Poemas de Fantasia
►Convite
Venha passar um tempo comigo
Esqueça seus problemas, olhe para mim
Eu vou te apresentar um novo mundo,
Encantador, onde poderemos ficar juntos.
Deixe de lado o estresse do cotidiano
Guarde no armário os seus prantos
Deixe-me apreciar seus olhos lindos,
Castanhos, que viajam por entre meus sonhos.
Deite-se junto ao meu coração
Sinta o seu bater, sinta a sua imensidão
E, em terras desconhecidas, mares e ilhas,
Faremos nosso lar, nosso ninho, nossa vida.
Pegue minha mão, vamos voar
Para algum lugar onde a lua nos ame,
E nós permita compartilhar do seu calor
Por favor, eu posso te beijar?
Quem nunca inventou um mundo de fantasias ?
Noite passada eu sentir, eu dei gargalhadas , mais tbm chorei .
Sim, sentir vc me tocar , sentir q estavas comigo , sentir q me amavas e q comigo se deitava ... Sentir q vc era minha e q barreiras algumas nos impedia de nos amarmos intensamente,pois estes momentos eram únicos, eram nossos , somente nossos !!
Pois é , dei gargalhadas sim .Sorrir quando despertei desse sonho meu maluco, sonho florido , mas intenso , sonho q todo ser humano deseja realizar ...
Dei gargalhadas das brincadeiras q fiz quando vc não viu , quando fiz vc acreditar nas inverdades q contei !
Sim , tbm chorei , foi sorrindo das brincadeiras q fiz q percebi a lágrima rolar ao a fazer chorar o coração da mulher q nasceu pra me amar ...
Foi chorando q descobrir o êxtase da paixão mais envolvente q já pude sentir .
Vc é o universo mais aflorado q descobri . Universo de versificações , é sonho mais tímido, o mais oculto , o mais belo,o mais sincero , mas vc tbm é o amor mais bandido, o mais safadinho , é tudo q sonhei , é a realidade q existe na mente de um pensador , é a história inventada q nunca deixou de ser realidade simplesmente por está preso dentro de nossas memórias .
Vc é vida , é paixão ,é medo e razão !
Românticos, pós-românticos, vitoriano, pós vitoriano.
Livros livros, sinto falta de lê - vos .
Saudades de vossas línguas, vossas graças, suas histórias.
Não era eu quem vos tinha, eram vós que me possuíam.
Saudade de fantasiar às vossas custas ou graduar minha inteligência modesta.
A vida não deveria jamais afastar - me de vós, oh livros!
Foi cruel.
Ainda espero por voltar a lê - vos tão furiosa e intensa e calmamente que voltarei a moldar o mais íntimo do meu íntimo, o mais perfeito do que eu posso "Ser".
Princesas e cowboys...
Banco de prosa no canto da praça
Viola a entoar canções sertanejas
No céu, balões a subir
Dançam princesas cirandas de roda
Fogueira queimando, estrelas que brilham
Por sobre meninos, são todos cowboys
Chega a manhã que ara com brilho
Os olhos da cor de esperança
Dos pequeninos
Brincando entre tantas fantasias
Sem saberem que na vida
São todos heróis
" O menino e o seu mundo."
Quem é ele ?
Um menino,
mas não um simples menino
Ele é aquele que sonha
entre a realidade e a utopia.
É nas viagens no tempo,
no reencontro com a saudade,
e na fantasia do viver,
que o seu mundo se cria.
Ele quer voar,
a falta de asas lhe tira
a possibilidade do voo,
mas não sua qualidade de anjo.
Ainda que não possa voar,
um universo infinito,
ao subir no telhado,
é por ele contemplado.
Lá tudo é possível,
ele fala com as estrelas,
as escuta, toca a lua
e por ela é tocado."
Viviane Andrade
E se eu morrer...
Se eu morrer, ainda permanecerei vivo?
Se eu morrer, quem se importaria com isso?
Vejo. O que até aqui construí?
Quantos chorariam por mim?
Já ouvi dizer que todos somos sozinho.
Mas, quem seria apático o bastante para nao ceder a este abismo.
Por vezes pergunto, o que é real?
O mundo físico? O palpável!?
Certamente que não.
As emoções incontroláveis, toda essa química do cérebro que é fatalmente transpassada pela ciência!?
O mundo com sua ética e moral?
Quem parou para questionar a morte, se não aquele quem a desejou?
Quem no vazio indizível encontrou colo na desesperança da vida?
Ouça o grito, ou não.
É silencioso de mais para essa agitação toda.
Sou voz que grita em silêncio. Água torrencial, caverna úmida e praticamente inabitável, a não ser por aqueles que são da mesma natureza dessas pedras.
Sou poesia, sonhos.
O medo do homem comum.
Entretanto.
A algo ainda aqui. Uma centelha.
Querer viver ou morrer, a se todos entendessemos que não há diferença alguma.
Estou em busca do meu paraíso.
Felipe Pereira
INATINGÍVEL
Seria demais querer o inatingível quando o real está na minha pele na minha mente?
Segmentar reações versadas em experiências inconstantes
Esmiuçar amiúdes e tormentos extraídos de um viver fecundo
Querer o querido quando ao ter desfazê-lo em areia sobre as mãos
Quimeras de felicidade para aveludar chagas profundas
Desvendar enigmas para absorver um bem possível
Seria menos atingir a fantasia sem tocar o autentico
Talvez não ter a consciência da realidade e seu fundamento é pior que estar mergulhado no engano da fantasia.
Porque nada vai mudar por isso e a sensação dessa consciência não é tão agradável quanto não tê-la!
POUCO IMPORTA
Não sei, já não penso em mais nada
Mais uma vez você está magoada
Não diz nada não sei o que fiz
Eu sempre queria ver você feliz
Pouco importa o que foi que aconteceu
Se a amizade de repente morreu
Fico triste, mas sigo o meu caminho
Se te faço mal é melhor eu ficar sozinho
Levo você dentro do meu coração
A Deus eu te ofereço uma oração
Desejando que a tua felicidade
Seja inteira e não pela metade
Pouco importa saber o que foi que aconteceu
Valeu o carinho que meu coração viveu
Enquanto a nossa amizade florescia
Tão bonita e cheio de fantasia
No silêncio de dois corações
que batem em sintonia
opera o Amor que nos eleva
em enlevos de fantasia
edificando os momentos
de suave harmonia
Na beira da lua...
Supero com a força de minha raça
As cicatrizes e feridas que trago nas mãos
Restadas da lida diária de meu destino
Ais sofridos ecoam dos meus dias de menina
Mas, meu sustento vem do canavial
A paga é parca, mas é a que tenho
Mas a noite sempre me socorre
Me entrega a lua que semeei grama
É nela onde solto minha imaginação
Aqui, não cabem imites: corro e brinco
Sorrio e admiro uma estrelinha a piscar
Me ajeito na beira e descanso a pescar
Paralelos...
Havia em mim uma presença inquieta
Uma criança alegre e sem limites
Sem fronteiras entre alegria e desejos
Sem argumentos para justificar quereres
Criança à moda de meu tempo de menino
Boa de meia, pega-pega, esconde-esconde
Sorriso largo, temente, obediente a meu pai
Tinha meus castelos, meu alazão, um conde
Não haviam temores e era eu meu herói
Minha espada, salvadora, forjada em aço e fé
Era temida por espadachins e arqueiros
Guerreiros de outras cidades e muitos reinos
No universo de minhas aventuras
Haviam donzelas em perigo
Alcateias a vagar pelas florestas
Um lago a circundar meu alcácer
Mas sempre a realidade bate à porta
Me chama à razão e me trás de volta
Abandono o sonhar da fantasia
Volto a pisar em terras de gente adulta
As crianças são puras de natureza
Inocentes de coração
fantasiam um mundo perfeito
Onde pode ser qualquer coisa, é só usar a imaginação.
Ao crescer as convicções mudam
A realidade frustra,
E fica o desafio de manter essa criança viva, cheia de esperança e força para continuar acreditando que ser só depende de você!
Irreal
Palavras cruzadas!
Imagens confusas!
Poesia? Talvez!
Pessoas estranhas!
Linguagem esquisita!
Visão obscura!
Fantasia? Talvez!
Não sei onde estou!
É tudo tão vago!
Bagunça inebriante!
O que faço?
Como sai daqui?
Talvez seja sonho?
Não, não é!
É tão real!
Corro pelas ruas,
mas... Ninguém me vê!
Serei um fantasma?
Me sinto só!
Não sei o que faço!
Fujo? Fico? Morro?
Não, não. Definitivamente morrer não!
Sinto meu corpo!
Espere!
Ali! Tô vendo!
Tem alguém ali!
Peraí! Ele me viu!
Tá me puxando!
Puxa! Que sorte!
Voltei!
Ué! Aquilo era a morte!
Voltei à vida?
Por que voltei?
Ah! Entendi foi você!
Você me salvou!
Você acabou de ler minha poesia!
E cada vez que você, que você ouve,
me torno mais forte, distanciando o
meu Eu poético da morte.
Uma morte súbita.
SEROTONINA PURA
Amor, namorado, marido,
namorido, ficante, ficado, amante, namorida, ou amizade colorida,
Não importa a idade,
Não importa status,
Perfil ou condição,
Importa a parceria,
A reciprocidade,
a conexão e o amor...
Amor é vida
Amor é vitamina
Amor é frequência
Amor é energia,
Amor é vibração
Amor é prosperidade
Amor, serotonina pura,
Amor, remédio e cura
Amor é abundância
Amor não exige condição,
Pede apenas um lugar no seu coração.
Embebede -se dessa energia
De lugar ao Amor,
Viva a fantasia,
Espalhe esse vírus
Ele pode te contagiar
Basta perder o medo de amar...
Tenho um coração que quer acreditar.
Tenho um coração que amar, amar...
Tenho um coração que quer dar, dar, dar; e voar...
Tenho um coração que quer saltitar...
Tenho um coração desmedido ao bater:
Compassa, descompassa, me faz rir, me faz chorar.
O que pulsa meu coração é mais do que só ar
Tenho um coração que quer acreditar
e não há razão que o possa parar...
Desmedido, descabido, faz-me vibrar, torcer e ansiar...
Coração, não tens dó do meu Ser - mata-me e vive-me em um só dia - tantas vezes na mesma vida
Como seria com calma viver?
Como é a ótica de quem tem sabedoria e não liga para Crer?
Meu coração insiste em acreditar, porque é maior a dor de nada ver...
Como seria aspirar um cargo, um carro ou nada além de Deus como nos dizem ser?
Mas eu, anseio ser real mil fantasias como as imagino, sozinha, além do Céu.
Um tempo atrás fiquei arredia
Com a vida,
E quis fugir de mim
E da poesia...
Ah, o alfabeto inteiro me cercou
E me ameaçou poeticamente,
Dizendo fazer da minha existência
Uma verdadeira sátira...
Daí voltou a minha fantasia...
***
😂
Peguei o amor e balancei bem alto, veio a razão e falou:
- Fantasias não se balança tão alto assim, pois o balanço pode voltar vazio.
☆Haredita Angel - 19.09.20
"" O que pode durar para sempre
apenas a lembrança da luz
luz que um dia guiou
e por herança do tempo
apagou
deixando a certeza que cumpriu a missão
até entender que o fim é inevitável
mesmo que haja um pouco de luz...
A arte do Pangolelê...
A marcha compassada do Bertrano, era breve e indicava duas realidades: a idade já avançada do pardo cavalo e o peso da carroça que puxava, uma velha carroça coberta em lona colorida, tatuada em desenhos que remontavam à lembrança a magia da arte circense.
Era nela que o palhaço Bambolin, seguia à frente da caravana e nela, cabia tamanha alegria que ia do nariz de bolinha à peruca vermelha e todas as peças que ele vestia: roupas de cetim com formas de toda cor, todas bem cuidadas, guardadas em baús de madeira, que juntos, servia de cama para dormir, durante a viagem, a trapezista que também era atriz e não abria mão de fazer de sua arte, motivo para todo povo se emocionar e também, sorrir.
Circo sem bicho, sem cobertura, sem bilheteria, sem bancos nem cadeiras, sem hora nem lugar pro show que não pode parar.
As atrações eram tantas que cabia um mundo de sonhos na imaginação de menina, de menino, de gente grande, que viam nas trapalhadas do palhaço e no voo do homem bala, no estranho gigante João correndo atrás do anão trapalhão, na curiosa mulher de barba e se admiravam com Gismundo, o homem mais forte do mundo.
Mas havia um momento de tensão, a apresentação da bela trapezista, que também era atriz e, de um lado pro outro, recitava, cantava e encantava a plateia!
A cartomante, nascida em Lisboa, além de interpretar o que via nas cartas, “lia mão”, adivinhava o futuro e dizia que bastava um tostão pra pagar a adivinhação.
O circo Pangolelê, era itinerante! Tinha somente artistas da vida, operários da felicidade, gente que tinha por regra, a falta de regras, naqueles eternos minutos que a atenção que recebiam, em encanto se fazia.
Ali, não cabiam sentidos e nem lembranças de sofrer, e pelo querer, transportavam a plateia para um universo de emoção e ficção!
