Poemas de Luto

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Espíritos livres



Espíritos livres não temem a chegada da noite,

não temem o desconhecido

não temem amar

não temem o acontecer

não temem sair de suas gaiolas

não temem o perder

não temem o início e nem o fim.

Não temem os sonhos

Enfim...

Espíritos livres não temem a liberdade

que é de todo seu direito.

Pia o pássaro na árvore
da cidade
onde permanentemente queria estar.

Onde estou
pia amor
a vontade de lá.

Se um dia eu for
levarei minha dor
para este cantar.

Mas quão ruim é piar
o piar sofrer
que este terá de expressar.

Prefiro de dias
Lá, alegrias roubar
e este entonar esta melodia.

Estou indo agora
sonhos na sacola
desejos naquele lugar.

Finalmente o pássaro
Piar
e eu pensando em viver.

Reluto pela vida e afirmo conscientemente:
Que mesmo em época de vacas magras urubu voa contente,
esperando a carniça de mais um morto sobrevivente.

Só te digo vai a luta,
e sê verdadeiro contigo,
eu sei que a vida é dura,
mas qualquer coisa,podes contar comigo amigo.

Desejo exacerbado
Voluptuosas mentes
Imagens continuas
De corpos ardentes
Meia luz, o sol invade
A casa fechada
A pele parece brilhar
Gotículas de suor
Iluminadas pelo prazer
Olhos conectados
Almas conectadas
Momentos únicos
Espíritos antigos
Se reencontrando
Mas a hora vai
E com a hora ele vai
Maldita hora o leva
Embora sozinha
Continuo completa
Esperando a hora
Dele voltar e transbordar
Tudo que há em mim.

Bro a gente aprende ao longo da vida,
e nem que percas a batalha,
a guerra jamais será perdida.

Pelos

Lindos pelos
Por que não tê-los,
se os pelos vistos
são doces apelos
aos nossos desejos...
Por que removê-los,
se os pelos presentes
escondem nos grelos
mais de mil segredos...

Declaração de Independência.

Eu sou o cão desafiador,
eu sou o gatuno rebelde,
aquele que combate a tão temida proliferação:
do bastardo injusto, o saqueador da nação.
Eu sou um homem temente
aquele que canta um único repente:
“Morte a independência,
morte a Corte da Suprema negligência,
morte ao rico e vida ao pobre,
morte a miséria e a falta de educação,
morte a todos, os que se proclamam donos da nação.
Morte a hipocrisia,
morte ao falso romance e a qualquer tipo de tirania.”
Como uma pequena reparação
Faço jus a quem a sociedade trata com distinção:
“Viva o índio,
viva o negro escravizado,
viva o vinho e os italianos colonos a pouco chegado,
viva o preto e viva o branco,
viva o gatuno e viva o desafiador,
um grande viva, a todos que enxergam no outro, uma semente do amor”.

Carta Escrita


Querido diário, mais uma vez estou aqui com você , nesse diálogo repleto de interrogações.

Parece excêntrico, mas temos afinidade nesses momentos de reflexão e questionamentos.

Vida cadê você?
- Estou aqui sempre disposta e presente.

E o sentimento?

- Olha eu aqui, sempre agitado e querendo tocar vidas afim de formar amores.

É diário… Na caminhada da vida temos esses momentos de solidão e na memória achamos um baú repleto de situações vividas e eternizadas dentro de nós.

Então lembremos que a vida e o sentimento sempre estarão presente nesse cenário existencial.

Sete e quarenta e cinco da manhã
Ela está triste
Não demonstra, ninguém demonstra
Acreditar não faz mais parte
Acorda, levanta , faz seu café
Toma um banho
Olha pela janela
Tudo que ela vê é com um sorriso
Quem sabe até um sorriso verdadeiro
De ver que está viva,
ou apenas de receber um bom dia de seu pai e sua mãe
Ela se preocupa
Sua família é sua ponte pra felicidade
Fica mal quando em casa surge briga
Seu pai diz que vai sair dar adeus
O peito dela não aguenta tanto
Ela escuta o cantos dos pássaros
Corre para o quarto
Liga a televisão
Música clássica deixa-lhe bem
Livros e poesias acalmam sua mente
Agora
as luzes da casa estão apagadas
O sol bate contra seu rosto
Direto da sala escuta gritos e choros
Já não basta ser magoada pelo amor
A família lhe cobra maturidade pra entender tudo
Estava tudo tão bem há dois dias atrás
Do nada a lágrima corre pelo seu rosto
Ela já está acabada
O leite e os biscoitos tinham gosto de dor
O banho parecia chuva ácida
Ela arranhava seu cobertor
Se batia de decepção
O dia recém estava começado
Até o almoço faltavam horas,
Até de noite pareciam dias
Ela está acabada

Por que essa madrugada é tão quente?
Sinto meus olhos se abaixando tristemente
Aquelas músicas sentimentais e melosas tocando
O café acabou
Meu coração sente-se sozinho
Meu corpo é forte
Minha mente confusa
Estou me acostumando
Pessoas entrando
Depois saindo
Eu deixando
Esse é um fato
Cicatrizes marcam o peito
Eu já não posso jurar mais nada
Meus pés descobertos
Coloco minha jaqueta xadrez
O capuz me aquece mais ainda
Vontade de chorar
A lágrima não cai
Não há nada para entender
Sentindo a melodia entrar pelos meus ouvidos
meus dedos calmos ao teclado
Cada pedaço meu está longe
Cada parte quer tomar um rumo
A barba que sempre cresce pela metade
Meus olhos inchados por não dormir
O sono não da sinal.

É fim de tarde e eu não quero alarde, vem junto comigo eu sou a tranquilidade...
O teu calor me arde, minha estupidez te invade, hoje não tem ko, quero amor até mais tarde...............
Então vem, linda...
Te acalmo com poesia, te faço de minha rainha.
E a gente combina, é coisa fina, o tempo parou pra nóis e tu virou minha sina.

Sua presença.

Sua presença, marcou minha vida de vez.
O tempo brincou com a gente.
Mas agora posso ver um tempo de amor diferente.
Estive por anos a espera de alguem.
Me retrai e fechei os olhos.
E com voce em um segundo.
Transportei as magoas para outro mundo.
Privilégio de poucos te conhecer assim.
Amar loucamente sem cobranças.
Transformar a magoa em esperança.
Só voce foi capaz.
De domar esse espirito feroz.
Com voce eu vejo o caminho.
Tão claramente.
Já devo ter ficado apaixonado antes.
Mas contigo o amor é tão forte.
Nada pode mudar meu amor por ti querida.
Quero que saiba o quanto te amo.
Eu só peço o teu amor.
Voce mostrou o caminho.
Minha estrelinha no céu.
Te amo plenamente.
Vem compartilhar desse amor.
Com seus labios nos meus.
Encontrei em ti a paz.
Sentimentos divinos, fluindo em minha vida.
Afinidade e entendimento.
Querida de amor singelo e puro.
Te amo com muito orgulho.

Junior Mansi.

Dona dificuldade bateu na porta
Atormentando dona vida
Mas gritou dona esperança,toda torta
Faça seu melhor , querida !
- Eu

Discurso em crise


Letras voam,
Aéreas no ar.
Consoantes, antes
Levadas a sério,
Hoje despencam
Em queda livre.


Vogais se chocam
Silabas abaixo.
Palavras já não existem mais.


Sons ecoam em dissonâncias,
Nada parece ressonante.


O que antes teria relevância,
Hoje já não encontro mais.


Há mais linguagem desabando
Do que ação se concretizando.


Estamos capotando em discurso.

Então por verdade vos digo:
"Jamais os que tem alma de Sol,
verão a sombra como reflexo
de sua própria luminosidade"

Provérbio de Almany Sol

Pode até ser muita idiotice,
Posso ate estar falando sem pensar,
Mas eu sinto que preciso de você,
Acho que estou querendo me apaixonar,
Não que você fosse tudo que eu sempre quis,
Mas havia sim em você tudo que sempre desejei,
Não quero dizer que com minha vida estou infeliz,
Mas no mar dos teus olhos de cabeça eu mergulhei,
E como é doce o som da tua voz,
Meu deus como é bom o sabor a tua pele,
Mas devo conter esse desejo tão feroz,
Antes que minha alma de mim se rebele,
Na vida podemos apenas existir sem a felicidade,
Mas nunca é viver sem um amor de verdade.

Pai

"Não tenho fotos
com tua face
guardadas em minhas gavetas.
Nenhuma!
Face que me lembro vagamente.
Tua pele escurecida pelo passar
de tantos anos ausente.
Nunca vimos juntos o mar...
E se pudesses ver como
o mar é azul...
Ouço tua voz fraca e distante
esquecida nas minhas saudades.
Não a reconheço mais...
Teu último sorriso foi meu,
ainda me lembro.
A última melodia ouvimos
em tarde de domingo.
Tuas mãos cansadas
e ainda jovens
no aceno de adeus.
E o fechar definitivo
daqueles olhos vivos.
Abracei o vento solitário
sem alcance do corpo que partia.
Prantear essa perda
por toda uma vida...
Lamentando um último abraço
que não tive...
O céu também é azul!
Tão azul como o mar...
Esse céu onde moras.
E felizes são os anjos
que abraçarão
por toda eternidade tua alma..."

Por si.

O que faz o teu alvo no abstrato?
O que tu miras que nem sabes se há?
Não tens medo de estar errado?
Acha mesmo que sempre ganhará?

Conto somente a ti, meu amigo,
que me ensinaram a desistir.
Até na escola da morte, iludido
me pus, otário, a tentar seguir.

Condensei, perfume em lágrimas,
choros ardiam perfumadamente,
perfumavam as auras,
agrediam a mente.

Mentiam as auras,
iludiam a gente,
então amigo, desista!…
Viva para ti, somente.

A lua hoje madruga,
dou o passeio pela noite.
Descalço pelo passeio da rua:
-Olá boa noite! Não tem nenhum centavo pra matar a minha fome?
Tive pena do coitado até parece ser bom homem.
Meti as mãos no bolso, para ver o que trazia,
mas o forro estava roto e perdi tudo que tinha.
-Desculpe meu senhor, agora não tenho nada. Os centavos que aqui trazia perdi-os nesta calçada.
Mas como sei o que é viver aqui nessa miséria;
Pus-me à procura deles na minha visão periférica.
Ninguém sabe os segredos, que esta rua esconde.
-Mas dê uma vista de olhos pode ser que os encontre!
Pus-me a caminho, a solidão me acompanha,
a noite tem tanta vida que a morte é tamanha.
Vejo a pele castanha, na face, face à pobreza
dos abandonados da calçada. Cantando "A portuguesa".
Seguram na sua mão uma garrafa de vinho,
despejam sangue inocente num copo de vinho tinto.
Encharcados pela mágoa que lhes escorre pelo rosto,
em formato de gota da água, em cada olhar fosco