Poemas de Luto

Cerca de 61332 poemas de Luto

Sob o lampião...

Como está escuro meu Deus!
Nas ruas vagam gentes sem nomes
Espectros na imensidão do mundo
Caminham... Não sei para onde.

Da minha janela os espreito!
A tênue luz do lampião me permite
A mulher cabisbaixa
O homem encurvado, no terno azul...
Seguem quietos, calados
Alheios à tudo
Alheios à mim que os observo!

O que será que pensam?
Será que sonham? Fantasiam?
Anseiam...?
Será que seus sofrimentos são maiores que os meus?
Eu, que fico aqui, a ludibriar a minha dor,
pensando nas dores deles...!

Ou será que somos todos fantoches
nas mãos impiedosas de um destino incerto,
sob o brilho de um lampião pendurado sobre nossas cabeças?

Inserida por ElisaFlor1973

O amor é um substantivo
Masculino
Já o ato de amar
O ato de amar
Esse, esse.
É feminino

Inserida por DaniloLumiano

Utopia
Eu corro
Eu corro
Eu corro
Enquanto ela foge
Ela foge
Ela parece fugir
E quanto mais eu corro
Parece que não adianta eu perseguir
Mas eu não desisto
Eu insisto
Ela tem um cheiro que me inspira
Um gás que me move
Ela me envolve
Em toda sua magia
É o reino da fantasia
Eu corro
Eu corro
Pra te alcançar
Eu corro
Eu corro
Atrás de ti
Não fuja
Não fuja de mim
Não fuja utopia

Inserida por DaniloLumiano

Pequenas cifras & Grandes amores


Eu sou do grupo
Das pequenas cifras
E grandes amores
Eu sou do tipo
Que coleciona cartas
E aprecia o cheiro das flores
Aprendi que não a nada melhor
Que um sorriso de graça
Cheio de graça
De menina apaixonada
Entendi que cofres
Foram feitos para ficarem fechados
Protegidos, escondidos
Já o coração
Esse precisa de constante bombeamento
Tem que está aberto ao momento
Pra funcionar com precisão
Os meus contratos
Faço nos contatos
De alma com alma
De palma, na palma
Assinados com sorrisos
Renovado em abraços
Selados com beijos
O brilho nos olhos
Dispensam cobranças
É a concordata
Previamente assinada
Entre os corações
Eu sou fornecedor
E freguês
Sou um grande burguês
Distribuidor de amor
Para adquirir minha franquia
Basta a simpatia
E disposição para amar
Dispenso avalistas
Burocracias
E outros, blá, blá, blá
Eu sou do grupo
Pequenas cifras
E grandes amores
Aqui é sem concorrência
Pode vir, nosso lance é somar

Inserida por DaniloLumiano

Eu não vou ignorar

Eu não vou ignorar
Quem está a ignorar
A força do amor
Irei onde preciso for
Mergulhar nas águas mais gélidas
Para aquece-las com meu calor
Não estou a fazer julgamentos
Nem tão pouco juramentos
Vou só caminhando
A cada rotação
Vou iluminando
Com a luz do coração
Vou gotejando
Sobre cada pedra
Sentimentos de união
Remar sozinho
É estar à deriva
Remar juntinho
É a minha pedida
Seguir no fluxo
Celestial
Da corrente bendita
Aprender o que é o amor
E aceitar as despedidas
Compreender que não sou peixe
Eu sinto dor
Mas posso cuidar das feridas
O peito aberto
Feito a alma
Eu sigo resolvendo meus carmas
É com a força do amor

Inserida por DaniloLumiano

Terrorista do estado harmônico

Eu vou explodir
Eu vou explodir
Tudo isso aqui

Estou desatando
Os nós
Das dinamites
Presas em minha garganta

Vou colocar a bomba de sangue
Que tem em meu peito
Estendida na pista

Eu vim em missão suicida
E garanto
Eu garanto
Que ninguém vai sair daqui com vida

Eu sou o terrorista
Eu sou o terrorista
Do estado harmônico

Eu vim explodir em amor
Receba-o
Receba-o
Mas só se capaz for

Eu sou
Eu sou
O terrorista do estado harmônico

Eu carrego comigo
Poesia, amor e alma
Canhões de luz
Granadas de afeto
Mísseis de solidariedade

Venho armado
Até os dentes
Com meu sorriso largo
Eu detono bombas
Em meus abraços

O meu campo está todo minado
Recheado de flores
Num mundo lúdico cheio de cores

Eu sou o terrorista
Eu sou o terrorista
Do estado harmônico

Eu vim explodir em amor
Receba-o
Receba-o
Mas só se capaz for

Eu sou
Eu sou
O terrorista do estado harmônico

Inserida por DaniloLumiano

Solidão

A solidão é o espelho
Da minha alma
Com ela fico desnudo do ego
E assim me revelo
Nos versos que sou
Minha companheira
Fiel escudeira
Senhora da reflexão
Solidão
Fico tão bem contigo
És meu abrigo
E confio na tua inspiração
Retiro de nossas conversas
O extrato da sabedoria
Extraio de mim
Forças que nem sabia que tinha
Renovo as energias
No contato com meus guias
E me jogo solto
Sou guerreiro solitário
Que não tem medo
De remar no sentido contrário
Do mar da multidão
Antes só do que
Mal acompanhado
Carrego comigo esse ditado
Assim como os guias
Que caminham ao meu lado
Amiga solidão
Não se afaste não
Pois é você que me aponta
O caminho da evolução

Inserida por DaniloLumiano

Oh Rainha do Céu
Às nações tu levas a luz
Mãe de todo pecador
És também mãe de Jesus.

Com amor inesgotável
A humanidade agracia
És de fato incomparável
Doce Virgem Maria.

Santíssima mãe de Deus
Verso à ti com muito amor
Tu és mãe de Jesus Cristo
Tu és mãe do Redentor.

Rogue ao teu filho
Oh Maria doce e terna
Para que livre sejamos
Da condenação eterna.

Inserida por danielribeirog

Porque hoje é domingo

E porque hoje é domingo, meu bem
Eu preciso de você...
Não precisa trazer nada
além daquele sorriso imenso
Intenso
Que me cativou a ternura...

Venha meu bem..
De mãos vazias
Mas traga o coração cheio de amizade
Daquela gentileza sóbria
Doce
Que acaricia meus sentidos
E embala minha esperança
nesse dia de domingo...

...E só porque hoje é domingo
o sol nem precisa sair
Ficamos juntinhos
Embalando sonhos para a nova semana
Nos permitindo ilusões
e borboletas azuis
no jardim.

Venha amor...
Hoje é domingo
e não quero vazios
Quero sua presença acalentante
Sem poemas sombrios
ou versos melancólicos
Hoje basta-me você
e a poesia.
...porque hoje é domingo!

Inserida por ElisaFlor1973

Ah como é um engano esta vida...
Como é amargo solver a ingratidão...
Esmago este dia ...E outros também...
No meu silêncio guardo a dor do teu desamor...
De quem nunca deixará de te amar...(filho)
E recordo palavras quais punhais em meu peito
No entanto esta poetisa louca vive... Ainda não virou estrela
Mas conto-as todas as noites e as transformo em dia
E choro nas aguas negras do Rio...!

Inserida por celinavasques

Entre as pernas geramos e sobre isso
se falará até o fim sem que muitos entendam:
erótico é a alma.

Adélia Prado
Poesia reunida. Rio de Janeiro: Record, 2015.

Nota: Trecho do poema Disritmia.

...Mais
Inserida por portalraizes

Noites frias

Ohh meu bem
A noite está tão fria
...E quanto sinto falta do teu calor
Sim...Da doce chama do teu corpo no meu,
e da tua voz acariciante
em minh'alma.

E o luar está lindo, amor...
Invoca a poesia
Poe palavras na gente
Palavras cheias de um amor imensurável
De uma ternura cheia de afetos
De gentilezas sem fim...
...Cheiros de jasmim
Margaridas nos cabelos
e beijos silenciosos
e calmos nos lábios...

Noites frias são assim
Ressuscitam saudades
e vontades...
Muitas
Tantas
Saudades de ti.

Inserida por ElisaFlor1973

Constatação

Onde estão, meu bem...
Onde estão os nossos momentos?
Aqueles tempos tão cheios de sonhos
Carregados de uma eternidade tão latente
Tão potente,que poderia mudar nossos mundos
apenas com o toque dos nossos dedos...?

Nossos desígnios, meu amor, onde estão?
A realidade deles era tão tangível...!
Perderam-se em meio às brumas do tempo?
No esfacelar das horas...Dos anos
Da nossa juventude
Perdida, ainda que não esquecida.

Mas o amor se perde?
Quando o amor se perde?
Desde quando o amor se perde?!!
Talvez o amor não se perca
Apenas desista
...Ou ainda nem desista
Deixa de acontecer
Simplesmente...
Veementemente
Como o cessar do bater das asas da crisálida
Inevitável.

...Então que cessem meus devaneios
Meus questionamentos
As " coisas" são como tem que ser
E o amor...Ah, meu amor...
O amor tem lá os seus mistérios
Tão insondáveis quanto a própria vida...

Inserida por ElisaFlor1973

Espiritualidade

Das alturas Celestes
Ao ser expresso em cada verso
Como toda gratidão
Ao Universo.

Através de uma íntima intenção
De uma sutil energia
Que propicie uma atmosfera
De encanto e magia.

Ao contemplar a Natureza
Assim como a beleza de uma Flor
Que tão delicadamente
Expressa silenciosamente o amor.

Tal como a espiritualidade
Em sua delicadeza
De modo único
E com infundível Nobreza.

Numa clara demonstação
De sempre estar reservada uma terna inspiração
E que espontaneamente possa ser refletida
Pelo próprio coração.

Igualmente a uma grande missão
Que seja conduzida por um belo talento
De um modo incondicional
Através de um Admirável Sentimento.

Inserida por regisassuncao

Para quem fala mal do meu trabalho,
só vos digo inde pro caralh*.
Ei otário não adianta criticar,
sou Real Poeta e vim para ficar.

Inserida por TiagoSuil

Bem me quer, mal me quer

Bem me quer, tenho aqui o meu cantinho
Mal me quer, ao dormir preciso de carinho
Bem me quer, de amizades não tenho fome
Mal me quer, não sei escrever teu nome
Bem me quer, paternidade é com meu cachorro
Mal me quer, na solidão eu peço socorro
Bem me quer, divido a opinião comigo mesmo
Mal me quer, a partilha permanece a esmo
Bem me quer, amo, a tudo e todos, sou feliz
Mal me quer, tudo é tão rápido, por um triz
Bem me quer, como é bom apreciar o amanhecer
Mal me quer, a cada dia veloz é o envelhecer
Bem me quer, sei mastigar a vida de solitário
Mal me quer, não tenho ninguém no itinerário...
Bem me quer...

Luciano Spagnol

Inserida por LucianoSpagnol

singular

no caminho singular
fui plural
tentando me encontrar
entre o bem e o mal

na variante
do acaso
calmaria e vendaval
ao longo prazo
nunca fui total
no lusco fusco
sou igual
o afeto que busco

fui silêncio e barulho
probabilidade
e neste embrulho
deserto e diversidade
de prosa e verso
realidade
de um comum universo

plural ou singular
existiu amizade
e pude saber o que é amar

só o amor nos faz eternidade!

Luciano Spagnol

Inserida por LucianoSpagnol

dorido

a lágrima exibi
o silêncio, é palavra, ato
o revés, bisturi
que corta de fato

teu sentido, teu tato

a emoção contamina
perfura a razão
nos olhos neblina

sofreguidão

na despedida
no gemido
na partida
no laço corrompido
na magoa proferida
no desejo proibido
na luta vencida
o não no pedido

sem amor
é dorido
nunca acolhedor...

do perdão devedor

Luciano Spagnol

Inserida por LucianoSpagnol

Fogão de lenha

Ah! O velho fogão de lenha
O fogo estalando o graveto
Panelas empretejada e prenha
Exalando seu tempero secreto
Só saudade, razão quem o tenha
Na fornada os biscoitos de goma
D. Celina. Quem duvidar, que venha
Provar, do pão de queijo, puro aroma
Velho fogão, assim, faz sua resenha
Envolta os causos e mexericos soma
Ao café no bule, que na alma embrenha
Só tu pode e guarda em seu fogo lento
O poetar que meus versos ordenha
Lembranças de um tempo de contento
És tu velho e bravo fogão de lenha!

Luciano Spagnol

Inserida por LucianoSpagnol

noite

a sinfonia da noite
cai sobre o cerrado
a alma neste açoite
é retiro amordaçado
é silêncio em seresta
a solidão num gorjeado
e a quimera numa fresta
a noite cerrando o cerrado

Luciano Spagnol

Inserida por LucianoSpagnol