Poemas de Luto
ZAMÔ
Jovi ino, seguino o sol dos sonhos do som
Jovi ino todo dia ao seu trabalho
A sonhar que a vida é mesmo nada mais que um dia bom.
Jovi ino, nas mãos. as flores da juventude
Os sonhos e seu violão...
Jovi ino ano a ano...
Caminhando sempre escravo da paixão!
Na vigília das quiméras
Que nos formam e faz mover...
Jovi vai, segue em paz em busca.
Do seu bem querer.
Amor de A a Z...
Zamor...
Amores que se seguem, se sucedem, vem e vão
Amor de A a Z
Zamor...
Ele é mesmo todos nós…
É mais um anjo sonhador... Embalado pela emoção!
SONETO EM J
Já na inalterável condição
Juro a ti não me entregar
Jogo com toda a minha atenção
Jurando por ti não me apaixonar.
Jamais Iracema brejeira
Jeito darei no que sinto
Jarra de amor altaneira
Jovem afável, não minto!
Juntos não poderemos
Jamais esse amor impossível
Jorrar tal qual rio permitir.
Jogaremos então esse vil
Jocosamente no afã do desejo
Jazendo tão febril no porvir.
PANGOZO
Deixe que eu te olhe
Te aprecie que eu te queira
Deixe que eu te ame
Que eu te veja e te deseje
Deixe que eu te coma
Te deguste e que eu te goze
Deixe que eu te tenha
Que me tenhas que me aproves
Deixe que à distância
Tudo seja sem o ser
Deixe o não consumado
A consumar-se por ser
Eu em ti e tu em mim...
Eternamente
A se verter.
"Num espaço, em um tempo o que me resta é a solidão, tão bela quanto o nada, tão calma quanto o grito, de tudo o silêncio me faz falta, de hoje, a lucidez é em vão...
Mil ideias me vêm, duas mil se vão. Que pratica eu tenho se de tudo abro mão?"
O humano paradoxal.
MINHAS SINAS
Queria ser a luz que brecha
O ventilador que te assopra
No frio, ser tua água morna
Pra depois virar tua coberta
E ir aquecendo tuas pernas
Naquelas noites de preguiça
Depois abrir nossas cortinas
E ser o florido do teu vestido
Guardando nos teus sorrisos
A lembrança de minhas sinas
Rio Doce / Princesa Isabel (Sem estética)
Diante tanta formosura
Quase fui atropelado,
Abestalhei-me com o Palácio
Enquanto atravessava a rua;
Tive que voltar pra casa
Quando a noite se anunciou,
Dei com a mão, driblei camelô,
Subi, paguei, fui numa lata
No caminho da regressão
Passei pelo o cais Santa Rita,
Ali, faltava era gente bonita
E um tanto de organização;
Quase esquecia! Um pouco antes
Passou o Forte das Cinco Pontas
E uma curva que deixava tonta
A cabeça de qualquer pensante;
Em um retorno meio horizontal,
Eu vi o Capibaribe e o antigo
Confesso que um pouco aflito
Por me despedir do cartão-postal;
Passei pela Cabugá
Em um dia de sorte
O acelerador ia tão forte,
Nem semáforo podia parar;
Após deixar o Espaço Ciência
Varie o varadouro numa curva,
Entrei em Olinda debaixo de chuva,
Tinha a mesma alegria e essência
Achei que tinha vindo me encantar
A chuva escorrendo seu corpo gelado
Descendo no embaraço da janela ao lado,
Mas por causa dela, não vi a orla passar
Entristecido, resolvi me entregar a chuvarada
Quando puxei a corda que me fazia zarpar
Percebi o que o destino queria me mostrar
De uma forma simples e bem clara
Que tarde ou cedo, a tempestade se vai
Que é só o vidro que fica molhado
Cabe acreditar que do outro lado
Está a paz, onde só o descaso cai
Pensei, segui invertendo
Voltei pela a praia a pé,
Devagarinho subi a sé,
E lá, descansei sereno.
A Máquina dos Sentimentos
Os sentimentos são momentos
vividos do além,
Não se olha quem sente,
E nem quem entende bem.
Os sentimentos são espadas,
Que transpassam corações.
Os sentimentos não são nada...
Os sentimentos tudo são.
Os sentimentos são histórias,
De uma humanidade morta,
Que sai e entra pela mesma porta,
Em que circulam as memórias.
Os sentimentos são recordações...
Nada mais.
O sentimento que nos trai...
Os espaços às ilusões
se esvai,
E vai buscar alguém,
Que sinta o que sentes,
O sentimento é ausente.
Sinta algo por alguém.
Os sentimentos são envoltos
por embornais e coisas mais.
Os sentimentos são tortos...
Tudo isso
se contrai.
O sentimento vem da alma,
Pura, tranquila e calma...
O sentimento é o lamento,
De quem está feliz
é a alegria de um triste aprendiz
de humano.
Meu ser insano,
Minh'alma imortal.
Meus desenganos,
Meu bem; meu mau.
Os sentimentos expressos trazem liberdade,
Mas, o mesmo sentimento nos prende a realidade,
Se pisarmos no sentimento do alguém,
Machucado um sairá, e se sabe quem.
Digo o mesmo que dizes também,
Os sentimentos são pregos.
Jamais pise nos sentimentos de alguém.
Os sentimentos são tortos; os humanos são mortos... coisa de um além.
Presa ou preza?
Triste o ser
que preza o desprezo,
que no desgosto se apega
e vira presa,
de quem não o gosta.
Mesmo assim,
disputa o oposto,
como se gostasse do gosto,
de se prender
ao que lhe faz infeliz.
Uma amizade
Uma irmandade de pessoas que não são irmãos
Como tudo isso pode ser tão frágil e ao mesmo tempo tão inquebrável?
Será que na amizade só conta a felicidade?
Será que não importa quem eles realmente são?
E se no final tudo se tornar separável?
Essas perguntas rondam minha cabeça
Me lembrando para que não me esqueça
Que no final, estaremos sozinhos
Talvez amargos e sem carinho
Deixando de lado aquela irmandade
Que começou como uma bela amizade
Se é para sofrer, não fale
Se é para sorrir, alegria espalhe
Se é para chorar, leia sobre a tristeza
Se é para enganar, então me engane com a beleza
A beleza da vida sofrida
A beleza da alegria sentida
A beleza de apenas sentir
A beleza de te ver sorrir
Profundo
Entregue a mim seu coração
E sem medo de errar negue um pouco a razão
As vezes é bom deixar a vida levar
Sem parar pra pensar e somente arriscar
Quando estamos a sós até o nosso silêncio
Se traduz em poesia
Em nosso jeito de olhar mesmo sem nos tocar
Nossa conexão é a mais pura magia.
Quando estou com você não sinto os meus pés tocando o chão
Esse sentimento me fez entender que pra amar pra valer
A voz que fala é a do coração
Então me jogo sem medo vou vivendo e descobrindo em meus passos o meu rumo
Descobrindo-me através de você que me fez conhecer
O sentimento mais profundo
Até parece que somos um só
Buscando e descobrindo
Os desejos mais profundos
De tudo que sentimos e vivemos
Nos faz encontrar um sentido
Pra tudo.
O amor é paciente, o amor é benigno, não é invejoso,
não é orgulhoso, não se ensoberbe;
Não é descortês, não é interesseiro, não se irrita, não
guarda rancor;
Não se alegra com injustiça, mas se compra com a verdade;
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo tolera.
O amor nunca acabara; as profecias?
Terão fim; as línguas?
Cessarão; a ciência?
Terminará.
Pois quando nosso conhecimento é imperfeito é também a profecia.
Mas quando chegar a consumação, desaparecerá o imperfeito.
Quando era criança, falava como criança,
quando cheguei
a ser mulher, deixei as coisas de criança agora inúteis.
No presente vemos por um espelho e obscuramente;
Então, veremos face a face.
No presente conheço só em parte;
Então conhecerei como sou conhecido.
No presente permanecem estas três:
Fé, esperança no amor.
Na espera doce faço hora
e do momento largo faço graça
na ausência clara faço falta
e dos silêncios faço madrugada
de pepel e lápis faço versos
e deles me desfaço num segundo
só faz mil devaneios num minuto
quem sonha acordado noite adentro
faço arte, desfaço quase sempre
mas nunca as refaço sem um riso
faço alegres dias e disfarço
na espera doce que demora.
Marcas de um amor
Eu estou aqui a contemplar as flores
A água que escorre da cachoeira
Sem que tu saibas das minhas dores
Da saudade do amor a nossa maneira.
Percorro por lugares lindos em busca de esquecer
O que o amor trouxe e tão depressa levou
Porém, cada detalhe tem um pedaço do teu ser
A brisa, as flores e o perfume que teu corpo deixou.
Sentir que o teu olhar e o teu sorriso estão em mim
Perseguindo-me, sem dar tréguas, sem dar opção.
Porque tudo tem o cheiro da tua boca de carmim
E tua alma está plantada dentro do meu coração.
Queria que esse amor fosse como o vento
Que tudo leva, por onde passa, tirando-me essa dor
Tempestade que causa profundo sentimento
Marcas deixadas pelos encantos de um amor.
Essa avalanche de sentimentos, que o fogo reascende.
A cada dia, a cada minuto, a dor da saudade.
De momentos inesquecíveis, tudo prescinde.
Amor que não se apaga, falta a felicidade.
Meu coração navega em tua direção
Sem sentido, busca o que não mais existe.
Dentro da tua alma, flor morta, sem emoção,
Partiste o meu coração deixando-me nesta ilha triste!
O MEU AMOR TI!
Sinto o teu silêncio, a tua distância, orgulhosa...
Busco nos teus passos as respostas para o meu amor
Porém o teu sentir, nada expressa, ficas silenciosa...
Entregue aos sonhos profanos, causando-me pura dor.
O meu amor por ti, tão maculado, nessa ilha,
Solidão emerge do teu orgulho, acima de tudo.
Desconheces as belezas e as maravilhas do amor.
Assim, a mais bela flor, a cada dia me deixa mudo.
A contemplar o perfume que se esvai ao cair das pétalas.
Os dias passam inúteis, na espera dos lábios que não se tocam.
No desejo de um beijo, amor profundo, e palavras belas,
Não tocam o teu coração, e o cais são os dias que passam.
Pois sei que sempre fará sofrer aquele que te ama...
Ainda fará crivado de feridas, que a alma inflama.
Sem que queiras ouvir falar do amor que por ti clama!
Ó bela rosa orvalhada, que veneno no meu coração derrama.
Contemplar-te é como estar no alto da colina e ver o mundo,
Sem poder tocar a beleza que tem a mais linda campina,
Louco coração, surdo, silencioso, que me deixa mudo.
A navegar no corpo, nutrido de desejos por ti menina.
Fere o meu coração, e deixas os meus lábios secos por amor.
Teu coração, e teus olhos cegos para o amor, não amam,
Sem destino certo, sem a doçura, e o perfume da bela flor.
Vivo a amargura de um amor que aos meus desejos sufocam!
Ronaldo Balbacch
São Paulo-SP, 29 de abril de 2.014.
Sabes que eu te amo!
Eu te amo! Porque me traz sonhos, que a vida completa.
E o vazio que me dominava, preencheu com amor,
Como um anjo de luz que deixou a minha vida repleta
Agora tudo é lindo, sinto o cheiro do amor, e o esplendor.
Da grandeza entre o azul do mar e o azul celestial...
Meus dias são brandos, sonhando com este anjo azul.
Assim posso crer que este amor será imortal.
Porque dominas os meus sentimentos de norte a sul.
Teu olhar me encanta, deixa-me simplesmente calado.
Faltam-me palavras, para dizer o quanto eu te amo.
Sem ouvir, as tuas palavras, que não vem, fico desarmado,
Fragilizado, porque não corresponde ao amor que proclamo.
Estranha é a vida, quando estamos assim a amar.
Alguém, que te observa calada, como se fosse uma muralha.
Então eu te amo, sem saber, se um dia comigo vai estar.
São secretos os sentimentos que a tua alma agasalha.
Amar sem poder tocar-te, sem ter o real do amor.
Observar a beleza da rosa purpura que a terra invade
Sem poder sequer colher o mel da mais sublime flor
Viçosa, sem palavras, perfumada e cheia de vaidade...
Pois sabes que eu te amo, e nada mais posso dizer.
O amor é assim, o que quer que eu diga, é coisa em vão.
Que não toca o tu coração, que reluta e não quer se render.
A este amor que nasceu na terra fértil do meu coração!
Ronaldo Balbacch
São Paulo – SP, 17 de janeiro de 2014.
EU TE ENCONTREI!
O teu olhar tomou conta do meu ser,
O meu coração balançou na musica do amor,
Que sem pedir licença, invadiu o meu viver.
No querer, sentir da tua boca, o sabor.
Deste amor que encontrei, sem procurar.
Talvez; o destino, a força do acaso, eu não sei!
Apenas sei que o teu sorriso levou a bailar,
O meu coração da forma que jamais pensei.
Sinto que devo cultuar a tua dança,
Observar os teus passos, delicados...
De mulher que fez do homem, criança,
Que sonha com teus lábios encantados.
Eu posso aprender contigo a dança do amor,
Porque não sei dançar da forma que danças,
Mas, posso seguir o teu ritmo, e sentir o calor,
De viver este amor de sonhos e esperanças!
Mulher, delicada, de tom aveludado, no intimo,
Na tua dança quero viver o que promete a vida!
O abraço, o calor humano, o amor do teu ritmo,
Capaz de me fazer flutuar contigo, mulher escolhida.
A vida é uma bela dança que eleva os sentidos,
Que faz o ser levitar, sem orgulho ou vaidade,
Para alimentar sonhos, desejos e sentimentos incontidos...
De um encontro ao acaso nasceu este amor de verdade!
Ronaldo Balbacch
São Paulo-SP, 28 de dezembro de 2.013.
NÃO SEI POR QUE TE AMEI!
Eu prefiro a triste e loura manhã de outono
Do que a saudade de um amor vivido...
Pois, não há a rosa, que do amor era o adorno.
Que fez num belo dia, o nosso amor florido.
Andei por caminhos inúteis e difíceis...
Entre a realidade e o sonho, a tristeza.
Foram horas e horas, que não foram fáceis.
Sonhando com a bela flor que encantava a natureza.
Não era tudo o que o amor proclamava na vida
Meus desejos profundos e os meus encantos...
Pois, descobri que era terra árida, pérola de amor polida.
Que ao invés de trazer a felicidade trouxe-me prantos.
Inútil é amar assim, inútil é querer assim.
Se o amor verdadeiro não quisestes realizar,
O que fizestes foi permear a dor da solidão dentro de mim,
Nesta noite negra sinto que o teu amor é jogo de azar.
Cartas na mesa, embaralhado, jogo perdido.
Louca é essa vida de carteado, cujo amor é sorte.
Busca-se a felicidade e leva-se o amor bandido
Que marca o coração de dor do sul ao norte.
Dança bailarina, a tua dança, com vontade louca,
Siga o frenético ritmo da tua vida, a bailar.
Tens agilidades, nas belas pernas, e fel na boca.
Faltam-te encantos! Que façam o homem contigo sonhar!
Ronaldo Balbacch
São Paulo-SP, 08 de fevereiro de 2.014.
EU APRENDI A TE ESQUECER!
Deixaste que o amor desaparecesse do coração
Depois de plantar na minha alma a tua flor...
O sol que aos poucos acaba por sumir na imensidão
Também aos poucos a solidão tomou conta do amor.
Feito vendaval que passou pela minha vida
Arrancando as raízes fincadas na terra do coração
Porque deixaste o amor florescer em feridas
Impossível colher uma flor desse teu duro chão.
Não há doçura nos teus lábios de amor adormecido
Mórbida é a emoção, de quem não sabe amar.
Aos poucos, o meu amor por ti, já vai esquecido.
Deixado as margens de um lago que corre para o mar.
Solitário e revolto em ondas de pura emoção
Da corredeira fui jogado na praia deserta...
Sem poder colher os frutos que plantei no coração
Preciso te esquecer para buscar o amor que desperta.
A beleza que a vida contém para ser vivida...
É crível que erguerei os braços para agradecer
Um dia, a oportunidade de deixar-me, viver a vida.
Longe deste corpo, que faz o homem enlouquecer.
Agora sinto novo brilho, em meus olhos, o sorriso.
Vou ao encontro da mulher, flor rubra, doce e pura.
Que me ensinou a te esquecer, e buscar o paraíso.
Que há no corpo de uma mulher que me leva a loucura!
