Poemas de Luto

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⁠🌌 Mas o mundo das raízes

(aquele que pulsa no poema) sussurrará:
"Dança!
Cada passo teu ecoa no eixo das galáxias.
O que chamam de 'loucura' é a única sanidade:
honrar o ritmo que te habita,
mesmo quando os relógios do mundo param.
Os que riem ainda não ouviram
o compasso das folhas caindo,
o gemido do átomo enamorado,
o silêncio que canta por trás de tudo.

Inserida por aadii_oliveira

⁠Poesia de um beijo

Seus olhos fixos nos meus
Sua mão na minha , e derrepente
Seus lábios encostados no meus
O coração acelerado a mais de mil
O gosto da sua boca na minha
A lua e as estrelas como testemunha
E o vento ao redor dançando e celebrando
O nosso amor

Inserida por Pacula2025

⁠Transbordar

A poesia que
transborda
de ti
te faz única
poesia que
inunda
em mim.

Inserida por bruno_venga

POeMA DE SEGUNDA

A semana começa.
O dia termina.
O tempo voa.

Sexta chegou —
e o tempo foi pouco.
Sábado passou,
domingo é sala de espera pra segunda.

Tudo recomeça.
A roda gira:
tempo, trabalho, tropeço e o vôo.

E a vida?
Bilhete de ida
pra um tempo qualquer
Pra uns, curto.
Pra outros, um pouco mais.

No fim,
somos só isso:
passageiros do tempo,
com hora marcada.

Inserida por mardoniobarros

⁠SENTIMENTO DE CRISTAL (soneto)

Num soneto amoroso, a poesia pura
esquecida de sua encabulação
sente nos versos o afago e ternura
suspirado da angelical emoção
Enquanto espalha a formosura
nas entrelinhas, aquela sensação
tímido, se modela da ventura
e romântico, o amor, doce razão

Quando surge, por fim, encantada
a prosa, cheia de rima apaixonada
sussurrada em uma trama especial
E o poema, apaixonado, feliz, seduz
os versos consoantes e divina luz
murmurando sentimento de cristal.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 junho, 2025, 16’46” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Poesia:

Na madrugada, eu me apago
No café da manhã, eu tento me entender
No almoço, eu tento me controlar
No jantar, eu tento me encaixar

Enquanto eu como, eu enxergo a poesia como os pontos cardeais
Norte, sul, leste e oeste, ambos com o brilho que a poesia carrega
É só identificar
O argumento brilhante em sua testa

E que os outros olhem
Não me importo para outras opiniões
Porque isso não muda minha vida

E isso é o que a poesia trás
O poeta escreve e fala
- É só enxergar o brilho de sua mente

Inserida por danilo_tavares

"⁠Homem Que Não Sabe Amar"


Explicar o que é um poema
é como tentar falar do amor:
não cabe só em palavras,
não vive sem sentir dor.

Ambos nascem da alma,
do que pulsa sem razão.
São feitos de silêncios,
de entrega, de emoção.

Mas tem homem que não sente,
que vive sem se doar.
Olha verso como perda,
e amor, como fraquejar.

Não entende o que é ternura,
despreza quem sabe escutar.
Nunca leu com o coração,
nunca soube se entregar.

Como te explico um poema
se tua alma não quer tocar?
Como falo sobre o amor
a quem não sabe amar?

Inserida por fabricia_oliveira_2

⁠Sem tempo para fazer o que mais amo, escrever.
A poesia não está engavetada , apenas engasgada .
Os versos fluem, mas não são expostos, eles sobrevivem ao tempo curto e a rotina desgastante.

Inserida por ISLENESOUZA

⁠Eu já estou morto.
Ao escrever este poema, sou apenas um cadáver que teima em segurar a caneta.

Não sei o dia, nem a hora de quando eu morri —
talvez na juventude, talvez no primeiro verso, talvez no primeiro amor que não me amou.
E é isso.
Estou morto, e não há mais volta.

Ninguém chorou.
Não houve velório, nem lamentos, nem lápide com meu nome.
Morri e continuei vivo, preso ao corpo como se ele fosse meu.

Sem céu, nem inferno.
Após a morte, só há o hábito de existir,
onde meu cadáver se senta a escrever
como quem cava a própria cova
com uma colher de chá.

Continuei a fazer as coisas de quem vive:
amar sem saber o que é amor, crer sem fé, desejar sem saber por quê.

Morto, mas não suficientemente;
vivo, mas não inteiramente.

Sem saber se invento a vida ou se ela me inventa.

Morri sem testemunhas.
Nenhum mau cheiro, nenhum adeus, nenhum vestígio.
E o pior: nem eu mesmo percebi.

Inserida por GabrieldeArruda

⁠Beira-mar (Poema-canção)






Ah, sofrido beira-mar,
Quem vem sem o eu
Pra amar, se faz o desfaz sem reluz.

Ah, pare de queimar
O meu amor pra me desligar.
Vem do aomirante andar,
Sobre as águas, largar...

Ah, sofrido beira-mar,
Vem de novo me achar,
Pra poder lhe esquecer.

Vai, seguindo aomigrante,
E a lua minguante,
De tanto aguardar...
Você.

Impossível lhe esquecer,
Por mais que tento,
Não dar pra tentar.
Vem, noite brilhante,
Que passou no instante
De cada amor...

Parapararaparaapararararapara
Parapararaparaapararararapara


---

Vem, balançar na minha rede,
Que me mata de sede;
E que é lua minguante,
Dá de ver todo o mundo de cá.

Volta, meu amor, me amar...
Quase todo dia, estou a esperar
Mudes minutos pra mim,
Notas que sou assim,
Pra não ficar.

Amor, ao balançar-me contigo,
Contudo dispostas
A me separar... voltes amiga, colega —
Amiga, poeta, poesia que está no meu coração,
O que falta: a noção do tempo
Que estou sem você...

Inserida por WalyssonLima

⁠O quarto era pouco revelado
pela penumbra,
minha mão que escrevia
poesias em sua cintura,
nem se importava
pela roupa jogada nessa altura.

Ela que estava de olhos serrados,
prestes a entrar no teu sétimo sono.

Ainda falava comigo,
de voz abafada pelo peso do sono,
mas carregada de carinho.

Me pedia cafuné,
no meio de todo
aquele cabelo de pé.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Quando eu deixar
de existir,
minhas poesias
sobre você
ainda serão suas.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Por ora.
passo pelo vale da baixa autoestima.
Por ora,
não há poesia que me salve.
Por ora,
somente eu mesmo
que tenho esse alcance.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Alias,
me deixa conhecer
a poesia em você,
que nem mesmo você,
fala dela.

Inserida por ShandyCrispim

⁠MAGIA DA POESIA (soneto)

No versejar doloroso, não diviso
dor alguma, é sentir e recontar
tem, choro e riso, céu e paraíso.
Todo um sentimento a poetizar
Também, um momento conciso
vindo d’alma, percebo, entanto.
No soneto triste, há um indeciso
verso de alegria e de um encanto

Uma dualidade, é dentro, é fora
embora, surgirá sempre a aurora
e uma ilusão pincelada na poesia
O canto, se com pranto, saudade
com o sorrir é cheio de felicidade
para bordar a poética com magia.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15 junho, 2025, 14’24” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Eu sou rima, sou poesia.
Eu sou um furacão.
Mais este lado só depende de vc querer apertar o botão.

Inserida por Janinekelle

⁠A poesia que de mim deixo para o meu amor
Quantas vezes estive a te procurar?
Não sei, não parei para contar
Não percebi que te procurava.
Não sabia por onde olhar
Te queria sem saber,
Te esperava sem querer
te amava sem pensar
Me sinto teu.
Do amor que tive:
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
Que eu não perceba dele o tempo voar
Que a chama queime como se fosse a última
Madeira a perdurar
Não sei se é passageiro, se é amor ou se é apenas amizade
Apenas sei que mais do que tudo que quero te esperar independente do tempo voar
Afinal
Por ti vou me doer amar, teu silêncio vou me esforçar para respeitar,
Não vou sequer perguntar a razão mas meu carinho você vai ter
E caso a tristeza venha te dominar,
Dar-te-ei o meu coração,
Farei de tudo para que do seu lado eu consiga estar
Eu amo você mesmo sem você me amar

Inserida por Yatsuya

⁠Poema a mulher amada
Voe
Brilhe
Seja feliz
Faça tudo àquilo que pretender
Jogue-se para a vida
Ame
Viva
Sorria
Seja intensa nas coisas de que goste
Acerte
Erre
Mas saiba que:
Quando o vento bater no seu rosto, sou eu que estou a te acariciar
Quando o sol esquentar a sua pele, sou eu que estou a te aquecer
Quando você na cama deitar, sou eu que estou a te abraçar
Quando você chorar, quero tuas lágrimas secar
E quando você sorrir, o mundo estará mais iluminado

Inserida por andre_manso

⁠Cada poesia que escrevo
fala de você
porque todas as palavras que
permeio por entre as linhas
fala de amor.

Sueli Matochi

Inserida por SueliMatochi

⁠CORAÇÃO FERIDO (soneto)

A poesia geme e a saudade murmura
No verso. Tão impaciente que parece
Um cântico, árdua toada, uma prece
Atulhando o versejar com desventura
Largando a imprecisão como messe
Aonde nas rimas a cólera configura
Então, a inspiração ruge, ó amargura!
É um aperto que da tentação floresce

Soa tom túrbido, convulsivamente
Trêmulos versos saem ferozmente
Por entre as mãos, sombria aurora
Roga o sentido nestes versos feridos
Com lastimas, sentimentos partidos
De um coração que pulsa e chora!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18 junho, 2025, 18’23” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol