Poemas de Luto

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Ainda me lembro do dia em que dissemos: seremos felizes até que a poesia nos repare. Primeiro, você riu, eu gargalhei e nós casamos. Depois, eu li, você ouviu e, nus, transamos. Por fim, eu lembrei, você se esqueceu e nós cansamos. Hoje, ainda que me falte você, nunca me faltará poesia. Um poema é o próprio abandono descrito em versos, diversas vezes. É o poeta em estado onírico implorando em rimas, alexandrinos, decassílabos decadentes: “Volta para mim, palavra bonita. Volta!”. Seu mundo sempre foi confuso, uma mistura moderna de Garcia Márquez com qualquer pintura de Velásquez. Você só parece amar quem pisoteia nos seus sonhos, quem tapa os seus sorrisos com lágrimas, quem lhe abandona sem roupa, sem mundo, sem beijo. Veja só: As Meninas na corte do rei parecem cortejar o seu coração. Corta a cena: seu azar foi ter vivido Cem anos de Solidão em uma única relação. Talvez por isso nada lhe emocione mais: nem o piano que toca algumas notas de jazz, nem o coração em guerra que, no peito, hasteia uma bandeira de paz. Talvez por isso nada lhe interesse mais: nem as cartas nem as caras de amor. Todas elas são ridículas, já dizia o poeta, todas elas são partículas de sentimento que não insiste mais… Contudo ainda me pego algumas vezes tateando uma sombra incompreensível que fala e que fuma e que finge estar viva. Só finge! Uma sombra precisa de luz para ser viva. Um amor precisa de vida para reluzir. Eu preciso de ambos para existir.

Nova Poética

Vou lançar a teoria do poeta sórdido.
Poeta sórdido:
Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.
Vai um sujeito.
Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na primeira esquina passa um caminhão, salpica-lhe o paletó ou a calça de uma nódoa de lama:
É a vida.

O poema deve ser como a nódoa no brim:
Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero.
Sei que a poesia é também orvalho.
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfa, as virgens cem por cento e as amadas que envelheceram sem maldade.

Manuel Bandeira
BANDEIRA, M. Belo, Belo, 1948

Café, o poema do café

Café de meia, de cafeteira
Tomo até de mamadeira

Café em grão, de verão
Secando ao Sol na fazenda do Barão

Café em pó, com pão e só
Cedinho na casa da vovó

Café expresso, de padaria
Com gosto de correria

Se o café (coitado) soubesse para onde iria,
Sequer ele nasceria.
Mas se não fosse a coragem do café,
Eu não estaria de pé! (Escrevendo poesia)

Música é Poesia
Se a poesia não existisse
As borboletas não sairiam do casulo
O zero seria nulo
As flores perderiam seus odores
O arco-íris não teria sete cores
E nem haveria o sol na lua
Se a poesia não existisse
Amar seria tão triste
Quanto um deserto sem um oásis
Ou um luar sem eclipse
Se o poeta não existisse
As musas não seriam lindas
Os amantes não amariam o próximo
E o próximo amor seria o ultimo
Talvez a poesia só exista
Para derreter corações de gelo
Afinando o piano humano
Humana e sacana
Sentimental como o medo
Viva a poesia

Ex-poesia

Curto minha depressão passageira
ouvindo música e lendo ou escrevendo poesia,
algumas quando ouço ou quando leio,
me fazem chorar,
parece que dói mais do que apanhar,
mas chorar faz bem
depois do desabafo tudo fica bem,
por isso eu digo sempre,
que a música e que a poesia me fazem muito bem,
não conseguiria sobreviver esta vida
sem música e sem poesia...

Inserida por silvioanjo7

Viscondessa de Mauá

Me alimento de poesia.
De pão, manteiga e café.
As vezes sou matreira,
sem eira nem beira.
As vezes misteriosa,
dona de um império dos sentidos.
Sempre etérea, é fato.
E, silenciosa ou falante,
ligo a vitrola,
acendo o cigarro e a cigarra canta.
Me encanta
e eu danço.
Eu,
acesa no vale sou,
viscondessa de Mauá!
É sou!
E ninguém tem nada com isso!
Com meus avessos, ou meus inversos,
com meus versos ou minhas cruzes,
com meu sexo...
Com o adverso?
Faço versos!

Crio controvérsias por onde passo,
mas os versos me perseguem...

Inserida por RenatoLage

Poesia-Orgasmo

De silabas de letras de fonemas
se faz a escrita. Não se faz um verso.
Tem de correr no corpo dos poemas
o sangue das artérias do universo.
Cada palavra há-de ser um grito.
Um murmurio um gemido uma erecção
que transporte do humano ao infinito
a dor o fogo a flor a vibração.

A poesia é de mel ou de cicuta?
Quando um poeta se interroga e escuta
ouve ternura luta espanto ou espasmo?

Ouve como quiser seja o que for
fazer poemas é escrever amor
a poesia o que tem de ser é orgasmo.

José Carlos Ary dos Santos
ARY DOS SANTOS, José Carlos, "Obra Poética", Edições Avante, Lisboa, 1994

IMPUBLICÁVEL

Quisera que teus dedos procurassem por mim
Como escrevessem poemas na face dos lábios
Enquanto passeassem desapercebidos
Por entre os pelos encaracolados
Fazendo carinhos ritmados
Encravando as unhas riscando as coxas
Entremeando as mãos alisando os seios
Extasiando sozinha como quem conquistasse
A síntese do prazer encimado de estrelas

Contento-me em pensar que me sonhas

Inserida por psrosseto

(Acordado)

Poesia feminina eu te amo em mais um Brinde,eu te chamo de amor,com os olhos de rancor eu arranco tuas tripas tuas trompas e teu ovário e roubo teu Hímen e te amaldiçoou para não mais ser fértil ou produzir sonetos na madrugada que acordam o novo o dia renascido e esquecido por tudo e por todos.

De que adianta uma conquista,se a batalha está apenas no começo,sua conquista feminina soa apenas como um grão de areia do deserto,Mas admiro sua coragem desde sempre acreditei em você e na sua essência pensadora de ser Mulher Feminina com alma de Vitorias,conquistas e muitas glorias

Te tomo como exemplo,sofre e (cala) e fala,mentira minha, você só fala e nunca Cala e continua a me alucinar quase Nua,sendo sua própria lucidez um escudo contra a hipocrisia humana do que no entanto não te ajuda de forma alguma,sempre te deforma e atrapalha,Mais continua a caminhar sempre avante,rumo ao novo amanhecer da noite.

Poesia Feminina eu te amo e declamo,todo meu amor pelo que só amo e amo a felicidade que tens que ser fiel a te mesma,acredite em te mesma na duvida duvidose de mais um gole não dê mole e não mostre sua fragilidade,pois você não é frágil,nem fraca,em você só vejo força e muita adrenalina,poesia que rasteja,me apavora e me alucina,seja sempre com amor,poesia feminina,poesia sem rancor, aparece na neblina e não acaba como o hoje,poesia é FÉ minina..

Inserida por Htims

"Chorei de mais, amei de mais, tentei de mais,
Aprendi que tudo que é de mais é veneno."

"..."tem horas que meu mundo se fecha... e só tenho você em minha mente... então só o vento me consola, só ele pode me ouvir, e aos poucos levar até ti o que estou sentindo... Sinta.

"Quando olho no espelho... Não vejo mais o que querem que eu veja... Mais sim o meu verdadeiro eu."

Caminhei a madrugada toda, andei pelos campos somente com a luz da lua a me guiar. Em minhas mãos o futuro, o presente e o passado... Mas mesmo assim sem respostas estou. E no desespero adormeci em meio as folhas no chão.

Haverá dias felizes, de coração quente e de muito sol...outros dias de chuva, dias calmos em que o coração está em paz, e outros nebulosos, de coração inquieto e inconstante...Faz parte do verbo “VIVER”, e do adjetivo “SER”!

A dor só vem apenas para aqueles a quem as palavras afetam (ferem). Se não diz nada a seu respeito não tem porque se ofender.

Dizem que a desistência é um sentimento dos fracos. Eu não vejo como uma fraqueza, mas sim como coragem. Coragem de deixar pra traz o que não tem solução e seguir um caminho próspero de luz. "Buscar a felicidade em outros caminhos."

Toda palavra de amor vira poesia quando proferida com doçura pela boca de quem amamos.

Ninguém é obrigado a ficar , mas também não tem o direito de vir , e deixar o que veio fazer em meio termo .

Um jardineiro soturno é puro veneno para as flores que ressecam ao sereno do noturno.

...Então Amélia abriu-se pro mundo, sorriu-se de norte a Sul, descobriu que o mundo azul, tinha nuances igual o mar profundo, havia uma mundo desconhecido cor de rosa.