Poemas de Loucura
A "loucura" — no sentido planetário de ignorar valores humanos — talvez seja a única resposta lúcida para um sistema que exige que você sorria enquanto se decompõe.
A verdadeira loucura não é perder a razão; é perder tudo, menos a razão, e tornar-se um autômato de valores que nunca foram seus.
O homem que esconde a própria loucura é melhor que o que esconde a própria sabedoria.
A sensatez e a loucura caminham lado a lado em uma linha tão fina que muitas vezes se confundem, tornando o sensato aparentemente louco e o louco, sensato. Essa tênue fronteira revela que, no limite da razão, o que julgamos como loucura pode ser a mais profunda sabedoria, enquanto a sensatez pode esconder uma loucura disfarçada. Essa ambiguidade é o que torna a experiência humana rica e complexa, pois a vida pulsa exatamente nesse equilíbrio instável entre ordem e caos, razão e delírio.
No silêncio onde o medo floresce, vivem os loucos; como o Cazuza exagerado, que rompeu limites em busca de verdades maiores. Essas flores não são fraqueza, mas pontes para a profundidade do ser. Jonas, engolido pela grande baleia, simboliza o mergulho no abismo necessário para a transformação. A esperança de um amanhã melhor é mais que desejo; é a coragem de enfrentar o medo e deixar que as flores da alma cresçam. A verdadeira libertação nasce quando a loucura do exagero encontra o amor e a consciência.
Se a sanidade é definida pelo que a maioria considera “normal”, até que ponto a loucura não é apenas uma forma de perceber o mundo fora desse consenso?
Adoro as mulheres empoderadas, mas, não aquelas que reclamam que você não ajudou a lavar a louça, mas, sim daquelas que fazem questão de dividir o pagamento daquela cara fatura do cartão das despesas de casa.
No meu mais alto estágio de loucura, me declarei normal e compreendi e aceitei como normal todas as iniquidades do mundo.
"Nos momentos mais loucos da minha vida, sempre tive com quem contar, às vezes nem me davam razão , mas me davam amor."
☆Haredita Angel
Ambos loucos de amor, mas perdidos no que dizer. Meu maior erro foi dizer que era o fim, quando meu coração sabia que você era o único começo possível. Sem você, a realidade virou apenas um sonho do que poderíamos ser.
Chega de loucura, deixa eu dormir! Ou você vai embora de uma vez ou eu vou morar em uma clínica psiquiátrica...
Não tenho medo dos loucos e agitados, mas temo os silenciosos contidos, pois destes surgem verdadeiros atos de fúria e desespero
Não é fácil lavar louça quando eu poderia estar lendo um soneto da Cecília, um poema do Bukowski, qualquer coisa do Drummond... se bem que o tilintar de colheres, facas e garfos é inspirador; a espuma do detergente, o barulho dos pratos, a água caindo... ah, tudo é poesia e isso me transporta pra um horizonte sem limites; eu sou um anjo e condeno os pecados do mundo, mas eu também tenho os meus pecados, esta paixão... esta paixão pela vida; Louis Armstrong sabe de tudo: "what a wonderful world!" que mundo maravilhoso; garfos, facas e colheres tilintam... pratos e panelas são lavados lembrando-me que pessoas se alimentaram, a água cai como cristais lembrando rios e lagos, a poesia é viva e dinâmica; e eu reflito no meu horizonte: os pecadores passam, a paixão nos rejuvenesce e a poesia... a poesia é o ar que você respira, a água que você bebe, é o que te alimenta. Ah, quem vive sem poesia?
Duas coisas me levam a buscar agradá-lo: carência carnal ou loucura. Em suma, sou 99% irredutível e 1% animal.
