Poemas de Luto

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⁠A minha poesia
se transformou
na epopeia
dos militares
injustiçados,
da Pátria ferida
mesmo não
sendo a minha,
Os meus versos
estão tristes
a cada dia
mais um pouco.
Não sei quem
é o novo
advogado
do General,
Não sei como
se encontra
o estado
físico dele,
Só sei que isso
tudo me inquieta,
e escandaliza,
Porque esse
absurdo não tem
nenhum cabimento
de manter preso
em precárias
condições,
ele que deu a vida
inteira à Pátria.

Só sei que
na imprensa
saiu que forjaram
um expediente
falso contra ele,
e assim vem
sendo contra
muitos outros
militares presos,
E isso tudo tem
me horrorizado
frequentemente,
Não sei o quê
será deles
daqui para frente,
Só sei que daqui
de longe vou
sendo poesia
para que a verdade
não seja esquecida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Há muita história
para contar além
de cada poema,
No ar respiro
o aroma da cattleya,
e sigo contando
a história de honra,
luta e a glória
que hão de ser
recuperadas por
toda Venezuela.

Canto porque sinto
que vitória está
a caminho porque
há quem se encontra
buscando e não
desiste de seguir
na vida sonhando.
Os sete bravos
viraram estrelas
do crepúsculo
sem fronteiras,
e assim eles
escreveram
pémones as
suas bravuras
no livro da vida.

Canto porque sinto
com a reverência
do General
na despedida,
ele se encontra
preso por causa
de uma absurda
e grave mentira,
e é de justiça
que a inocência
que o pertence
seja por todos
reconhecida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sensação estranha
desde o último poema,
tão perdida que não
alcança os passos
calmos de um dervixe
em pleno inverno,
sentindo as dores
dos povos que vivem
no inferno em busca
de uma esperança
ou alguma consolação,
o caminho existe
para que tiver disposto
em abrir o coração
para a paz que traz
a verdadeira libertação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Há uma diferença
abismal entre nós:
os meus poemas
são encadeados,
és feito de todos
os mil cadeados.

Você disse que
não me quer mal,
já sabia que era
ironia helicoidal,
por isso na trama
do poema passado
disse que nada
tens a me querer,
porque li que não
havia como crer.

Mais de trezentas
prisões sem sentido,
e no meio do caminho
perdi o romantismo,
reclamar por todos
jamais será sacrifício.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Eu sei bem
quem eu sou,
e que em dias
normais quem
veste calças
escreve poesias
para inquietar
e em outros dias
quem veste saias
escreve poesias
para perturbar.
Quem possui
pensamentos
de libertação,
quem é poeta
não é liderado,
me leve a sério:
o autoritarismo
mora ao lado.
Quem nasceu
herdeiro de um
vero legado,
sabendo que há
prisões politicas,
jamais seguirá
em frente e calado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tem a poesia própria
A exaustão do povo
Buscando uma solução.

Sem resposta insisto,
Continuo escrevendo
Para saber de você.

Tem a poesia própria
O mau líder que os alucina,
Estabelecida a tal covardia.
Sem notícias persisto,
Continuo escrevendo
Para saber aonde está você.

Tem a poesia retrógrada,
A eleição imposta,
Para mandar o sonho embora.

Quero saber
Se você está inteiro e vivo,
Pois já é passada a hora...

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os meus poemas perturbam
de maneira original:
as cenas passam,
os poemas ficam,
por terem entrada direta,
e sem pedir licença
à mente e ao coração
de quem quer que seja.
A manifestação é o verbo
da exaustão pertencente
a população que não
deixa de ter a sua poesia,
os poemas registram
no tempo o mau líder,
e toda a sua covardia.

O poema como indignação
sempre será consultado,
por ser ação imperecível,
há mais de um que se
encontra na prisão recolhido,
sem contato com o mundo,
sem direito a defesa,
e talvez sendo torturado.

Assim, sigo escrevendo
mesmo sem ser presença
física, mas assumindo
ser permanente
para deixar o absurdo
a cada dia mais espalhado.

Eu quero saber se você
está inteiro e vivo!

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Pacientemente
caminhar entre feras,
Conservar a pureza
e fazer valer cada poema,
Enquanto espero
um sinal seu de verdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Cartas da Hungria
com o espírito de reencontro
das dez tribos antigas,
Para resgatar a poesia
e toda a nossa paz
para que a guerra
não voltar nunca mais .

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Alecrim da farmacopeia,
da mesa, do cancioneiro,
da fé e da poesia popular,
Parece até com o seu
cheiro que amo respirar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O poema que você não
leu e nem quis ouvir
ficou suspenso no ar,
atrás não vai mais voltar:
Versos Intimistas escritos
como revés e ironia do destino,
Você escolheu por tudo isso. ⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

O Velho

Gordura na folha
Meus galhos de pão
Aposento o poema
Suando a razão

Inserida por RicardoJSMarinho

𝙰 𝙰𝚁𝚃𝙴 𝙳𝙴 𝚅𝙴𝚁𝚂𝙴𝙹𝙰𝚁

⁠A poesia nasce assim...
No instante em que a alma aflora livre.
Versos vão tecendo sonhos alados
Que como pássaros partem em revoada.
Uma estranha paz, um êxtase supremo...
E nos transportamos ao limiar do real!
Bendita a mão quer verseja...

Como bendito é o pranto que inspira...
Pois o poeta se alimenta deles!
Em sua arte de vasculhar o íntimo,
Compor desejos... Decifrar pecados...
Se um poeta chora solidões, saudades...

Seu pranto iluminado se transforma em versos.
E de sua alma ferida, brotam flores, luares, campos...
Descrições incautas... Narrações fantásticas.

Seu coração é todo inspiração e luz!
Na sua poesia ele desnuda a alma...
Reinventa o belo, consolida o mágico...

E vai destilando no papel seus sentimentos
Ousando sonhos nunca revelados!
E na suprema criação das mãos que escrevem
Os versos, estrofes, rimas...vão brotando assim...
Livres... Ditados pelo íntimo que se exprime
Se mostra na forma mais sublime e bela.

Se o poeta sofre, sofre em versos...
Se é feliz.... Transparece em estrofes...
Se sonha... Cria rimas...
Se morre... Ah! Se um poeta morre...
Apaga-se uma estrela, morre uma flor...

E seus poemas se perpetuam nas madrugadas chuvosas
Carregados de vida e forjados no fogo da paixão!
E vão cantando os amores que viveu.... Os amores que sonhou...
Os amantes que conheceu...
A natureza em seu fulgor.

E por toda a eternidade sua poesia permanece
Infinitamente bela.... Infinitamente nova
Enternecendo os corações sedentos de sonhos...
Com fome de sentimentos e exausto de solidão!!!!!

Inserida por inezcurado1959

Pode ser que eu tenha colocado poesia demais em uma história qualquer que nunca teve o suficiente pra virar o livro que eu queria te dar.

Eu sempre fui de exagerar.

Gabriela Freitas
Tudo que meu coração grita desde o dia em que você (o) partiu. Belo Horizonte: Crivo, 2020.
Inserida por SaraMendes

Nem sempre vão te enxergar do jeito que você realmente é
só não deixe isso mudar a sua essência.

Cada um curtindo à sua maneira como pode, mas não deixemos de curtir a beleza desse pássaro que voa ligeiro passando por nós feito um gavião. Temos que ser astutos, matreiros ter jogo de cintura para apreciar com desenvoltura essa loucura chamada vida, curtir ávidos essa visão senão, quando vemos lá se foi nosso existir nas asas, no bico desse pássaro de única mão...Oh vidão!....Bebamos esse elixir mágico com nervos de aço à exaustão, vamos oxigenando nosso ser e poemando nosso pulmão o tempo todo, todo dia... Vamos tirar os cotovelos do batente da janela e o sempre queixo entre as falanges suspenso...Isso é o que poetizo porque existo e logo penso, vamos procurar achar aquele eixo nosso elo perdido em algum lugar do tempo, numa aragem , num vento...Nosso espaço é um vácuo cheio de estrelas e sempre há uma cadente que esquenta e acende uma chama de esperança que alimenta a gente e assim vemos um pouco melhor o lume das coisas .Se tu não olhares a vida nos olhos com coragem de verdade ela nem vai notar que tu existe.

Você tem um jeito sério de dizer que me quer...
De me chamar de sua mulher, que me fascina, me faz saber da menina, que sempre mora em mim ainda apesar dos anos.

⁠⁠Ah, saudade que arrebata!...Chega de repente com rebeldia, não bate palma no portão e vai adentrando, feito uma lágrima no olhar, uma lança no peito, acerta o alvo e deixa sem chão o sujeito, depois acalma e se deita num canto da alma, ah não tem jeito, aluga um quarto no coração, é tão boa essa saudade, significa que estamos vivos e que vivemos o que foi preciso, sentimos falta da presença, da pessoa, do sorriso e até das lamúrias, isso quer dizer que ela nos fez bem e isso é bom, ainda que pareça loucura, esse é outro lado da saudade que tem asas e mora bem distante, mas vez em quando vem nos ver e a gente sente um aperto dum bem querer, nesse instante. Sim, seria bom ter para sempre o bem perto, e nós bem longe dessa tal saudade..

⁠O poeta escreve, erra apaga, estica alinha a folha, amassa, se excita e rabisca tudo de novo, acaricia a alma em seu papel e na ponta dos dedos, tem piche negro, tem bem-te-vi, mel e frenesi, escreve o que sente o que vive, a poesia com gosto de céu, esse é seu segredo.

É que tá bem equivocado, né? Tipo peça teatral
Quando menos esperamos, a gente cai na real.

Inserida por sindromesdapoesiaofc