Poemas de Filosofia

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⁠Eu não busco encontrar a felicidade, eu busco um caminho longo até a felicidade.

Da mesma forma que a trilha é melhor do que o topo, a busca é melhor do que a conquista.

⁠Patriotismo é uma invenção dos ricos
para que os pobres morram por
seus filhos.

⁠O passado e o futuro em minha mente brigavam,
o sangue transparente em meus olhos sussurravam,
aos baixos dele eu ouvia que no fim eu
seria o que eu era antes da
minha vida.

As vezes, o futuro bate a porta.
E nós nós perguntamos: o que que eu fiz para merecer isso?
Então, você se dá conta de que nada é como o esperado.
Por que cada coisa, possuí sua essência e nós não podemos mudar a natureza das coisas.
O Ciclo de um Rio pode ser mudado, mas o rio, não deixa de ser o que é por isso.

Aqueles que se amam sempre vão se encontrar de novo. Não importa o quão distantes estejam, sempre voltarão um para o outro. E eu farei de tudo para voltar para você, custe o que custar!

Antes era no Areópago, onde os homens vendiam suas idéias, faziam seus discursos e julgamentos, ensinavam uns aos outros a ciência suprema do pensamento e aplicavam a justiça sem parcialidade.

Hoje vendem suas ideias, fazem seus discursos em uma grande feira, numa torre de babel, " a Internet" onde ninguém respeita nem compreende o que os outros falam. São vendedores de utopias, e o que intencionam ensinar não praticam.

Para quem duvida do eterno mistério da vida
e do sumo encantamento da morte,
os sentidos naturais nos convidam
à uma reflexão filosófica:
A música de Bach, o prodígio divino de Beethoven
as óperas Wagnerianas, o virtuosismo de Chopin
para mim seria suficiente, mesmo que
me faltassem todos os outros sentidos.
Se eu não pudessem ler os poemas de Camões
nem as odes de Horácio e de Cícero
ou ainda as "odisseias" de Homero,
e os poemas de Pessoa. Mesmo assim
estaria convencido da existência
de um espirito eterno e sábio
que sopra aos humanos tanta
beleza e espanto... e divindade.
Olhe que não citei Verdi

⁠Sobre me parecer com eles...
Por Luiza_Grochvicz.

Às vezes me perguntam: com qual filósofo você se parece?
E eu fico em silêncio.
Porque me parecer com alguém é sempre também uma forma de não ser ninguém por completo.
Mas se for preciso traçar espelhos, que sejam espelhos em águas agitadas — nunca nítidos, sempre em movimento.

Com Kierkegaard, compartilho a vertigem.
Aquela dor silenciosa de estar vivo, de ser livre demais, de pensar tanto que quase se dissolve.
A angústia dele não me assusta — ela me reconhece.
Como se a alma dele tivesse escrito cartas para a minha, antes mesmo de eu nascer.

Com Clarice, é o sangue da palavra.
Não escrevemos — sangramos.
Ela também sentia demais e dizia pouco, mas o pouco explodia.
Clarice escreve como quem ama o que não entende. E eu também: escrevo para encontrar o que nunca procuro.

Com Camus, compartilho o absurdo.
A beleza de estar num mundo que não faz sentido, e ainda assim levantar todos os dias.
Ele era o silêncio das pedras; eu sou talvez o sussurro do vento.
Mas ambos sabemos: é preciso imaginar Sísifo feliz, mesmo com o peso da pedra.

Com Beauvoir, é a liberdade.
O incômodo.
A recusa em aceitar que viver seja só obedecer.
Ela pensava com coragem, sentia com lucidez.
Me inspira a ser mulher sem rótulo, filósofa sem jaula, pensadora com pele.

Me pareço com todos, e ainda assim, sou outra.
Porque filosofar, pra mim, é tocar o invisível com palavras.
É doer bonito.
É pensar como quem ama demais.

⁠As pessoas sempre irão nos julgar,
Mas infelizmente, não baseadas nos fatos.
Então escolho não me importar.
Elas se baseiam em boatos,
e ficam com os que querem se aliar.

O peso invisível das escolhas

Vivemos cercados por bifurcações invisíveis. Cada escolha, por menor que pareça, altera o rumo de algo que talvez nunca perceberemos. O café que decidimos tomar antes de sair pode ter atrasado um encontro que mudaria nossa vida. O silêncio diante de uma injustiça pode ter moldado um mundo onde ninguém mais ousa falar. Um "sim" ou um "não" dito sem pensar pode ter sido o fio que sustentava um universo inteiro.

Nos ensinaram a temer os grandes erros, mas nunca nos alertaram sobre os pequenos desvios, aqueles que não percebemos e que, ainda assim, nos levam a um destino completamente diferente. O tempo, esse escultor impiedoso, molda o que somos a partir daquilo que deixamos de ser.

Mas e se tivéssemos parado para olhar melhor? Se tivéssemos dito algo que ficou preso na garganta? Se tivéssemos segurado aquela mão um pouco mais forte? Teríamos escrito uma história diferente ou, no fim, a ilusão do controle é apenas isso—uma ilusão?

Talvez o segredo não seja buscar o caminho certo, mas aprender a andar com leveza por qualquer estrada, sabendo que cada passo é uma interrogação sem resposta. Afinal, a vida nunca foi sobre prever o que vem depois, mas sobre encontrar beleza no que nos tornamos no processo.

E no fim, talvez não seja sobre escolher o destino certo, mas sobre fazer da jornada algo que valha a pena ser lembrado.

A SOBERANIA INTERIOR COMO ARQUITETURA DA VERDADEIRA LIBERDADE.

A máxima atribuída a Sêneca, " quem se domina é livre ", sintetiza um dos fundamentos mais elevados da filosofia antiga. No horizonte estóico, a liberdade não se confunde com a ausência de obstáculos, nem com o poder de moldar o mundo ao bel prazer humano. Ela nasce de um labor silencioso e contínuo sobre a própria consciência, uma educação rigorosa dos afetos, pulsões e juízos que, se deixados à deriva, convertem o indivíduo em prisioneiro de si mesmo.

O domínio de si, na perspectiva clássica, não é simples contenção, mas arte de reger as forças íntimas com disciplina e lucidez. Tal disciplina exige uma maturação moral que transcende a superficialidade das reações imediatas. O homem que se conhece e se administra já não se submete às oscilações do mundo, pois compreende que as vicissitudes externas pertencem ao campo das fatalidades necessárias, enquanto suas escolhas morais constituem o espaço legítimo de sua autonomia.

A tradição antiga sempre sustentou que a verdadeira serenidade emerge quando a alma, purificada de ilusões, aprende a distinguir o que lhe pertence do que escapa ao seu alcance. A partir dessa distinção, o ser humano se eleva a uma dignidade que o protege do tumulto e das intempéries emocionais. É nesse amadurecimento que a liberdade interior se torna não apenas possível, mas soberana, revelando que nenhum poder externo suplanta aquele que se exerce sobre si mesmo.

" Cada passo rumo ao autodomínio seja também uma ascensão rumo à mais alta forma de grandeza, pois é nesse ápice que a alma encontra sua própria imortalidade silenciosa. "

⁠ "Entre o Espiritismo e outros sistemas filosóficos há esta diferença capital; que todos estes são obras de homens mais ou menos esclarecidos, ao passo que, naquele que me atribui (o Espiritismo), eu não tenho o mérito da invenção de um só princípio. Diz-se: a filosofia de Platão, de Descartes, de Leibnitz; nunca se poderá dizer: a doutrina de Allan Kardec; e isto, felizmente, pois que valor pode ter um nome em assunto de tamanha gravidade? O Espiritismo tem auxiliares de maior preponderância, ao lado dos quais somos simples átomos. "

Allan Kardec, O Que é o Espiritismo - Cap. I, 2° diálogo: 'Elementos de convicção'

Dizem que o tempo cura tudo,
que as feridas se fecham, as cicatrizes desaparecem,
as dores cessam e que as lagrimas secam, passei muito tempo a acreditar nisso. Mas a verdade mesmo é que nada melhor do que uma boa dose do amor próprio.

Há um lugar no invisível que é fantástico, mágico, está pronto para brincar e se divertir com as mentes que são capazes de tocá-lo, sentí-lo, enxergá-lo.
A humanidade sempre desejou as coisas que vem de lá.
Eu brinco, me diverto, eu danço com elas.

Inserida por MundoKanope

As pessoas confundem afetividade com AMOR!
Um pode até estar dentro da outro, mas o primeiro manifesta-se principalmente pela carência.
O AMOR é transcendental o outro não.

Inserida por MundoKanope

A tendenciosidade é um dos cânceres do relacionamento humano.
Ela fecha a porta das amizades verdadeiras, do reconhecimento e, claro, da gratidão. Abre as portas do preconceito, da exclusão, da segregação.
O amor é abrangedor, acolhedor, sóbrio... jamais tendencioso.
O agir por impulso é tendencioso
O agir pela intuição é misterioso, poderoso.
Quanto ao instinto, nós não o controlamos muito bem; nele está o gatilho da temperança, logo, para ter êxito no quesito saber se relacionar com o outro, tudo vai depender do seu nível de prática do autocontrole e da sua capacidade de amar incondicionalmente.

Inserida por MundoKanope

Tem gente que sonha em mudar as pessoas do mundo inteiro, existem outras, que preferem mudar o mundo das pessoas ao seu redor...

Seja eficaz, seja leve, perspicaz! Ame sem medida, realize, valorize cada instante, observe a vida, as pessoas, as coisas. Movimente-se!

Inserida por MundoKanope

É engraçado o ateísmo, sua definição é a ausência de crenças mas vejo muitos tentando "converter" fiéis de forma a desvendar seus mistérios e milagres.

Tentando demonstrar a racionalidade em ciências teóricas - não comprovadas - se assemelha a um fanático religioso e intrometido.

Eu posso dizer hoje que a minha posição quanto a religião é que não a tenho como tal, percebo mais como filosofia de vida ou um contra-peso que estabiliza os nossos anseios, medos e confianças.

Quanto ao fantástico sou extremamente cético e inabordável, costumo similar a ele só que na realidade; nosso terreno assim como a natureza e o espaço.

Mas por mais que seja esta a minha visão, ainda sim vejo beleza nos crentes, pois mesmo que sejam alienados ou não, conseguem ter fé e esperança onde só me cabe o raciocínio e a limitação humana.

Vivo pensando como seria bom estar errado e eles estarem certos, de que existe alguem bom olhando por nós ou que tudo que fizemos esta escrito e por isso não me permito, não me permito discutir os fins, e me contento a viver os meios.

Se todos pensássemos desta forma individual, teríamos grupos diferentes um tanto que iguais e compartilharíamos de um exato sentido, sentido de viver.

Inserida por felipifernandes

A hipocrisia é um veneno delicioso, acalenta e mata aos poucos.

Não há lado ganhador ou perdedor;
Não há nova opressão e resistência;

Tudo sempre foi difícil e também dá pra relativizar.

O seu fardo não é maior do que o meu e cada um sabe o peso da própria cruz.

As mazelas ainda existem, os pobres ainda são miseráveis e ainda somos separados por classes.

Mesmo de olhos fechados, as estatísticas continuam.

Falar com tanto amor sobre odiar os que te odeiam, também é ódio.

Se você pudesse conversar com todas as pessoas do mundo sobre os seus planos, para algumas delas você seria visto como um louco. E se você conseguisse entendê-las, sem mudá-las (...) Sentiria que você se tornou mais, sem subtrair de ninguém.

Por que enquanto você julga, há contrários à você, que morreriam por você, nesse mundo de tantos.

E acredite, o Diabo não ganharia uma eleição, ele seria preso fazendo boca de urna.

Mas...

Não se distancie do amor, pela hipocrisia.
Se aproxime do amor mesmo vencido em seu próprio jogo de cuidar.

Ninguém quer te fazer mal por que o mal custa caro à alma, e temos pouca alma para pagar.

Nenhuma ideia pode ser censurada e a democracia um dia, foi uma ideia.

Ditadores não são eleitos;
Usurpam o poder.

Inserida por felipifernandes

Refletindo percebo:
Muita coisa perdeu a graça,
não necessito mais de muitas coisas que considerava importante,
pouco importa o que pensam de mim,
não tenho mais as certezas que tinha,
não tenho mais as dúvidas que tinha,
consigo aceitar o que cada um escolheu para viver,
prefiro estar comigo, pois assim tenho paz,
não tenho medo e faço o que me alegra.
É isso !

Inserida por SOPLARIS