Poemas de Erico Verissimo 1910 a 9

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A modéstia é para o mérito o que as sombras são para um quadro. Dão-lhe forma e relevo.

Os bons conselhos desagradam aos apaixonados como os remédios aos que estão doentes.

Todo o argumento permite sempre a discussão de duas teses contrárias, inclusive este de que a tese favorável e contrária são igualmente defensáveis.

A beleza é uma letra que se vence à vista, a sabedoria tem o seu vencimento a prazos.

A intolerância irracional de muitos escusa ou justifica a hipocrisia ou dissimulação de alguns.

As paixões perdoam tão pouco quanto as leis humanas, e raciocinam com mais justeza: não se apoiam elas numa consciência que lhes é própria, infalível como o é um instinto?

Não devemos julgar os homens por aquilo que eles ignoram, mas por aquilo que sabem, e pela maneira como o sabem.

Depois do espírito de discernimento, o que há de mais raro no mundo são os diamantes e as pérolas.

Os homens são poucas vezes o que parecem; eles trabalham incessantemente por parecer o que não são.

Nunca a polícia terá espiões comparáveis aos que se colocam ao serviço do ódio.

Quem sem descanso apregoa a sua virtude, a si próprio se sugestiona virtuosamente e acaba por ser às vezes virtuoso.

A maioria das mulheres quase não têm princípios: conduzem-se pelo coração e, quanto aos seus costumes, dependem daqueles a quem amam.

O pretexto normal dos que fazem a infelicidade dos outros é de quererem o bem deles.

Não existe vício que não tenha uma falsa semelhança com uma virtude e que disso não tire proveito.

Agrada-nos o homem sincero, porque nos poupa o trabalho de o estudarmos para o conhecermos.

Para o homem, apenas há três acontecimentos: nascer, viver e morrer. Ele não sente o nascer, sofre ao morrer e esquece-se de viver.

O amante é um arauto que proclama onde existe o mérito, o espírito ou a beleza de uma mulher. Que proclama um marido?

Qual é o teu maior medo?

Nosso maior medo não é sermos inadequados. Nossos maiores medos são os de sermos poderosos além da conta.

É nossa luz, e a não a nossa obscuridade que mais nos apavora.

Ser pequeno não serve ao mundo, não há nada de sábio em se encolher pra que as outras pessoas não se sintam inseguras ao seu redor.

Nós todos fomos feitos pra brilhar como as crianças. Não está apenas em alguns de nós, está em todos, e, na medida em que deixarmos nossa luz brilhar, nós inconscientemente damos às outras pessoas a permissão para fazer o mesmo na medida em que nos liberamos dos nossos medos. Nossa presença automaticamente libera os outros.

– Você é um bruxo Harry.
– Eu, eu sou o quê?
– Um bruxo, e vai ser um bruxo de primeira se tiver treinado um pouco.
– Não, o senhor se enganou. Sabe, eu não posso ser um, um bruxo. Eu, sou o Harry, só Harry.

quando eu morrer
não
perca
um minuto
chorando por mim.
posso ir embora
mas vou
deixar para trás
todas as minhas
mil & uma
vidas.
– uma garota louca por livros nunca morre.