Poemas de Luto
FIDELIDADE.
Dá-me de seu corpo, o calor.
De seus braços, proteção.
De seus lábios, o doce mel.
De seu peito, dá-me seu coração.
Deixa-me tua face tocar.
Aceita-me em teu coração.
Permita-me seus lábios beijar.
Tenho-te imensa afeição.
Quero-te em minha vida.
De tal forma a completar o meu ser.
Amar-te-ei imensamente.
Pois só serei feliz com você.
Dá-meu teu amor.
E dar-te-ei o meu.
Dá-me o seu coração.
E o meu serás sempre seu.
Entrego-te minha alma.
E também meu coração.
Ser-te-ei fiel.
amar-te-ei com afeição.
Pergunta ao poeta.
Porque o poeta não me contou
Que a cada frase montada
Um coração sente dor
Seja pela saudade
Ou proximidade falsa de um amor
Porque o poeta não me contou
Que não adianta tentar desvendar
Numa rima desconexa
A causa de amargo sabor
Mas, que é fruto da lembrança dos carinhos
Do aconchego do ninho
Que não cansa de esperar
Porque o poeta não me contou
Que até em um sopro de passarinho
Se possa sentir o clamor
De um corpo cuja sina
É buscar o teu calor.
- Você tem namorada?
- Às vezes.
- E as outras vezes?
- As outras vezes é porque eu preciso de alguém que não seja só às vezes...
Dúbio.
Nao posso jamais te perder
tu que aguentas meu peso sem reclamar
embora as vezes um gemido se perceber
ao de ti me levantar.
Ao me receber em teus bracos
não te incomodas se a amasso
já se acostumou com a rotina
essa tua eterna sina.
Mas tenha toda certeza
seras sempre a mais querida
minha preferida
e estarei sempre a te disputar
em todas as minhas tardes
minha querida poltrona/sofá.
Que ditoso de amores por ti eu vivi
Que lembranças daqueles olhares,
Sôfregos e lânguidos, que n’alma senti.
Falso Soneto II
Adeus, minha querida, adeus, meu amor!
Dei-te afeto, carinho, e tu, só me deste dor
Agora, vou-me embora, mas de ti não esqueço
Porque tão ingrata com quem te deu tanto apreço?
Fizeste-te escarlate aos meus primeiros cortejos
Agora, é com tristeza n’alma que eu te vejo
Entregaste-te a outro! Sabe que ele não te ama!
Não vale um vintém, bêbedo que minha musa profana!
Despeço-me agora de ti querida, não posso mais
Ver o que tu fazes comigo, mata-me aos poucos
Só queria ter os sorrisos, que tu me davas tempos atrás
Pois adeus, luz de minh’alma, não posso curar esta ferida
Não aguento teu desdém, teu descaso deixa-me louco
Morro, lembre-se de mim, como quem mais te amou em vida...
Meu coração
Meu pobre coração, que nessa terra
De amores e de esperanças se enchia
Agora em mortais desgostos se enterra
Foi ditoso, mas de ilusões vivia!
Oh! Descansa meu pobre coração! Embriagou-se no enleio das mulheres
E não percebeu que era tudo em vão
Eu te deixo em paz, morra se quiseres
Porém, só não se esqueça das venturas
Inocentes gracejos, e as doçuras Que nos deram os amores das donzelas
E se quiseres morrer, eu te entendo
Antes pelo menos, morra sabendo
Feliz daquele que morre por elas.
Para mim viver hoje
é enfrentar os problemas com coragem , fé.
Aprendi comigo
e sem pressa, sem hora de chegar.
Olhar as coisas com amor,
Sentir e,
Ouvir e ter compaixão das pessoas,
ouvir seus problemas...ajudar.
Sou sincera, tenho um coração grande de mãe,
de avó, de tia, de sogra, de amiga, compartilho
o pão, o vinho, a cerveja, com os vivos, como faziam os meus antepassados.
Lembro-me o que me dizia meus avós, com muito orgulho e como lição
Não temer as ameaças, porque todos nós temos inimigos, vivos e mortos.
Nunca permitir que nos humilhem, nem nos enganem,
e não contestar, se dizer sim, que seja o sim, se dizer não,
que seja o não.
Viver é saber ficar sozinha, para aprender estar em companhia.
É saber envelhecer, sim,
sem rótulos.
Viver é se, se explicar..
e não se questionar, não se culpar.
é sorrir, é cantar, é chorar..é deixar rolar..!
é também dançar na chuva, caminhar descalço,
de saldo, é tropeçar, cair e se levantar.
Viver é saber ficar, e se for preciso voltar...!!
+sonia solange da silveira Ssolsevilha
Rosas tão lindas,
Suas cores nos trazem.
Rosas tão puras,
Seus perfumes se espalham.
Seus espinhos inspiram cautela
Já suas pétalas inspiram os poetas
Que encantados com estas fazem seus versos.
A poesia é como as rosas:
Delicada, vívida, apaixonante.
Traz alegria e contentamento,
Sempre repletos de sentimentos.
A poesia é fiel mensageira:
... Companheira dos momentos difíceis ...
... Companheira das horas incertas ...
... Companheira do amor e da amizade ...
E produto do sentimento poético.
Hoje meus olhos fixaram o horizonte
Me veio aquela casinha
Bem ao lado do monte
Muito simplesinha
Mas aconchegante.
Ali quase em noite congelante
Buscava a namoradinha
Com seu perfume enebriante
Colonia "agua de cheiro"
Mas nada entediante
Que saudade da inocência
Hoje tão distante
De minha insipiência
Meus momentos de infancia
Da casinha, quase sapê
Da cuia de beber
Hoje no horizonte.
Ouça a vida que pulsa em Si.
Toca em Lá. Dança em Sol.
Viver é escrever uma bela partitura musical a cada amanhecer.
Estar inserido em um novo tempo
é não ser dele apenas passageiro.
É ter trazido na bagagem a maturidade
de ter olhado a vida como uma dádiva de Deus.
Uma nova idade é um germinar para quem está sempre brotando.
O adubo de viver é o amor!
A humildade, o fertilizante,
que mantém as raízes saudáveis
e te faz crescer.
Apenas busco refúgio no solitário labirinto.
No íntimo do meu ser.
Estar só é a melhor maneira de estar comigo.
Se o amor for o fim, a confiança é o meio,
a dúvida com diálogo a certeza.
As palavras ditas serão sempre começo.
Lindo é apreciar o entardecer do teu olhar
quando corpos fatigados nos dominam;
sempre parecendo curto o tempo que nem o amor nos cabe.
No grafitado lençol; abro tuas páginas envolto a caracol.
Único livro que deixarás em mim escrito.
Tua alma solta sobre o leito quando te leio e me deito.
O tempo, o livro e a borboleta fazem meditar.
Do jeito que puder voe e vá; abra-se,
mesmo que essa leitura seja breve; mas não deixe de ir.
Meus traços és tu! Vês em constante metamorfose.
Ás vezes no auge, outras no caos, nesta imperfeita harmonia que me és. Mas te alinho quando te escrevo nas linhas onde me és amor-perfeito.
Quanto mais arrojados formos menos medo teremos mais autoconfiante seremos.
Tenho silêncios selados em segredos.
Áfonos silêncios embrulhados que se lê nos olhos meus.
Cúmplices silêncios compartilhados.
