Poemas de Luto

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Casal Perfeito

Te chamo pra dizer
Que não sei viver sem você
E desde que você se foi
Já diz de tudo
maldades, bondades e besteiras
Mas a verdade é que
Quando as luzes se apagam
Tudo me dói

Seria estranho te pedir
pra voltar
E nos esquecermos
Que você preferiu partir?

Já fiz de tudo
bebi, trai, menti
por que?
antes você me proibia
mas veja bem
não sou um cara fácil de controlar
e se for você
até aceito tentar

Enquanto isso
quando me deito
sonho com os tempos
De casal perfeito

Livro ancestral

Em tua rija fronte e em tua encanecida lauda,
hão estrilos tênues de tinta e traça,
em tuas ditosas orações meu intelecto embaraça
toda a cerne de requintes à palavra rebuscada

Às lufas, sutis folhas reverberam
ao recinto taciturno desta umbral
face da biblioteca de década ancestral,
e onde os clássicos, todos olvidaram

Seria anacrônico um emprego adjetivo
a sujeitar a obra anátema nalgum subjetivo
poema em prosa, que aos leigos é massivo,
mas que para simplório julgo, mais avivo

Ao que lhe tange como relíquia,
não há cédula ou metal que com que se pague;
e sem que o gesto atroz lhe rasgue
obsessivo pela falta, que há tempos traz a míngua

Gabriel Silva Corrêa Lima

AMAPOLAS

balançam ao vento
coloridas amapolas cobertas de orvalho
_________lágrimas de Alseídes.

(...)Toda confusão
No fim, vira risada
E esta e s t r o f e
Vou d e ixar bag u n çada
Para vo cê ve r o q ue fa z co mi go
Mas é tanto amor, que, nossa...(A)BRIGO

A dor eleva-se ao seu orgulho
E você procura um lugar para se esconder?
Alguém quebrou seu coração?
e Você está em ruínas

Eu imploro para sonhar e discordar das mentiras vazias
Esse é o amanhecer do resto de nossas vidas
No feriado

"Joaninha"

Sobre a flor,
tão bonitinha,
graciosa joaninha.
_Está tão quietinha!


*soninha*

Nau frágil

O barco dos homens
É fraco e sensível
As velas logo somem
O medo é visível

Sobre tantas ondas
O céu estronda
Os homens navegam
Raios os cegam

Viva é a esperança
Mas ela está longe
Os navegantes não alcança
Um mosteiro sem monge

No limiar de sua luta
O barco enfim aporta
Mas na pedra bruta
A vida se vê remota

A triste nau frágil
Deitou ao fundo do mar
O triste naufrágio
Aos homens virou lar.

Pode Mudar

O céu e o mar,
a lua e as estrelas,
a terra e o sol,
a dimensão e os planetas,
o branco e o preto,
o ar que respiro,
a flor e o fruto,
a nação e seu convívio,
o gerador e a criação,
a abelha e o mel,
o ouro e o diamante,
a noiva e o véu...

Pode mudar o mundo, as estações, as fazes do tempo e os corações; porém não mudam os meus sentimentos, um ardente desejo de amor a todo momento.

Não me importa

Não me importa
se estou triste
sem saber o que fazer,
se estou cada vez mais
apaixonado, maluco por você.

Não me importa este tormento
que me deixa impaciente com o tempo.
Sou sensível, compreensivo e paciente
por este amor, que me deixa
atormentado carente e sem calor.

Não me importa se aumenta
minha peregrinação, sou guerreiro e
destemido por esta louca emoção,
porque tenho guardado em meus sentimentos,
minha única e verdadeira paixão.

Sentimento imortalizado

Encontrei refúgio em teu coração,
meditei profundamente sentindo o inesperado,
nem mesmo poderia imaginar
um grande impulso em meu coração
incapaz de se explicar.
Não sei se foi magia ou
na verdade algo em comum,
porém me trouxe de volta alegria e
uma tranqüilidade intensa,
foi um grande encanto que me
deixou totalmente fragilizado,
pela primeira vez na vida eu
conheci um sentimento imortalizado.

Não suporto, não aguento mais...
Visíveis monstros traiçoeiros,
Lobos em pele de cordeiros.
Astros da mediocridade ligeira, vorazes.
Olhos famintos, mãos geladas, mortas, desfalecidas,
Vidas envolvidas na glória do medo, do “eu” poder fantasioso.
Queixas sem doenças, malefícios encarnados na alma, no coração, nas feridas,
Não aguento mais... Apenas ver, se como tal mortal não posso ser,
Pai, quem sou? Por que sou?! Pois nada quis viver!
Um bicho do mato, perdido na trilha, secando feito folhas no cerrado
Cigarra velha num último cantar, medos insanos!
Rostos mascarados, peles cheirosas, roupas limpas, o mundo não para.
De dentro das veias escorrem cera, a cola da maldade, a febre do ódio, o encalço do mal.
Deveras a vida foste dada para ser vivida?! Tal qual uma criança que não sabe ler!
Meus braços já não podem levantar, não quero mais chorar, não aguento mais o ver!
Os olhares estão por toda a parte, as vozes soam feito gralhas no alto da montanha,
A surdez não me é suficiente, preciso também fechar os olhos, pois, não aguento mais...
Mais uma vida saturada pela fadiga da desigualdade psicológica, a moral é imoral,
A faca está cega, Pai! Quem há de ouvir os gritos do norte?!
Ouça! São os gritos da morte! Desta vez, ninguém teve sorte!
De sorte que não existe jogo da vida, ou se tem ou não se pode comer!
A vida é incapaz de viver?! Não! Já não aguento mais...
Até onde seguirei com meus farrapos sendo arrastados pelo altruísmo dedicado à miséria geral?
Pensamentos nefastos enraízam-se dentro do meu ser, o sono vem, cerram-se os olhos,
O dia chegou!
Todos estão deslumbrantemente impecáveis!

Paladino de cristal


Anjos plantaram a semente da esperança
Longos dias se foram, sombrios e profundos
Gerando uma criatura reluzente, ingênua e mansa
Da utopia do sol nascente concebem-se dois mundos


Formoso tal qual o jardim de Órion
Insigne como a constelação invisível
Imponente como o pedestal de Hipérion
Égide como o Olimpo indivisível


No altar da magnificência, fadas bradam sem cessar
Que o santuário da perfeição está para nascer
Curvando-se todas as criaturas da Terra e do mar
Se regozijam com a chegada do príncipe do amanhecer


Uma gota de sangue escorre pelas estrelas do firmamento
Um grande arco dourado substitui a lua
A luminescência gélida cobre o astro rei


Com os pés descalços sobre a terra, dá ordens ao vento
E mudando as estações, a primavera recua
Gerando e concebendo um novo tempo, que solitariamente erguei

É que eu,
escorrego e tropeço,

caiu e levando,
subo e desço...

na vida quantas vezes forem necessárias...

Para te provar que estando no alto e no baixo...
Você jamais será capaz de chegar aos meus pés...

...

Meias de pele...

Meia-segundas-pernas
peles sobrepostas
delineiam o contorno exuberante
de tornozelos, panturrilhas e coxas,
calçadas pelo salto alto
movidas pelas cores
seduzem, enfeitiçam, aliciam
o misterioso jogo
a verdadeira dama de nylon.

E,
mesmo que meus olhos não te
vejam,
o safado
o vira latas do meu coração
saberá onde te
encontrar!!

..

Crianças, quando ouvidas, entendidas e valorizadas, carregam uma sabedoria ímpar, uma sensibilidade única e uma poesia desconcertante. São capazes de tirar sorrisos de onde aparentemente só existem cansaço e dor. Não desconfiam do tempo, das tristezas, do caos diário. Vivem num mundo à parte e por isso nos iluminam com sua espontaneidade surpreendente e habilidosa.
A poesia escorrerá através do tempo, indo embora na velocidade com que chegará o amadurecimento.
Vamos comemorar a independência, o sucesso e o fim das desobediências, mas nada substituirá a alegria latente de ter um garotinho em casa, um ser movido a sonhos e fantasias, que povoava nossos dias de alegria _ feito vestido laranja com bolinhas vermelhas...

A Procura da Paz

Deitado eu estou
Viajando na minha imaginação
Criando um novo mundo
Onde eu posso encontra-la.
Do nada e de repente
Tudo começa a desmoronar
Minha visão perfeita se torna obscura
Um ódio toma conta de mim
O sol já não brilha mais
Á nuvens escuras em toda parte
Rios de sangue.
Eu tento me livra desse pesadelo
Mas não consigo
Algo bloqueia minha passagem para o mundo real.
Não tem jeito
O mundo era perfeito com você
Mas o ódio veio e acabou com tudo.
Então me levanto
Caminho ate o ultimo andar
Olho ao meu redor
Não sinto mais o ar suave como antes
Vejo poluição em todo canto.
Á barulho em todo lugar.
Você me deixou
Não ha mais motivo para vive nesse mundo
Onde não te encontro.
Esqueço-me de tudo e vou
Enquanto estou caindo
Passa por mim
Cada momento da vida
O porquê disso tudo.
Olho para baixo
Uns vinte metros para morte
Peço a Deus pela ultima vez
Senhor acabe com essa guerra,
Tire o ódio do coração das pessoas
E traga de volta a paz.
Então fecho meus olhos
E sinto paz pela última vez.

Apenas ser, bom, não é o suficiente, você tem que ser muito mais, que!!
Fazer o papel principal!
Fazer dar certo!
Fazer acontecer!
Fazer e refazer!

Fazer o Show...perfeito sem pagar
mico!!

..

Ssolsevilha- poetisa do cerrado

Vi um cego que enxergava verdades,
falando verdades as pessoas que enxergavam, mas eram cegas
Falava à todos que não podia ver, - mas as sentia -
dizendo a realidade, o rosto atrás das máscaras;
verdades sem anestesias.
E muitos pela dor, criaram outra deficiência para si.
A surdez.
Pobres seres a se auto mutilar
Mas, isso vai acabar(!)(?)
Um dia(!)(?)