Poemas de injustiça
Provocar a atenção alheia com o vestuário e depois posar de injustiçada quando há reações é apenas uma estratégia para manipular a situação e nunca admitir o próprio papel no conflito.
Muitas vezes, quem sofre em silêncio carrega as marcas de injustiças cometidas por quem foi incapaz de enxergar o seu verdadeiro valor, mas o tempo se encarrega de revelar a verdade.
Quem hoje é injustiçado e sofre por causa da maldade alheia carrega um valor que os cegos pela maldade não conseguem ver, mas que o tempo e a justiça da vida acabam revelando.
Talvez uma das maiores injustiças que cometemos com o próprio coração seja exigir que ele se recupere dentro de um prazo. Como se a passagem dos dias fosse suficiente para reorganizar aquilo que uma decepção desarrumou por dentro.
A injustiça raramente começa pela exclusão absoluta; começa pela seleção de quem merece ser visto, multiplica-se pelos filtros que legitimam essa escolha e culmina na invisibilidade de quem ficou para trás.
Há injustiça epistêmica quando a credibilidade de uma pergunta é reduzida antes que seu conteúdo tenha sido efetivamente examinado.
Toda instituição pode cumprir formalmente suas regras e, ainda assim, produzir injustiças que nenhuma regra isolada consegue explicar.
Quem tem o poder de fazer o bem e escolhe o comodismo escolhe também alimentar a injustiça do mundo.
A injustiça é algo com o qual não se deve compactuar. Na hora certa, a verdade aparece. Falar nunca será mais forte do que fazer. Entre teoria e prática, vivemos muitas vezes uma dualidade hipócrita.
"O silêncio diante da injustiça não é prudência, é cumplicidade; calar-se frente a outra covardia é vestir a mesma armadura do opressor."
"A injustiça começa quando um pequeno mal é cometido em nossa presença e nada fazemos para corrigi-lo. O silêncio diante do erro é um ato de covardia; a verdadeira justiça não aceita a omissão."
"A injustiça se alimenta do silêncio de quem a presencia. Omitir-se diante do erro não é neutralidade; é cumplicidade. Quem busca justiça, age!"
O processo justo não é obstáculo à justiça; é o caminho que impede que a injustiça seja praticada em seu nome.
O Direito perde sua finalidade quando a forma de combater uma injustiça produz uma injustiça ainda maior.
A injustiça não sobrevive apenas pela força dos opressores, mas também pelo silêncio dos oprimidos. Quando um povo renuncia à rebeldia, deixa de sofrer a injustiça e passa a sustentá-la
