Poemas de Luto
Quando há uma oportunidade,
tu és logo o primeiro criticar,
E não é por teres tanta maldade e falsidade
Que vou deixar de cantar ou sonhar.
tantas vezes me esvazio
e por um longo período me desfaço
perco a identidade
é como tatear no escuro
agonizo...
mas passa...
ai vem a necessidade de ser feliz outra vez
e escrevo
e penso em "aia"
vislumbro o corpo dele
estremece a pele
no peito de "aia"
e a felicidade é momento
é ausência onde estou e aonde vou.
Você pode ter sofrido e estar passando por momentos difíceis, e talvez se pergunte constantemente por que enfrenta determinada situação. Pode ser que não encontre respostas, ou que a própria dificuldade seja a resposta.
Olhe ao seu redor e perceba as poucas pessoas que realmente querem o seu bem. Poucas, né? Agora olhe novamente e veja quantas querem o seu mal… Faltam dedos para contar.
Sua vida é a maior empresa do mundo, e só você pode impedir que ela vá à falência. Use a superação como sua maior arma contra a maldade. E nunca se esqueça: ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas também refletir sobre a tristeza.
Nunca desista de você!
Realidade
Vejo nos olhos das pessoas, quanta decepção.
Promessas vazias deixaram tudo em vão.
Tanto ódio e ganância causando destruição.
Assistindo os noticiários vejo tanta corrupção.
Tanto desrespeito um pelo outro.
Crianças nas ruas tentando fazer um troco.
Políticos desviam dinheiro do povo.
Mais um atentado aconteceu de novo.
Mais um caso de morte, causado por covardia.
Tantas cenas de mortes e pessoas feridas.
Dessa realidade não dá pra fugir, tapando os olhos ou tapando os ouvidos.
Lembre-se que todos nós ainda corremos perigo.
Eu não aprendi a ser fria
Sério, aprendi mesmo não
Mesmo em meio a atitudes hostis
E ferida pela indiferença
Não aprendi a arte da frieza
Livre estou, livre estou
Mas meu coração é fogo
E meu signo é de água salgada
No líquido que brota dos olhos
Nas ondas que pulo no mar
Não apreenderei a ser fria
Pois vale a pena se aventurar
Por novas histórias de vida
Em vidas que não irei mudar
Só contemplar, pois há tanta força
Tanta beleza, que afogo as tristezas
Que esqueço as mentiras
E torno a acreditar
Mas como tudo tem limites
Nem venha com novos palpites
Tenho fé nas palavras
Que vem de outras bocas
Que falam mais e melhor que você.
Poetizar:
Ato de transborda-se;
Ato de transforma-se;
Em versos diversos
E de versos em versos
Mostrar-se sem obrigação
A mais pura libertação
És as estrelas do meu céu...
Se, és o som das minhas canções...
O seu silêncio me cala...
Sonia Solange Da Silveira Ssolsevilha
.
Moisés atravessou o mar vermelho
Atendendo de Deus o requisito
Libertou o seu povo do Egito
E no deserto prostrou-se de joelho
O mundo tem seu ato com espelho
Numa luta que foi bem sucedida
Após uma caminhada tão longa e tão sofrida
Que foi preciso prudencia e muita fé
Não foi ele Moisés mais Josué
Que entrou na terra prometida...
Se és mais um que diz; sabeis que estou distante e bem feliz, enterrado n'onde o sol se esconde, e som se expande, aqui, piano e ando, sempre a sorrir.
Se és daqueles que jamais; sabeis então que sou capaz, não irei corroborar o que algo de bom não faz, e por favor, senta e ouve, entenda o que o piano te traz.
Se te surpreende, então que você se sente, e o que o piano tem presente, faça o sentir ser só da gente, fechado na sala, pelo som cadente.
Mas se depois você sonhar, saiba então que o meu sonho aqui está, de quimera a um servir, para o bem de alguém, que pode escutar.
Como irmão ou família, em conversa de esquina, onde pouco se diz e tudo se explica, basta apenas um olhar para eu poder transpassar:
Piano meu, fizemos uma verdade nova se aflorar, um sonho novo para transbordar o tempo e vencer no senso de se perder no ar.
Solilóquio.
Que sociedade linda
que sociedade bela
de bastarda derrotada, a cinderela.
Refugamos o rotulo da pobreza
através de mentiras
através de incertezas,
adiamos o final da novela
sem nenhum interesse
sem nenhum conflito
apenas devaneios.
Tragamos a alucinação da justiça
como um perjúrio para a igualdade
denotando a si próprio em um pedestal
ratificando como pretexto a paz
sem euforia
com alforria
a sua verdade
a minha mentira.
Camille
Deixa dizer-te os formosos cânticos do meu coração
Que a minha alma tanto repulsa pela emoção e pela dor
Foram moldados com carinho, ternura, brandura, zelo e amor
Petrificados na ânfora de Atena com a força de uma paixão
Camille, tu que viajas nas cataratas eternas, deleitando-se
Nem de longe esquece-te do imponente ser de garras e rugido
Oh minha sonhadora: de mechas loiras, ruivas e traje brunido
Quero viajar para sempre nas quedas celestiais, acariciando-te
Tu matastes a morte com a flamejante espada da esperança
E me destes a vida, criando um paraíso que nunca poderei igualar
Cravando o sagrado opúsculo nas areias do Chronos hodierno
Por ti, sofro nas mãos cruéis e perversas do soldado da vingança
Tudo para cavalgar pela última vez, rumando para o reino basilar
Unindo-me para coabitarmos no paraíso cróceo, flavescente e eviterno
Desvairado, meu amor
Hoje estou assim
Eu não tenho mais a loucura
É ela que tem a mim
Dizem que não vale a pena
Não fazem ideia do que dizer
Se não, para que poema?
E tudo o que fiz por você?
Ah, tanta coisa!
Eu não sei mais o que é chorar
Esqueci há tanto tempo
Que esqueci como lembrar
Você me faz tão bem
Física e psicologicamente
É tão bom poder dizer
Que és linda, não apenas esteticamente
Você pode não ser perfeita
Mas é perfeita para mim
Mas a perfeição não é o que importa
Mas o que você representa enfim
E todo momento contigo
Se resume àquele frio estridente
Não é pedir muito, mas fica comigo?
Prometo te amar eternamente.
Me pego a pensar
O que há de acontecer
Será que irão metrificar
Nossas formas de viver?
Um verso mais estreito
Uma garrafa sem nada
Já temos o eleito
Estilhaço, carne, cortada
Diz se é soneto
Ou se soneto não foi
Com terra nos olhos, entendo
E escuto o sapo-boi
Isto é sem sombra
A dúvida, a duvidar
Me lembro daqueles cinco versos
Somente críticas escutar
Se sabem ser modificados
Edifiquem a modificação
Não digo mais nada, estou parado
Sem nenhuma métrica no coração.
ENTRE.TANTOS.TODOS
ENTRE.TANTOS.OUTROS
ENTRE.TANTOS. TUS
ENTRE.TANTOS. EUS
ENTRE.TANTOS. NOIX
ENTRE.TANTOS. TUDO
Ieda Zanotti
Me peguei aqui,
só pensando
em você
pensando
em mim.
Pensei tanta bobagem
pensamentos fortes
pensados em segredo.
Penso
que pensamos igual.
Espero
que pense sobre isso
que pensei.
Beijos, onde pensar.
EU acredito em PapaiNoel...
sou de uma época em que colocar o sapatinho na janela era sinal
de um bom presente...era nessa mesma época que a magia povoava os sonhos de todas as crianças de onde morava e era só encantamento a espera de papai noel.
éramos oito lá em casa...
e não tinha tanta janela pra colocar tantos sapatos...
e era uma concorrência um tanto louca e cada natal
e fazíamos uma espécie de sorteio pra vê quem colocava o sapatinho na janela.
e era sempre eu a contemplada...
e todos os outros sapatinhos ficavam espalhados pelo chão da casa...
dormíamos cedo porque acreditávamos que papai noel só entraria pela porta se estivéssemos dormindo já que lá em casa não tinha chaminé.
então fechávamos os olhos e logo chegava o sono...
e pro meu desencanto, em todos os natais vividos na minha casa, ao amanhecer, via todos os sapatinhos enfeitados de presentes menos o meu...
me entristecia e com os olhos arregalados de espanto via a festa das minhas irmãs ao abrir os presentes e eu a contemplar o meu sapato vazio.
ai em lugar das lágrimas que não saiam dos olhos vinha a esperança de um novo natal...e o meu sapatinho continuava lá a espera do presente.
Virtual
Vive numa cidade de nome complicado
Perto da Irlanda, é ali após um WWW
Posso ir à sua rua, te encontrar no portão
Enviaria flores, mas gosta de todas
E todas não são especiais,
Somente uma se lhe apetece
O fuso horário nos faz lua e sol
E a muito não temos um eclipse
Então, te envio cartas eletrônicas
Algumas longas e lúdicas
Outra feliz, mas solitário
Relato-te o meu cotidiano
Mas ontem a rede caiu
Faltei ao nosso encontro
Imaginário
Caíste na armadilha
O ponto de interrogação
Brotou no céu do seu interior
Imaginar, criar o imaginário.
Perder o sono na calada da noite
E não encontrar a ponta do cordão
Do novelo com a raiva que restou
E a tal prisão que martela o pensamento
Como a dor solene da paixão
Ou como a armadilha que fez
Virar amor
