele
Tive perdas significativas
Chorei em demasias
E sorrir quando pude!
Mais eu
Sempre agradeci por tudo!
Nas perdas aprendi
O valor da vida
Nas lágrimas
Me fortaleci ao extremo
E nos sorrisos
Ah! nos sorrisos neles
Eu transbordei-me
E fui "Feliz" em momentos que guardarei
Enquanto eu existir na terra!
" Não te prometo
O céu, mais posso te dar o azul, o branco
E o sereno
Que ele contém entre nós dois."
Mergulhei
Fundo no mar da vida
Nadei lentamente pelos meus sonhos
Afundei-me em alegria
E submergir dele alçando um vôo rasante
Pelos céus da minha tristeza
Que por fim acolheu
Em brandos ventos levando-me ao destino
Que tanto me esperava
Para agregar em mim
Uma certeza que já se calava
Nas palavras
Mas gritava em silêncio como um louco
Dizendo-me
Tudo dentro do nada que me vestia
Naquele momento só meu.
Não importa
Se o Destino me sorriu ou me arrancou lágrimas.
O que importa
Mesmo é que aproveitei todos eles
Cada um
De uma forma diferente mais que couberam muito
De mim em todos eles.
E vivi tudo
No seu tempo extraindo sempre a porção
Mais pura da minh'alma apaixonada!
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