Poemas de Loucura
LOUCURA!
Se até Lou tem cura! Tudo é possível! O impossível se torna possível quando se busca a verdade!
A normalidade
As pessoas normais estão presas à normalidade e a normalidade à loucura. As pessoas normais matam. Matam por ódio, ciúme, amor cobiça e nas guerras. E nas guerras matam por amor, cobiça, ciúme, ódio e por vontade de matar. As pessoas normais não estão satisfeitas com o mundo e querem reformá-lo e, assim, destruí-lo. O mundo reformado é repleto de plástico, gases, ácidos, radiação e tanto lixo que mesmo as pessoas normais percebem a enrascada em que se meteram. Quando estão deixando de serem normais, essas pessoas logo procuram um médico que as normalize. Isso não tem efeito e elas procuram uma saída normal, como beber álcool, cheirar cocaína, injetar heroína, respirar a fumaça de cigarros ou começar a frequentar um culto religioso. Isso não dá certo e elas procuram o mais normal: trabalhar desesperadamente e viver dos sonhos que o cansaço produz. Cansados do cansaço, os normais adoecem e morrem, sendo enquadrados num túmulo onde não podem mais reclamar dos elogios e outros delírios que os outros dizem sobre eles.
Guardei por anos.
Não contei pra ninguém.
Tem confidência
que se falar, vira loucura
pra quem não viu.
Mas no peito pesava.
E no céu assinava.
Hoje eu divido.
Porque segredo
só é pesado sozinho.
Van Escher
Domínios Onírico sob visão dos inocentes alienados.
O louco continua louco apenas ganhou contornos de novas alienações.
O passado ecoa numa lembrança quase esquecida
O louco e realizações notáveis da existência da caveira.
Ossos para quem tem fome
Não alimente os frutos da sociedade.
Transformação do ambiente social .
Pois centro estendido é retrato do relativismo brasileiro.
A insanidade não é simplicidade criar novos campos de abandono.
É cuidar da mente da sociedade
Mesmo caótica da metáfora o louco é o alienado e suas grandezas na gaiola.
Metálico dos três problemas...
O origem se desdém.
Fatos que são expostos por caos e loucuras...
Ser insensato pois ar torna difícil de respirar...
Nos moldes de realidade somos o de repente...
Na força a fogueira de ignorância...
Num estado inerte no apogeu da viajem espacial...
Mochileiros galáticos,
Num suposto telema
apenas a escuridão os ruídos do metal.
Damos livre-arbítrio o que seria interessante...
A guerra é simplicidade uma nuvem de interesse...
As dores estão ligadas ao respeito e determinação da existência.
A evolução humana é notória no esforço...
Somos intrigados na evolução...
espiritual, No fardo, a clareza sobre olhares,
E até essência prelúdio da postura do capitalismo.
A calma e desequilíbrio das dúvidas são a resiliência exposta.
Mulheres escondem coisas..
guardam segredos..
as vezes mentem..
outrora sao loucas.. santas... ou ate mesmo sarcasticas..
mas nunca deixam de ser mulheres...
ou simplesmente... elas mesmas..
O meu número um..
o meu melhor. .
meu amante..meu amor..
meu ego..meu obsceno. .
minha loucura..minha dor..
minha solução. .minha perdição. .
meu nada..meu tudo..
Em ti
No teu sorriso me encaixo,
no teu corpo me acalmo,
na tua loucura me perco,
e nela, de bom grado, me afogo.
Muitos dias de chuva
Tempo Véio bem louco
Sem poder sair do rancho
Pude juntar uns trocos
E com essa melhorada
Vou pegar a estrada
E numa gauderiada
Por aí retossar um pouco
A embriaguez louca adormece
Deixa o maluco beleza sem prece
No primeiro gole ele vira leão
Bravo demais, um valentão!
Quem bebe se acha o tal
Não vê tamanho o mal
Vira comédia real
Ri e pula como macaco.
O tempo envia suas dores
Nos limites dos sofrimentos
Perdem-se em ruas de tremores.
O etílico não sente sabores
Sua voz sem argumento
Tropeça e cai no vazio dos horrores.
MUSA DE UM POETA LOUCO!
Um poeta precisa de sua musa
que inspire os seus versos
e transpire todas.emoções.
O poeta é viajante imaginário
que sonha com sua princesa
e beija como um lendário
no perfil de sua tosca fotografia
para entregar pra ela um rosário
sem rumo e sem destinatário.
Seu amor latente noite e dia
Talvez até mesmo sem solução
Um poeta precisa da ilusão
sentir o perfume dela pelo ar
enquanto rolam suas lágrimas
mesmo que ela o desconheça
mas ele precisa de sua musa
para compor assim a sua poesia
Quem sabe termine um dia
como uma bela melodia
entoando nos ouvidos dela.
Ele carrega uma forte ilusão
mesmo fantasias na contramao
aflorando dentro do peito
presença tornando revelação!
Seu sorriso, seus cabelos
seu corpo solto no tempo
onde usa toda imaginação
para desenhar entre palavras
O brilho dos seus sentimentos.
Nas asas ele chega até seu mundo em delírios
descrevendo e formulando sonhos
Na vida mostrando assim
------ a musa desse poeta louco!
Filosofia: pensar é um ato perigoso
Pensar até o fim sempre flerta com a loucura. Friedrich Nietzsche foi chamado de insano não por ter perdido a razão, mas por tê-la levado longe demais — a um ponto onde as convenções morais desmoronam. O pensamento radical assusta porque dissolve as narrativas que sustentam o poder, a religião, a moral de rebanho.
O mundo prefere a razão morna, funcional, administrável. A lucidez verdadeira é incômoda: ela revela o vazio por trás dos discursos, a fragilidade das verdades oficiais, a teatralidade das instituições.
Segundo Shakespeare, nascemos chorando nesse teatro de loucos.
Eu nasci negando.
Nego tudo, nego a origem.
Nego o passado, nego o presente, nego o futuro.
Nego a ideia de túmulo eterno,
a ideia do pó que volta ao pó.
A intensidade do pensamento é tão grande, tão imensa,
mas a gente pensa que isso, essa energia etérea,
aprendeu a migrar para outros mundos,
outros fundos, outros abismos.
E aí, mesmo essa ideia que seria sublime, confortante, eu nego,
porque não há plenitude na mente que estaciona
e aceita qualquer coisa como verdade absoluta.
Eu era jovem.
Eu era louco.
Era ousado.
E sei que não era pouco.
Não sou mais o que ja fui
Me esqueci onde estava
E nem sei pra onde vou
Dizem que sou louco, questionam nossas escolhas e tentam me convencer de que a vida é apenas uma sequência de festas e momentos passageiros. Mas, quando eu paro para respirar, é a sua voz que me acalma.
Eu sei que já cometi erros. Já preenchi espaços com desculpas, tentando dizer o quanto eu sentia muito, mas a verdade é que as coisas materiais — o mundo inteiro nas mãos ou as luzes da cidade — não significam nada se eu não tiver com quem compartilhar.
Eu tomei uma decisão.
Se o destino me colocar em uma encruzilhada e me obrigar a escolher entre o brilho do mundo e o que temos, o amor será minha única resposta. Com você ao meu lado, sinto que não há perda possível; eu já ganhei tudo.
Você é quem acende o meu mundo. É aquela luz que o dinheiro não compra e que a rotina não apaga. Quero te prometer hoje que vou tentar ser melhor todos os dias. Quero construir muito mais que momentos; quero construir uma vida, talvez até a nossa família, tijolo por tijolo.
Não consigo imaginar um único dia sem você. Por isso, peço que fique. Deixe-me ouvir o bater do seu coração e viver de acordo com o que o sentimento diz, que hoje bate no mesmo ritmo que o seu. Eu nunca vou te decepcionar.
Dois corações partidos, no silêncio de quem não sabe o que dizer.
Somos dois loucos de amor, presos a um passado que insistimos em reviver.
Olhe para nós agora: nos perguntando se ainda há lugar para nós,
depois de tudo o que eu disse, depois de tanto adeus.
A verdade é que não posso mais viver sem você,
e sem o teu abraço, tudo o que me resta é o eco de um sonho.
Nas bananeiras
Nem um louco esqueceria.
Recuso-me a perder a memória
daquele desvio do mundo, nas bananeiras,
onde o corpo escreveu antes da palavra.
De olhos fechados, reconheço
o caminho da chuva bravia
a rasgar as folhas largas,
o tambor verde da selva
a bater contra a pele.
Ali, os nossos corpos
não pediam permissão ao desejo.
Na tua boca,
um sussurro longo, quente, primitivo,
como se a terra falasse por ti:
“Amor, estou a molhar o meu cabelo.”
E eu, feito bicho cativo,
aprisionado no teu castelo húmido,
habitei os teus jazigos
como quem aceita o feitiço.
A chuva confundia-se com a saliva,
líquido sem nome, sem culpa,
apagava os sinais de luta e entrega
que nasciam no teu corpo nu,
corpo-fruta, corpo-mato, corpo-fogo.
“Amor, estou a molhar o meu cabelo.”
“É sério… vais sentir o cheiro depois…”
E a terra prometida abria-se
debaixo do teu vestidinho breve,
onde as flores são carnívoras
e as promessas mordem.
Ali, o amor era selvagem,
sem templo, sem regra,
apenas carne, chuva e bananeiras.
Daniel Perato Furucuto
Se te chamarem de louco por causa de Jesus, dê glória a Deus. É melhor ser chamado de louco e ser salvo,
do que ser chamado de "sábio" e estar perdido.
- *@wellingtoncleitonsantos
